[Bancariosdebase] Panfleto campanha salarial
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Quinta Agosto 19 21:46:07 UTC 2010
Camaradas
Acrescentando alguns elementos ao que já foi dito pelo Márcio.
1. Nossa campanha salarial é nacional. Não somos empregados de uma
fábrica que só existe em uma cidade, representados por um único
sindicato. Somos trabalhadores de uma categoria nacional,
representada por dezenas de sindicatos, com as mais diversas
orientações políticas. O fato de termos perdido a assembléia de
São Paulo não significa que devemos nos centralizar pela
Contraf-CUT. A assembléia de São Paulo é parte de uma luta maior.
É uma das batalhas no contexto de uma guerra. Lutamos contra a
Articulação aqui e perdemos, mas outros companheiros em outros
estados ganharam, dirigem sindicatos, ganham assembléias. Devemos
lutar unidos contra a Articulação no plano nacional, ao lado de
outros companheiros que estão travando a mesma batalha. A luta de
cada um dos grupos de oposição locais se fortalece quando todos se
percebem parte dessa mesma batalha, que apresenta um horizonte para a
categoria, de oposição às campanhas burocratizadas e pelegas da
Articulação.
1.1 Em adendo a esse ponto, é preciso dizer que o destino de uma
campanha salarial não pode ser decidido em uma única assembléia. A
assembléia que tirou os delegados para a Conferência não pode dar
carta branca para a Articulação dirigir a campanha salarial
inteira. Não é esse o formato de campanha que defendemos.
Defendemos uma campanha democrática, com efetiva participação da
base. A democracia operária não se resume a uma única votação,
pois consiste em um processo continuado de discussão, votação,
balanço, nova discussão, nova votação, etc.
2. O que os companheiros do MR estão defendendo não é apenas uma
pauta alternativa, é uma campanha salarial alternativa. A pauta é
apenas um dos elementos de uma campanha alternativa. É um elemento
de agitação, para motivar as pessoas. Há vários outros elementos
nessa campanha, como a defesa das assembléias, da eleição de
representantes de base para a negociação, da formação de comandos
de campanha independentes, etc. Quando propomos aqui um comando de
greve de base, independente do sindicato, com piqueteiros que se
reúnem por região independentemente dos diretores do sindicato,
para fazer a greve acontecer de fato, estamos aplicando o mesmo
princípio. A idéia da campanha alternativa é uma tentativa de
fazer isso acontecer no plano nacional.
3. Evidentemente, como todos nós sabemos, o PSTU usa esse elemento
da pauta alternativa como um chamariz para aparecer para a base como
se fosse mais combativo, porque está pedindo mais, e portanto
deveria ser direção. Esse tipo de tática oportunista é um dos
erros do PSTU, mas isso por si só não deslegitima a idéia de uma
campanha alternativa. A campanha foi elaborada em um encontro
democrático, sem delegação, sem representantes biônicos, sem
cláusula de barreira, em que qualquer bancário que quer se
organizar podia participar. Não podemos ser contra a campanha
alternativa somente porque o PSTU está contido nela. O PSTU é parte
das forças de oposição, não é toda a oposição. É justamente
isso que está em disputa nessa campanha salarial, o controle
absoluto do PSTU sobre a oposição. Esse controle não é mais
absoluto, está em disputa. Há outras correntes tentando dar outro
rumo para a oposição. Deixar de participar da campanha alternativa
enfraquece a luta dessas correntes contra os métodos do PSTU dentro
da oposição.
4. Quando o PSTU quis fazer um panfleto para a base de São Paulo,
usou o nome de "Boletim da Oposição Bancária de São Paulo",
ignorando o fórum de delegados sindicais e ativistas independentes
do qual havia participado. Não usou sequer o nome de MNOB, e com
isso ignorou que existem outros grupos de oposição na base de São
Paulo. O panfleto que está sendo proposto pelo MR usa o método
oposto. Não será um boletim do MNOB, será um boletim assinado por
sindicatos e movimentos de oposição, entre os quais o MNOB e entre
os quais deveria estar também o Bancários de Base. Não estamos
sendo chamados a assinar algo que veio pronto do CC do PSTU, pelo
contrário, estamos sendo convidados a colaborar na construção
coletiva de um material de agitação para a categoria, em que
inclusive o PSTU terá que respeitar as divergências. Podemos
disputar a linha política que terá o panfleto, evitando inclusive o
oportunismo do PSTU citado no ponto anterior. A pauta alternativa, na
nossa concepção, não é apenas um chamariz para parecer mais
combativo, é um conjunto de propostas que representa as reais
necessidades da categoria (assim como todos os demais elementos de
uma campanha alternativa: assembléias, comandos de base, etc., que
também são necessidades de organização dos trabalhadores).
Por tudo isso, também defendo que o Bancários de Base deve
participar da construção desse panfleto.
Saudações
Daniel
On Ter 17/08/10 23:57 , Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br sent:
Prezados companheiros, manos e minas. Querida Ana... Se a
tua preocupação é realmente com a base, então justifica ainda
mais encaminhar o panfleto, pois a CONTRAF impôs a pauta tirada na
"conferência nacional dos bancários" (só no nome, evidentemente)
aos bancários de bases como a nossa, ainda que "juridicamente"
esteja tudo nos conformes. Mas nós, que militamos na base, sabemos
que o "juridicamente" é muito pouco para os bancários, pois o que
importa é a necessidade da dos trabalhadores, estando dentro ou fora
da lei. Voltando ao assunto da pauta alternativa sob a alegação de
que a "base não aprovou", a informação não procede, pois a pauta
foi aprovada nas assembléias de RN, MA e Bauru, em face da proposta
da CONTRAF. Tudo bem. Você ainda pode alegar que "em São Paulo
não houve assembléia, e, portanto, não temos que tomar partido
pela pauta alternativa". Diante desse aparente impasse você propõe
a defesa da pauta da CONTRAF, afinal é "...juridicamente
desnecessária a raticação da pauta de reivindicações da
categoria em uma nova assembleia", pois a assembléia de tirada de
delegados deu um cheque em branco para a burocracia da CUT para fazer
qualquer coisa em nome da categoria. Não sei de subliminarmente, ou
claramente, mas, além de defender a pauta da CONTRAF, você ainda
acha desnecessária uma assembleia!!!! ????Entender as ações da
CONTRAF-CUT como legítimas é um atentado ao projeto que o BDB tenta
construir a duras penas!!! Apesar disso, não vejo que a defesa que
faz da CONTRAF-CUT seja pelos mesmo critérios da Articulação
(aliás, os mesmos que me fizeram a questionar a relação do BDB
com a Articulação na primeira reunião que participei). Mas sim por
rejeitar tudo que lembre, ou venha do PSTU~, sem qualquer corte
crítico sobre os elementos que circundam as propostas. E aí,
caí-se em três pecados mortais: 1-o de defender a CONTRAF-CUT, não
obstante a sua simbiose com o governo e os patrões; 2-cai-se num
ABSTENCIONISMO, que, na prática, significa favorecer a manter as
coisas do jeito que estão (aliás, já chamei atenção sobre isso
aqui antes); e 3-desconsidera todas as outras pessoas, ou coletivos
que pensam como a gente, pois, se o MNOB é a mascara do PSTU, logo ,
todos os outros que reivindicam MNOB também o são, inclusive eu e o
Daniel, que estávamos lá formalmente. Todos nós falávmos amém
para tudo que o CC do PSTU fazia de nefasto no movimento. As teses,
os documentos públicos, que deixam claro as divirgências (muitas
delas de acordo com o projeto do grupo) são irrelevantes. Afinal, o
importante é ser contra o PSTU, e não aos agentes dos patrões no
seio do movimento sindical. Quem participou do encontro do MNOB no
Rio, presenciou que o MNOB não é a "Máscara do PSTU" e
estabelecemos diálogo com um setor importante da categoria em nível
nacional, com o escopo de reconfigurar uma oposição nacional com a
filosofia do BDB. E na minha opinião, somente o BDB pode tocar este
projeto para frente, pois estamos num estágio masi avançado para
isso. O fato dos ter nos procurado para elaborar um panfleto nacional
é o primeiro teste para a reorganização da categoria nacionalmente.
Se participarmos e assinarmos o material enquanto BDB, não somente
ficaremos conhecidos, como contribuiremos para que os companheiros
amadureçam o rompimento político com o PSTU. Mas se não fizermos
nada, isto é, se entendermos que todos que reivindicam MNOB são do
PSTU e contribuem para manter a sua máscara, então não precisamos
assinar e retrocederemos na reorganizção dos bancários em nível
nacional, e jogaaremos na lata do lixo o mote da unidade e seremos
sectários tanto quanto criticamos em "nossos inimigos", isto é, o
PSTU. Penso que estas palavras não serão o suficientes para que
você mude de idéia. Então devo concluir que você é contra
contribuirmos com a eleboração de panfleto com os demais setores
do MNOB e outras oposições, certo? Afinal, para cada ação há um
desdobramento prático. O demais companheiros se posicionam
como? Seria bom apresentar até amanhã à noite Um forte abraço
Márcio.
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DE: Ana Paula Lima Freire
PARA: BancariosDeBase Activix
ENVIADAS: Terça-feira, 17 de Agosto de 2010 18:07:36
ASSUNTO: [Bancariosdebase] Res: Enc: Enc: Panfleto campanha salarial
Olá Márcio! Acho a proposta bem intencionada, mas continuo
sustentando a opinião que expressei na nossa reunião. O MNOB se
negou a participar da assembléia (fórum da categoria) que autorizou
a CONTRAF-CUT a negociar por nós, tornando juridicamente
desnecessária a raticação da pauta de reivindicações da
categoria em uma nova assembleia. Sabemos que foi manobrado mas, se
as oposições estivessem presentes junto conosco, poderiamos ter
revertido isso. Além do MNOB não convocar os bancários para a
assembleia, eles fizeram o "favor" de dizer que "A Oposição" não
participaria! Agora é tarde. Não podemos defender algo que a base
não aprovou em assembleia, enquanto bancários de base que somos.
Acho que a disputa pela pauta mais atrapalha do que ajuda nesse
momento, infelizmente... O MNOB continua sendo a máscara do PSTU, e
o fato da pauta deles ser mais avançada do que a da ARTBAN não
mudará em nada o processo dessa campanha salarial. Por fim, penso
que se assinarmos concordaremos de forma indireta com os métodos que
o PSTU tem utilizado... Abraços! Ana Paula
-------------------------
DE: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
PARA: bancariosdebase em lists.aktivix.org
ENVIADAS: Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010 23:24:11
ASSUNTO: [Bancariosdebase] Enc: Enc: Panfleto campanha salarial
----- Mensagem encaminhada ----
DE: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
PARA: Bancários de Base
ENVIADAS: Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010 23:17:43
ASSUNTO: Enc: Panfleto campanha salarial
Prezados companheiros, manos e minas. A Bia, do MR, fez uma
proposta que tem a ver com o espírito construído no Rio de Janeiro.
O detalhe é que são os camaradas que nos procuraram. Penso que
podemos atender à este pedido. É evidente que não respondi,
aguardando a resposta dos companheiros. O panfleto teria a assinatura
enquanto BDB. Isso é bom, pois nos reconhecem como um grupo autônomo
e fora do MNOB e ainda assim querem fazer unidade. Por favor,
respondam o mais rápido possível. Márcio
----- Mensagem encaminhada ----
DE: Beatriz Paiva de Oliveira
PARA: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
ENVIADAS: Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010 21:22:45
ASSUNTO: Panfleto campanha salarial
Oi, Márcio
Tudo bem aí em Sampa? Como está os preparativos para a campanha
salarial. Estamos pensando em fazer um panfleto nacional para
divulgar a campanha alternativa. Você sabe que ainda estamos no
MNOB, mas a ideia que vamos propor na diretoria, aliás que já se
discutiu por cima, é fazer um panfleto nacional com a assinatura de
outras correntes. Tipo: assina o MNOB, os 3 sindicatos, o BDB, e por
aí vai...
Mas primeiro a ideia é construir entre a gente e depois propomos o
material ao MNOB, sindicatos, etc. O que acha? Pensamos (o MR, estou
falando) em ser um panfletão com as seguintes matérias:
1- Campanha salarial (divulgando pauta, entrega de pauta,
índice, indicativo de greve – aprovamos aqui dia 22/9,
condicionado às outras bases, claro – denunciando a CONTRAF/CUT e
etc...
2- Uma matéria sobre o lucro dos bancos no primeiro semestre.
Essa por mais que incluísse os bancos estatais, no meu entender,
deveria focar bem para o bancário privado, citando os problemas
vivenciados por ele no dia-a-dia e tal, mostrando o contraste com o
lucro absurdo dos bancos.
3- Um balanço do governo Lula, do ponto de vista das políticas
para a categoria.
O que me diz? Algo mais para acrescentar à pauta? Matheus se
dispôs a fazer o ponto 3. O que você acha de fazer o 2? Podíamos
depois passar para Albertina, que é diretora de privados aqui para
palpitar sobre a matéria, já que ela conhece a realidade dos
privados melhor que nós três. Nós já temos algumas coisas
publicadas do ponto 1 no jornal do sindicato. Eu pretendo somente dar
uma ordem a tudo, sem ficar fazendo exaltação do MNOB, pode ficar
tranqüilo. Depois a gente fecha tudo junto para apresentar como
proposta aos sindicatos, ao MNOB...
Me dá teu telefone e o de Daniel para ficarmos em contato.
Abração
Bia
-------------- Próxima Parte ----------
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