[Bancariosdebase] Artigo para panfleto de oposição ampliada

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Agosto 26 19:05:10 UTC 2010


Prezados companheiros, manos e minas.

Segue a propsta de artigo a ser encaminhado para os companheiros de RN. Gostaria 
de saber se o texto tem acordo com os companheiros ou se há adendos a fazer. 
Lembrando que eu já estourei o limite de 2000 toques (escrevi 2500). 


Um forte abraço.

Márcio.


PARA OS BANCOS 54,4 DE “REAJUSTE”, PARA OS BANCÁRIOS A CUT QUER 11%.
 
“Nunca na história deste país” os bancos lucraram tanto. São recordes acima de 
recordes. Neste primeiro semestre, a rentabilidade média das maiores 
instituições públicas e privadas em relação ao primeiro semestre de 2009 foi de 
54,4%,  com destaques para BB (26,5%), ItaúUnibanco (39,6%), CEF (44%), 
Santander (100%), HSBC (102%)  e BRB (106%).
 
Esta lucratividade não seria possível sem o excesso de trabalho e o assédio 
moral para cumprimento de metas estratosféricas e expulsão dos trabalhadores 
pobres para os correspondentes bancários  e lotéricas. No entanto estes não são 
os únicos elementos que contribuíram para a lucratividade.  Uma conjuntura 
favorável regado a muito dinheiro público oferecido pelo governo durante da 
crise, que permitiu a fusão de bancos como é o caso do Itaú (que comprou o 
Unibanco), do Santander (que comprou o Banco Real), e do Banco do Brasil (que 
adquiriu o banco paulista Nossa Caixa). Junto a isso também não podemos deixar 
de citar o processo de reestruturação da Caixa Econômica Federal, sendo 
preparada para uma futura privatização, ou uma futura fusão com o BB.
 
Em todos estes casos envolvem rebaixamento de salários e de direitos da 
categoria, mediante a dispensa de bancários mais antigos (logo, com mais 
direitos e ganhando mais) e contratando bancários novos em que são negados estes 
direitos. Segundo dados da própria CONTRAF-CUT, a média salarial de quem sai é 
de R$ 3.536,38, e a média salarial dos funcionários que ingressam agora na 
categoria é de R$ 2.197,79, isto é, redução de 37,85%. Também contribui para 
este alta lucratividade a intensificação de terceirização inclusive da atividade 
fim, como processamento de envelopes de depósitos e de abertura de conta, como 
acontece no Banco do Brasil.
 
Mas todas estas medidas só foram possíveis mediante a colaboração da CUT  em 
organizar uma pauta rebaixada nas últimas campanhas salariais. Apesar dos lucros 
recordes, os governistas da CUT querem pedir apenas 11% de reajuste, fazendo o 
favor para os banqueiros e ao governo de esquecerem as perdas passadas da 
“herança maldita” da era FHC e de todos os ataques desferidos pelo governo Lula 
aos bancários. Além disso, os cutistas querem subordinar a nossa campanha 
salarial à campanha eleitoral arrastando o seu desfecho para depois do primeiro 
turno das eleições. Para impedir isso somente com a participação maciça dos 
bancários e a mais ampla democracia na campanha e controle da base no processo 
de negociação.


      
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