[Bancariosdebase] De valor meramente didático

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Dezembro 13 13:09:41 UTC 2010


Prezados colegas.

Há alguns dias, os companheiros de RN publicaram um a carta de desligamento de 
 mais um militante do PSTU  de forma  traumática. Houve guerra de mensagens de 
defesa e a favor e contra o PSTU. As filigramas nas quais se sustentam tais 
afirmaçõesa não nos interessam, mas esta última mensagem do Juvêncio faço 
questão de repassar por ser didático do que uma organização NÃO DEVE FAZER.

É evidente que esta mensagem não deve ser repassada sob hipótese alguma pois 
estamos construindo relações de confiança com o pessoal do NE.

Um forte abraço.

Márcio.

Camaradas, 
Calúnia e difamação são tudo que alguém acusa sem provas, sejam políticas ou 
material. As rupturas do PSTU são sempre traumáticas, com ataques e 
desqualificação dos que saem. A melhor defesa é o ataque. Talvez a exceção tenha 
sido a saída de uma das fundadoras da corrente morenista no Brasil, a 
companheira Zezé, que até hoje é cercada de mistérios e opiniões desencontradas. 
Infelizmente a companheira preferiu não expor publicamente suas divergências e 
as razões da saída sua e de seus companheiros.
O problema não é que os ex-militantes têm sempre razão numa ruptura, a realidade 
mostra que cada vez mais há rupturas no seu Partido e pelas mesmas alegações e 
modus operandi: concentração de poder na cúpula, formação de camarilha, 
rebaixamento programático, burocratização, aparelhamento dos sindicatos e das 
Conlutas Estaduais e Nacional.
Um único rupturista, como diz você, defendia continuar atuando dentro da 
Conlutas/RN, corretamente. Implantaram o boicote porque eram minoria, com o 
objetivo de enfraquecer a entidade. Hoje voltaram de mala e cuia, mas a 
autocrítica jamais leremos nem reconhecimento do acerto do único militante. 
Trotsky ficou muitas vezes sozinho defendendo suas posições, muitas acertadas 
outras erradas, porém fez autocrítica, se fortaleceu diante dos opositores e 
correligionários(Ver autobiografia Minha Vida, de Leon Trtsky).
Discussões transparentes no PSTU é piada de mau gosto. Três anos de debates com 
o Partido? Então, por que quando fomos expulsos 95% não sabia nem das 
divergências menos ainda da nossa ruptura? O Comitê Central trata de tornar 
diferenças como assunto sigiloso, inclusive com norma explicita de proibição de 
qualquer vazamento, nem mesmo para a base partidária.
O tempo mostrou quem estava certo, é verdade! Vocês se apoiaram num militante 
vigilante que hoje tá na Farsa Sindical para montar dossiê com acusações falsas, 
que resultou numa decisão antidemocrática e destruiu militantes abnegados, com 
acusações graves, sem provas. Exigem  de mim seriedade, respeito a discussões 
travadas internamente e Comissão de Apuração, mas no nosso caso não fizeram. 
Deveriam ter perguntado aos bancários, por exemplo, se eles queriam a minha 
saída do Sindicato ou não. São contraditórios o tempo todo: “faça o que eu mando 
mas não faça que eu faço”!
Criticam o PSOL,  mas adulam para se juntarem em  eleições burguesas, 
geralmente, rebaixando o programa para conseguir tal intento. Há outro 
agravante: a participação nesses processos é sempre com derrotas, seja 
eleitoral- com pouquíssimos votos ou polítca- onde não há quase captação 
partidária. Portanto, submete-se à democracia burguesa com suas regras cada vez 
mais restritivas, onde não se pode dizer que o PT é mensaleiro e o DEM também, 
pois os TRE’s punem com direito de resposta ou retira programas do ar.
Stálin também tinha maioria no CC antes mesmo dos processos de Moscou e logo 
após a morte de Lênin, por isso posso concluir que o ditador russo tá certo 
quando expurgou, matou e exilou minorias? O trotskysmo é vítima de tantas 
maiorias arrogantes, mas vocês utilizam a mesma prática que os inimigos 
aplicaram contra Trotsky. Democracia Operária, diferente da Burguesa, não é só 
ser maioria momentânea e subjugar correntes menores. É reconhecer minorias, é 
paciência revolucionária. Não foi o que vimos no CONCLAT nem vemos, 
cotidianamente, no PSTU. O  regime partidário executado onde você milita permite 
discussões somente nos períodos de pré-congresso, aliás, muito mecânicas e com 
pouquíssima participação dos militantes, e no próprio Congresso,  a cada dois 
anos. Portanto, quem decide é o Comitê Executivo composto de uma dezena e o Eixo 
de Direção, este na ausência de de reuniões, decide sozinho. Ele é o cara!
Por fim, quero concordar com um militante bancário que afirmou existir no PSTU 
“uma camarilha concentrada no poder central” e em alguns Comitês Regionais que 
diz combater a burocratização e rege-se pela democracia operária, mas são 
medalhões burocratizados em seus aparatos sindicais e partidários. A receita 
aplicada para combater a burocratização é reciclá-los na Conlutas nacional. Ou 
seja, retira-os  geograficamente da categoria e transferem para um aparato sem 
controle nenhum da base sindical e/ou partidária.Os burocratas políticos 
controlam os burocratas sindicais dando mais aparatos e menos controle da base. 
É a materialização da fábula popular, a raposa tá no galinheiro!
Um abraço a todos que lutam com independência, sem interesses pessoais e pelo 
Socialismo com democracia operária.
Juvêncio


      
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