[Bancariosdebase] Enc: Res: [oposicao_bancaria] Nova central é fundada, mas Intersindical rompe com o congresso
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Quarta Junho 9 02:52:44 UTC 2010
Prezados companheiros,manos e minas.
Para não ter que escrever duas vezes, repasso a resosta à nota do PSTU. É meio longa, mas contribui para tentar passar para o grupo o que aconteceu lá.
Só repasso para o grupo a mensagem porque eu sou um dos interlocutores.
Um forte abraço.
Márcio
----- Mensagem encaminhada ----
De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
Para: oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 8 de Junho de 2010 1:09:19
Assunto: Res: [oposicao_bancaria] Nova central é fundada, mas Intersindical rompe com o congresso
Prezados companheiros, manos e minas.
Gostaria de discordar totalmente da matéria abaixo. O que chama atenção não é o que está escrito, mas o que a imprensa do PSTU não escreveu.
Interessante a matéria dizer que a INTESINDICAL " rompeu com as regras sob as quais foi convocado o congresso". Mas o que o PSTU não transcreveu foram as tais regras. Uma delas que me deixou em choque até agora foi esta prescrita no artigo 5º do Regimento Interno. Leiam sentados para não caírem:
Art. 5º -São participantes do Congresso Nacional da Classe Trabalhadora:
- (...)
- Convidados/das, que terão direito a voz e sem direito a voto, mediante autorizção da coordenação Pró Central
- Observadores/as indicados/as pelas entidades do movimento estudantil e de luta contra as opressões, mediante autorização da Coordenação, sem direito a voz nem a voto, perfazendo o limite máximo de 240 pessoas.
- Observadores/as indicados/as pelas entidades sindicais e populares, participantes ou não do Congresso, mediante autorização da Coordenação, sem direito a voz nem a voto. O grifo é meu.
Sabia que no Congresso da CONLUTAS havia rolado isso. Mesmo assim não havia caído a ficha.Imaginava que no CONCLAT seria diferente e aí topo com uma proposta de regimento interno com isso que acabaram de ler. É evidente que que as pessoas signatárias de nossa tese e de outras corrrentes fizemos uma proposta que permitisse que os observadores falassem. A proposta foi defendida muito bem pelo companheiro Tinoco do GÁS de RN. Resultado Todas as correntes que faziam parte da Comissão Pró-Central votaram CONTRA a proposta.
O argumento para amordaçar os observadores foi a de que " há mais de 700 observadores aqui. Se eles falarem, os delagados não falarão, e que isso não é uma questão de princípios". Bem.... admitamos que os companheiros tenham alguma razão... Mas isso é incompatível com os seguintes fatos: 1-os trabalhos começaram com 2 horas de atraso; 2-uma mesa com mais de 15 pessoas falando sem limite de tempo na apresentação atrasou mais algumas horas (duas, acho); 3-apresentação da delegação internacional, que tomou o tempo de mais de 1 hora, pelo menos. Cassar a voz dos observadores com o argumento de garantir o debate e conduzir os trabalhaos para que não haja debate é, no mínimo, paradoxal.
Por causa disso, as apresentações das teses, que deveria ser no período da manhã, tomou a tarde toda, até as 20 horas. Os grupos, que deveriam funcionar no sábado, foram transferidos para o domingo, no afogadilho.
Mas é aí que vem a "novidade" quando instalou o plenário . Tava tudo correndo "bem", até que chegou o momento para se votar o nome da central. Eu, que tenho pouca experiência em congressos jamais imaginei que algum evento estivesse por um fio por causa disso. O nome da Nova Central foi um debate recorrente do início até o fim (literalmente), e se tornou uma questão de honra para o PSOL e para o PSTU. Acho que ficamos quase 2 horas com idas e vindas, tentativas de "acordos entre as correntes", suspendeu-se até os trabalhos por alguns minutos para isso, que foi quando o PSTU afirmou que não abriria mão do nome. E como o PSOL também não abriu mão, mas a sua cúpula queria continuar discutindo, foi aí que a BASE do PSOL começou a sair, os dirigentes ficavam no microfone "pedindo calma", mas diante desta pressão, se viram obrigados a sair também.
É triste ver que os companheiros insistem em dizer que foi fundada uma Nova Central num congresso em frangalhos. Na prática ela não existe, pois não foram votados as resoluções dos grupos, pois foi dada prioridade às "polêmicas" das correntes como a participação dos movimentos populares e estudantes e o nome da Central. Resoluções de Conjuntura, de concepção de movimento, estatuto da nova central, planos de lutas.... nada disso foi deliberado. O que os companheiros do PSTU festejam é a confecção de um registro em cartório.
Já não bastasse o trauma que passei, eu deveria ter sangue frio para comunicar o ocorrido para a base sem desfazer o trabalho que construo para trazer os bancários de minha região para a luta. Tinha que falar a verdade, mas sem assustá-los com a luta fraticida da esquerda por aparatos. O resultado foi até bom, ninguém se desanimou, embora lamentassem o resultado do congresso.
Gostaria que demais companheiros que estiveram no CONCLAT se manifestassem sobre o ocorrido
Um forte abraço.
Márcio
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De: Laercio Pereira <laerciopereira em hotmail.com>
Para: oposição bancaria <oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 7 de Junho de 2010 19:38:58
Assunto: [oposicao_bancaria] Nova central é fundada, mas Intersindical rompe com o congresso
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Nova central é fundada, mas Intersindical rompe com o congresso
Setor minoritário abandona o Conclat, com o argumento da discussão sobre o nome da nova entidade
Direto de Santos (SP)
• Milhares e milhares de ativistas sindicais se reuniram para eleger cerca de três mil delegados que se deslocaram de todo o país para Santos, com a proposta de fundar uma nova central. Existia um amplo acordo de formar uma central que fosse uma alternativa às centrais governistas, e com uma plataforma de ação para as lutas imediatas dos trabalhadores. Também houve acordo entre todas as forças convocantes do congresso de que as diferenças que existissem deveriam ser resolvidas pela base, no próprio congresso.
No entanto, depois de perderem a votação da última diferença, sobre o nome da entidade, a Intersindical, a Unidos para Lutar (CST), e o Movimento Avançando Sindical (MAS) romperam com o congresso, desrespeitando não só os outros delegados, mas também as regras sob as quais foi convocado o congresso.
Esses setores nã o aceitaram a proposta vitoriosa de nome: Conlutas-Intersindi cal. Central Sindical e Popular (CSP). Terão que explicar em suas bases porque rompem com um congresso em função de algo como o nome da entidade.
Essa discussão tinha como pano de fundo uma negação sectária por parte da Intersindical de que houvesse qualquer menção da Conlutas no nome da nova entidade. Queriam, assim, negar a rica contribuição dada nestes seis anos que a Conlutas existiu, como nas grandes mobilizações do funcionalismo contra a reforma da Previdência, nas duas grandes marchas a Brasília, na luta contra as demissões da Embraer, e em inúmeras greves pelo país.
Eles argumentam contra o “hegemonismo”. Que hegemonismo é esse, se o nome proposto era “Conlutas-Intersindi cal”? Na verdade, o que se queria era impor, de forma sectária, a exclusão de qualquer menção à Conlutas na nova central.
Estava em discussão, porém, mais que um nome. Estav a em questão a metodologia da democracia operária. A Intersindical queria impor um critério do tipo “ou aceitam o que eu quero, mesmo sendo minoria, ou eu rompo”. Ou seja, não pode existir uma participação das bases em decisões, prevalecendo apenas o consenso entre as correntes políticas.
Se a nova central já nascesse com essa característica, nasceria morta. Amanhã viria o mesmo método em todas as questões políticas e se imporia a paralisia e o burocratismo. Por este motivo, o Conclat foi convocado de comum acordo, com outro critério, de que as diferenças seriam resolvidas através de votações dos delegados, ou seja, pela democracia operária. Foi com essa democracia que a Intersindical rompeu.
Uma nova central
O congresso, ao constatar a ruptura, resolveu manter todas as votações, definir uma direção provisória e chamar as correntes que romperam a repensarem sua atitude e recompor a unidade.
A nova central Conlutas-Intersindi cal-Central Sindical e Popular foi fundada. Mais fraca do que poderia ser, se não houvesse a ruptura. Os delegados do congresso elegeram uma direção provisória com 21 nomes para funcionar até a próxima reunião, daqui a dois meses. A nova entidade já vai se expressar na luta de classes contra o veto do governo Lula ao fim do fator previdenciário. Junto com isto, continuará a chamar a Intersindical a recompor a unidade.
Retomar a unidade
Os que permaneceram no congresso fizeram uma avaliação da crise aberta. Janira Rocha, do MTL, afirmou que desde o início o movimento vem lutando pela unidade, mediando os conflitos entre os diferentes setores e defendeu a retomada dos esforços pela unidade.
Guilherme Boulos, dirigente do MTST, criticou a postura da Intersindical. ”Nós votamos a favor do nome ‘Central Classista dos Trabalhadores’ , pois não concordávamos com o nome que os com panheiros da Conlutas propuseram, mas nem por isso deixamos de estar aqui”, afirmou, lembrando que a necessidade de organização da classe trabalhadora ”está acima dessas questões”. Ele fez críticas ao PSTU mas terminou reafirmando que o MTST ”estará presente nessa nova central que estamos construindo” e que ”a partir do momento que terminar esse congresso devemos retomar todos os esforços para costurar novamente essa aproximação”.
José Maria de Almeida, o Zé Maria, afirmou em sua avaliação que “o caminho da construção da unidade não é uma luta fácil”. Sobre a polêmica, Zé Maria afirmou que o nome Conlutas não é de nenhuma força majoritária, mas um nome construído por milhares de trabalhadores por anos. Para o dirigente, a real polêmica envolvendo a retirada dos setores da Intersindical do congresso é o desrespeito à democracia operária. “Nenhuma força, seja ela minoritá ria ou majoritária, é dona de um nome ou de uma entidade. É sempre a base que deve decidir, e a base está aqui nesse congresso”, afirmou, sendo muito aplaudido.
Zé Maria lembrou do acordo realizado para os preparativos do congresso, de que qualquer polêmica que as direções dos setores não consigam resolver seria remetida à base. O sindicalista, porém, defendeu que sejam empreendidos todos os esforços para que esses setores retornem. ”Não é por nenhuma benevolência nossa, mas porque a nossa classe precisa”, disse, ressalvando, no entanto, que isso não pode se dar à custa da democracia operária.
Por fim, Zé Maria reafirmou a importância das resoluções do congresso e deixou claro que, já no dia imediatamente posterior ao congresso, a nova entidade estará nas ruas, atuando em defesa dos trabalhadores. ”Amanhã a Conlutas-Intersindi cal Central Sindical e Popular estará nas ruas e no próximo dia 14 estaremo s no ato contra o veto de Lula ao fim do fator previdenciário”, afirmou.
fonte: www.pstu.org. br
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