[Bancariosdebase] Enc: Res: Res: Res: [oposicao_bancaria] Nota intersindical

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Junho 10 04:06:39 UTC 2010


Só resolvi passar esta mensagem porque entendi que há elementos interessantes sobre democracia operária e contribuindo para o debate sobre isso entre nós do BDB; embora a discussão ainda paire sobre o fiasco do CONCLAT.

Um forte abraço.

Márcio


----- Mensagem encaminhada ----
De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi em yahoo.com.br>
Para: oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quinta-feira, 10 de Junho de 2010 0:49:38
Assunto: Res: Res: Res: [oposicao_bancaria] Nota intersindical


Prezados companheiros,manos e minas.

Caro Sílvio.

Primeiramente, sou um neófito se comparado à vocês, militantes de décadas. E aqui está cheio deles, embora não seja a totalidade. Tem gente que, embora muito mais jovem do que eu, teve a sorte de nascer com o braço esquerdo estendido e cantando a Internacional ao invés de chorar. Por outro lado, tenho absoluta compreensão que tenho mais tempo de militância do que o tempo de permanência da maioria dos bancários na categoria. Para alguns destes é possivel que me considerem um veterano no movimento.

Minha concepção de democracia operária não tem limite na voz dos observadores. Mas, por outro lado, não se restringe apenas ao ato da minoria acatar a decisão da maioria, pois envolve outros elementos não colocados aqui. Quem garante que a maioria encaminhará a vontade da maioria ? E num placar de 51% a 49%? Como fica?

Não há fórmula para isso. Conta-se apenas com a compreensão política da importância de se encaminhar as votações da maioria, sim; mas também envolve a possibilidade de se questionar a política da maioria a qualquer momento (e aí, a minoria pode acabar virando maioria), e a certeza de que toda política estará sujeita a balanço. E isso serve não apenas para a deliberação de politicas para o movimento, mas também para a direção do movimento. Aprendi assim e procuro praticar assim. Na minha opinião, qualquer coisa diferente disso é centralismo burrocrático.

Se "as correntes políticas" tivessem a compreensão política da importÂncia da unidade da esquerda não haveria disputa de hegemonismo, mas avaliação de propostas para impulsionar a luta dos trabalhadores. É claro que o nome em si não foi o motivo da ruptura do congresso, mas expressou esta disputa de hegemonia. A questão de honra no nome sinalizava o seguinte: manter o nome da CONLUTAS, caso a INTERSINDICAL rachasse após a fundação da Central ao consolidara sua condição de minoria. Como não impediiu isso, rachou no próprio Congresso. Mas esta é apenas avaliação de alguns camaradas que eu também comungo. Acredite você ou não. 

Se as "forças majoritárias" tivessem compromisso com a classe, as polêmicas  no congresso seriam, pelo menos, 1- como preparar os trabalhadores para enfrentar os efeitos da nova fase da crise; 2-estruturar um modelo de organização sindical não-oficial, isto é, independente  e autônomo em relação ao Estado; 3-medidas contra a burocratização; 4-formação política e teórica dos trabalhadores e ativistas, etc, etc, etc, e não o nome, ou a participação dos estudantes na nova entidade.

Nas notas oficiais da CONLUTAS, PSTU, e INTERSINDICAL corroboram isso. Exortam a democracia operária (que não praticaram) e cobram o seu respeito uns dos outros tendo como pano de fundo a votação do....nome da entidade! Duvida? Basta ver a importância que as notas dão ao nome da finada central. Mas as questões elencadas por mim acima foram apenas detalhes e passaramm longe da preocupação destas correntes antes e durante o CONCLAT.

Eu li o comunicado da CONLUTAS. Como o próprio Matheus observou, houve um progresso. A CONLUTAS reconhece que o congresso melou. No entanto, os companheiros ainda insistem em dizer que a nova central foi fundada. E aí há mais uma novidade para mim. Uma central sem programa, sem plano de lutas, sem política, .....sem pé ,nem cabeça! E depois são as minhas concepções que não tem relação com a realidade?

A proposta da nova central naufragou com o naufrágio do congresso. É melhor partir desta caracterização para reconstruir a unidade da esquerda do que ficar quebrando a militância e afastando a base das lutas com o vício de ver cada passo da esquerda como vitória. Como disse há algumas semanas atrás, nem todo passo que damos é, necessariamente, um avanço. Este congresso é um exemplo disso.

Um forte abraço.

Márcio

 



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De: Silvio Soares <silviosf2000 em yahoo.com.br>
Para: oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br
Enviadas: Quarta-feira, 9 de Junho de 2010 4:14:47
Assunto: Res: Res: [oposicao_bancaria] Nota intersindical

  
Márcio,

Eu sempre desconfiei que a sua repetição de "tudo pela base" era somente uma ladainha, que, repetida inúmeras vezes, poderia fazer até mesmo você acreditar que isso era a mais absoluta verdade.  Vejo agora que o seu "tudo pela base" não tem a menor relação com a realidade, porquanto a sua compreensão de "democracia operária" tem o limite da voz de observadores em um Congresso. Congresso este que lhe proporcionou uma das maiores experiências sobre a tal de Democracia Operária que um neófito, como você mesmo gosta de se autoproclamar ("diante da minha ignorância e inexperiência" ), poderia presenciar/viver. 

Olha, cara, presta atenção: correntes políticas que queriam decidir a concepção da Central, alterando a da Conlutas, bem como decidir seus rumos, concordam que os(as) delegados(as) reunidas(os) no Conclat e eleitas(os) democraticamente em assembléias de base vão deliberar, decidir, tomar decisões sobre as duas principais polêmicas, a saber: 1) o caráter da Central, se somente sindical, se sindical e popular ou se sindical, popular e com os movimentos de opressão e da juventude; e 2) quem seria a instância máxima entre os congressos da Central, se a executiva eleita no Congresso, numa composição de correntes políticas, ou se a base através da Coordenação Nacional reunida de 2 em 2 meses.

Quanto ao nome, você pode acreditar no que você quiser, é livre para isso e nenhuma democracia operária amarrará sua mente. Se você não acredita nem no que a própria Intersindical escreveu e declarou e que você mesmo grifou, não serei eu que me atreveria fazer você acreditar que o nome não foi o fundamental para a ruptura da fusão, digamos assim, foi somente a "gota d'água".

Um dos mais elevados princípios, senão o mais elevado, da Democracia Operária é o respeito à decisão da base. É o mesmo que você ir a uma assembléia que decidirá pela greve com o intuito de votar contra porque aqueles pelegos da Contraf-CUT vão rifar a gente, vão trair os(as) bancários(as) . Só que você perde a votação, você foi a minoria, ou, por outro lado, a maioria venceu e deliberou pela greve. E aí, você acata ou não? Ou você, para acatar, colocará uma pré-condição: que a maioria não pertença, ou não seja simpática à Contraf-CUT (aí em SP, p.ex., a maioria é bancários(as) de privados e são dirigidos(as) de fato e de direito por eles)? Tenho certeza que você, neste caso hipotético, acataria a decisão da base e faria, não apenas a greve, mas também os piquetes necessários. O mesmo pode acontecer no encerramento da greve: você vai à assembléia com intuito de votar a sua continuação, mas chega lá e perde.
 E aí, você volta a trabalhar ou não? 

E houve mais uma polêmica que perpassou pelos congressos, da Conlutas e Conclat, e foi a primeira a ser decidida: apoio à Frente de Esquerda. Esta tomou mais espaço e tempo nos grupos que participei nos dois congressos do que a polêmica do nome. No entanto, ninguém colocou à não aprovação do apoio à Frente de Esquerda como culpada da ruptura da fusão, digamos assim.

Enfim é isso, Márcio. Se você quiser mais, leia a nota da Executiva da Conlutas, que o Didi postou nesta lista. Ela e a nota da Intersindical são mais didáticas do que eu consigo ser. 

abraços,
Silvio
 
PS.: a maioria dos observadores do Conclat era formada por comp em s que foram delegados(as) do Congresso da Conlutas, principalmente dos movimentos de opressão e da juventude. É importante destacar que estes(as) observadores( as) foram "amordaçados( as)" antes do Congresso, quando não se decidiu pelo caráter da nova Central. Por isso, o pleito da(s) direção(ões) da Intersindical pelo recolhimento dos crachás, acatado pela mesa, para não deixar dúvidas sobre as votações. O resto, como diria Hamlet, que vivia num mundo de trevas e de intrigas, é silêncio...








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De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi@ yahoo.com. br>
Para: oposicao_bancaria@ yahoogrupos. com.br
Enviadas: Terça-feira, 8 de Junho de 2010 23:38:08
Assunto: Res: [oposicao_bancaria] Nota intersindical

  
Prezados compannheiros mano e minas.

É evidente que não deixaria passar em branco a nota da INTERSINDICAL.

Se a nota do PSTU não trouxe argumentos razoáveis para justificar o injustificável, a nota da INTERSINDICAL menos ainda, e com um "plus" : por ter sido minoria.

O engraçado é que a INTERSINDICAL aponta em seu documento que "Os impasses que perduram, dizem respeito à concepção de central e de democracia operária e culminou na tentativa de imposição por parte do setor majoritário em aprovar como nome da central “Conlutas-Intersindi cal”, mesmo com a nossa desautorização, expressa em plenário, sobre a utilização do nome da Intersindical na proposta". Grifo meu

Para quem participou do congresso sabe que a concepção da central foi votada e não teve muitos problemas. Para minha surpresa, a INTERSINDICAL recebeu bem a derrota da votação. Pode ser que apesar disso, os companheiros continuassem a tentar reverter isso na base, mas que aceitaram a proposta vencedora (caráter sindical, popular e estudantil) isso aceitaram.

Mas o que me chama atenção neste trecho transcrito é o impasse sobre a concepção de democracia operária.Não há impasse algum aí, tendo visto que foi consenso por parte de TODA  a comissão pró-central sobre isso (inclusive, da própria INTERSINDICAL) . Depois de 5 anos de militância organizada, descobri a nova concepção de "democracia operária". Descobri que o observador não tem voz. Teve até mlitante antigo na praça que me esclareceu, diante de minha ignorância e inexperiência, que observador "somente observa". Mas a reformulação da concepção de democracia operária não se restringia à mordaça dos observadores, mas na retirada dos crachás de deles em plenário. Houve até a proposta da mesa de que os observadores saíssem do do recinto. O argumento era que os observadores estavam votando. É bem possível que isso tenha ocorrido, diante de um clima de disputa fraticida pela hegemonia da Nova Central e não os interesses da
 classe. 

Depois a mesa voltou atrás na proposta, mas áí eu (que estava como observador) já estava fora do plenário. Aproveitei para tomar um ar...Foi quando eu vi um monte de gente do PSOL saindo. Comecei a perguntar se eles estavam abandonando o congresso. A base puta com a sua direção começou a sair aos montes..  e foi aí que trombei com o Índio. perguntei porque eles estavam saindo do congresso. Ele respondeu que foi por causa do hegemonismo dos companheiros do PSTU. Diante disso, repliquei se o motivo de estarem saíndo também não teve o mesmo critério, isto é, o hegemonismo, mas que havia perdido. O companheiro não gostou muito e foi arrastado pelos demais companheiros do PSOL para uma reunião de emergência entre eles (acho).

O feitiço virou contra o feiticeiro. Apesar da tragédia que foi o CONCLAT foi um grande aprendizado para mim, e ao mesmo tempo uma decepção. Sempre ouvi histórias, muitas até folclóricas, de coisas que a esquerda praticou e pratica. Como nunca presenciei, só ouço causos, nem me preocupo em investigar os fatos narrados e nem pedir saitisfação. Afinal, "nunca vai vou ver isso mesmo"!  Mas o que testemunhei no conclat supera em tudo de ruim que já vi e ouvi nestes anos de militância. Priorizar "exposições" longas  e reduzir o tempo dos debates foram práticas que só vi nos fóruns da CUT. Mas cassar a voz, retirar os crachás dos observadores, além de propor a saída deles do plenário, só vi no CONCLAT. A decepção fica por conta daqueles companheiros que dfenderam ao meu lado a democracia operária (aquela que conheci) no CNFBB, foram os mesmos que "mudaram o conceito" dela no CONCLAT. Aqueles companheiros de fizeram
 intervenções pelo fim do delegado biônico ao meu lado no congresso do BB, foram os mesmo que restringiram o direito a voz somente para os biônicos convidados pelas "forças políticas", dentre as quais, a INTERSINDICAL

Lamentável.

Um forte abraço.

Márcio.

PS: no congresso do BB, observador tinha direito a voz... 
 



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De: Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva <marciocarsi@ yahoo.com. br>
Para: Oposição Bancária <oposicao_bancaria@ yahoogrupos. com.br>
Enviadas: Terça-feira, 8 de Junho de 2010 1:24:23
Assunto: [oposicao_bancaria] Nota intersindical

  
Segue a nota da INTERSINDICAL. Já é tarde e não aguento mais escrever.

Nunca imaginaria que o nome da entidade determinaria o configuração da luta de classes no Brasil...

Um forte abraço.

Márcio




  
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Nota da Intersindical sobre o Conclat dos 
dias 5 e 6 de junho de 2010 em Santos
 
 
1 - A Intersindical saúda todas as entidades sindicais e movimentos populares que se empenharam em construir o CONCLAT, fazendo inúmeras assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras, elegendo delegados e delegadas, fazendo um esforço político e financeiro para a viabilização do Congresso da Classe Trabalhadora – Conclat, na perspectiva de construir um instrumento de luta, uma central, para organizar e dar voz a todos os lutadores e lutadoras, para organizar e aprofundar o combate ao Capital e aos governos neoliberais.
 
2 - Infelizmente, o que não desejávamos aconteceu! Tivemos que interromper o processo de fundação da central. O debate sobre a construção da nova Central (natureza, política e nome) revelou a mais absoluta falta de vontade, por parte da maioria da CONLUTAS, em construir uma síntese de opiniões divergentes, optando pelo método, a partir de uma maioria numérica (pequena e eventual) de delegados e delegadas no congresso, de querer impor uma única visão.
 
3 - O setor majoritário, Conlutas, de forma intransigente, impôs uma limitação ao riquíssimo processo de unidade, que culminou, simbolicamente, no debate de nome. A Intersindical e diversos setores sempre deixaram explícito que era preciso construir o NOVO, que não aceitávamos a simples junção de nomes, que era necessário um nome que expressasse uma concepção política classista e independente dos trabalhadores e trabalhadoras; e que neste processo de complexo de construção da unidade, o método deveria ser o da construção coletiva, sem exclusão e sem preponderância de qualquer setor. 
 
4 - Para nós, e para maioria dos lutadores e lutadoras presentes no Conclat, qualquer nome defendido pelas organizações convocantes, seria absolutamente aceito por todos os  delegados e delegadas do congresso, exceto um que significa-se a justaposição de apenas duas experiências que, apesar de importantes, têm limitações e que por isso mesmo se esforçaram com outros setores para realizar este congresso   e construir a unidade. A construção desta unidade é mais que apenas um ajuntamento de parte das organizações que estão envolvidas hoje.
 
5 - Para nós da Intersindical o processo de formação da Central está em curso. Os impasses que perduram, dizem respeito à concepção de central e de democracia operária e culminou na tentativa de imposição por parte do setor majoritário em aprovar como nome da central “Conlutas-Intersindi cal”, mesmo com a nossa desautorização, expressa em plenário, sobre a utilização do nome da Intersindical na proposta.
 
6 - Reiteramos nossa disposição em construir um instrumento de luta unitário dos/das militantes combativos/combativ as que defendem a superação do capitalismo, mas reafirmamos também que não aceitaremos o método da imposição que se expressou no debate sobre o nome Conlutas-Intersindi cal não possibilitando a unidade e desrespeitando a caminhada e o esforço coletivo de todos os setores presentes nesta construção. Muito menos condiz com a idéia de uma Central que faz uma síntese da rica experiência do processo de reorganização do movimento sindical e popular dos últimos anos e que se abre para incorporar o máximo possível da nossa classe na luta contra a exploração.
 
7 - Nos orgulhamos muito em saber que todos os setores que participaram do Conclat seguem juntos na luta, contra a repressão aos movimentos sociais, contra a retirada de direitos, pelo fim da exploração capitalista e contra os governos que aplicam estas políticas. Conclamamos que cada setor se esforce para superarmos os impasses e concretizar uma organização comum que anime e organize e luta dos trabalhadores e trabalhadoras para que estes possam dar sua contribuição, rumo a construção do socialismo.
 Coordenação Nacional da Intersind

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