[Bancariosdebase] Res: Conclat

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Sexta Junho 11 02:37:32 UTC 2010


Prezados companheiros, manos e minas.

Caro Diogo.

Como somente eu apresentei as notas da CONLUTAS e da INTERSINDICAL e comentei os dois documentos, concluo, então que o companheiro se refere às minhas avaliações, mais especificamente, da INTERSINDICAL.

Como qualquer avaliação pessoal ela está sujeita a críticas e correções. Por outro lado, minhas avaliações estão fundamentadas em fatos apresentados, que não foram refutados pelo companheiro Diogo.

Eu já havia abordado, de forma indireta, sobre o método de condução do CONCLAT. Mas o Diogo me dá a oportunidade de me referir diretamente à ela. O método foi acertado entre as correntes que fizeram parte da Comissão Pró-Central, dentre as quais a CONLUTAS e a INTERSINDICAL como forças majoritárias. Isso se concretizou em todo o esforço para que não houvesse, ou minimizasse os debates, pois o "prinicipal" foi o percentual da participação dos estudantes e dos movimentos sociais, e do nome. Temas que mudariam os rumos da luta de classes no Brasil para as maiores correntes da esquerda. E o pior é que tudo isso foi feito (tanto pela CONLUTAS, quanto a INTERSIDICAL, repito) invocando a tal democracia operária, que tanto exortam mas não praticam.

É fácil questionar moralmente dentro de um grupo que optou por não participar do CONCLAT (má-fé, não é isso?), pois os integrantes não tem condições, por eles mesmos, terem juízo do que foi aquilo. Tudo que sabem foi trazido de fora por mim, por ti, e por outros camaradas do dia-dia que participaram. Assim,não quero alimentar um bate-teclas estéril. Será minha palavra contra a do Diogo.

Mesmo assim, gostaria que a companheirada, incluindo o Diogo, respondessem do porquê as notas da CONLUTAS  e da INTERSINDICAL dão tanta ênfase para o nome da entidade, a ponto de ser uma "questão de honra" e a "gota dágua"? Por que questões como conjuntura, medidas contra burocratização, programa de lutas, formação política e teórica da base não são citados nos documentos? 

O problema aqui, na minha opinião, é político e não moral.

Um forte abraço.

Márcio.





 



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De: Diogo Portugal Pudles <diogoportugalpudles em yahoo.com.br>
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Enviadas: Quinta-feira, 10 de Junho de 2010 18:38:14
Assunto: Conclat


Companheir em s,


Encaminho esta mensagem para esclarecer o posicionamento da Intersindical dentro do Conclat, visto que discordo totalmente do informe passado para esta lista dias atrás junto com a nota da Intersindical.
Acusar de disputa pela hegemonia a nossa retirada do congresso mostra total desconhecimento dos fatos ou pura má fé.
Desde o início do processo de formação da nova central nós sabiamos que seriamos minoria na sua fundação, até porque para começarmos a discutir com os outros setores que estavam neste processo tivemos que optar por dividir a Intersindical, separando as correntes ligadas ao PSOL da ASS e do PCB. Se estivessemos preocupados com a hegemonia, jamais iriamos para este processo com metade da Intesrindical.
O que houve no Conclat foi um problema com o método utilizado pelo setor majoritário para resolver as divergências que ainda restavam, basicamente, o caráter da central, composição da direção e o nome. Até o último momento foi tentado um acordo para que não fosse necessário levar a voto nenhuma decisão, já que esse tipo de disputa ao invés de unificar, normalmente tensiona.
Como o setor majoritário não recuava um milímetro da sua posição nestes pontos, tiveram que ser encaminhadas as votações, das quais participamos tranquilamente, tanto no momento do caráter, quanto no momento da composição da direção, mesmo sabendo que as decisões só estavam sendo encaminhadas desta forma porque o setor majoritário tinha certeza dessa sua condição de maioria, pois, caso houvesse alguma dúvida sobre quem tinha a maioria no congresso esse setor não aceitaria levar nada a votação, nisso já fica claro o problema do método que nos levou a abandonar o congresso, continuamos por acreditar na necessidade de construir a unidade e por saber do esforço feito por toda a militância para isso. Mas, para além disso, na votação que definiria o nome da central, já sabendo qual seria o resultado da votação, e diante da nossa desautorização, não bastasse querer impor as suas posições o setor majoritário se apropirou do
 nosso nome.
Portanto, a nossa retirada do Conclat não foi uma disputa por hegemonia, e, para confirmar isso, além do argumentos expostos acima, tem a retirada junto conosco dos companheiros da Unidos Para Lutar e do MAS, se fosse uma simples disputa por hegemonia, esses companheiros jamais se juntariam nesta retirada. Deixando claro, que os companheirs da Unidos faziam parte da Conlutas até o congresso (não sei qual será a posição deles agora) e os companheiros do MAS saíram da Conlutas a pouco tempo por divergir dos métodos que eram utilizados dentro daquela organização, ou seja, nenhum dos dois agrupamentos tinham ligações anteriores com a Intersindical.
Por isso, volto a afirmar, quem diz que foi uma disputa por hegemonia desconhece totalmente o processo que construiu esse congresso e o que aconteceu durante ele ou esta agindo de má fé.

Abraços.
Diogo


      
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