[Bancariosdebase] [bancodobrasil]ECONOMIA - 'Graças a Deus, o Banco do Brasil não foi privatizado'

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Quinta Março 4 21:30:38 UTC 2010


 Mais sobre o discurso de Lula no encontro de administradores do BB. A
idéia é encher a bola dos funcionários do BB por terem servido como
instrumento anti-crise e cooptá-los para a campanha de Dilma. E o
salário ó...
 Daniel
 On Qui 04/03/10 16:29 , José Jorge Santos jjaszito em hotmail.com
sent:
 Em encontro com gestores do BB, Lula faz discurso com tom
estatizante e defende estímulo ao crédito. 
 Embalado pelo lucro de mais de R$ 10 bilhões anunciado pelo Banco
do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou ontem o
tom estatizante de seu discurso. Arrancando aplausos de uma plateia
de gestores da instituição, o presidente, assim como a ministra e
pré-candidata petista, Dilma Rousseff, descreveu o BB como elemento
central da estratégia que protegeu o País da crise internacional. E
chegou a dar "graças a Deus" pelo fato de a instituição permanecer
até hoje sob controle estatal.
 Ao relembrar os tempos de líder sindical, Lula comentou que
costumava ver estampada nas manchetes dos jornais informações sobre
o déficit nas contas do BB. "Essas manchetes cheiravam a gosto de
privatização. Nada melhor do que mostrar que um banco é
deficitário para você, então, justificar uma privatização",
disse Lula, atrapalhando-se no uso das expressões. "Graças a Deus,
o Banco do Brasil não foi privatizado."
 A fala foi parte de um discurso recheado de afagos ao banco e de
argumentos em defesa do Estado forte. O tom estatizante vem ganhando
espaço na retórica do presidente nas últimas semanas, em meio aos
preparativos para a corrida presidencial deste ano.
 Na mesma linha, Lula saiu em defesa da estratégia aplicada pelo
governo desde o fim de 2008 para manter a oferta de crédito no
País. Disse que o plano devolveu ao BB o status de campeão de
rentabilidade. "Nós provamos que o Estado não é ineficaz como
alguns quiseram fazer crer nas últimas três décadas. Provamos que
o Estado não precisa se meter a ser um gerente, a ser um
empresário. O Estado tem de ser o grande indutor das coisas."
 Dilma, que acompanhou Lula na cerimônia, preferiu se ater ao
discurso escrito por seus assessores. Ainda assim, também saiu em
defesa do Estado forte, aproveitando para alfinetar a gestão do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Nas crises dos anos 90,
como vocês se recordam, nós também tivemos problemas graves.
Quando a economia fraquejava naquele momento, a primeira providência
do governo brasileiro era cortar o investimento público, fazer subir
as taxas de juros, fazer subir as alíquotas dos impostos federais,
engordava-se a carga tributária, esmagava-se o Produto Interno Bruto
e esmagava-se o emprego", afirmou a ministra-chefe da Casa Civil.
 Em outra alfinetada na gestão tucana, Lula disse que foi preciso um
"socialista" chegar à Presidência para que fossem valorizados os
preceitos básicos de um sistema capitalista. "Precisou ganhar a
eleição neste país um metalúrgico, que não é economista, que
não é cientista político, que passou a vida inteira acreditando no
socialismo, para dizer que não é possível um país capitalista sem
capital, sem financiamento e sem crédito."
 Além disso, o presidente viu a chance de sair em defesa dos altos
salários no setor público. "Quando estão do nosso lado são
marajás, ganham demais, não trabalham. Quando estão do lado de
lá, são experts."
 Em mais de uma ocasião, Lula arrancou risos da plateia, como no
momento em que comentou o apoio do governo à aquisição de uma
fatia no Banco Votorantim. Disse ter ouvido do comando do Banco do
Brasil que faltava à instituição "expertise" na venda de carros
usados. "Se para formar um diretor eu levo 30 anos, para formar um
cara com expertise leva mais 30 anos. Aí a crise levava de rodo até
um Obama, quanto mais o Lulinha aqui", brincou, em referência ao
colega americano Barack Obama.
 Entre mais uma brincadeira e outra, Lula chegou a dizer que nunca
soube sequer o significado de "default". "Até hoje não sei o que é
o default. Mas eu achava tão bonito as pessoas falando default que eu
falava default." Ou então avisou que já foi "muito puxa-saco" do BB.
"Nunca recebi nenhuma contribuição na minha conta bancária por
causa disso", emendou. 
 COLABORARAM LUCINDA PINTO, ANA CONCEIÇÃO E ANNE WARTH.
 Fonte: O Estado de S.Paulo
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