[Bancariosdebase] Res: Proposta de Tese para Conecef

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Segunda Maio 3 19:40:26 UTC 2010


 
TESE DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) PARA 26º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CONECEF 2010
 
CONJUNTURA INTERNACIONAL
A economia mundial atravessa uma fase de pseudoestabilização depois da queda verificada na passagem de 2008 para 2009, ou seja, não está mais caindo como no período de auge da crise, mas não houve ainda uma retomada do crescimento. Do ponto de vista dos porta-vozes da burguesia, essa estabilidade já representa o início da recuperação. Mas na realidade, a economia apenas parou de cair, e ainda não começou a subir de volta para os níveis anteriores a 2008.
            A burguesia não sai de uma crise econômica de grandes proporções como a que estamos atravessando sem impor uma derrota histórica aos trabalhadores, que resulte em um nível maior de exploração. A classe dominante ainda não reuniu as condições políticas para desencadear um ataque nas proporções daquele que seria necessário para recuperar a taxa de lucro. Por isso, apesar do aparente sucesso do Estado na administração da crise, as dificuldades para uma retomada do crescimento indicam que a crise permanece latente.
            A economia dos Estados Unidos caiu 11,4 em 2009 em relação a 2008, ano em que já havia caído 3,2 sobre 2007. O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 66,9%, contra uma média de 79,6 nos últimos 30 anos. A taxa de acumulação do capital industrial caiu em 1,7% no último trimestre de 2009, o 5º trimestre consecutivo em queda, um recorde desde a Grande Depressão. O desemprego permanece na faixa de 10%. O otimismo da burguesia é no mínimo injustificado, pois não há sinais de recuperação robusta em nenhuma das principais economias. Na Europa, países como Grécia, Portugal e Irlanda vivem crises severas de endividamento e a Espanha apresenta um recorde de desemprego de 20%.
            Os principais sinais de crescimento estão em países como a China (8% em 2009) ou o Brasil. Entretanto, esses países não têm ainda condições de funcionar como uma nova locomotiva da economia mundial, pois o seu papel real de plataformas de exportação (de manufaturas no caso da China ou de matérias-primas no caso do Brasil) não foi alterado. E não pode sê-lo sem uma mudança radical na hierarquia dos Estados capitalistas. Para que possam se tornar potências econômicas na ordem capitalista com peso equivalente aos países imperialistas e capazes de desafiá-los, teriam que ter o domínio do setor de produção de bens de produção, aquilo que Marx chamava de “departamento I” da economia capitalista, o setor dinâmico do crescimento econômico, onde acontece a inovação tecnológica e se geram os ganhos de produtividade. Nenhum dos grandes países periféricos domina setores estratégicos, como informática ou
 biotecnologia.
            O eixo principal da atividade econômica dos grandes países periféricos ainda está nas exportações para os países centrais. Uma vez que a crise provocou uma retração no comércio mundial, ou seja, nas exportações da periferia para o centro, os governos desses países exportadores tiveram que lançar pacotes de estímulo ao mercado interno, o que explica a “recuperação” econômica artificial dos grandes países periféricos a partir do 2° semestre de 2009. O seu crescimento pode funcionar como contrapeso momentâneo para a crise, mas não como alavanca para uma retomada mundial.
            Tanto nos países imperialistas como na periferia o Estado teve o papel fundamental de se endividar para absorver de forma organizada o impacto da dissolução do capital fictício. Os trilhões de dólares em papéis sem valor que circulavam na especulação financeira se transformaram em trilhões de dólares de dívidas assumidas pelo Estado sob diversas formas, como estatizações, pacotes de salvamento aos bancos, pacotes de estímulo ao crescimento, oferta de crédito, emissão de títulos públicos, rolagem de dívidas, emissão de moeda, etc. O núcleo do sistema financeiro mundial foi preservado às custas da socialização dos prejuízos. O desenrolar da atual crise será um teste histórico para a real capacidade do Estado de funcionar como força econômica decisiva para a preservação do capitalismo.
            O saldo da crise até o momento, além das imensas taxas de desemprego e da degradação das condições sociais nos países centrais, está no endividamento público em escala mundial e com velocidade inédita. Mesmo que a burguesia consiga encontrar uma nova locomotiva para substituir a especulação imobiliária, protagonista do último ciclo, e encetar uma recuperação do capitalismo, a “munição” gasta pelo Estado na atual crise o deixa em condição extremamente precária para enfrentar a próxima crise.
            Nessas circunstâncias o papel do Estado como “comitê gestor dos negócios da burguesia” se sobressai e traz à tona a dimensão política da questão. A atual crise é a primeira grande crise da história do capitalismo desde 1848 em que não há uma alternativa social organizada, ou seja, em que não há um movimento socialista internacional se apresentando como oposição frontal ao capitalismo e alternativa de transformação social. Na época da crise de 1929 e no início do período de crise estrutural em 1970 ainda existia a URSS e o conjunto dos Estados burocráticos, que com todas as distorções ainda se apresentavam como contraponto ao capitalismo. Ainda que não estivessem mais impulsionando rupturas em direção ao socialismo (ao contrário, caminhavam para a restauração do capitalismo), sua simples existência mantinha viva a idéia da possibilidade dessa ruptura, que deveria se verificar através de
 revoluções que fugissem ao controle do stalinismo e se afastassem do seu “modelo” burocrático. A partir da década de 1990, desapareceu esse modelo burocrático stalinista, mas desapareceu com ele também a idéia de alternativa ao capitalismo.
            Faz-se sentir com todo o peso o problema da crise de alternativas socialistas. O retrocesso ideológico da classe trabalhadora, em especial nas últimas duas décadas, deixou a burguesia de mãos livres para provocar crises e administrá-las como melhor lhe aprouve, sem enfrentar uma resistência organizada e muito menos o desafio de uma ordem social alternativa. As quedas de governantes nos países mais atingidos pela atual crise, como no leste europeu, foram processadas nos marcos da democracia burguesa, ou seja, através da simples troca de um governante por outro, sem alterações substantivas na ordem social. As mobilizações, inclusive as mais violentas, como na Grécia, ou as mais criativas, como os seqüestros de patrões na França, permanecem atomizadas, pontuais, e não apontam para a construção de uma alternativa sistêmica global.
            Na ausência dessa alternativa, a ideologia burguesa segue monopolizando o debate. Um dos mais graves limites estruturais enfrentados pelo capitalismo, a questão ambiental, foi contornado pela burguesia mundial sem que se apresentasse nenhuma iniciativa capaz de sequer começar a enfrentar minimamente o avançado grau de degradação das condições ecológicas do planeta. A Conferência de Copenhague em dezembro de 2009 terminou sem apresentar qualquer proposta concreta de um plano viável para combater a degradação ambiental, pelo fato de que esse plano teria um custo insuportável para a burguesia.
            A crise do capitalismo, que no momento da sua eclosão deixou entrever em sua dimensionalidade (crise ambiental, energética, alimentar, etc.) os contornos de uma verdadeira crise social, não resulta em desafio à permanência do capitalismo.  Isto porque sem que se coloque de pé uma alternativa social organizada e consciente a ser impulsionada pela classe trabalhadora, o que teremos é mais do mesmo. A burguesia administra a crise e impõe a sua versão da história, a sua narrativa de que tudo não passou da irresponsabilidade de alguns indivíduos, alguns banqueiros gananciosos, pois “não há nada de errado com o sistema” e “tudo pode voltar a ser como antes”.
            O maior símbolo dessa continuidade através da mudança está nos Estados Unidos, onde o governo Obama segue implantando as políticas herdadas da era Bush. Os serviços públicos estão sendo desmontados em nome da necessidade de economizar recursos para o salvamento dos negócios dos capitalistas, em especial a burguesia financeira. No plano externo, estão sendo mantidas as invasões militares no Iraque e no Afeganistão, bem como as ameaças ao Irã, instalação de bases na América Latina e a presença física de militares dos EUA. O terremoto no Haiti deu também a oportunidade de ocupar militarmente o país caribenho, deslocando as forças da ONU “chefiadas“ pelo Brasil e cortando as pretensões de maior proeminência geopolítica do governo Lula.
            No conjunto da América Latina há um reposicionamento da direita. A década de 2000 começou com uma onda de governantes ditos “anti-neoliberais” ou “de esquerda”, contendo uma ala “bolivariana” (Chavez, Morales, Correa) tida como mais radical devido a enfrentamentos limitados com a burguesia local e o imperialismo, e uma ala francamente adaptada ao neoliberalismo (Lula, Kirchner, Vasques, Bachelet, Lugo, Ortega). A ala chavista, apesar da retórica do “socialismo do século XXI”, não rompeu com o capitalismo, adotando apenas algumas medidas limitadas (como as estatizações mediante indenização) e assistencialistas. A ala lulista, que também despertou ilusões de setores de esquerda no continente e no mundo, na prática manteve o essencial das políticas neoliberais (privatizações, pagamento da dívida, desmonte dos serviços públicos, ataques aos trabalhadores), não realizou reformas, não rompeu com o
 imperialismo e pôs em prática um assistencialismo bancado por superávits comerciais obtidos às custas das exportações de produtos naturais (petróleo, gás, commodities agrícolas). Sem enfrentar de fato as burguesias locais e internacionais não há como realizar melhorias mais duradouras nas condições de vida dos trabalhadores. Sem tais melhorias, as populações do continente voltam a olhar os políticos de direita como alternativa.
            No Chile, depois de 20 anos, a direita tradicional voltou a ganhar as eleições, a despeito da popularidade de Bachelet, que não transferiu votos para seu candidato. Esse fenômeno paradoxal é uma expressão da “despolitização da política”, em que os partidos deixam de apresentar diferenças em termos de alternativa social e defendem todos um mesmo projeto, ou seja, a permanência do capitalismo. Os partidos “de esquerda” que admitem a convivência com o capitalismo se convertem em clones da direita e são preteridos pelos eleitores devido à falta de “resultados”. A institucionalização da esquerda e sua capitulação à democracia burguesa andam na contramão da luta para superar a crise de alternativa. A tarefa das organizações de esquerda é precisamente recolocar em discussão a necessidade de um projeto social alternativo, um projeto socialista que se construa nas lutas e para além das conjunturas e
 eleições. 
            Antes do Chile, houve um ensaio em Honduras, com o golpe de Estado contra o presidente Zelaya, que se aproximava do chavismo. O golpe foi sacramentado por eleições espúrias (tais como as que se realizam no Iraque e Afeganistão sob ocupação militar estrangeira), que deram posse a um presidente ilegítimo, sem que houvesse contestação internacional ou continental e contando com a capitulação do próprio Zelaya, que cedeu à direita antes que a mobilização popular tivesse condições de impor suas reivindicações.
            Os ensaios realizados em Honduras e no Chile, bem como a ocupação do Haiti sob pretexto de ajuda humanitária, mostram que o imperialismo e as burguesias locais estão a postos para retomar o controle dos governos do continente da forma que for preciso. A via golpista não parece ser necessária no momento, pois se provou que os governos “anti-neoliberais” podem ser derrotados eleitoralmente. A democracia burguesa permanece sendo o regime mais eficaz de dominação. A lógica da alternância dos partidos permite que as agremiações da direita explorem as debilidades dos atuais governantes “de esquerda”, tais como a corrupção ou a ausência de melhorias reais na situação material dos trabalhadores, para se credenciar novamente como alternativa. A década de governos “anti-neoliberais” no continente não produziu conquistas materiais significativas, e se esgota deixando as portas abertas para o retorno da direita
 tradicional.
            Além das eleições, a democracia burguesa ainda conta com uma série de dispositivos de controle social que amortecem as contradições de classe. Elementos concretos como a repressão policial, as instituições penais, o judiciário, que atacam os trabalhadores em luta sem que haja necessidade de uma ditadura militar aberta ao estilo das décadas de 1960 e 70. É imperativo retomar com conseqüência o debate ideológico, com caráter de classe.
 
CONJUNTURA NACIONAL
            O grande teste para a direita tradicional se dará no Brasil, com o processo de sucessão de Lula. O presidente brasileiro está sendo canonizado em vida por setores da imprensa burguesa brasileira e internacional, que oferecem o seu exemplo como modelo mundial de governante capaz preservar os lucros da burguesia às custas dos trabalhadores e ainda assim desfrutar de imensa popularidade. O grande achado do governo Lula é o fato de que, como ele mesmo disse, “dar um pouquinho de dinheiro para os excluídos não desmonta a economia” (O Estado de S. Paulo – 10/12/2009). A exaltação da figura de Lula é também uma exaltação das instituições, um reforço ideológico do Estado e da democracia burguesa, do mito de que “qualquer um pode chegar lá” e o sistema é fundamentalmente justo. O triunfo de Lula representa ainda uma espécie de poupança para 2014, quando o “salvador da pátria” poderá voltar para suceder
 seja a Dilma, seja a Serra.
            O projeto encarnado por Lula consiste em empregar pão, circo e cassetete para criar a “miséria funcional”, ou seja, a miséria que não gera revolta. O bolsa-esmola, a Copa do Mundo e a repressão feroz são as formas de administrar a deterioração das condições de vida dos trabalhadores sem que isso provoque mobilizações e desafio ao controle da burguesia. Opera-se uma espécie de perda da noção de consciência de classe dos trabalhadores, a destruição da sua identidade social em nome da sua transformação numa massa de indivíduos dependentes das benesses do Estado. Uma massa que se conforma com os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, a super exploração, a ausência de serviços públicos decentes, o subemprego, o trabalho temporário, intermitente, informal, o desemprego aberto, desde que não morra de fome e possa assistir TV. Cria-se uma classe trabalhadora flexível e domesticada,
 disponível e desfrutável, que pode ser contratada ou demitida com agilidade ao sabor das flutuações do mercado mundial para o qual passa a estar voltada a burguesia instalada no país.
            A implantação dessa miséria funcional contou com o indispensável concurso da burocracia petista e sua base pró governo Lula encastelada no controle dos principais instrumentos de luta da classe trabalhadora, a CUT, seus satélites, o MST e a UNE, que impediram os setores mais organizados e mobilizados da classe de entrar em luta aberta contra o governo Lula e atrapalhar os negócios da burguesia. As lutas que houveram ao longo de todo o mandato de Lula foram contornadas, desviadas e derrotadas pela burocracia. Houve importantes mobilizações de resistência dos trabalhadores contra a reforma da previdência, operários da construção civil, servidores federais, bancários, correios, petroleiros, professores, etc., bem como ocupações do MST, MTL e Terra Livre, que no entanto se depararam com o obstáculo das direções burocráticas. Essas lutas de resistência obtiveram conquistas parciais e defensivas, mas não puderam
 pôr em cheque a condução do projeto do governo e da burguesia. A crise atual deu a oportunidade para uma reestruturação nas empresas, com demissões em massa, reduções de salários e corte de direitos, com a colaboração ativa da CUT e demais centrais pelegas na assinatura de acordos lesivos aos trabalhadores.
            O governo Lula tornou evidente o caráter de classe do PT como um partido pro burguesia composto de burocratas. Sua base social está na burocracia estatal, nos aparatos sindicais, fundos de pensão, etc. O projeto e o programa do PT são nitidamente burgueses. Os traços remanescentes de presença operária na base do PT, em especial nos bairros e movimentos populares, não tem mais qualquer influência decisória em qualquer instância do partido. É dos aparatos estatais e sindicais que essa massa de burocratas aufere seus rendimentos e privilégios, como as participações nos lucros dos fundos de pensões, os altos salários nos cargos de confiança, nas diretorias de estatais, os privilégios parlamentares e sindicais, etc. Isso sem falar na captação de recursos via corrupção, de cujos exemplos o governo Lula foi pródigo, desde o mensalão até a Bancoop.
            O PT defende um projeto capitalista com um pouco mais de controle do Estado do que o PSDB e o DEM. As diferenças entre eles residem na disputa para determinar quem vai usufruir maior controle da máquina do Estado. Em que pesem  as divergências pontuais do PT com o PSDB, ambos têm acordo no projeto estratégico de tornar o Brasil um país viável do ponto de vista do capital, o que significa necessariamente a ajuda às empresas e o aumento dos ataques aos trabalhadores, particularmente com o agravamento da crise.
            O governo Lula é um governo burguês clássico. É importante diferenciar o governo Lula do próprio PT, pois o governo está mais à direita que o próprio partido. Isso ocorre pela opção do próprio PT e pela necessidade de governabilidade. A base de apoio do governo no Congresso se deslocou dos partidos menores e um pouco mais à esquerda (como PDT, PSB, etc.) para o PMDB, que possui uma grande bancada parlamentar, um grande número de governos estaduais e prefeituras, e portanto uma grande influência perante o governo. O PT obedece cegamente as diretrizes traçadas pelo governo e funciona como instrumento a serviço da governabilidade burguesa, abrindo mão de qualquer bandeira programática. Assim, o governo Lula enquanto projeto e política cotidiana não tem nada de essencialmente diferente em relação ao um governo burguês normal.
            Do ponto de vista da disputa entre os partidos, o PSDB conta com um relativo desgaste do PT depois de 8 anos de gestão e sucessivos escândalos de corrupção, que horrorizam especialmente a pequena-burguesia. O PSDB não precisa apresentar um projeto diferente daquele que o PT vem implementando, que na verdade é uma continuidade do projeto FHC, o projeto de inserção do Brasil no mercado mundial como exportador de matérias-primas agrícolas e manufaturas de baixo valor, às custas da devastação ambiental e da super exploração do proletariado. Tudo o que o PSDB precisa fazer é apresentar as credenciais de uma gestão tecnocrática mais eficiente do mesmo projeto, em lugar da versão voluntarista e popularesca protagonizada por Lula. O “sucesso” do governo Lula no plano da economia não tem relação com os méritos da administração petista, mas com as condições favoráveis para o projeto atualmente em pauta nas
 condições da atual divisão internacional do trabalho.
            Em relação ao PT, a vitória de Dilma é uma questão de vida ou morte. O PT se transformou numa máquina eleitoral cuja sobrevivência material depende mortalmente de mandatos parlamentares, cargos no executivo, cargos de confiança, diretorias de estatais, etc. Numa eventual vitória do PSDB, a “despetização” do Estado iria obrigar milhares de burocratas a se re-localizar nos sindicatos, nas ONGs, na academia, etc., ou seja, a ter que “pôr as mãos na massa” na relação direta com os trabalhadores para sobreviver politicamente e materialmente. Por isso, a burocracia fará da eleição de Dilma o principal eixo de atividade das entidades sob seu controle, secundarizando as campanhas salariais ou qualquer outra atividade. O PT fará de tudo para associar o prestígio de Lula à candidatura Dilma e transformar a aprovação do governo em votos, além de demonizar Serra e amedrontar os trabalhadores com a ameaça da
 volta da direita.
CAMPANHA SALARIAL 2009 – BALANÇO DO PROCESSO 
A campanha salarial de 2009 começou e terminou como as anteriores. As direções sindicais da CUT  e seus aliados atentaram mais uma vez contra a organização de base da categoria a mando do governo e dos patrões.  Aprovaram um acordo rebaixado como vitória,  onde o principal item de reivindicação não é mais o reajuste salarial, ou/e condições de trabalho dignas, mas a remuneração variável como a PLR.  Por outro lado, os setores que se proclamam oficialmente de oposição não se credenciam junto à categoria como alternativa, na medida em que não se mostram capazes de impulsionar mudanças de qualidade. (Importante ressaltar a existência de propostas/projetos alternativos, que embora embrionários, com limitações e debilidades buscam esta mudança qualitativa, possível e necessária). Voltando à Campanha, assim como nos anos anteriores o sindicalismo governista foi  omisso/conivente com a vergonhosa e imoral imposição dos
 bancos na convocação de prepostos  para garantir o final da campanha e aprovar uma proposta rebaixada que não nos contempla.  Lutamos por  licença-prêmio, anuênio, reposição de perdas salariais, plano de saúde compatível com a dignidade, estabilidade para os bancários do setor privado,   manutenção dos bancos públicos, melhores condições de trabalho, criminalização e fim  do assédio moral, PCS, delegados sindicais na NOSSA CAIXA e Bancos privados, pela conquista das reivindicações específicas de cada banco (público ou privado), etc.  Precisamos de um casaco novo para enfrentarmos o rigoroso inverno e nossos representantes vergonhosamente dividiram a categoria, defendendo que aceitássemos mais um remendo  no velho e surrado casaco.  Se é verdade que o “modus operandi” dos dirigentes sindicais da CONTRAF-CUT não mudou, a categoria a seu modo, tentou resolver o problema aderindo maciçamente à greve deste ano,
 construindo a maior paralisação desde 2004. Por outro lado, os bancários não compareceram aos piquetes  e nem às assembléias pela total falta de confiança nas direções governistas da CUT. Este comportamento de boa parte da categoria expressa que o bancário que não fez a greve no ano passado optou por parar neste ano; mas, ao mesmo tempo, não queria participar do teatro que se tornou a campanha salarial dos bancários. Todavia os trabalhadores queriam dar um basta nas condições de trabalho que nos sufocam no dia-dia, condenando diversos colegas ao adoecimento, depressão, ou até suicídio; por exemplo.  Importante salientar que suicídio de bancário se tornou algo corriqueiro.  
 Para que tenhamos campanhas salariais vitoriosas daqui para frente é necessário que a categoria se auto-organize. As saídas individuais para problemas coletivos são insuficientes, quando não, inadequadas. Os bancários devem tirar o controle da campanha dos dirigentes sindicais “chapa branca” e inofensivos ao patrão. Já  está mais do que provado que esta forma de ação sindical estabelecida pela burocracia que controla o movimento sindical hoje,  na prática não fala e não age centrada em nossos problemas.Nesse sentido entendemos que a discussão por salário, saúde, condições de trabalho, isonomia, reposição de perdas, estabilidade, etc... deve estar no cotidiano do bancário  e não somente quando os dirigentes da CUT quiserem. Em 2010  haverá eleições, Copa do Mundo, eventos que o governo, os patrões e seus parceiros se utilizarão no sentido de entorpecer os trabalhadores para nos impor mais derrotas travestidas de
 “vitórias”. Na verdade, 2010 pra eles significa participar da farsa eleitoral político- partidária, E seu projeto nada tem a ver com os  interesses dos bancári em s. De preferência mantendo o mesmo grupo encastelado nas estruturas do poder, não descartando as candidaturas de dirigentes sindicais sem compromisso real com a classe(só discurso). E que não têm o menor escrúpulo em  se utilizar indevidamente das entidades dos trabalhadores seja fazendo campanha eleitoral para Dilma do PT, Serra do PSDB ou qualquer outra. Diante do quadro que se desenha para 2010, chamamos todos os bancários para discutir, desde agora, a nossa campanha salarial, sem estarmos atrelados aos interesses partidários, governamentais e patronais. Vamos discutir o que nos é caro, de forma democrática tendo como objetivo os interesses dos bancários. Também precisamos desenvolver novas maneiras de fazer a greve.  Comprometer de fato a lucratividade dos bancos e
 vermos atendidas as nossas reivindicações. E não aceitar que “dirigentes” façam  “acordos” com gestores sobre contingenciamento durante as paralisações. Greve que não causa perdas expressivas ao patrão, não tem razão de ser. Se os problemas são os nossos dirigentes sindicais na condução da nossa campanha, a solução somos nós bancários, por meio de nossa própria organização e disposição de luta. Continuar “passando procuração” para esta direção sindical é continuarmos com a lógica das derrotas anunciadas  dos últimos anos. Precisamos mudar esta história em 2010. 
O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS – CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 
A Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma linha dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e obter lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco público e social.
As estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso ético que o banco imprime, por exemplo, em suas “belas propagandas” exibidas nos horários nobres nas telinhas do povo brasileiro. 
Nelas não se mostra, é claro, que dentro de uma agência se pode receber um atendimento “essencial” ou “preferencial” de acordo com o bolso do cliente. No primeiro caso significa, no mínimo, um “chá-de-cadeira” ou até a impossibilidade de pagar contas e receber auxílios dentro da agência. É este o atendimento que a maioria da população brasileira tem merecido na visão da Caixa Econômica. Dizer que o numero de empregados é insuficiente para um atendimento digno para a população é dizer o evidente. Os funcionários se desdobram para dar conta do atendimento ficando expostos, por um lado, à justa indignação da população e, por outro, ao descaso da empresa. Já nos setores “integral” e “personalizado” as filas são menores, e o funcionário talvez até sorria como nas “belas propagandas”, mas com poucos motivos para fazê-lo. 
Há também a propaganda interna, corporativista, que visa atingir o trabalhador para que este se sinta promotor das “boas ações” do governo prestando um bom serviço à sociedade. Serve também para amenizar o desconforto de ter que empurrar goela abaixo “produtos bancários” para clientes pouco interessados em adquiri-los. Persuadi o bancário a ignorar sua imensa fadiga, seu desgaste físico e emocional gerados no cotidiano deste cenário. As metas a cada ano se superam e a pressão para cumpri-las é imposta das mais perversas maneiras. 
Em resposta a esta situação tem havido uma crescente necessidade de organização e atitude por parte dos trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho e vida. A organização dos trabalhadores na base tem sido o principal alvo das políticas de “recursos-desumanos”. A punição dos que lutaram para a melhoria deste quadro vai além da ameaça de desconto dos dias de greve. Algumas “conquistas” das lutas dos trabalhadores são revertidas de acordo com os interesses da empresa gerando conseqüências ainda não previstas. Cotidianamente a empresa busca novas maneiras de incentivar a concorrência e a submissão aos gestores. A antiga estratégia de dividir para dominar implantada com o consentimento das entidades sindicais que não se dão ao trabalho de consultar a base antes de assinar em baixo do que a empresa quer, em nome dos trabalhadores. 
 Portanto, para se fazer valer o caráter de banco público e social com a necessária prerrogativa de respeito à classe trabalhadora, que depende dos serviços prestados pelo banco, e aos seus próprios trabalhadores, há muito que se avançar.  Daí a necessidade de nos mantermos sempre atentos ao discurso que camufla as verdadeiras intenções da empresa. Cabe aos trabalhadores em geral, (e suas entidades representativas, ao menos em tese), o debate sobre o papel que o banco publico deve cumprir perante à sociedade e o embate inicial contrariando esta distorcida conduta vigente que joga a CAIXA na situação de um banco qualquer.  Ao banco público cabe um papel diferenciado junto à sociedade.  Não se pode cobrar deste banco a mesma prática e resultados dos bancos privados.  O trabalho do banco público tem que estar calcado na tarefa de possibilitar desenvolvimento econômico com o foco no social.  Não se pode exigir do Banco Público
 critérios de desempenho e atuação calcado nas “Leis de Mercado”. Também não pode servir de instrumento para o deleite dos políticos profissionais, de partidos e de políticas clientelistas para “sustentabilidade” dos governos de plantão, independente do matiz.  E também não podemos abrir mão do debate com a classe trabalhadora e a sociedade em geral sobre a estatização do sistema financeiro. Até porque os fatos referentes à crise iniciada em 2008 nos mostraram claramente a situação. Com  a justificativa de “salvar empregos”,  a máxima capitalista e burguesa de socialização dos prejuízos e privatização dos lucros mais uma vez se deu de forma concreta com o governo salvando bancos e outras corporações com a utilização de dinheiro público. Seja nos incentivos e renúncia fiscais ou na injeção direta de recursos.
FUNCEF/PREVHAB/APOSENTADOS
Com o início da implementação do projeto neoliberal, a panacéia do  estado mínimo como solução de todos os males tomou conta de todos os debates e a mídia nacional, comprometida com o “status quo” pernicioso para a maioria da população, cumpriu papel relevante e como sempre subserviente aos seus interesses de classe.  Passou-se a buscar a toque- de- caixa a realização das várias reformas de interesse da classe dirigente.  A reforma da previdência foi uma delas.  Importante salientar que  o projeto das reformas, não totalmente implementado, ainda continua na pauta da classe dirigente, que aguarda o momento mais propício.  Sabemos  que estrategicamente  buscam o fim da previdência pública. E moldar a previdência privada como substituta da pública teria que passar necessariamente por mudanças estruturais no seu funcionamento.  E conseguiram em parte, na medida em que os próprios dirigentes sindicais em seu setor
 majoritário não só defenderam, como atuaram com o governo e a patronal neste sentido.  A mudança nas regras de funcionamento e principalmente a defesa e aplicação da substituição do caráter de benefício definido para a contribuição definida foram determinantes.  Assim proporcionaram ao governo-patrão no caso dos associados da Funcef a migração “espontânea” daqueles que optaram pelo saldamento do Reg-Replan para o novo plano.  E como não conseguiram acabar com o plano antigo passaram a ter um discurso contrário à discriminação dos associados do Reg-Replan não saldado, mas na pratica nada fizeram e fazem para mudança real neste tratamento e  conjuntamente o com a direção da empresa, estimulam e defendem novas aberturas de saldamento em ressonância com a CAIXA.  Aos associados do plano não saldado oferecem aumento indiscriminado das contribuições, impossibilidade de acesso ao novo PCS, assédio continuo para 
 saldamento/mudança do plano antigo.  Quanto à PREVHAB, a CAIXA ao não obter a liquidação do Fundo de Pensão, obteve a prerrogativa de não mais patrocinar o plano. Quanto aos aposentados e pensionistas, foi oferecida  a migração para a então seguradora da CAIXA (SASSE SEGUROS), e tiveram suas contribuições inviabilizadas por aumentos exorbitantes.  Entendemos também que o nosso fundo de pensão  não pode servir de ferramenta, para através de decisões políticas muitas vezes sem transparência, ter a aplicação de seus recursos em projetos no mínimo duvidosos. Exigimos:
ü  Fim das discriminações aos associados do Reg-Replan não saldado.
ü  Não  ao aumento nocivo e imoral das contribuições do Reg-Replan.
ü  Fim das ameaças de retirada de patrocínio ao Reg-Replan não saldado.
ü  Direito de retorno ao Reg-Replan, com regras justas, para quem o desejar.
ü  Direito de livre escolha para todos que optarem pelo beneficio definido.
ü  Não à proposta de indenização irrisória para os tickets dos aposentados.
ü  Fim do não pagamento  do Auxilio Alimentação aos que se aposentam.  
ü  Fim do voto de minerva, nas questões polemicas na Funcef.
ü  Utilização de mecanismos democráticos como plebiscitos quando houver impasse.
ü  Restabelecimento do princípio da paridade para ativos e aposentados.
ü  Que o custo das demandas judiciais oriundas de ilegalidades da CAIXA, seja custeado exclusivamente pela CAIXA, sem a co-participação da FUNCEF.
ISONOMIA
Infelizmente para os bancários e bancárias da CAIXA, no final dos anos 90, o setor que ainda hoje dirige formalmente o movimento sindical, defendeu e assinou Acordo Coletivo,  que previa fim da paridade entre ativos e aposentados.  Junto houve a institucionalização dos empregados de segunda linha, com a introdução da “carreira’’ de Técnico Bancário  na empresa.  Tal fato hoje talvez seja o principal obstáculo de caráter jurídico que impede o fim da discriminação entre novos e antigos.  A criação da chamada Tabela Única do PCS, vendido como virtual solução para a questão da Isonomia, não trouxe  sequer a incorporação das VPs (vantagens pessoais) como no caso dos escriturários, o que reduziria a perda dos novos colegas. Defendemos de imediato:
ü  Incorporação no salário das VPs para todos os contratados pós-98.
ü  ATS para todos os bancários e bancárias da CAIXA
ü  Licença- premio para todos indiscriminadamente.
ü  Regulamentação das conquistas obtidas pela luta como APIP, Parcelamento das férias, etc.  proporcionando aos novos maior segurança e garantia.
CONDIÇÕES DE TRABALHO/SAÚDE DO TRABALHADO/JORNADA
A maioria dos bancários e bancárias está insatisfeita com o dia-a-dia de trabalho nas agências e departamentos. Pouco tempo há para se refletir, debater, e buscar soluções para os problemas aparentemente individuais, mas que em verdade são coletivos (apenas vivenciados de forma peculiar por cada um de nós). A insatisfação se propaga pela vida familiar, nas relações interpessoais em geral, sem que o possamos evitar. Como chegar em nossas  casas tranquilamente e poder curtir momentos felizes com as pessoas que gostamos se após um dia exaustivo de trabalho não nos resta energia? Ou então, como nos dedicarmos à leitura, ao estudo, ou a algum afazer que nos traga satisfação, se nos sentimos atrofiados, esgotados pela labuta diária?  
Inventamos assim pequenas formas compensatórias: a “balada” para os jovens é um momento de libertação, o bar para alguns, o passeio no shopping, o prazer de obter um objeto novo, de se entreter com um filme, uma novela, um passeio qualquer. Mas a insatisfação permanece. O fim de semana passa como um piscar de olhos, e voltamos a contar os dias da semana para nos aliviarmos novamente.
Como isso parece interminável, passamos a alimentar o desejo de melhoria das condições de vida e trabalho individualmente, investindo forças para ascender na carreira dentro da empresa (o que amenizaria nossos problemas financeiros) ou considerando que o emprego, necessário para o sustento de si e dos familiares, é algo passageiro, que um outro emprego poderá propiciar mais satisfação e potencializar as capacidades criadoras que cada um de nós tem. Aqueles que já percorreram um tempo maior na empresa, passam a contar os anos, meses e dias para a tão sonhada libertação- a aposentadoria. Tais projetos são legítimos, considerando que não se visualiza uma possibilidade concreta de melhoria nas condições de vida e trabalho, mas limitados e sintomáticos de um sentimento de impotência frente a engrenagem que nos oprime e perpetua seu poder suprimindo a preciosidade da vida que só existe concretamente no momento presente.
Se a propaganda dos bancos vende a idéia de que são empresas que se pautam pela responsabilidade social, é fácil verificar que este discurso é falso, tanto em relação ao trato com os trabalhadores quanto com os clientes. Enquanto somos nós, bancários e bancárias, quem de fato realiza o trabalho que promove o lucro dos bancos, ficamos relegados às arbitrariedades dos banqueiros. Ocorre atualmente em grande escala incorporações, fusões, reestruturações, que interferem diretamente no nosso dia-a-dia de trabalho, sem o mínimo de transparência e preocupação com a melhora no que tange à realização do trabalho feita por nós. Ao contrário, o objetivo é sempre obter mais lucros, baseando-se na exploração maior ou mais eficiente da nossa mão de obra. Para nós fica a insegurança em relação ao futuro.   
Os casos de doenças provenientes do esforço laboral (físicas ou psíquicas) são cada vez mais freqüentes e, no entanto, encarados de forma naturalizada, fazendo com que se transfira a responsabilidade ao adoentado, “culpado” por não conseguir se “adaptar” às exigências do mercado. Muitos colegas, ao se aposentarem, já estão com a saúde bastante debilitada, e ao invés de poderem curtir o tempo livre passam a ter que cuidar da saúde perdida nos anos de trabalho.   
O movimento sindical que, de acordo com uma concepção legítima de atuação, deve batalhar para a real melhoria das condições de vida e trabalho, é percebido como algo distante, virtual, mais atento à alta política do que propriamente à política de base.  Isto por sua vez dificulta imensamente a participação ativa e ampla dos trabalhadores e trabalhadoras. Hoje não temos na esmagadora maioria doas situações,  uma relação de confiança entre o trabalhador e sua entidade representativa.  A necessidade de mudança que cada um de nós sente, a solidariedade que nutrimos uns com os outros, exige algo além de saídas individuais por um lado, e, por outro lado, algo diferente do que a atual direção do sindicato propõe e propaga (de forma direta ou disfarçada) com vitórias forjadas, política de gabinete, negociações obscuras feitas à revelia da vontade do trabalhador, condutas que, enfim, pouco ou nada significam para o
 trabalhador. Mas o movimento sindical vai além da política de uma determinada diretoria, ele nasce da auto-organização, o que constitui uma tarefa árdua, porém, mais do que nunca, necessária. Cada um de nós tem muito a contribuir para o conjunto da categoria. Buscar a autonomia, ou seja, uma autentica posição de luta frente aos problemas cotidianos é tarefa que parte de consciência individual para a coletiva e que precisamos exercitar em nosso cotidiano a partir dos nossos locais de trabalho e outros locais de convivência. 
Tudo somado, intensificação do assédio moral, cobrança descabida de metas com imposição de vendas casadas, situações crônicas de insalubridade, jornadas expandidas e inclusive sem marcação correta. Acrescente-se a isto, um numero reconhecidamente insuficiente de funcionários para desempenho das atividades, não cumprimento por parte da empresa de cláusulas acordadas como contratação de novos colegas, planos de demissão incentivada e estimulo à aposentadoria, são sim elementos do nosso cotidiano.   E nos colocam literalmente na situação de doentes. Doentes potenciais (os novos, bem novos na empresa), doentes crônicos, e sem exageros “doentes pé-na-cova”.  Necessitamos de:
ü  Fim efetivo do assédio moral.  Denúncia, enquadramento e penalização para a empresa e para os gestores coniventes. Assédio Moral é infração reconhecida.
ü  Fim efetivo das abusividade das metas. Trabalho sistemático de vendas-zero em tais situações. Não à venda causada e efetiva denúncia mediante determinações neste sentido. 
ü  Respeito à jornada, com a pró-atividade dos empregados mediante trabalho consistente de conscientização e atuação determinada  por parte das entidades.
ü  Exigência de exames médico/laboratoriais periódicos adequados. Fim dos exames superficiais.
ü  Acompanhamento, cobrança e denúncia de condições físicas e ambientais inadequadas e prejudiciais aos trabalhadores,  clientes e usuários em geral.
ü  Participação efetiva das entidades representativas dos trabalhadores quando do afastamento,  tratamento e retorno dos enfermos/lesionados, que muitas vezes se vêem prejudicados por coação, desinformação.
ü  Fazer valer a conquista dos intervalos/pausa para todos, e não apenas para os caixas, pois na prática todos são digitadores/alimentadores de dados.
SAÚDE CAIXA
Os trabalhadores da CAIXA tiveram grande derrota ao perder por iniciativa da empresa e sem força do conjunto da categoria o seu Plano de Assistência Médica (O antigo PAMS), onde não tínhamos mensalidade, o custo era progressivo de acordo com o salário, e realizávamos pagamento quando utilizado.  Se o mesmo se tornou segundo a CAIXA, inviável, o foi pelo fato de estar atrelado o montante dos seus recursos a um percentual da folha de pagamento que esteve congelada por anos a fio, enquanto os custos sofreram reajustes. Ficou para nós um plano de seguridade de saúde, que em breve, no depender da empresa, se tornará aberto ao grande público como qualquer outro plano com funcionamento baseado no lucro.  Ainda recentemente, depois de vários adiamentos, finalmente a CAIXA divulgou números do superávit acumulado (seria algo acima de cem milhões de reais). E mesmo com superávit agora declarado, cada vez mais a rede de credenciados se torna
 insuficiente quantitativa e qualitativamente e não se sabe com a reestruturação imposta (As GIPES aí incluídas) e as mudanças  o quanto irá piorar o que já esta ruim. Lamentavelmente os mecanismos existentes como o Conselho de Usuários não tem conseguido dar a resposta necessária aos problemas colocados.  De caráter consultivo, limites de atuação controlados entre outras razões, apenas acaba por ser uma espécie de legitimador das ações implementadas pela CAIXA.  Entendemos que só a gestão realmente paritária, com um efetivo controle e participação dos empregados poderá mudar esta situação.
SEGURANÇA BANCÁRIA
Na prática, os banqueiros incluído o governo, historicamente pouco se preocupam em proporcionar um local seguro para a total integridade de clientes, usuários e trabalhadores  e que os mesmos possam exercer suas atividades dentro das agências e salas de auto-atendimento. Isto na medida em que, ao menos em tese, o seu patrimônio é segurado.   Misto de descaso e irresponsabilidade. Assim a  denúncia, a cobrança e a efetivação de medidas que possam minimizar os riscos têm que ser permanentes.  Cabe a nós bancários e bancárias também um papel importante, além do papel inerente às entidades.  Ainda é comum o transporte de valores feito por bancários, por  exemplo, que não devem submeter a isto mesmo se coagido.  Daí a importância da denúncia. É necessário que conquistemos a supremacia do cuidado com a vida e impor ao banco, cuidados com a pessoa (seqüestros, mortes, seqüelas, punições por ocasião de sinistros) acima do 
 cuidado com o patrimônio do banqueiro, ainda e principalmente se este banqueiro é o governo.

--- Em seg, 3/5/10, Ana Paula Lima Freire <anipa.freire em yahoo.com.br> escreveu:


De: Ana Paula Lima Freire <anipa.freire em yahoo.com.br>
Assunto: Res: [Bancariosdebase] Proposta de Tese para Conecef
Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
Cc: "BancariosDeBase Activix" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Data: Segunda-feira, 3 de Maio de 2010, 12:54






Olá!
 
Não consigo abrir o arquivo. Por favor, mandem no corpo da mensagem. Para debatermos hoje tentarei abrir na lan house.
 
Abs!
Ana.





De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Para: Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Enviadas: Domingo, 2 de Maio de 2010 23:22:08
Assunto: [Bancariosdebase] Proposta de Tese para Conecef






Companheir em s, 
 
Conforme combinado estamos enviando a pré-tese resultado de nossos contatos no decorrer do dia. 
Utilizamos textos completos e parte de outros elaborados pelos companheir em s do coletivo frutos de nossa discussão acumulada. 
Pedimos para analizarem criticamente com sugestões, adendos, etc. 
Ainda falta sistematizarmos: Organização do movimento, PCS/PCC e Reestruturação. 
Até amanhã, pretendemos finalizar, porém apos a reunião.  
Amanhã estaremos junto para deliberarmos sobre o assunto. 
 
Saudações.
 
 
 
 


      
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