[Bancariosdebase] [ccsam] GUARANI KAIOWÁ PEDEM APOIO À CIDADE DE SÃO PAULO
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Quarta Maio 5 21:36:55 UTC 2010
Repassado por companheiros anarquistas que dedicam especial
atenção à questão indígena. A violência e a morte correm soltas
no campo, em pleno governo "democrático e popular" de Lula.
Daniel
On Ter 04/05/10 11:53 , Israel israelraimundorama em gmail.com sent:
[1] GUARANI KAIOWÁ PEDEM APOIO À CIDADE DE SÃO PAULO
“A gente vai perdendo a esperança e não sabe mais a
quem recorrer”. Esta
frase dita por Bráulio Armoa, liderança Guarani Kaiowá do Mato
Grosso do
Sul, mostra o estado de espírito deste povo frente a tantos
problemas
que vêm sofrendo naquele estado e a disposição que têm em buscar
apoio
em outras regiões.
Por isso seis representantes deste povo estão chegando a São Paulo
na próxima 5ª.
feira, dia 7, para fazer contatos com grupos e entidades da capital
paulista, para
sensibilizá-los sobre a situação em que estão vivendo.
Nesta semana, aqui em São Paulo, estão sendo julgados os
assassinos de Marcos Veron,
liderança indígena morta em janeiro de 2003, em Juti, no interior
de Mato Grosso do
Sul. Na ocasião, quatro homens armados ameaçaram, espancaram e
atiraram nos líderes
indígenas no assentamento indígena, atingindo o cacique Veron, com
72 anos, que
sofreu traumatismo craniano, morrendo logo a seguir. Por não haver
isenção nos
julgamentos envolvendo indígenas naquele estado, o Ministério
Público Federal pediu
que o processo fosse julgado na capital paulista.
A violência no Mato Grosso do Sul não apenas continua, como tem
aumentado. Em 2006
foram mortos 28 indígenas, em 2007, 53 indígenas, e em 2008, 42
pessoas.
No ano passado dois professores indígenas desapareceram da aldeia,
sendo que o corpo
de um deles foi encontrado morto, embora o segundo até hoje
continua desaparecido.
Estarão em São Paulo nesta semana, a partir de 5ª feira,
familiares destes dois
professores, além de representantes das aldeias Kurussu Ambá, onde
no ano passado
foram assassinadas duas lideranças, e representantes da aldeia
Laranjeira Nhanderu,
cuja comunidade foi despejada por ordem judicial, estando as
famílias indígenas
acampadas à beira da BR 163.
O que se questiona agora é a falta de isenção do judiciário
regional, que pouca
sensibilidade tem para com estes povos originários, favorecendo de
maneira
sistemática os fazendeiros e pessoas ligadas ao agro-negócio.
Estão sendo programados no pátio do Museu da Cultura da PUC (dia
7, 6ª feira, às
19h), projeção de um vídeo e debate com estas lideranças, aberto
ao grande público,
e uma fala das lideranças no Curso da Defensoria do Estado de São
Paulo – A questão
indígena: caminhos e desafios – no dia 8, sábado, às 9h
(Defensoria da União, rua
Fernando de Albuquerque, 155, restrito aos cursistas).
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