[Bancariosdebase] Enc: ENC: Relato da plenária da regional oeste 16/09/10
Ana Paula Lima Freire
anipa.freire em yahoo.com.br
Domingo Setembro 19 22:04:40 UTC 2010
Segue o relato que o Hugo escreveu sobre a Plenária na regional Oeste.
Encaminhamos para a lista de del. Sindicais que tem sido utilizada e tem surtido
efeito (muitos estão respondendo e compartilhando informes e textos).
Quanto à reunião na seg. feira, ofereço minha casa caso o grupo prefira
realizá-la na Zona Oeste. Se for no centro por mim tudo bem.
Abraços
Ana Paula
----- Mensagem encaminhada ----
De: "ana.l.freire em caixa.gov.br" <ana.l.freire em caixa.gov.br>
Para: anipa.freire em yahoo.com.br
Enviadas: Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010 16:12:13
Assunto: ENC: Relato da plenária da regional oeste 16/09/10
Relato da plenária da regional oeste 16/09/10
Nesta quinta, foram chamados, pela direção do sindicato, plenárias simultâneas
em todas as regionais (com exceção da regional Osasco, que se reunira um dia
antes). A reunião de nossa região contou com a participação de pouquíssimos
colegas bancários: além de nós da agencia Pedroso de Moraes, compareceram três
colegas da CEF e um do BB (todos ligados ao coletivo Bancários de Base), dois
delegados sindicais da CEF ligados a direção majoritária (Articulação Bancária),
e alguns dirigentes liberados. A plenária não contou com a participação de
nenhum colega de base de banco privado, tampouco com bancários da ex-nossa
caixa.
Mesmo antes do início da discussão, já fomos avisados que o Comando Nacional já
havia escolhido a data da assembleia onde a categoria deliberará sobre a greve
(aqui cabe um adendo: pelo que conversei com os colegas bancários que estão a
mais tempo no movimento, o Comando Nacional tradicionalmente era eleito pelos
próprios bancários em assembleia, contudo, nós últimos anos, este passo
importante da democracia sindical tem sido pulado: os membros do Comando tem
sido escolhidos a dedo pela diretoria, sem participação alguma da base). A data
escolhida fora dia 28/09 (quarta-feira, pouco antes da eleição). Isto já foi
suficiente para causar uma puta decepção, pois na plenária de Osasco havia sido
dito que a assembleia aconteceria já na semana que vem. Então, os bancários
presentes apresentaram seus questionamentos sobre esta data, mas também sobre o
processo em si da campanha salarial: porque toda essa enrolação, se nosso
dissidio é estabelecido para o dia 31/08? Essa postura por parte dos banqueiros
era de se esperar, o que é incompreensível, é a postura dos nossos dirigentes:
porque toda essa demora, sendo que uma parte considerável da categoria tem como
patrão o governo, e este fica mais vulnerável no período imediatamente anterior
a eleição, o que daria muito mais força pra nossa greve? Frente a estas
interrogações, os nossos dirigentes sindicais não nos forneceram nenhuma
resposta razoável.
Muitos outros questionamentos foram feitos pelos bancários, como por exemplo: a
efetividade de uma greve que não dá prejuízo aos lucros dos banqueiros (na CEF
muitas metas são batidas com as portas fechadas); a falta de empenho dos nossos
representantes em mobilizar a categoria durante o resto do ano; a falta de
divulgação e organização dos dias de luta – nossos representantes declaram dia
de luta, mas “esquecem” de avisar e planejar com a categoria; a completa falta
de democracia no movimento sindical; etc. As respostas de nossos dirigentes
foram basicamente na linha de culpar a categoria pela falta de mobilização, com
um destaque para a resposta à última questão: tivemos a oportunidade de ouvir a
concepção de democracia sindical do nosso dirigente Daniel, que é uma verdadeira
pérola – pena que esta não fora gravada! – para ele democracia sindical é
basicamente a direção se impor, e a base obedecer – ele não vê nenhum problema
no fato da direção não encaminhar o que os fóruns do movimento deliberam, ou no
fato dos bancários não terem direito a voz em suas próprias assembleias (para me
limitar em só 2 exemplos de autoritarismo)... Com dirigentes tão hostis a
categoria, dirigentes que nos tratam explicitamente como gado, como massa de
manobra, como culpar a base pelo repudio ao sindicalismo?
Diversas propostas foram feitas para a organização de nossa greve, o eixo
principal delas é a ideia de que é necessário mudarmos o roteiro de nossa
campanha, pois não temos mais afetado os lucros das instituições financeiras, e
sem isso, nunca conseguiremos acordos realmente bons. Para tal, pensamos em não
permitir contingenciamento, fecharmos centros de tecnologia, entre outras
ideias. A criatividade precisa ser nossa maior arma este ano.
Por fim, acho importante fazer uma observação. É, para mim, absolutamente
inacreditável um sindicato que conta com 80 dirigentes liberados o ano todo
(isso sem contar com os dirigentes liberados da FETEC), não conseguir trazer
bancário algum para uma plenária da campanha salarial. Devemos concluir que um
dia de conversa entre colegas da Pedroso de Moraes dá mais resultado, do que o
trabalho de todos esses dirigentes em todos seus anos de mandato? Acredito, e
espero, que não. Mas, sem a menor dúvida, há algo muito estranho por detrás
dessa história toda... Porque será que nossos dirigentes não querem mobilizar a
base da categoria? Seria medo da base criar consciência e tomar o movimento em
suas mãos, pondo um fim na monarquia sindical da ArtBan?
Hugo Scabello de Mello – delegado sindical da Agencia Pedroso de Moraes
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: <https://lists.aktivix.org/pipermail/bancariosdebase/attachments/20100919/429a7784/attachment.htm>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase