[Bancariosdebase] Informe Bancarios de Base - RS

matheus.crespo em caixa.gov.br matheus.crespo em caixa.gov.br
Quinta Agosto 25 14:33:33 UTC 2011


Pessoal,

 

FAVOR ENCAMINHAR O RELATO À LISTA DA FNOB, que precisa começar a funcionar urgentemente.

 

Pessoal,

 

Aqui no RS, as coisas estão indo bem. 

 

As cartilhas chegaram, e ficaram realmente muito boas. Também definimos que vamos trabalhar com elas de maneira individualizada, e como parte de um processo de formação e propaganda quanto a nossa organização.

 

A campanha salarial segue no estágio de ir-se afirmando, com iniciativas ainda iniciais. Amanhã, teremos reunião coletiva dos delegados sindicais de todos os bancos. 

 

- No BB, especificamente, as coisas estão mais atrasadas, sem nada ainda marcado, mas tem a reunião geral amanhã;

 

- Na CEF, tivemos 2 reuniões específicas, em que estamos contrapondo o sindicato a partir da perspectiva de uma campanha concentrada em arrancar o máximo possível de reajuste, o piso do Dieese e a isonomia. O sindicato da DS, por sua vez, "relativiza" isto, com a desculpa que devemos concentrar o debate acerca das condições de trabalho, como se tivesse sido descoberto somente agora o que passam os bancários. Claramente este desvio de eixo, ainda que se trate de um tema que também valorizamos e incorporamos nos debates, é para diminuir a vergonha do índice de 12,8%, que é ainda mais constrangedor para a DS, que o criticou no início, mas o sustenta desde a Conferência da Contraf, tendo votado por isso nas assembléias que definiram a campanha. 

   Na última reunião da CEF, eram pouquíssimas pessoas presentes: tínhamos 8 da oposição ( nossos e 2 do PSTU), uns 3 independentes apenas e 13 do sindicato (6 deles diretores). Mesmo assim, e por termos metade das pessoas, praticamente, polarizamos a reunião e mudamos a programação de hoje, dia programado como "de luta".

   O sindicato defendia "fechar agências" pelas condições de trabalho. Uma coisa vaga e que personificava em 4 ou 5 agências e gestores um problema que é sistêmico. Nós propusemos, ao contrário, que houvesse um ato na Superintendência, para, já que o tema eram as condições de trabalho, exigir FUNCIONÁRIOS e FIM DA PRESSÃO POR METAS, que são as coisas que realmente geram as péssimas condições de trabalho. Resultado: HOJE FICOU UM DIA SEM COISA NENHUMA, apenas marcado no calendário como de luta, mas AMANHÃ TERÁ UM ATO EM FRENTE À SUPERINTENDÊNCIA, como propusemos.

    O fato de termos ganho a eleição sindical na CEF e Banrisul (os 2 maiores bancos) nos deu condições de permanentemente ser um pólo de cobrança e denúncia do sindicato, o que já começa a se expressar.

 

- No Banrisul, o fato novo foi a realização do Congresso Nacional do Banrisul. Na verdade, esse nome é um pouco de exagero, porque o Banrisul tem mais de 10.000 funcionários no RS (é o  maior banco) e é um banco médio/pequeno em Santa Catarina, quase não existindo em mais lugar nenhum. Mas é um congresso "nacional". Bom, o fato é que panfleteamos um material que batia na questão do aumento da inflação, por um lado, e da pedida rebaixada do outro, batendo na Dilma e no Tarso pela proposta de quererem repor apenas a inflação (depois, mando o panfleto por e-mail para vocês); intervimos na mesma linha de polarizar o encontro; e conseguimos algumas vitórias.

   O encontro tinha cerca de 300 pessoas, a maioria de locais do interior que não pertencem ao nosso sindicato (no RS, há cerca de 30 sindicatos, alguns com bases minúsculas). Assim, vieram muitos ônibus de rincões, que não têm papel nenhum na mobilização, mas que vêm "passear" na capital, e eram 200 dos presentes. Mesmo assim, conseguimos ter uma boa intervenção e ENTRAMOS NO COMANDO DO BANRISUL.

   O Comando tem 30 membros. Destes, ficamos com 2; o PSTU ficou com 1; e o PSOL com 1 também. Para nós, isso foi muito importante e consolidou o Bancários de Base daqui como a maior corrente da oposição, tanto na CEF (o que já éramos há um bom tempo, como no Banrisul e BB também).

 

Na CEF e BB, não fizemos parte dos encontros específicos e GANHAMOS  MUITO COM ISSO, batendo nestes fóruns tão viciados quanto a Conferência da Contraf e ainda mais "orgânicos" dela neste ano, já que os delegados para os congressos de BB e CEF foram os mesmos eleitos para a Conferência da Contraf. A base já cansou das traições destes pelegos e é necessário que rompamos com os governistas e aprofundemos as saídas que já apresentamos.

 

No mais, sobre a campanha em geral, estamos nos comprometendo em enviar um rascunho/proposta de jornal da FNOB até o final de semana, para que possamos fechar algo no chat de 2ª-feira.

 

Abraços.

 

Matheus Crespo - CEF/RS

 

   

 

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
Data: 21 de agosto de 2011 14:58
Assunto: informe bancarios de base - SP
Para:, turra.marta em yahoo.com.br, bancariosdebase em lists.aktivix.org, ucspernambuco em gmail.com, beatrizpoliveira em yahoo.com.br, marcostinoco em oi.com.br



 

Olá comp em s da oposição nacional 

 

Neste sábado à tarde tivemos reunião ordinária do coletivo Bancários de Base.

 

No curso da própria reunião fomos informados pelo Márcio de que estava previsto no mesmo horário um chat da Frente Nacional de Oposição, de modo que não pudemos nos organizar para participar.

 

Mesmo assim, gostaríamos de receber um informe do que foi discutido. 

 

Em nossa reunião pautamos também alguns pontos do que foi discutido com o Márcio quando Marcos Tinoco esteve em São Paulo para entrega da pauta na Fenaban.

 

Segue um informe rápido do que foi conversado.

 

INFORMES

Na Caixa Econômica Federal tivemos reunião do Conselho da APCEF, do qual fazem parte conselheiros eleitos na chapa de oposição como representantes do Bancários de Base. Nas últimas reuniões fizemos propostas no sentido de avançar na organização da campanha salarial, as quais a Articulação, que é maioria no conselho, normalmente não encaminha. Não tivemos o informe completo da reunião do conselho até o momento da nossa reunião ordinária.

 

Nesta semana tivemos também a notícia de que na eleição de delegados sindicais da Caixa Econômica Federal a articulação foi derrotada em agências importantes, cujos representantes podem atuar junto a nós. Assim que tivermos um quadro completo da eleição, vamos repassar aos companheiros.

 

No Banco do Brasil o Márcio foi convidado para falar na SIPAT, do complexo Verbo Divino, onde ele está trabalhando há algumas semanas, e vai falar sobre a cartilha "Bancário não é vendedor".

 

PANFLETAGEM

Conforme foi conversado entre o Márcio e o Marcos Tinoco, o coletivo decidiu fazer um último esforço para distribuir os últimos 6.000 jornais da Frente que ainda restam em nosso poder, que serão entregues via malote e deixados nas concentrações de bancos privados.

 

Fazemos a proposta de que os próximos materiais sejam pensados de forma a refletir a situação nacional da categoria, em especial a situação dos bancos privados, que são maioria em nossa base, para serem melhor aceitos em São Paulo.

 

BALANÇO DOS FÓRUNS

O coletivo deliberou por lançar uma nota de balanço dos congressos de bancos públicos dos quais participamos. 

 

Entendemos que ainda existe uma diferença entre os congressos de bancos públicos e a conferência da Contraf. 

 

Em relação à conferência, não temos a menor ilusão de que se possa tensionar esse fórum para que vá mais à esquerda, como parece ser a posição do PSTU, com a qual não concordamos. Portanto, nos limitamos a participar da assembléia que elege os delegados, pois pode ser a única assembléia que temos em São Paulo antes da campanha salarial, e nessa assembléia denunciar a burocratização da CUT e defender a campanha alternativa. Por uma série de problemas, não nos organizamos para a assembléia deste ano, mas essa é a posição que julgamos correta.

 

Em relação aos congressos de bancos públicos, o esforço que fazemos para levar os bancários à assembléia, discutir teses, organizar os delegados, fazer contatos com ativistas de outras bases, acaba servindo como parte do processo de organização para a campanha salarial, o que ainda justifica que participemos dos congressos. 

 

Não se trata de um esforço de construir os congressos, pois sabemos que com a sua composição atual, com o filtro de 1 delegado para 300 bancários, a articulação tem o completo controle. 

 

Trata-se do fato de que ainda não há condições para chamar aqui em São Paulo uma reunião, plenária ou assembléia paralela do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal com força para organizar a campanha e ser reconhecida pelos bancários.

 

Essa alternativa não existe. Não podemos apresentar as reuniões do nosso próprio coletivo como se já fossem essa alternativa, pois isso seria aventureirista e auto-proclamatório.

 

Isso foi o que pensamos no momento atual. Pode ser que com a consolidação da Frente esse cenário mude para 2012.

 

Devemos ter o texto da nota fechado no início da semana para a divulgação.

 

CARTILHA

O coletivo se propõe a fazer um trabalho de longo prazo com a cartilha "Bancário não é vendedor", entregando-a aos delegados sindicais, ativistas, reuniões de conselhos das entidades, reuniões de comando de greve, assembléias de greve, etc. 

 

As cartilhas serão entregues individualmente, de modo que tenhamos condições de manter contato com os bancários, marcar reuniões, discutir o material, etc. 

 

Projetamos também divulgar a cartilha nas redes sociais da internet, estendendo o alcance do trabalho. 

 

Entendemos que se trata de um trabalho de propaganda, que pode ser usado para construir núcleos de base de bancários que se organizem para discutir suas condições de trabalho, para fortalecer em longo prazo a organização nos locais de trabalho e a resistência dos bancários. 

 

Como não se prende a um momento imediato como um panfleto e portanto não tem "prazo de validade", a cartilha pode ser trabalhada continuamente nos próximos meses ou mesmo anos, com novas edições, etc. 

 

Por isso, entendemos que temos condições de trabalhar com 1.000 exemplares.

 

O coletivo também se propõe a fazer uma contribuição financeira para a confecção da cartilha, mesmo que seja um valor simbólico.

 

CAMPANHA SALARIAL

Ainda estamos aguardando respostas ao manifesto que lançamos sobre a campanha salarial 2011. A proposta é, a partir daquele manifesto e das contribuições que recebermos, redigir os panfletos com os quais vamos trabalhar no período de greve e nas assembléias.

 

Enquanto isso, estamos tomando algumas iniciativas para dar a largada da campanha salarial.

 

Vamos lançar um novo manifesto, bem mais breve, chamando os bancários a se organizar já para a campanha e fazendo a exigência de que se realize assembléia em São Paulo para deliberar sobre um calendário de campanha e medidas de organização da luta. Vamos exigir também plenárias por banco e por região.

 

Na Caixa Econômica Federal, que tem sido vanguarda das greves em São Paulo, estamos detectando um movimento dos tesoureiros com vistas a furar a greve. Por isso, estamos pensando em medidas para organizar este setor, bem como os caixas e funcionários da retaguarda das agências, tentando construir uma plenária nas regiões em que temos trabalho.

 

PRÓXIMA REUNIÃO

Nossa próxima reunião ordinária está marcada para o próximo 3 de setembro. Caso seja necessário, teremos reunião extraordinária no decorrer deste período. 

 

E se houver possibilidade de construir outra reunião virtual via chat no próximo fim de semana, podemos debater com os comp em s da Frente Nacional da Oposição.

 

O grupo também manda os sentimentos pela perda do companheiro Davi, grande lutador.


Saudações

 

Daniel

Bancários de Base

São Paulo

 

 

 

 

-------------- Próxima Parte ----------
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