[Bancariosdebase] informe Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Segunda Dezembro 19 19:31:32 UTC 2011
Olá comp em s [1] do Bancários de Base
Segue informe do Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária,
em São Luís do Maranhão, 17 e 18 de dezembro de 2011.
O Encontro teve a presença de aproximadamente 50 pessoas, com
representações de diretoria e de base dos sindicatos do MA, RN,
Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA), Associação
dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), Associação Nacional
dos Beneficiários do Reg-Replan (ANBERR), Bancários de Base – SP,
Bancários de Base – RS, Unidade Coletivo Sindical (UCS) – PE,
MNOB – CE, MNOB – SP.
Desse conjunto de representações, havia 4 integrantes do PSTU que
eram contrários à política geral da Frente e que estiveram no
Encontro para tentar criar tensionamento. No que se refere ao restante
dos agrupamentos e correntes políticas, a AEBA (que dirigiu a greve
de 77 dias do BASA contra a direção sindical da DS no Pará) e a
AFBNB ainda não estão formalmente na Frente e estavam em disputa,
assim como um setor do MA. Todos os demais setores tinham acordo com o
projeto geral de construção da Frente e estavam desde o início
comprometidos na sua construção.
No primeiro dia houve a discussão sobre os pontos de a) conjuntura
mundial e nacional, b) balanço da campanha salarial e c) construção
e funcionamento da Frente. No segundo dia houve o ponto de eleições
sindicais e a votação dos encaminhamentos gerais.
As principais polêmicas foram colocadas pelo PSTU, no que se refere
a dois temas: a) o MNOB defende o retorno aos fóruns de organização
da campanha salarial dirigidos pela Contraf-CUT, enquanto os
componentes da Frente defendem a organização de uma campanha
alternativa e a participação apenas nas assembleias de base; b) o
MNOB defende a composição de chapas para as eleições sindicais e
de entidades mesmo com setores que não tenham acordo com o programa
da Frente (deus e o diabo), enquanto o restante da Frente entende que
as chapas devem ser montadas justamente com base em um programa e que
esse será o critério para definir que grau de apoio a Frente dará
às chapas (ou seja, se o programa da Frente estiver devidamente
representado, haverá apoio militante e financeiro, e se não estiver
num grau minimamente aceitável, haverá no máximo declaração de
voto crítico – com a ressalva ainda de que o programa não se
materializa apenas numa carta de intenções escritas no papel, mas no
método de composição da chapa, trajetória e credibilidade dos
componentes, inserção na base, etc.).
Ao defender essas posições o MNOB tentou apresentar os demais
setores empenhados na construção da Frente como sectários,
divisionistas, ultra-esquerdistas, autoritários, etc., para tentar
ganhar a simpatia da AEBA e AFBNB e da própria base do MA, que apenas
agora em 2011 se desfiliou da CUT e ainda está incerta com relação
à Frente. Mas no próprio curso do Encontro o presidente da AEBA e
principal figura política declarou seu engajamento pessoal na
construção da Frente e seu empenho em convencer o restante da
direção da entidade do projeto.
No ponto de encaminhamentos foram aprovadas TODAS as nossas propostas
de resoluções, sem praticamente nenhuma modificação e com alguns
acréscimos, que tornaram mais precisas as tarefas e funcionamento da
Frente. Essas propostas de resoluções incluíam um esboço de carta
de princípios e de “estatuto” da Frente, bem como uma lista de
tarefas imediatas. Ou seja, a Frente passa a ter exatamente o estatuto
e programa que nós do Bancários de Base sistematizamos.
Na votação dessas resoluções o PSTU se absteve, o que representou
o seu afastamento formal e definitivo da Frente.
Será formada uma coordenação a partir dos coletivos que estão
construindo a Frente, na qual eles não estarão representados. O que
vai haver daqui em diante entre a Frente e o MNOB é no máximo uma
unidade de ação em questões pontuais, mas não mais nenhum tipo de
unidade orgânica.
Foi dado um prazo de um mês para que os coletivos que compõem a
Frente indiquem um representante para compor a coordenação, que deve
se reunir virtualmente (via msn) ao fim desse prazo para tratar do
encaminhamento das resoluções.
As resoluções finalizadas com os adendos aprovados no Encontro
serão enviadas a todos os participantes pelos componentes da mesa que
coordenou o último ponto, que ficou a cargo da diretoria do RN.
Foi aprovada a data indicativa para o próximo Encontro, em junho de
2012, em Belém do Pará.
A Frente se consolida portanto com o programa e o método de
funcionamento propostos por nós do Bancários de Base. A aprovação
de um programa e estatuto da Frente representa a conclusão do
processo iniciado no Encontro nacional de 2009, em São Paulo, em que
uma parte de nós do Bancários de Base apostamos na construção de
uma nova alternativa nacional, iniciando o debate com os coletivos de
demais bases e dialogando ao longo desse período com eles,
contribuindo para que rompessem com o aparatismo do PSTU no MNOB e sua
política de capitulação à Contraf-CUT.
Com o encerramento desse ciclo inicia-se outro, ou seja, a
construção efetiva da Frente. Para que a vitória obtida nesse
Encontro não seja apenas uma vitória formal, mas se efetive no
movimento, isso exigirá muita responsabilidade e comprometimento com
um rol de novas tarefas.
Até o retorno em 2012
Daniel e Rosana, de São Luís, MA
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“So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the
golden years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está
vivendo nos anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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