[Bancariosdebase] (Ainda sobre) informe Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Quarta Dezembro 21 23:58:57 UTC 2011
Prezados companheiros, manos e minas.
Como todos sabem, meu raciocínio anda meio lento por causa dos remédios e por isso somente agora encontrei dois pontos críticos no informe dos companheiros.
A primeira delas é que o próximo encontro será somente em junho!!!!! Até aí a Inês é morta e política de adiantar a campanha salarial vai para o ralo. Um dos fatos que nos fizeram sair do MNBO (eu e o Daniel, evidentemente) foi o fato deles colocarem a campanha alternativa à reboque dos fóruns viciados dos contraficantes. Temos que dar um jeito de reverter esta situação. É um erro crasso marcar o próximo encontro para junho. Tem de ser, no máximo, março. TEmos que sair com uma política de agitação e propaganda para preparar as bases por uma campanha alternativa. Junho é tarde demais.
A segunda delas é a ausência de balanço do uso da cartilha. Não se tem um plano de atuação para a cartilha, inclusive nos locais onde queremos incorporar os companheiros de outros estados que estão vacilantes entre a Frente e o finado MNOB. Temos que ter política para a cartilha. Isso é menos ruim, pois podemos aplicá-lo independentemente das resoluções do Encontro.
Gostaria muito que os demais companheiros dessem sua opinião sobre estas observações o mais rápido possível.
Um forte abraço.
Márcio
Olá comp em s do Bancários de Base
Segue informe do Encontro da Frente Nacional de Oposição Bancária, em São Luís do Maranhão, 17 e 18 de dezembro de 2011.
O Encontro teve a presença de aproximadamente 50 pessoas, com representações de diretoria e de base dos sindicatos do MA, RN, Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA), Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), Associação Nacional dos Beneficiários do Reg-Replan (ANBERR), Bancários de Base – SP, Bancários de Base – RS, Unidade Coletivo Sindical (UCS) – PE, MNOB – CE, MNOB – SP.
Desse conjunto de representações, havia 4 integrantes do PSTU que eram contrários à política geral da Frente e que estiveram no Encontro para tentar criar tensionamento. No que se refere ao restante dos agrupamentos e correntes políticas, a AEBA (que dirigiu a greve de 77 dias do BASA contra a direção sindical da DS no Pará) e a AFBNB ainda não estão formalmente na Frente e estavam em disputa, assim como um setor do MA. Todos os demais setores tinham acordo com o projeto geral de construção da Frente e estavam desde o início comprometidos na sua construção.
No primeiro dia houve a discussão sobre os pontos de a) conjuntura mundial e nacional, b) balanço da campanha salarial e c) construção e funcionamento da Frente. No segundo dia houve o ponto de eleições sindicais e a votação dos encaminhamentos gerais.
As principais polêmicas foram colocadas pelo PSTU, no que se refere a dois temas: a) o MNOB defende o retorno aos fóruns de organização da campanha salarial dirigidos pela Contraf-CUT, enquanto os componentes da Frente defendem a organização de uma campanha alternativa e a participação apenas nas assembleias de base; b) o MNOB defende a composição de chapas para as eleições sindicais e de entidades mesmo com setores que não tenham acordo com o programa da Frente (deus e o diabo), enquanto o restante da Frente entende que as chapas devem ser montadas justamente com base em um programa e que esse será o critério para definir que grau de apoio a Frente dará às chapas (ou seja, se o programa da Frente estiver devidamente representado, haverá apoio militante e financeiro, e se não estiver num grau minimamente aceitável, haverá no máximo declaração de voto crítico – com a ressalva ainda de que o programa não se materializa apenas
numa carta de intenções escritas no papel, mas no método de composição da chapa, trajetória e credibilidade dos componentes, inserção na base, etc.).
Ao defender essas posições o MNOB tentou apresentar os demais setores empenhados na construção da Frente como sectários, divisionistas, ultra-esquerdistas, autoritários, etc., para tentar ganhar a simpatia da AEBA e AFBNB e da própria base do MA, que apenas agora em 2011 se desfiliou da CUT e ainda está incerta com relação à Frente. Mas no próprio curso do Encontro o presidente da AEBA e principal figura política declarou seu engajamento pessoal na construção da Frente e seu empenho em convencer o restante da direção da entidade do projeto.
No ponto de encaminhamentos foram aprovadas TODAS as nossas propostas de resoluções, sem praticamente nenhuma modificação e com alguns acréscimos, que tornaram mais precisas as tarefas e funcionamento da Frente. Essas propostas de resoluções incluíam um esboço de carta de princípios e de “estatuto” da Frente, bem como uma lista de tarefas imediatas. Ou seja, a Frente passa a ter exatamente o estatuto e programa que nós do Bancários de Base sistematizamos.
Na votação dessas resoluções o PSTU se absteve, o que representou o seu afastamento formal e definitivo da Frente.
Será formada uma coordenação a partir dos coletivos que estão construindo a Frente, na qual eles não estarão representados. O que vai haver daqui em diante entre a Frente e o MNOB é no máximo uma unidade de ação em questões pontuais, mas não mais nenhum tipo de unidade orgânica.
Foi dado um prazo de um mês para que os coletivos que compõem a Frente indiquem um representante para compor a coordenação, que deve se reunir virtualmente (via msn) ao fim desse prazo para tratar do encaminhamento das resoluções.
As resoluções finalizadas com os adendos aprovados no Encontro serão enviadas a todos os participantes pelos componentes da mesa que coordenou o último ponto, que ficou a cargo da diretoria do RN.
Foi aprovada a data indicativa para o próximo Encontro, em junho de 2012, em Belém do Pará.
A Frente se consolida portanto com o programa e o método de funcionamento propostos por nós do Bancários de Base. A aprovação de um programa e estatuto da Frente representa a conclusão do processo iniciado no Encontro nacional de 2009, em São Paulo, em que uma parte de nós do Bancários de Base apostamos na construção de uma nova alternativa nacional, iniciando o debate com os coletivos de demais bases e dialogando ao longo desse período com eles, contribuindo para que rompessem com o aparatismo do PSTU no MNOB e sua política de capitulação à Contraf-CUT.
Com o encerramento desse ciclo inicia-se outro, ou seja, a construção efetiva da Frente. Para que a vitória obtida nesse Encontro não seja apenas uma vitória formal, mas se efetive no movimento, isso exigirá muita responsabilidade e comprometimento com um rol de novas tarefas.
Até o retorno em 2012
Daniel e Rosana, de São Luís, MA
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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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