[Bancariosdebase] Enc: [oposicao_bancaria] Ato de 24 de fevereiro

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Fevereiro 21 21:36:22 UTC 2011





----- Mensagem encaminhada ----
De: vania gobetti <vaniagobetti em yahoo.com.br>
Para: oposição <oposicao_bancaria em yahoogrupos.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011 16:07:55
Assunto: [oposicao_bancaria] Ato de 24 de fevereiro

  


A todas as entidades e movimentos
 
62% para deputados e 6% para o salário  mínimo. Todos a Brasília no dia 24

O governo Dilma  conseguiu a aprovação de sua proposta de aumento do salário 
mínimo para R$ 545.  Na votação, que ocorreu na quarta-feira passada, na Câmara 
dos Deputados, mais  uma vez prevaleceu a vontade da ala governista que está 
voltada não para a  necessidade do povo brasileiro e sim para os interesses dos 
empresários.
Não  houve aumento real. O valor estabelece apenas a inflação (INPC - Índice 
Nacional  de Preços ao Consumidor) do período, pouco mais de 6%.
Reajuste rebaixado -  Segundo Dieese o salário mínimo ideal deveria ser o que 
estipula a Constituição  Federal, no artigo 2, que prevê um salário mínimo 
fixado em lei, nacionalmente  unificado, capaz de atender às suas necessidades 
vitais básicas.  O  trabalhador sabe que este aumento está longe de suprir suas 
necessidades. Quem  paga aluguel, gasta com transporte público (que todo ano é 
reajustado) e gasta  com a cesta básica, de cerca de R$ 300, tomando como base 
São Paulo sente na  carne que esse salário está longe do que deveria. (A 
inflação da cesta básica em  São Paulo está em 16%, ou seja, o dobro do reajuste 
dado ao mínimo).
O  governo conseguiu aprovar sua proposta na Câmara à custa de troca de cargos.  
Segundo informações da grande imprensa, o PMDB após se aliar ao governo para que  
este valor fosse aprovado, espera agora ser retribuído pela presidenta Dilma  
Rousseff com cargos da máquina federal.
A negociação funcionou e nomeações na  Caixa Econômica Federal devem ser 
efetivadas nos próximos dias, antes da votação  do projeto do salário mínimo no 
Senado, prevista para a próxima quarta-feira  (23). Além da Caixa, o PMDB quer 
diretorias do Banco do Brasil, de empresas  estatais do setor elétrico e da 
Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Além  disso, o governo ataca o funcionalismo com congelamento de salário e 
trabalha  com a perspectiva de um plano de ajuste fiscal que aplique um redutor 
nos gastos  públicos, além da desoneração da folha de pagamento das empresas. 
Também já há  um movimento na base governista do Congresso Nacional para retomar 
a tramitação  de importantes projetos como o PLP-549-09, PLC-249-98, propondo 
limitação com  gastos com salário e demissões por insuficiência de desempenho. E 
os  cortes  no orçamento de 2011 que podem chegar aos R$ 50 bilhões.
A  CSP-Conlutas foi a Brasília na quarta-feira passada junto com os cerca de 5 
mil  servidores públicos denunciar todos estes ataques e o reajuste vergonhoso 
do  mínimo, quando os deputados tiveram 62% de aumento. Um verdadeiro  
escândalo.
A votação do mínimo vai para o Senado na próxima quarta-feira  (23). As centrais 
sindicais governistas continuarão defendendo sua proposta de  aumento do mínimo 
para R$ 560 e o PSDB para R$ 600, propostas para gringo  ver.
O representante da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, que  esteve 
presente na votação, enfatizou que mais uma vez a Câmara dos Deputados  virou as 
costas para os trabalhadores priorizando seus próprios interesses. “O  governo 
ganhou na bancada e mostra para quem realmente está governando. Vamos a  
Brasília denunciar esse absurdo e exigir reajuste igual ao dado aos  
parlamentares”, disse Mancha.
Na quarta-feira (23) a CSP-Conlutas estará  representada por uma grande 
delegação da Central  nas galerias do Senado  para protestar contra os R$ 545 e 
defender a sua posição sobre o mínimo. 

E  no dia seguinte (24), a Central organiza uma jornada de mobilização junto com  
outras entidades em Brasília. CSP-Conlutas, FST (Fórum Sindical dos  
Trabalhadores) Cobap, Intersindical, vamos exigir:
Salário Mínimo valorizado  com reajuste substancial;
Em defesa dos servidores e dos serviços  públicos;
Em defesa dos direitos previdenciários e da aposentadoria;
Em  defesa e ampliação dos direitos trabalhistas;
Correção da tabela do imposto  de renda;
Solidariedade às vítimas das enchentes.
Contra despejos e  remoções sem alternativa e por moradia digna aos 
trabalhadores.

Para  viabilizar nossa participação na manifestação em Brasília no dia 24 de  
fevereiro, precisamos fazer um rateio para alugar um ônibus no valor de R$  
9.600,00.  Entre em contato o mais rápido possível com a CSP-Conlutas RJ  para 
informar o valor que sua entidade vai contribuir neste  rateio.


Saudações socialistas,
Pitéu
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