[Bancariosdebase] Nada mais tucano do que um petista e vice-versa
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Terça Janeiro 18 00:49:19 UTC 2011
Prezados colegas.
Depois ainda me xingam quando eu afirmo que PT e PSDB são a mesma coisa. O
"choque de gestão" tucana virou "gasto mais eficiente" petista.
Democracia burguesa é isso. A fonte é a Folha de São Paulo
Um forte abraço.
Márcio.
15/01/2011 - 10h44
Dilma determina corte que deve atingir investimentos
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DE BRASÍLIA
Em sua primeira reunião ministerial, a presidente Dilma Rousseff determinou que
sua equipe priorize os cortes em seus orçamentos, começando por gastos de
custeio, mas atingindo também, se necessário, os investimentos para cumprir a
meta de superavit primário de 3% do PIB.
A contenção de despesas foi a mensagem mais forte da reunião: nem o PAC será
poupado. Dilma (chamada por Lula de "mãe" do programa) autorizou que só obras em
andamento continuem, sem iniciar novas.
"O PAC está preservado dependendo do tamanho do contingenciamento que se deve
fazer", disse Miriam Belchior (Planejamento).
Segundo a Folha apurou, a avaliação é que apenas as reduções de custeio não são
suficientes para fazer a economia para o pagamento de juros da dívida --o
superavit primário.
Segundo um ministro, Dilma fez questão de dizer que não está propondo "choque de
gestão como o dos tucanos", mas que haja maior eficiência nos gastos.
A presidente se mostrou insatisfeita com as projeções de corte feitas pela
equipe econômica, sinalizando que deseja um bloqueio menor que os R$ 50 bilhões
sugeridos. O valor do corte valor deve superar os R$ 40 bilhões.
A reunião começou por volta das 14h30, com todos os 37 ministros. Em sua fala,
Dilma mandou outros recados: disse que não vai aceitar divergências públicas em
sua equipe, citando a questão do salário mínimo.
Ao final do encontro, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou que o valor do
salário mínimo a partir de fevereiro será de R$ 545.
Para evitar paralisia no governo, Dilma disse que "contará até três" quando
houver brigas, revelando seu método para dirimir conflitos: o ministro Antonio
Palocci (Casa Civil) fará três reuniões com os envolvidos para chegar ao
consenso. Se isso não ocorrer, ela vai "arbitrar".
Palocci também falou de cortes e da necessidade de unidade dentro do governo.
Segundo ele, haverá espaço para discussão sobre cortes, mas, uma vez decididos,
não serão permitidas revisões.
Dilma deu prazo até 4 de fevereiro para que as pastas proponham cortes e
sinalizou redução imediata nos gastos com passagens, alugueis e compra de
móveis.
As despesas de custeio passíveis de corte, excluindo o PAC, somam R$ 36,8
bilhões. Mas não é possível cortar todos esses gastos, porque paralisaria os
órgãos.
Dilma disse que anunciará em março o Plano Nacional de Combate à Miséria. Pediu
a ministros que apresentem projetos até 28 de fevereiro.
Outro tema espinhoso, a composição política com partidos aliados, foi abordado
pela presidente.
Ministros alertaram que o corte orçamentário não pode inviabilizar a liberação
de emendas parlamentares sob ameaça de rebelião no Congresso. Na formação do
segundo escalão, Dilma cobrou critérios técnicos. Nas agências reguladoras, não
aceitará indicações políticas.
Editoria de Arte/Folhapress
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