[Bancariosdebase] sobre as nossas atividades
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Janeiro 22 13:32:52 UTC 2011
Ola comp em s do Bancários de Base
Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pela minha ausência
na atividade do ELAOPA neste fim de semana. O caso é que agora não
estou mais morando sozinho, meu irmão se mudou para casa no mês
passado e meu pai estará lá durante este mês, de modo que as
tarefas domésticas não dependem mais apenas do meu arbítrio, mas de
um acordo coletivo. Isso significa que meu fim de semana estará
comprometido com uma série de tarefas atrasadas.
Também peço desculpas por estar ausente da internet e não ter
respondido nada nos últimos dias. Fiquei sem acesso entre terça e
sexta-feira à noite e só agora estou retomando.
Mas indo ao que interessa, estou escrevendo a respeito do andamento
das nossas atividades.
No meu entendimento, houve acordo geral no coletivo quanto à
necessidade de disputar contra o bloco MNOB/Intersindical os rumos do
processo de montagem da chapa para APCEF e talvez demais eleições.
Me parece que o desacordo está quanto ao que fazer no desenlace do
processo, caso se configure uma situação em que estejamos em
minoria.
Se há acordo quanto a disputar o processo de montagem da chapa,
isso significa colocar em prática a nossa concepção de como deveria
ser feita a montagem de uma chapa, ou seja, a partir de uma discussão
política de programa diretamente com a base. O bloco
MNOB/Intersindical tem limitado a discussão ao aspecto organizativo,
como forma de deixar em aberto a questão do programa, para trazer o
PPS para a chapa, e fechar o programa quando tiverem obtido a maioria
através do processo de discussões pela cúpula, quando poderão
aprovar o programa que quiserem, que será o mais rebaixado possível,
para acomodar todos os setores que eles querem trazer. Isso nos
colocaria como reféns, obrigados a carregar o piano de uma chapa
montada de forma espúria, com uma aparência formal de democracia
(por isso eles insistem em falar em "democracia operária", quando na
verdade se trata de uma manobra para "legitimar" uma maioria numérica
formal e artificial).
Trata-se de uma concepção utilitária e formal de democracia
operária, que resume tudo a um cálculo matemático de maioria e
minoria, sem entrar no aspecto substantivo, no conteúdo e na
qualidade das escolhas. Democracia operária pressupõe que os
trabalhadores tenham condições de tomar as decisões. Para que
tenham condições de tomar decisões, é preciso que estejam
informados sobre as alternativas em disputa.
Para combater de fato a concepção de “democracia operária” do
bloco MNOB/Intersindical, é preciso colocar em prática a verdadeira
democracia operária, ou seja, trazer os trabalhadores para o debate,
apresentar as propostas políticas, defender as nossas propostas e
permitir que as demais correntes apresentem as deles. No debate
político os trabalhadores decidirão quem tem o melhor programa. Se
nos retirarmos do processo, o bloco MNOB/Intersindical pode alegar que
não aceitamos a “democracia operária” porque somos minoria.
Seria tudo que eles queriam, montar a chapa sem qualquer
perturbação, sem se comprometer com um programa e aparecendo para a
categoria como a única alternativa e a única oposição disponível.
Se continuarmos disputando o processo, podemos ser ou não ser
maioria, estar ou não estar na chapa, mas estaremos credenciados por
ter feito o debate real, o debate de programa, o debate das
verdadeiras reivindicações dos trabalhadores.
Por isso, é absolutamente crucial que os trabalhadores conheçam as
nossas propostas. Precisamos romper o formato de discussão que o
bloco MNOB/Intersindical quer nos impor e apresentar a nossa proposta
diretamente para a base. Precisamos partir para o corpo a corpo com os
trabalhadores e fazer a discussão a partir da política e do
programa, ou seja, das nossas propostas para o programa da chapa, as
quais devem conter as reivindicações mais importantes para os
trabalhadores, como por exemplo, a denúncia do acordo FENAE/Caixa
Seguros.
Precisamos sistematizar um conjunto de reivindicações dos
trabalhadores da Caixa e apresentar essas reivindicações como nossa
proposta para o programa da chapa. Precisamos apresentar essas
propostas diretamente aos trabalhadores, não apenas via internet,
como quer o bloco MNOB/Intersindical, mas no corpo a corpo, como eu
disse acima. Eles querem construir a maioria deles negociando via
cúpula dos sindicatos que controlam. Nós temos que construir uma
base de apoio (não necessariamente uma maioria) a partir de uma
discussão politica e programática qualificada com a base da
categoria. Se essa base de apoio nos acompanhará ou não na chapa que
eventualmente vier a ser montada, se vamos entrar ou não nessa chapa,
se vamos chamar voto ou não, isso é uma discussão para outro
momento. Mas o fundamental é consolidar essa base de apoio em torno
das nossas propostas de programa, de modo que nos acompanhem no
movimento de modo geral, não apenas em eleições.
Se vamos partir para o operativo de construir essa base de apoio,
isso demanda uma série de tarefas. Temos que ter uma proposta de
programa sistematizada. Temos que ter um jornal com esse programa, com
tiragem limitada à Caixa, aos locais em que faremos campanha. Temos
que eleger alguns locais em que vamos fazer a agitação desse
programa. E temos que trazer alguns companheiros da base que queremos
que nos ajudem nessa tarefa. Por isso é importante a atividade do dia
29. Os companheiros que estarão no dia 29 devem ser aqueles com os
quais faremos a discussão mais aprofundada sobre as propostas e sobre
as tarefas que daí decorrem. São aqueles que convidaremos para o
nosso Encontro de Base do dia 19 de fevereiro. São aqueles com quem
eventualmente contaremos para alguma panfletagem, para votar conosco
em uma convenção, etc. Em resumo, são aqueles que gostaríamos que
aos poucos se integrassem ao Bancários de Base.
Precisamos ter atenção especial com esse grupo de companheiros.
Precisamos partir para a convocação corpo a corpo, telefonar
diretamente para as pessoas, insistir no chamado, garantir a presença
desses companheiros.
Sem uma base de apoio, ou seja, sem pessoas de carne e osso, não se
faz disputa política. Não adianta termos ideias melhores que as do
bloco MNOB/Intersindical no papel. Se essas idéias não saírem do
papel (ou da tela do computador) e não virarem realidade, não
moverem as pessoas, de nada nos adianta fazermos reunião atras de
reunião.
Gostaria que os companheiros refletissem sobre isso.
No nosso calendário original, tínhamos marcado uma reunião para a
próxima quarta-feira, 26/01, para fechar o operativo da
confraternização do dia 29.
Entretanto, os companheiros poderão fazer essa discussão no curso
do próprio
ELAOPA, mesmo que na minha ausência. Considero que já expressei
minha posição nesta mensagem. Além disso, na próxima semana,
vários dos companheiros de outros estados com os quais estamos
conversando em torno da possibilidade de um Encontro Nacional de
bancários estarão em São Paulo por conta de uma atividade da
Conlutas. Podemos aproveitar a presença desses companheiros para
alavancar as nossas discussões de bancários.
Por isso, podemos até desmarcar a reunião de quarta-feira, desde
que haja o compromisso de acelerarmos as atividades que nos propomos
na preparação do dia 29.
Para finalizar, eu e o Márcio já temos separadas a lista dos nomes
do Banco do Brasil que podem ser colocados no grupo de simpatizantes
do Bancários de Base e a lista que será colocada no grupo de debates
aberto.
Segue abaixo uma proposta de mensagens para a formação das duas
listas.
Boa atividade a tod em s!
Saudações
Daniel
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Anexo I - lista de trabalhadores do Banco do Brasil para o grupo de
simpatizantes do Bancários de Base.
Esta é a lista que será cadastrada para receber mensagens
diretamente do e-mail do Bancários de Base, com o sistema de cópia
oculta.
Ana Paula Fichtler ;
AnaAngélica BB ;
AnaRosa BBPedroso ;
andré porfírio ;
André Theodoro ;
Antônio BBPerdizes ;
Breno BB ;
CarlosJameli BBSumaré ;
CarlosPretel BBUSP ;
Claudinha BB CSO Ipiranga ;
Claudio Shiroma BBEstilo Estilo Faria Lima ;
Conceição CABB ;
Cristiane BB Iguatemi;
Cristina BNC Faria LIma ;
Daniel Esp Soc ;
DaniJangada BBButantã ;
ÉdsonOrtiz BB ;
EricoCarvalho BB;
Fabinho-Iguatemi ;
Fábio Bianchi BB ;
FábioJesus BB CABB;
FelipeMalfara BB ;
Getúlio-Pinheiros;
GisleneBBButantã ;
Hamandi BBPSOLuz ;
Iranir;
isaceles vidal lima ;
Janaína BB ;
JaquelineNegrini BB;
JoãoGritti BB PSOcentro ;
Josi EstiloPinheiros ;
Katherine BBShopCLimpo ;
Leda -NCNB ;
LígiaMartins BB CSO ;
Luis Carlos BB BNC Lapa ;
LuizFernando BBCeagesp ;
LuizMunuera BB ;
Marcelo BBEmprs Norte ;
Marcelo Ricardo Carmo Casado de Lima ;
Marcos Tranin ;
Marcos BBPinheiros ;
Mauro BB ;
Melissa-Iguatemi ;
MoisesPolentini BBUSP ;
NatháliaBandeira BBUSP;
Nessaoana BB CSO SPaulo ;
Oswaldo-Iguatemi ;
RafaelLuqui BB ;
Renata BBVLeopoldina ;
Renato BB BNC FariaLIma;
RobertoBB Iguatemi ;
Rodolfo Giuliano BB Osasco ;
Rodrigo BB Daniel ;
Rodrigo BBBNC CABB ;
rosa barbara ;
Sara BB;
Silvana Pereira BB CSO SPaulo ;
Silvana Zogbi BBCOMPE;
Sílvia Marcondes BB ;
SilvioLeite CABBsp ;
Tatiane BBCSO S. João Vieira ;
Thais RabeloBB CSO S.JOÃO ;
Vanessa CABBSP;
WillameLavor BB ;
William BB ;
As mensagens para o grupo de simpatizantes deverão ser encerradas
com uma explicação de que se trata de propostas iniciais do grupo,
que ainda não estão prontas para serem repassadas para o movimento
em geral. As pessoas deverão ser estimuladas a responder a essas
mensagens, de maneira que se tornem participantes da construção da
política, mas ao mesmo tempo devemos evitar que os materiais que
repassamos sejam "vazados" indevidamente antes do tempo (em política
o tempo é uma variável crucial). Por isso, a explicação deve
sutilmente dar a entender que se trata de mensagens distribuídas para
um grupo quase-interno, mas ao mesmo tempo sem fazer com que a pessoas
se sintam "oprimidas". Segue uma proposta:
"Gostaríamos de saber a sua opinião sobre as idéias contidas
nesta mensagem, antes de a distribuirmos de modo mais amplo. Por isso,
esta mensagem esta sendo repassada inicialmente apenas para alguns
companheiros, e pedimos que não seja divulgada em outras listas por
enquanto".
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Anexo II - lista de trabalhadores do Banco do Brasil para a lista
aberta de contatos do Bancários de Base.
Esta é a lista que será convidada a participar do grupo do yahoo
para os debates mais amplos, abrangendo os nossos contatos em geral,
simpatizantes ou não, organizados ou não.
AnaPaula BBEstiloPçaTiradentesPR apbusato em hotmail.com
; Artur-BB SindicatoSC ;
DanielaMalheiros BBMataSJ -BA ;
Davidson CSOcompe curitiba ;
DeniseLIma PSOSalvador;
Edgar MNOB-DF ;
ErinaldoBBseeb MA ;
Fernando-UCS Lucena ;
Gleidson BBSão Luiz MA ;
Hudson BBAquiri Diretor Acre;
Ivaí BB Bandeirantes PR ;
Ivone TecnologiaBBDF;
LeandroSilvaBB SJRibamar MA ;
Luiz Guilherme -Rio;
Luiza BESC ;
LuizMaia BBImperatriz MA ;
Márcia tecnologiaDF ;
Márcio BBGuaíraPR ;
marcosmtinoco em yahoo.com.br; marcostinoco em oi.com.br;
MoisésBBSãoLuízMA ;
Neri Clademir ;
PabloMarinho BB UCS PE ;
Pedro UCS ;
Roverson BB-PR Apucarana ;
Adelmo Vianna ;
Ana Paula Fichtler ;
AnaAngélica BB ;
AnaRosa BBPedroso ;
andré porfírio ;
André Theodoro ;
Antônio BBPerdizes ;
Breno BB ;
CarlosJameli BBSumaré ;
CarlosPretel BBUSP ;
Claudinha BB CSO Ipiranga ;
Claudio Shiroma BBEstilo Estilo Faria Lima ;
Conceição CABB ;
Cristiane BB Iguatemi;
Cristina BNC Faria LIma ;
Daniel Esp Soc ;
DaniJangada BBButantã ;
ÉdsonOrtiz BB ;
Erico Brito ;
EricoCarvalho BB;
Fabinho-Iguatemi ;
Fábio Bianchi BB ;
FábioJesus BB CABB;
FelipeMalfara BB ;
Getúlio-Pinheiros;
GisleneBBButantã ;
Hamandi BBPSOLuz ;
Hugo do MNN hugolacerda4 em gmail.com;
Iranir;
isaceles vidal lima ;
Janaína BB ;
JaquelineNegrini BB;
JoãoGritti BB PSOcentro ;
Josi EstiloPinheiros ;
Katherine BBShopCLimpo ;
Leda -NCNB ;
LígiaMartins BB CSO ;
Luis Carlos BB BNC Lapa ;
LuizFernando BBCeagesp ;
LuizMunuera BB ;
Marcelo BBEmprs Norte ;
Marcelo Ricardo Carmo Casado de Lima ;
Marcos Tranin ;
Marcos BBPinheiros ;
Mauro BB ;
Melissa-Iguatemi ;
MoisesPolentini BBUSP ;
NatháliaBandeira BBUSP;
Nessaoana BB CSO SPaulo ;
Oswaldo-Iguatemi ;
RafaelLuqui BB ;
Renata BBVLeopoldina ;
Renato BB BNC FariaLIma;
RobertoBB Iguatemi ;
Rodolfo Giuliano BB Osasco ;
Rodrigo BB Daniel ;
Rodrigo BBBNC CABB ;
rosa barbara ;
Sara BB;
Silvana Pereira BB CSO SPaulo ;
Silvana Zogbi BBCOMPE;
Sílvia Marcondes BB ;
SilvioLeite CABBsp ;
Tatiane BBCSO S. João Vieira ;
Thais RabeloBB CSO S.JOÃO ;
Vanessa CABBSP;
WillameLavor BB ;
William BB ;
Zé do Pau BB Guaianazes
Segue uma proposta do texto de convite:
“O coletivo Bancários de Base está criando uma lista aberta de
debates na internet e estamos convidando você para fazer parte da
lista.
Participar da lista não significa fazer parte do Bancários de
Base, nem concordar automaticamente conosco. A lista é um espaço de
debates para trabalhadores bancários, de todas as opiniões e
correntes de pensamento.
Queremos discutir idéias e propostas para ajudar na organização e
na luta da categoria bancária, com a participação de todos que
estiverem interessados, por isso formamos este espaço aberto de
debate.
A lista não terá moderação. Entretanto, ressaltamos que se trata
de um espaço de discussão de conteúdos que dizem respeito à
organização e luta dos trabalhadores, portanto não cabe o envio de
mensagens comerciais, correntes de auto-ajuda, piadas, etc., bem como
o uso de palavras de baixo calão, ofensas pessoais, insultos e outros
comportamentos que ferem os princípios básico do respeito entre os
participantes de um espaço de debates.
Esperamos que esta lista se torne um instrumento para ajudar na
discussão de soluções para os problemas da categoria bancária, e
para isso contamos com a sua participação.
Saudações
Bancários de Base”
“O coletivo Bancários de Base é formado por um grupo de
trabalhadores que estão no dia a dia das agências e departamentos. O
coletivo não é controlado por nenhum partido político, não tem
decisões que já chegam prontas, e elabora coletivamente todas as
suas propostas. O Bancários de Base reúne trabalhadores de diversas
tendências, que se declaram socialistas, anarquistas, independentes,
que votam em qualquer partido ou que não têm preferência política,
mas que estão interessados em fazer avançar as lutas da categoria.
Temos como método reuniões periódicas quinzenais, abertas, em que
são discutidas as questões da categoria, servindo como base para
nossas publicações, jornais, panfletos (que nós mesmos financiamos)
e blog. Sabemos que temos falhas e cometemos erros, mas temos a
convicção de que o método democrático é a única forma de
estimular os trabalhadores a participar e tomar suas questões em suas
próprias mãos, se tornando sujeitos da própria vida e da própria
história.”
Fim dos anexos
-------------- Próxima Parte ----------
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