[Bancariosdebase] O que ainda falta?
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Quarta Janeiro 26 03:33:08 UTC 2011
Prezados companheiros, manos e minas.
Segue nota da CONLUTAS sobre fazer ampla unidade para enfrentar a ofensiva dos
patrões e governos sobre os trabalhadores para evitar que nós pagemos pela
crise. Ocorre que tal mister vai ser impossível sem fazer oposição ao governo e
com o rebaixamento do programa, pois admite pagar a dívida pública. É este o
ônus de se fazer unidade com UGT, CTB, etc; gente da "melhor qualidade"
O que ainda falta para fazer unidade com a CUT e a Farsa Sindical?
Abarços.
Márcio.
http://www.conlutas.org.br/site1/exibedocs.asp?tipodoc=noticia&id=5766
22/12/2010
Começar a organizar
CSP-CONLUTAS SC realizará I Encontro Estadual para unificar e fortalecer as
lutas
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O início do governo Dilma já aponta para a realização de ataques aos
trabalhadores, como reformas neoliberais e cortes de verbas nas áreas sociais. A
realidade da Europa está mostrando que os patrões e governos capitalistas sempre
buscam jogar nas costas dos trabalhadores as terríveis consequências da crise,
como o desemprego, o arrocho salarial e a retirada de direitos.
Para mudar esta situação, é preciso unir as lutas dos trabalhadores públicos e
privados e os movimentos sociais do campo e da cidade. Neste sentido, e
inspirados na forte resistência dos trabalhadores europeus, a CSP-Conlutas,
juntamente com a COBAP (Confederação Nacional dos Aposentados), o FST (Fórum
Sindical dos Trabalhadores) e outras organizações do movimento sindical e
popular, estão preparando uma forte jornada de lutas para 2011. Esta jornada
será organizada em reunião marcada para o dia 27 de janeiro, em Brasília.
Chamamos todas as entidades dos movimentos sociais a participarem deste
processo, para impulsionarmos um amplo processo de lutas no próximo período.
E para fortalecer e unificar as lutas em Santa Catarina, vamos construir o I
Encontro Estadual da CSP-Conlutas. A Central Sindical e Popular CSP-Conlutas
surgiu de um processo de unificação de diferentes organizações no Congresso da
Classe Trabalhadora, ocorrido em junho de 2010, em Santos. Congrega sindicatos,
movimentos populares, movimento estudantil e movimentos de luta contra as
opressões (mulheres, negros e GLBTs).
É a única Central brasileira que se mantém independente de todos os governos e
patrões, não aceita dinheiro do Estado, e tem um funcionamento democrático, com
as decisões tomadas em reuniões de representantes das entidades de base dos
trabalhadores e movimentos sociais.
A divisão da classe trabalhadora só leva a derrotas. É hora de unificar! Vamos
organizar e fortalecer a CSP-Conlutas em Santa Catarina. Assim, cada luta pelos
direitos dos trabalhadores, da juventude e dos setores oprimidos será uma luta
de todos, na perspectiva de construirmos uma transformação socialista da
sociedade.
O I Encontro Estadual da CSP-Conlutas SC será na cidade de Florianópolis, no dia
09 de abril de 2011. Se organize, participe!
Abaixo, reproduzimos a convocatória da reunião unitária do dia 27 de janeiro,
marcada para Brasília:
“ORGANIZAR A RESISTÊNCIA EM DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES E DA
APOSENTADORIA”
Ao mesmo tempo em que se assiste aos debates relativos à constituição do novo
governo que assume em janeiro, o país acompanha também às notícias referentes ao
desenvolvimento da crise da economia capitalista na Europa.
Longe de ter acabado, a crise econômica mundial segue cobrando um preço
altíssimo dos trabalhadores.
Os ataques à aposentadoria e direitos trabalhistas, os cortes de investimentos,
a redução de salários e demissões de milhares de servidores públicos são as
formas pelas quais os governos europeus transferem aos trabalhadores o custo do
socorro que foi e está sendo dado aos bancos e grandes empresas com recursos
públicos.
O Brasil, ainda que viva um momento distinto na economia, não é uma ilha imune
ao que ocorre na economia capitalista como um todo.
O debate que ora permeia a imprensa brasileira, sobre a pretensa necessidade de
uma nova Reforma da Previdência, de uma Reforma Tributária que “desonere a folha
de salários”, de corte nos gastos com o funcionalismo e investimentos sociais de
forma geral, refletem justamente a visão dos bancos e grandes empresas sobre o
que eles pretendem que seja o futuro próximo em nosso país.
A atitude frente a este debate, por parte da presidente eleita e os nomes
definidos para compor os postos chaves do futuro governo, deixam claro a
possibilidade de que os trabalhadores brasileiros venham a sofrer ataques aos
seus direitos já no início do próximo ano.
Trata-se de uma previsão, baseada em análise objetiva do cenário econômico e
político atual, que será ou não confirmada pelo desdobramento dos fatos. Mas não
podemos deixar de nos preparar para esta hipótese.
Trata-se de uma obrigação das organizações dos trabalhadores, para não sermos
surpreendidos depois e ficarmos frente a única opção de “chorar sobre o leite
derramado”.
Frente a esta análise, as entidades sindicais e movimentos populares,como a
CSP-CONLUTAS, o FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores) e a COBAP, reunidos em
Brasília, no último dia 25/11, na sede da CNTC, discutiram a situação e a forma
de organizar uma unidade para enfrentar os ataques à classe trabalhadora
brasileira.
Sendo assim, foi definido:
1 – Constituir um espaço de unidade para organizar a luta e a resistência dos
trabalhadores em defesa dos seus direitos frente a qualquer ameaça que estejam
sofrendo ou venham a sofrer;
2 – Este espaço de unidade não se constitui para fazer oposição nem para apoiar
o governo. Tem o objetivo de organizar a luta em defesa dos direitos e
interesses dos trabalhadores e é, portanto, autônomo e independente em relação
aos governos, aos empresários e partidos políticos;
3 – Este espaço de unidade não terá vinculação com nenhuma central ou
organização sindical em particular. Pelo contrário, trata-se de um fórum de
mobilização, aberto a participação de todas as centrais sindicais, sindicatos,
federações, confederações de trabalhadores e movimentos populares, que o queiram
integrar, na única condição de assumir o compromisso com as bandeiras definidas
neste espaço e com a construção da luta para defendê-las, frente a quem quer que
seja;
4 – As bandeiras e reivindicações que este espaço de unidade assume, bem como as
definições acerca do seu caráter, foram definidas coletivamente por todas as
entidades que dele participam, e qualquer mudança só poderá ser feita também
coletivamente pelas entidades que o compõem. O espaço de unidade não tem caráter
deliberativo, devendo funcionar na base do acordo entre as entidades
participantes.
Plano de Ação
Foi definido ainda levar a discussão sobre estas bandeiras e a necessidade de
preparar a luta para defendê-las, para a base de cada organização, envolvendo os
trabalhadores no debate.
É preciso esclarecer os trabalhadores sobre os riscos existentes, criando assim
as condições para que se disponham a lutar para defender seus direitos frente a
qualquer ataque que possa ocorrer.
E, na impossibilidade de definir neste momento um calendário concreto de
mobilizações - que vai depender da evolução concreta do cenário político e das
medidas efetivamente adotadas pelo novo governo - foi decidido marcar uma nova
reunião para o dia 27 de janeiro de 2011, que terá essencialmente este objetivo.
Para esta reunião estão convidadas todas as entidades e organizações que queiram
integrar-se a este processo de unidade e de luta em defesa dos direitos e
interesses dos trabalhadores. A reunião, portanto, é aberta. E seus convocantes
são as entidades e movimentos que estiveram presentes no dia 25/11 e assinam
esta nota.
Bandeiras de Luta
As bandeiras definidas de comum acordo, para compor a plataforma de constituição
deste espaço de unidade são as seguintes:
- Contra a Reforma da Previdência / Fim do Fator Previdenciário / Recomposição
do valor das aposentadorias e seu reajuste conforme o salário mínimo / Defesa da
Previdência Social pública / Fim da Alta Programada;
- Defesa dos direitos trabalhistas e sindicais / Regulamentação do artigo 7º e
8º da CF / Aprovação da convenção 158 da OIT – Proibição da demissão imotivada /
Regulamentação e proteção do direito de organização nos locais de trabalho;
- Intensificação da luta nacional e urgente pela redução da jornada de trabalho,
sem redução dos salários e sem banco de horas;
- Defesa dos serviços e dos servidores públicos / Fim das políticas de
“avaliação de desempenho” e da terceirização / Aprovação da Convenção 151 da OIT
pelo Congresso Nacional, assegurando-se o direito dos servidores públicos à
negociação coletiva e livre organização nos seus sindicatos;
- Fim da Portaria 186 e da interferência do Ministério do Trabalho nas entidades
sindicais, que tem sido usada para dividir organizações dos trabalhadores;
- Fim à repressão e à criminalização dos movimentos sociais / Fim da
criminalização da pobreza e das políticas de “higienização” social / Fim dos
despejos e remoções violentas / Pleno direito de greve para todos os
trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos;
- Reforma Agrária já! / Por uma política agrária e agrícola voltada para a
priorização da produção de alimentos e contra a monocultura e em defesa da
agricultura familiar;
- Moradia digna para todos / Reforma Urbana de acordo com os interesses da
população;
- Educação e saúde pública e de qualidade para todos / Contra a privatização e a
terceirização da saúde pública;
- Contra esta Reforma Tributária (rejeitar a PEC 233/2008), que ameaça os
direitos trabalhistas e o sistema de financiamento da seguridade social;
- Fim do superávit primário / Utilização dos recursos, hoje destinados ao
pagamento das dívidas externa e interna, para financiar a saúde educação e
políticas públicas que beneficiem a população / Realização da Auditoria da
Dívida Pública conforme determina a CF de 88;
- Defesa da volta do monopólio estatal do petróleo e de uma Petrobrás 100%
estatal / Contra todas as privatizações, de estatais e de serviços públicos;
- Combate a toda forma de violência, opressão e discriminação contra as
mulheres, negros e homossexuais / Defesa da luta dos quilombolas e povos
indígenas;
- Correção da tabela do imposto de renda;
- Democratização dos meios de comunicação;
- Defesa do meio ambiente;
Definir estas bandeiras de luta não implica em fechar esta discussão. Este
espaço de unidade seguirá aberto ao debate para incluir, retirar ou modificar
bandeiras, sempre em base ao critério de que haja acordo entre as entidades e
movimentos para fazê-lo.
Assinam todas as entidades e movimentos presentes na reunião de 25/11/2010:
FST – Forum Sindical dos trabalhadores / COBAP / CSP-CONLUTAS / CTB / NCST / UGT
/ CNESF (Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais) /
INTERSINDICAL / CNTC / CNPL / CNTEEC / CNTA / CNTTT / CONTEC / CONATIG / CNTS /
FENAMETRO / FNTIG / FSDTM-MG / FEPAAE / FETRACOM-GO-TO / FENASPS / ANDES-SN /
ASFOC-SINDICATO NACIONAL / SINDIFISCO NACIONAL / CEPERS-SINDICATO / SEPE-RJ /
SINDSPREV-RJ / SINDISPREV-ES / SINDISPREV-RS/ SEEB-GO / SINDSEF-RO / SINDICATO
METROVIÁRIOS DE SÃO PAULO / SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE SÃO JOSE DOS CAMPOS /
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE CAMPINAS / SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS DE NOVA
IGUAÇU / SINDICATO DOS TRAB. NOS CORREIOS DE SÃO JOSE DO RIO PRETO / SINDICATO
DOS METALÚRGICOS DE ITAUNA / SINDICATO DOS TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE
BELEM-PA / SINDICATO DOS QUIMICOS DE SÃO JOSE DOS CAMPOS-UNIDOS PRA LUTAR / MTL
/ MTST
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