[Bancariosdebase] panfleto bb

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Terça Julho 5 13:01:54 UTC 2011


  segue panfleto para o BB
 Daniel
 "A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros
de Paris no maio de 1968 
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	CONGRESSO DOS FUNCIONÁRIOS DO BB 2011: 

	RESGATAR NOSSAS REIVINDICAÇÕES HISTÓRICAS, LUTAR CONTRA A
PRIVATIZAÇÃO E CONSTRUIR A INDEPENDÊNCIA DOS TRABALHADORES! 
	Os trabalhadores do Banco do Brasil vivem hoje uma realidade marcada
pelo assédio moral como forma de gestão, cobrança constante de
metas, individualismo e degradação do ambiente de trabalho,
adoecimento físico e psicológico, volume excessivo de serviço,
falta de funcionários nas agências e departamentos, filas enormes e
reclamações constantes dos clientes, terceirização e
precarização do trabalho. Essa realidade acontece numa empresa cujos
lucros estão chegando a R$ 1 bilhão por mês. Os lucros bilionários
do banco estão sendo construídos em cima de um processo de
superexploração dos trabalhadores. 

	No momento em que começamos a preparação da campanha salarial
2011, os funcionários do BB devem refletir sobre essa realidade. A
campanha salarial deve ser o momento em que os trabalhadores se
encontram para discutir as questões que afetam o seu dia a dia e se
organizam para lutar por mudanças. Devemos resgatar as nossas
reivindicações históricas, que refletem as nossas necessidades
reais, e que podem sim ser concedidas pelo maior banco do país.
Devemos também pensar nas formas de luta adequadas para alcançar
essas reivindicações, e elaborar uma estratégia de campanha
salarial capaz de nos trazer avanços. 
	Nossas reivindicações: 
	- Plano de reposição das perdas salarias acumuladas durante os
governos FHC e Lula; 

	- Isonomia entre funcionários novos e antigos; isonomia com os
funcionários dos bancos incorporados, garantindo o que for mais
vantajoso para os trabalhadores; eleição de delegado sindical em
todos os bancos incorporados; 

	- Não ao PCR do banco, por um PCS de verdade; retorno da licença
prêmio; interstício de 12% e 16%; 

	- Retorno das substituições e fim da lateralidade; 

	- Mais contratações. Aumento da dotação de TODAS as
dependências. Abaixo o Projeto BB 2.0, que remaneja funcionários
para as agências mais rentáveis e piora as condições de trabalho
nas dependências que perderam funcionários; 

	- Fim das metas e do assédio moral; 

	- PLR linear, igual para todos e desvinculada das metas. Fim do
módulo bônus; 

	- Fim do voto de minerva na PREVI. Fim dos sucessivos saques do
superávit da Previ. Fim da co-participação na CASSI e da gestão
privatista que a direciona para o sucateamento. 
	Reverter a privatização do Banco do Brasil! 
	Embora o BB seja uma empresa de economia mista com maioria acionária
do Tesouro Nacional, a sua lógica de funcionamento é idêntica a de
um banco privado. O acionista majoritário, que é o Estado, usa o
banco como mais uma empresa qualquer, que deve gerar lucro a qualquer
custo, competindo com os bancos privados, com as mesmas estratégias:
tarifas abusivas, venda casada de “produtos bancários”, juros
extorsivos, segmentação e expulsão da população de baixa renda,
terceirizações, superexploração dos funcionários, etc.  

	Por mais que a propriedade seja pública, o BB funciona como empresa
privada. Ou seja, a privatização do banco pode acontecer e está
acontecendo sem que a propriedade nominal seja transferida para
acionistas privados. O próprio Estado trata o banco como empresa
privada. Existe uma camada de diretores e ocupantes de altos cargos
cuja única função é planejar formas de aumentar os lucros do banco
às nossas custas, porque daí derivam seus bônus e PLRs
milionárias. Comportam-se assim como se fossem os donos do banco,
donos de uma empresa privada. Os diretores do banco acabaram de
receber aumento de 17%. Porque os trabalhadores deveriam se contentar
com menos que isso? 
	Independência política para lutar contra a privatização! 
	A estratégia de privatização do BB vem sendo aplicada
continuamente há quase 20 anos. Entra governo, sai governo e essa
estratégia não muda. Durante várias campanhas eleitorais o PT usou
o discurso de que o PSDB privatizaria o BB e com essa chantagem
garantiu o voto dos funcionários nas eleições de Lula e Dilma. 

	Ora, durante todo o governo Lula a privatização não foi revertida.
As perdas acumuladas não foram revertidas, os direitos do antigo PCS
que nos foram tirados não foram devolvidos, sofremos a
reestruturação de 2007, a reforma estatutária da Cassi, os
sucessivos saques ao superávit da Previ, etc. Mais do que isso,
sofremos com um dia a dia de trabalho marcado pelo assédio moral pelo
cumprimento de metas, dentro de uma estratégia de concorrência com
os bancos privados que não tem nada a ver com o papel de um banco
público.  

	Em outras palavras, o governo do PT implantou uma privatização
branca do BB. Com a entrada de Dilma, não há nenhuma sinalização
de que esse quadro vai mudar. Dilma assumiu o poder mantendo o mesmo
discurso de tudo em nome do “crescimento”, de que “o que é bom
para as empresas é bom para o país”. Ou seja, os trabalhadores
devem se sacrificar, para garantir o lucro dos empresários, e só
então receber a sua parte, que na verdade não tem passado de
migalhas. A exploração aumentou e os salários reais diminuíram,
corroídos pela inflação. Isso é o que tem acontecido em todos os
setores da economia, e nos bancos não tem sido diferente. 

	Portanto, o PT não nos protege contra a privatização, pelo
contrário, está aprofundando o processo. A única defesa contra a
privatização, seja ela feita por um governo do PT ou PSDB, está na
organização dos próprios trabalhadores para lutar por um banco
público que tenha uma estratégia a serviço da sociedade e que
respeite os seus funcionários. 

	Os dirigentes da Contraf-CUT e da Comissão de Empresa (todos
petistas) que negocia em nosso nome estão há anos afastados dos
locais de trabalho e da realidade dos funcionários do BB. Vivem de
cargos na Previ, nas empresas controladas, na Cassi, no próprio
governo, nas entidades sindicais, e chegaram ao cúmulo de reivindicar
e receber comissão do banco por isso.  

	Precisamos construir uma organização que seja independente do
governo. Nossos representantes na campana salarial precisam defender
os nossos interesses e não os do partido no governo. Somos
trabalhadores em negociação com um patrão e precisamos de
trabalhadores falando em nosso nome, e não de prepostos do patrão. 
	Propostas de organização da campanha salarial: 
	Precisamos de um outro formato de campanha, em que os trabalhadores
possam de fato participar. Nos últimos anos os trabalhadores do BB
têm se ausentado da campanha, concordando até em fazer greve, mas
não comparecendo aos piquetes e assembléias, o que enfraquece o
movimento. Para mudar essa realidade, as medidas democráticas são
fundamentais. Por isso propomos um outro formato de campanha, em que a
base tenha soberania das decisões: 

	- que as deliberações do Congresso sejam ratificadas em assembléia
específica da base; 

	- que os componentes da Comissão de Empresa sejam eleitos nas
assembléias e com mandatos revogáveis; 

	- direito de voz para qualquer bancário e não somente para as
forças políticas (partidos); 

	- fim dos delegados e/ou representantes "biônicos", ou natos, em
qualquer instância do movimento e, em especial, no Congresso dos
funcionários; 

	- que mesa seja eleita no início dos trabalhos, seja em assembléias
ou qualquer outro fórum do movimento. Repudiamos a postura do
Sindicato de São Paulo, Osasco e Região, que contrata seguranças
para impedir os bancários de se manifestar nas assembléias; 

	- independência total do movimento em relação aos partidos,
patrões e principalmente em relação ao governo, patrão direto de
metade da categoria bancária;
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