[Bancariosdebase] reunião/jornal/texto

Utopia utopia_s em yahoo.com.br
Quarta Novembro 2 20:04:38 UTC 2011


olá pessoal, segue segundo txt pra apreciação.  É uma adaptação de texto já publicado por nós anteriormente. Saudações!!!
 
 
A AUTO-ORGANIZAÇÃO COMO FORMA DE BARRAR A FARSA.
A HISTÓRIA NA MÃO.
Com o fim da ditadura militar e a volta da oligarquia parlamentarista “ganhamos” o direito a greve. Contudo os desafios para o exercermos continuam grandes: 
· As retaliações patronais continuam cada vez mais forte. Principalmente para os trabalhadores de empresas privadas, os quais sofrem com a constante ameaça de demissão. Já nas empresas públicas a ameaça costuma ser a de perda de comissionamento, o que implica em diminuição salarial;
· As greves devem se manter dentro das absurdas exigências legais do estado, isto é, não há mais autonomia alguma para a classe trabalhadora, o que leva ao movimento tornar-se meramente simbólico – não há real prejuízo aos descomunais lucros empresariais, tampouco ação direta. E até mesmo pior, diversas greves acabam via decisão judicial (a realização do sonho fascista do Estado fazendo o papel de arbitro da luta de classes), o que é sempre péssimo para os trabalhadores . Primeiro devido ao caráter classista dessa piada que se chama Justiça brasileira. Segundo porque, mesmo com um resultado hipoteticamente favorável aos trabalhadores, a autonomia sindical é completamente esmagada sob o martelo de sua excelência. 
· Com a ofensiva liberal de terceirização e precarização, cada vez menos a totalidade dos funcionários que trabalham dentro duma mesma empresa são considerados da mesma categoria. No nosso universo bancário esta característica pode ser facilmente observada, pois existem no nosso espaço de trabalho várias legiões de trabalhadores (Conservação, Segurança,estagiários, correspondentes bancários, terceirizados em geral, trabalhadores de loterias, etc), que apesar de realizarem serviços bancários e/ou diretamente ligados a esses, não entram pertencem oficialmente à outras categorias, ainda que sejam bancári em s. O que resulta numa divisão que fragiliza o movimento;
· Com uma estrutura sindical fortemente burocratizada, centralizada, verticalizada e organicamente subordinada ao Estado (através do Ministério do Trabalho e Emprego), os trabalhadores muitas vezes necessitam lutar tanto contra seu patrão, quanto contra seu próprio sindicato. Se essa era uma situação rara antigamente, hoje é cada vez mais comum. Ainda recentemente como exemplo, tivemos a greve dos correios quer apesar de uma direção sem compromisso real com a categoria foi obrigada a ir para agreve em função da garra de s em us trabalhador em s, que atropelou a direção sindical, e foi à luta, quebrada pela caneta da “justiça” que fêz tudo o que a “Presidenta pediu' e mais alguma coisa. A greve dos bancários, a nosso ver também derrotada, apesar da disposição daqueles que foram de fato à luta, teve em São Paulo por conta de arbitrariedades cometidas pela sua executiva, várias propostas aprovadas em assembléia (05.10.2011, vide
 site.....), que foram escandalosamente ignoradas. Se respeitadas como determina a democracia dos trabalhador em s, dariam nacionalmente outro desfecho ao nosso movimento. E infelizmente setores da Oposição como Mnob/Conlutas e Intersindical Bancária não foram consequentes com a decisão de assembléia e não deram a nosso ver batalha coerente pra fazer valer o aprovado. Cabe aqui também reconhecer a garra e coerência do pessoal do “Piquete da Sete” (CAIXA) e demais ativistas que deram a batalha junto conosco na busca do cumprimento do aprovado em 05.10. E repudiar a compensação de horas da greve não redime, pois se valesse a decisão de assembléia, não haveria horas a compensar. 
Complementando, a situação é pior nos casos em que a direção sindical e o patrão se confundem, como atualmente é o caso dos trabalhadores em estatais e funcionalismo público federal: temos um sindicato filiado a CUT e satélites, logo centralizado pelo PT e seus pares, e o nosso patrão é o governo federal também do PT e parceiros. Não há absolutamente nenhum confronto entre o sindicato e o patrão. O primeiro acaba sendo usado para CONTER as lutas trabalhistas no lugar de as INCENTIVAR (Exatamente o que queria Getúlio Vargas com a estatização dos sindicatos!). Algo que era completamente absurdo e impensável, como um sindicato se recusar a apoiar uma greve deliberada pela categoria, vem se tornando cada vez mais comum.
Diante dessa imensa muralha chinesa de problemas, nós do coletivo Bancários de Base vemos somente uma única solução possível: a retomada das mobilizações populares de base, a partir das OLTs, mas não só. Somente através da participação efetiva da massa dos trabalhadores nos espaços sindicais poderemos retomar o que deveria ser nosso por direito: a associação de resistência da nossa categoria, o nosso Sindicato. E, desta vez, corrigirmos os erros do passado: exigir a nossa autonomia sindical – não podemos aceitar que nosso sindicato seja subordinado ao estado e a partidos políticos, e mais do que isso, não podemos permitir que o Estado dite as regras de como devem funcionar os movimentos grevistas (o que incluí abolirmos o absurdo calendário de dissídios, o qual serve exclusivamente para evitar uma greve geral, isto é, evitar um movimento unificado de trabalhadores); exigir a democratização real da estrutura sindical inteira
 – quem deve deliberar sobre as questões sindicais são os próprios trabalhadores em assembleia, não dirigentes sindicais “profissionais”. É necessário desburocratizar (isto é, torná-las autogestionárias e horizontais) as nossas associações, federações e confederações para que estas sirvam para defender de fato os interesses dos trabalhadores, não como moeda de troca em espúrios jogos políticos partidários, aliados a interesses estranhos aos trabalhador em s. 
· Bancários de Base por um sindicato autônomo, democrático e classista. 
-------------- Próxima Parte ----------
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