[Bancariosdebase] editorial
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Novembro 3 23:39:47 UTC 2011
Segue a proposta de editorial para o jornal.
Abraços.
Márcio.
Campanha
salarial 2011 – A Farsa permanece.
Mais um
desfecho frustrante da campanha salarial de 2011, porém com um agravante: A
ditadura do microfone e do monopólio do tal “Comando Nacional dos Bancário”
(que, aliás, ninguém sabe quem são os seus componentes) no controle da campanha
salarial.
Há anos
que as campanhas são apenas de “faixada” (somente com a faixa de “ESTAMOS EM
GREVE” na frente das agências, porém com os funcionários trabalhando, batendo
meta). Trata-se de um paradoxo em que a paralisação, ao invés de dar prejuízo,
auxilia os bancos a crescerem o seu lucro, pois o trabalhador de baixa renda
que precisa dos serviços bancários não é atendido, ao contrário dos titulares
das contas gordas, que, com acordo das administrações e os dirigentes sindicais,
são muito bem atendidos, sem a pressão da patuleia, que fica do lado de fora.
Esta
greve foi caracterizada por não ter assembleias para discutir os rumos da
campanha por 12 dias. E quando houve, cometeu-se um crime com as deliberações
da assembleia do dia 05 de outubro em que se determinou que as assembleias fossem
às 16 horas, que as assembleias seriam unificada para discutir o que é comum a
categoria, e separada para as questões específicas. Porém o que vimos foi uma
assembleia convocadas às 18 horas e já separadas entre bancos públicos e
privados. E é aí que está a coisa mais absurda: A campanha é unificada, mas as
assembleias são separadas, em que os bancários dos bancos privados decidem o
índice de reajuste para TODA a categoria. As assembleias do Banco do Brasil e
da CEF . Ficou escancarado que a mesa única serve apenas para salvaguardar o
Governo Dilma que implementa uma política pró-rentistas, em que os bancos nunca
lucraram tanto “na história deste país”.
Se por
um lado há unidade entre sindicato, bancos e governo; por outro as Oposições
seguem dilaceradas e sem uma atuação conjunta. Chegou-se ao disparate das
setores de Oposição MNOB-CONLUTAS e
Avesso-INTERSINDICAL, não denunciaram o crime que foi a assembleia do dia 17
desacatando em tudo que foi determinado pelos bancários na assembleia do dia
05, em que se ensaiou uma rebelião de base, mas contida pela ditadura burocrática
dos contraficantes.
Para
mudar o estágio atual das coisas é preciso que os próprios bancários se
organizem à revelia do aparelho sindical. É necessário que as oposições tenham
um objetivo comum e não vacilem diante da falta de democracia na campanha. É
necessário que a mobilização pela campanha salarial seja durante o ano todo e
não depois do dia 31 de agosto. Nós, do Coletivo Bancários de Base, construímos
a Frente Nacional de Oposição Bancária e sabemos que para tal missão é
indispensável a participação de todos.
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: <https://lists.aktivix.org/pipermail/bancariosdebase/attachments/20111103/5f590535/attachment.htm>
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase