[Bancariosdebase] rascunho editorial

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Quinta Novembro 10 04:47:39 UTC 2011


  
 Segue rascunho de editorial, conforme discutido na quarta-feira.
 Daniel
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! Face up! Make your stand! And realize your living in the
golden years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! Encare! Tome uma posição! E perceba que você está
vivendo nos anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
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	LIÇÕES DE 2011 PARA AS CAMPANHAS FUTURAS 
	A campanha salarial 2011 terminou como nos anos anteriores, com a
sensação de que fomos derrotados sem sequer ter lutado. Os
dirigentes do nosso sindicato trabalharam de todas as formas para
impedir que os bancários pudessem ter maior participação na
campanha. O auge dessa manobra se deu nas assembleias separadas que
encerraram a campanha, as quais desobedeceram expressamente o formato
de assembleia unitária que havia sido votado na assembleia anterior,
em 05/10. 

	A postura da direção do sindicato não é casual. Há décadas o
atual grupo dirigente tem subordinado a entidade aos interesses do seu
partido, que agora está no governo federal. Por isso nada de
organizar os bancários no seu dia a dia e nos seus locais de
trabalho, nada de greve que possa afetar realmente o lucro dos bancos
públicos e privados, nada de unificar nossa campanha com as de outras
categorias. Os sindicatos se tornam assim instrumentos do governo para
evitar que os trabalhadores entrem em luta contra os patrões.
Banqueiros, industriais, latifundiários e empresários em geral
agradecem. Enquanto os lucros aumentam, nossos salários diminuem,
corroídos pela inflação, e nossa vida se esvai, consumida pela
pressão no trabalho, pelo assédio, pelo adoecimento. 

	Nossa greve se coloca pois no contexto de um conjunto de lutas da
classe trabalhadora brasileira, que em várias categorias enfrenta
condições semelhantes de aumento da exploração nos locais de
trabalho, inflação, esperanças de realização substituídas pela
ilusão do consumismo, do crediário e do endividamento a perder de
vista. Contra os que se atrevem a entrar em luta, aumenta a
repressão, com a criminalização das greves, ocupações e
protestos, com as ações policiais e judiciais, com as campanhas de
difamação na mídia. E os próprios sindicatos se colocam como
auxiliares desse operativo de desmonte das lutas, por meio de manobras
e golpes contra a democracia. 

	Nesta edição do nosso jornal apresentamos uma contribuição para o
balanço da greve e também um artigo em que debatemos a origem desse
tipo de sindicalismo. A negociação substitui a combatividade, o
autoritarismo substitui a democracia, a subserviência substitui a
independência, as cúpulas substituem a base na tomada de decisão.
Em outro artigo debatemos a alternativa a esse formato de sindicato,
que está na auto-organização a partir dos locais de trabalho. Para
finalizar, resgatamos a história da Oposição Metalúrgica de São
Paulo, caso exemplar de organização, combatividade, trabalho de base
e pluralismo. 
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