[Bancariosdebase] manifesto da Frente Nacional de Oposição

Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva marciocarsi em yahoo.com.br
Quarta Outubro 12 01:26:15 UTC 2011


Exigimos negociação já.
Não às ameaças ao direito de greve
Após duas semanas de paralisação
nacional, os bancários seguem sem nenhuma proposta, tanto no que se refere às
questões econômicas, discutidas na mesa da Fenaban, quanto em relação às demais
reivindicações da pauta específica, entregue há mais de um mês às diretorias do
Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da
Amazônia.
O governo Dilma poderia encaminhar o fim das greves nesses
bancos, com a apresentação de uma proposta que contemple as reivindicações da
categoria. O BRB, o Banco do Pará e o Banrisul apostaram nas negociações
específicas e, dois destes três bancos, resolveram rapidamente suas
negociações. Os bancos públicos federais, no entanto, nem tentaram solução alguma,
e hoje se escondem atrás da negociação da Fenaban, que também não avançou um
milímetro sequer desde a deflagração da greve.
Essa postura intransigente do governo federal já tinha sido
anunciada pela própria presidenta Dilma, quando disse que as estatais não
deveriam dar reajustes superiores à inflação em 2011 nem em 2012. E esta
postura de conflito vem marcando a negociação também de outras greves, como a
dos servidores das universidades federais e a dos Correios. Nesta última greve,
além de não negociar, o governo recorreu ao TST e cortou o salário dos
grevistas.
Não é esse o caminho que queremos para a greve dos bancários.
Porém, conforme parte da imprensa divulgou nos últimos dias, incluindo veículos
tradicionais como a Folha e o portal UOL, Dilma teria anunciado que as
diretorias do BB e da CEF cortariam o ponto dos grevistas, tal como ocorreu nos
Correios.
Tal medida, se efetivada, consistiria num ataque inaceitável
ao direito de greve e uma atitude intimidadora e truculenta contra uma
categoria que não recebeu uma proposta sequer desde que iniciou sua
paralisação. O tempo das ameaças e desrespeito contra o livre direito de greve
deveriam ter ficado para trás, nas eras Collor e FHC. Não podemos aceitar que
tal prática volte a pautar a resolução dos dissídios coletivos no atual
governo.
Diante da realidade já aplicada em outras categorias e da
ameaça de corte de ponto dos bancários de instituições públicas federais, nós
defendemos uma forte reação do movimento grevista e sindical, começando com a
aprovação de moções contra este possível ataque, além de manifestações em todos
os estados pelo legítimo direito de greve e pela abertura imediata de
negociações por parte do governo federal e da Fenaban.Por
fim, propomos que as centrais sindicais e confederações que atuam e representam
a categoria construam, unitariamente, um ato nacional em Brasília para rechaçar
essas ameaças e exigir a negociação com as diretorias de BB, CEF, BNB e BASA
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