[Bancariosdebase] rascunho panfleto
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Segunda Outubro 17 17:34:45 UTC 2011
CONTRA O ACORDO E A CAMPANHA SALARIAL DE FACHADA, VOTE NÃO!
POR UMA GREVE DE VERDADE!
A greve segue forte em todo o país, com grande adesão nos bancos
públicos. Há estados com 100% das agências do Banco do Brasil e da
Caixa fechadas. A greve é tão forte que alguns bancos estaduais já
ofereceram acordos vantajosos para os trabalhadores, como o BRB e o
Banpará, com índices superiores ao que está sendo defendido pela
diretoria. Isso prova que os bancos públicos, que estão tendo lucros
bilionários, podem oferecer acordos muito melhores, que contemplem
inclusive as reivindicações específicas.
Mas para isso, precisamos de uma greve de verdade aqui no centro
financeiro do país. Não podemos aceitar que a diretoria do sindicato
faça acordo com os gerentes definindo quais dias as agências vão
fechar e quem vai trabalhar. Não podemos aceitar que a diretoria do
sindicato coloque uma faixa na frente das agências e deixe os
bancários trabalhando lá dentro, como acontece nos bancos privados.
Não podemos aceitar que os gerentes e fura-greves dos bancos
públicos continuem atendendo clientes de alta renda e barrando o
restante da população. Não podemos aceitar que as decisões das
assembléias sejam desrespeitadas, como aconteceu no dia 05/10.
Os bancários do Banco do Brasil e da Caixa aderiram em grande
número à greve. Mas para que tenhamos a sua participação nos
piquetes e nas assembléias, é preciso que as reivindicações
específicas sejam colocadas em discussão, que os negociadores sejam
eleitos em assembléia, que haja comandos de greve diários e abertos.
A greve é dos bancários, não é da diretoria. Para sermos
vitoriosos, precisamos tomar a luta em nossas mãos!
VOTAÇÕES SEPARADAS:
1º ÍNDICE DA FENABAN E CLÁUSULAS ECONÔMICAS;
2º CONTINUAR A GREVE PELAS QUESTÕES ESPECÍFICAS
O índice de reajuste e a regra da PLR são parâmetros de toda a
categoria, e deveriam ser votados em assembléia unificada, conforme
defendemos desde o início da greve. Entretanto, independente de qual
for a decisão sobre o índice e as cláusulas econômicas, trata-se
de uma questão separada da continuidade ou não da greve. Podemos e
devemos continuar em greve pelo atendimento das questões
específicas.
O acordo oferecido aos bancos públicos não contempla nenhuma das
nossas necessidades: reposição das perdas, isonomia entre
funcionários novos e antigos, plano de carreira sem redução de
direitos, jornada de 6 horas para todos sem redução de salário,
mais contratações e mais trabalhadores nas agências, melhores
condições de trabalho, fim das metas e do assédio moral.
Essas reivindicações só podem ser obtidas por meio da luta, não
nas mesas de “enrolação permanente” ou ações parlamentares
sempre engavetadas. O momento de discutir as nossas questões
específicas é agora, durante a greve, quando estamos todos
mobilizados!
RESPEITO À DEMOCRACIA!
Na assembléia do dia 05/10 foram colocadas em votação várias
propostas para melhor organizar a greve:
- assembléias unificadas para votar o índice da Fenaban e as
cláusulas econômicas comuns a toda a categoria;
- assembléias no horário das 16:00 até o final da greve para
barrar os fura-greves;
- não aceitar nenhum acordo que inclua o desconto ou compensação
das horas.
Numa postura ditatorial, a diretoria do sindicato se recusou a
reconhecer a vitória dessas propostas em votação e não encaminhou
o que foi votado. O fórum máximo de decisão dos trabalhadores, que
é a assembléia, foi flagrantemente desrespeitado pela diretoria.
Exigimos respeito ao que foi votado nas assembléias!
Propomos também que os representantes na mesa de negociação sejam
eleitos em assembléia, proporcionalmente ao número de bancários em
cada base.
CONTINUEMOS ORGANIZADOS! Para termos alguma força nas campanha
salariais, é importante que sigamos discutindo e nos organizando o
ano inteiro, não apenas em setembro. É preciso que tenhamos
organização nos locais de trabalho, a partir dos delegados
sindicais, das CIPAs, dos representantes em cada agência ou
departamento. É preciso que haja um enfrentamento diário contra os
desmandos e o assédio em cada local de trabalho. É preciso
reconstruir o espírito da ação coletiva como solução para os
problemas que enfrentamos. É a partir desse trabalho que teremos
condições de chegar às campanhas salariais com muito mais força.
Para que tenhamos condições de passar por cima da diretoria, que
hoje é um obstáculo, e fazer uma greve que realmente afete o lucro
dos bancos e nos dê condições de alcançar nossas reivindicações.
QUEM SOMOS. O Coletivo Bancários de Base é um grupo de
trabalhadores que faz oposição à diretoria e não é controlado por
nenhum partido. Nos reunimos quinzenalmente para discutir nosso dia a
dia e pensar maneiras de lutar por melhorias. Se você concorda com
essas idéias ou deseja apresentar outras críticas e sugestões,
entre em contato! Escreva para bancariosdebase em yahoo.com.br [1]. Sua
participação é fundamental para que todos juntos possamos avançar!
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