[Bancariosdebase] balanço dos congressos dos bancos públicos
Daniel
tzitzimitl em terra.com.br
Quinta Setembro 1 02:51:33 UTC 2011
BALANÇO DOS CONGRESSOS DO BB E DA CEF
BANCO DO BRASIL
O Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil 2011 teve o
formato tradicional, com o controle total da burocracia. A
Articulação usa os Congressos e fóruns de organização da campanha
para fazer a defesa do governo Lula /Dilma/PT. Cabe o registro da
presença nefasta de Ricardo Berzoini como um dos oradores principais
da mesa de abertura (que consumiu metade do Congresso). Houve atrasos
monumentais para impedir o debate político. Os grupos de discussão
foram esvaziados e eram mal-organizados, para que não houvesse debate
real. A Articulação eventualmente leva diretores de base de
sindicatos pequenos, sem liberação, ou delegados de base que vão
honestamente e sem vinculação política. Esse setor eventualmente
votava com a oposição, que era muito minoritária. Com a maioria de
burocratas sindicais “duros” e oportunistas que vão para passear,
a Articulação tinha maioria folgada no Congresso, e aprovou tudo o
que queria e vetou tudo o que a oposição propôs. Nas plenárias
gerais não foram aprovadas as reivindicações que correspondem às
verdadeiras necessidades, de modo que a campanha já está armada para
ser derrotada.
BALANÇO DO 27º CONECEF
Esse CONECEF foi, sem dúvida, o mais desorganizado, com menos tempo
e espaços de debate dos últimos 3 anos. Tivemos cerca de 30% de
delegados de base sendo, portanto, a grande maioria dos presentes
dirigentes sindicais. A abertura do Congresso, os grupos de trabalho e
a plenária geral, sem exceção, iniciaram-se com atraso. Ainda por
cima, o tempo do congresso foi reduzido de 3 para 2 dias. Se nos
congressos anteriores tivemos espaços para realizar plenárias
conjuntas de oposição, nesse as delegações ficaram separadas,
hospedadas em locais diferentes, o que dificultou muito uma atuação
conjunta e um debate maior no campo da oposição. Infelizmente, tudo
nos leva a concluir que toda a desorganização explicita não apenas
incapacidade organizativa, mas sobretudo uma pré-disposição
deliberada no sentido de tornar o Encontro algo com o objetivo de
debater APENAS OS TEMAS DE INTERESSES DA BUROCRACIA. A tática da
Artiban de tentar impor um congresso “consultivo”, isto é, sem
caráter deliberativo, este ano mudou. Eles conseguiram subordinar, na
votação da proposta de regimento, o CONECEF ao Congresso Nacional
dos Bancários (ou da CONTRAF-CUT). Tentou-se evitar ao máximo
discussões em torno de organização do movimento, remetendo à
plenária final esse item que deveria ser discutido nos grupos de
trabalho. A parte todos os problemas colocados que só se
aprofundaram, nesse ano nossa atuação, apesar do sentimento de
frustração, se mostrou válida nos seguintes aspectos:
Apesar dessas manobras, percebemos indignação da plenária
inclusive por parte de dirigentes não liberados dos sindicatos
controlados pela própria articulação. Portanto há espaço de
disputa e convencimento, minimamente.
Os poucos bancários que participaram pela primeira vez puderam
aprofundar a critica à direção majoritária do movimento, e para
evitar o ceticismo, as vozes de oposição se fazem importantes para o
convencimento desses trabalhadores sobre a importância de contribuir
na luta no campo da oposição.
O mote do CONECEF nos serve para iniciar as discussões em torno da
campanha salarial, tal como o processo de eleição de delegados na
assembléia e nos locais de trabalho e as discussões no congresso
estadual. Além do processo de elaboração de teses para o congresso,
que nos coloca a discussão com a base nos principais temas que nos
afetam.
O CONECEF é um espaço que, minimamente, nos permite travar contatos
com militantes das diversas regiões do Brasil que no decorrer do ano
e na campanha torna-se importante para termos uma visão mais geral da
mobilização nas outras regiões, além da compartilharmos
informações.
O CONECEF ainda é em nossa base sindical o espaço mais tangível de
conseguirmos levar trabalhadores de base para aproximá-los do
movimento sindical pelo campo da oposição.
SOBRE OS CONGRESSOS E A ALTERNATIVA PARA A CATEGORIA
Por outro lado, entendemos que os setores que ainda que,
eventualmente, ”reinvindicam” o projeto das Oposições também
precisam de ajustes sérios. A Oposição na Caixa continua composta
por setores que votam ao sabor de suas causas próprias e muitas das
vezdos por questões de caráter partidário e por disputa de cargos,
já que compõem a base do governo-patrão privatizante ( CSD, CTB,
PPS). E mesmo setores com maior tradição de oposicionismo à
burocracia encastelada, se colocam de forma a manter portas abertas
para possíveis alianças de caráter SUPER-ESTRUTURAL com esta mesma
burocracia (Intersindical e MNOB/ CSP/ Conlutas), o que os leva à
situações esquizofrênicas como o caso da Intersindical em SP e na
Baixada Santista e oMnob nos processos de bancários em POA/RS e BH.
Isto pra ficarmos só na nossa categoria. Condenamos a participação
nos foruns cutistas visando objetivos outros que não a organização
e o avanço no nível de consciência dos bancari em s. Pra finalizar,
salientamos respeitar a opinião daqueles que consideram toda e
qualquer iniciativa da Contraf-Cut como viciada e inócua. Todavia
precisamos ainda construir juntos, a alternativa de
atuação/intervenção nossa e do conjunto da categoria e termos
claro as especificidades locais e regionais.
"A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros
de Paris no maio de 1968
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