[Bancariosdebase] rascunho panfleto assembléia

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Setembro 24 14:44:21 UTC 2011


 Segue rascunho de panfleto para a assembléia de segunda-feira.
Desculpem o atraso.
 Daniel
 "A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros
de Paris no maio de 1968 
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	A VOZ DO BANCÁRIOS 
	CAMPANHA SALARIAL 2011 – ASSEMBLÉIA 26 DE SETEMBRO 
	A GREVE QUE PRECISAMOS! 
	Os bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a
ano. Enquanto isso, nossos salários são achatados pela inflação,
nossos benefícios e direitos são retirados, as condições de
trabalho pioram cada vez mais, aumentam o volume de serviço, as
metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as
lesões o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela luta
coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos
e melhorar as condições de trabalho! 

	Nós do coletivo Bancários de Base participamos da Frente Nacional
de Oposição Bancária e defendemos a pauta alternativa.
Reivindicamos: 

	- 26% de reajuste já! - valor equivalente às perdas nos bancos
privados; 

	- Por um plano de reposição das perdas! - 86,6% no BB e 98,6 na
CEF; 

	- Piso salarial do Dieese – R$ 2278,00 em agosto; 

	- Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos
privados! Assinatura da convenção 158 da OIT! Delegados Sindicais em
todos os Bancos! 

	- Isonomia já!  

	- Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem
redução de direitos e nenhuma confiança nas mesas de enrolação
permanente ou ações parlamentares sempre engavetadas. 

	- Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário! 

	- Mais contratações e mais trabalhadores nas agências! 

	- Fim da terceirização e dos correspondentes bancários! 

	- Contra o assédio moral e sexual e qualquer forma de opressão nos
locais de trabalho! 

	- Fim das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de
serviços e precismos de melhores condições de trabalho! 

	- Manutenção dos planos de saúde e tíquete alimentação para os
aposentados! 

	- PLR linear de 25% dos lucros! 
	PARA TERMOS UMA GREVE DE VERDADE! 
	Somos contra as greves de fachada que tivemos nos últimos anos, em
que a diretoria do sindicato coloca uma faixa na frente das agências
e os bancários ficam lá dentro trabalhando e batendo metas.
Infelizmente, a diretoria do nosso sindicato não constrói uma
organização real para a greve e nossas lutas, pois está mais
preocupada em defender os interesses do seu partido, o PT, que está
no governo federal, é patrão dos bancos públicos e aliado dos
banqueiros. A prioridade do governo é ajudar os empresários e evitar
que haja lutas dos trabalhadores, e a CUT e demais centrais
governistas estão cumprindo esse papel, em várias categorias. 

	Mesmo que a diretoria do sindicato esteja do lado do patrão e do
governo, a greve é necessária. A greve é dos bancários, não é da
diretoria! Precisamos de uma greve de verdade, que afete o lucro dos
bancos. Mas para isso, precisamos de organização e democracia.
Precisamos lutar para que os bancários tenham o controle do
movimento! 

	QUE OS BANCÁRIOS POSSAM FALAR NAS ASSEMBLÉIAS! ASSEMBLÉIAS TODOS
OS DIAS ÀS 15:00 ATÉ O FIM DA GREVE! REPRESENTANTE NA MESA DE
NEGOCIAÇAO ELEITO EM ASSEMBLEIA! 
	ASSEMBLÉIA UNIFICADA PARA DISCUTIR O QUE É COMUM, E SEPARADA APENAS
PARA VOTAR QUESTÕES ESPECÍFICAS! Nas assembléias em que houver
proposta, SEPARAR AS VOTAÇÕES: 1ª) VOTAÇÃO EM ASSEMBLÉIA
UNIFICADA: aceitar ou não o índice da Fenaban, comum à toda
categoria; 2ª VOTAÇÃO EM ASSEMBLÉIAS ESPECÍFICAS: encerrar a
greve ou continuar, pois definido o índice, os bancários podem
continuar a greve pelas questões específicas de cada banco. 
	POR UM PROJETO PARA OS BANCOS! Nas nossas campanhas salariais, nós
trabalhadores não podemos nos limitar a reivindicar uma parte dos
lucros. Queremos a nossa parte, mas precisamos discutir mais do que
isso. Precisamos discutir o papel dos bancos na sociedade. 

	Os lucros dos bancos em 2011 atingiram cifras bilionárias,
inimagináveis até anos atrás (7 bilhões no Itaú, 6 bilhões no
BB, 5 bilhões no Bradesco, 2 bilhões na CEF). Esses lucros são
conseguidos de várias formas: especulação com títulos da dívida
pública, juros abusivos cobrados dos clientes, tarifas extorsivas
sobre os serviços, venda casada de “produtos”, e é claro, a
superexploração dos bancários (que se estende também para outros
trabalhadores, por meio da terceirização, dos correspondentes
bancários, etc.).  

	Os bancos são um dos setores mais predatórios da economia, que
abocanham uma fatia enorme da riqueza social sem apresentar quase
nenhum retorno para o país. Isso vale até para os bancos públicos,
cujos lucros bilionários vão para o Tesouro Nacional, cuja
prioridade, por sua vez, é o pagamento dos juros da dívida pública,
de modo que o produto do nosso trabalho retorna para os especuladores
privados! Além disso, os bancos públicos (BB, CEF, BNB, BASA, BNDES)
têm tido como prioridade financiar as grandes empresas, com
empréstimos a juros baixíssimos. 

	Como trabalhadores do sistema financeiro, nós bancários precisamos
debater um projeto para os bancos, em que as instituições
financeiras possam ajudar o desenvolvimento do país, oferecendo
crédito barato aos trabalhadores, acesso aos serviços de
intermediação financeira, com atendimento de qualidade e sem
discriminação e segmentação. Essa é uma forma de trazer o
restante da população para o lado dos bancários! 

	Discutir e lutar por um outro projeto para os bancos é fundamental
para melhorarmos as nossas próprias condições de trabalho no dia a
dia. Quando nos limitamos a reivindicar uma parte dos lucros dos
bancos, aceitamos a forma como esse lucro é construído, ou seja,
especulação, juros abusivos, tarifas extorsivas, venda casada,
superexploração. Com isso, aceitamos o discurso dos banqueiros de
que quanto maior o lucro, maior será o nosso salário. E acabamos
aceitando as cobranças, as metas, o assédio moral, o cotidiano
insuportável nos locais de trabalho! 

	Nossa remuneração tem que ser desvinculada do lucro dos bancos! Só
assim podemos ter melhores condições de trabalho. 
	BANCÁRIO NÃO É MÁQUINA, MAS É VENDEDOR? Não somos vendedores,
somos prestadores de serviços! O assédio moral e as péssimas
condições de trabalho são resultado da concepção que nos trata
como vendedores. Para discutir essas e outras questões, elaboramos a
cartilha "Bancário não é vendedor", que está sendo distribuída
GRATUITAMENTE numa parceria com o Sindicato dos Bancários do RN.
Peça já o seu exemplar e discuta com seus colegas! Escreva para
bancariosdebase em yahoo.com. 
	CONTINUEMOS ORGANIZADOS! Para termos alguma força nas campanha
salariais, é importante que sigamos discutindo e nos organizando o
ano inteiro, não apenas em setembro. Participe das reuniões do
coletivo Bancários de Base! Somos um grupo de trabalhadores que faz
oposição à diretoria e não é controlado por nenhum partido. Nos
reunimos quinzenalmente para discutir nosso dia a dia e pensar
maneiras de lutar por melhorias. Procure nossos militantes, visite
nosso blog (www.bancariosdebase.blogspot.com [1]) ou escreva para
(bancariosdebase em yahoo.com.br [2]). Sua participação é fundamental
para que todos juntos possamos avançar! 
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