[Bancariosdebase] informe reunião e panfleto

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Setembro 24 22:11:26 UTC 2011


    
	Reunião 24 de setembro 
	1. Informes 
	- Panfletagens. Foram feitas panfletagens com o jornal da Frente
Nacional que chamava para a greve e apresentava as reivindicações.
Foram feitas, Cidade de Deus, ITD, Alphaville, Rerop-CEF, corredores
de agências da região de Osasco, agências CEF via malote, BB São
Bento e agências da leste. O panfleto foi muito bem aceito. Não
pudemos trabalhá-lo mais amplamente devido à limitação da data e
ao prazo curto que tínhamos. Há grande carência de informação e
de organização, especialmente nos bancos privados, que são deixados
às moscas pela burocracia. 
	- SIPAT no prédio do BB da Verbo Divino. Foi feita palestra sobre
condições de trabalho, destacando a cartilha “Bancário não é
vendedor”, que tem tido boa aceitação. Gerentes estão preparando
operativo de contingência para os fura-greves. 
	- Reunião de delegados sindicais da CEF. Única reunião do ano,
chamada antes da assembléia. Grande atraso e desorganização, horas
de falação da diretoria, tudo com propósito de cansar e dispersar.
Foi dado o informe do ato pela isonomia em Brasília, que está sendo
articulada via projeto de lei, junto a outras empresas estatais, por
meio de ação parlamentar. Havia um bom número de delegados novos,
inexperientes, que a burocracia tenta cooptar de formas
despolitizadas. Bancários de Base compareceu com 8 delegados
próximos, de um total de 12 que reivindicam a política do grupo.
MNOB tinha um número menor. Questionamos o funcionamento da reunião,
mesmo sem apoio do MNOB, mas a articulação manteve o caráter não
deliberativo e “desorganizativo”. O encontro serviu para os
contatos informais nos corredores. 
	2. Panfleto 
	Foi feita a discussão sobre a política para a assembléia, e o
operativo a ser mobilizado, que segue abaixo. Em cima dessa política
foi aprovado o texto definitivo do panfleto da assembléia de
segunda-feira (segue em anexo e no corpo do e-mail). Na diagramação,
foi deliberado incluir as seguintes modificações: 
	- mudar título para “voz do bancário”; 

	- colocar o sinal de gênero para identificar masculino e feminino; 

	- incluir a figura da mafalda denunciando o teatro na frente e a do
banqueiro 2+2=7 atrás; 
	Para imprimir o panfleto, o coletivo concordou em usar a impressora
do ES, fornecendo como ressarcimento o dobro da quantidade de papel
usado. 
	3. Assembléia 
	Na assembléia devemos trabalhar com duas hipóteses: 
	- havendo proposta e montado o operativo da articulação para
encerrar a campanha sem greve, lutar para mudar o encaminhamento da
assembléia, com duas votações: 1ª votação em assembléia
unificada, aceitar ou não o índice e a regra da PLR, comuns à toda
a categoria; 2ª votação em assembléias específicas, deflagrar ou
não a greve, pelas pautas específicas de cada banco; 
	- não havendo proposta e estando garantida a greve (mesmo que “de
fachada”), lutar para falar e fazer propostas de organização da
greve: comando de greve, horário de assembléia (15:00, com comando
de greve aberto as 14:00), representante na mesa de negociação 
	- Para ambas as hipóteses, que estão contempladas no panfleto,
devemos estar preparados, dialogando com os ativistas próximos,
levando cartazes, filipetas, etc. 
	4. Chat 
	Foi deliberado que companheiro Márcio vai acompanhar o chat de
domingo pelo coletivo Bancários de Base de São Paulo. 
	5. Pós-greve 
	O coletivo sente a necessidade de desenvolver um projeto de
construção mais ousado, chamando os grevistas para discutir o
balanço e as perspectivas de organização. 
	Para isso será preciso formalizar uma carta de princípios, com base
num balanço mais aprofundado dos últimos dois anos de atividade,
relação com as outras correntes, com todas as polêmicas e sínteses
necessárias. 
	6. Finanças 
	(...) 
	Saudações 
	Daniel 
 "A sociedade que aboliu a aventura tornou a abolição dessa
sociedade a única aventura possível” anônimo, pichado nos muros
de Paris no maio de 1968 
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	A GREVE QUE PRECISAMOS! 
	Os bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a
ano. Enquanto isso, nossos salários são achatados pela inflação,
nossos benefícios e direitos são retirados, as condições de
trabalho pioram cada vez mais, aumentam o volume de serviço, as
metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento, as
lesões o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela luta
coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos
e melhorar as condições de trabalho! 

	Nós do coletivo Bancários de Base participamos da Frente Nacional
de Oposição Bancária e defendemos a pauta alternativa.
Reivindicamos: 

	- 26% de reajuste já! - valor equivalente às perdas nos bancos
privados; 

	- Por um plano de reposição das perdas! - 86,6% no BB e 98,6 na
CEF; 

	- Piso salarial do Dieese – R$ 2278,00 em agosto; 

	- Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos
privados! Assinatura da convenção 158 da OIT! Delegados Sindicais em
todos os Bancos! 

	- Isonomia já! Plano de Carreira discutido com a categoria para
todos, sem redução de direitos, contra as mesas de enrolação
permanente e ações parlamentares sempre engavetadas. 

	- Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário! 

	- Mais contratações e mais trabalhadores nas agências! 

	- Fim da terceirização e dos correspondentes bancários! 

	- Contra o assédio moral e sexual e qualquer forma de opressão nos
locais de trabalho! 

	- Fim das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de
serviços e precismos de melhores condições de trabalho! 

	- Paridade entre ativos e aposentados (direitos e benefícios
iguais)! 

	- PLR linear de 25% dos lucros! 
	PARA TERMOS UMA GREVE DE VERDADE! 
	QUE OS BANCÁRIOS POSSAM FALAR NAS ASSEMBLÉIAS! ASSEMBLÉIAS TODOS
OS DIAS ÀS 15:00 ATÉ O FIM DA GREVE, para barrar gerentes e
fura-greves! COMANDO DE GREVE ABERTO TODOS OS DIAS AS 14:00!
REPRESENTANTE NA MESA DE NEGOCIAÇAO ELEITO EM ASSEMBLEIA! 
	ASSEMBLÉIA UNIFICADA PARA DISCUTIR O QUE É COMUM, E SEPARADA APENAS
PARA VOTAR QUESTÕES ESPECÍFICAS! Nas assembléias em que houver
proposta, SEPARAR AS VOTAÇÕES: 1ª) VOTAÇÃO EM ASSEMBLÉIA
UNIFICADA: aceitar ou não o índice da Fenaban e a regra da PLR,
comum à toda categoria; 2ª VOTAÇÃO EM ASSEMBLÉIAS ESPECÍFICAS:
encerrar a greve ou continuar, pois definido o índice, os bancários
podem continuar a greve pelas questões específicas de cada banco. 
	Somos contra as greves de fachada que tivemos nos últimos anos, em
que a diretoria do sindicato coloca uma faixa na frente das agências
e os bancários ficam lá dentro trabalhando e batendo metas. Estamos
cansados do teatro em que a diretoria finge que pressiona os
banqueiros e vem defender uma proposta rebaixada para encerrar a
campanha. Infelizmente, a diretoria do nosso sindicato não constrói
uma organização real para a greve e nossas lutas, pois está mais
preocupada em defender os interesses do seu partido, o PT, que está
no governo federal, é patrão dos bancos públicos e aliado dos
banqueiros. A prioridade do governo é ajudar os empresários e evitar
que haja lutas dos trabalhadores, e a CUT e demais centrais
governistas estão cumprindo esse papel, em várias categorias. Nesse
momento precisamos resgatar o princípio da unidade da classe, com
ações conjuntas com outras categorias em campanha, como correios,
judiciário, servidores das universidades, professores, metalúrgicos,
petroleiros, químicos, etc. 

	Mesmo que a diretoria do sindicato esteja do lado do patrão e do
governo, a greve é necessária. A greve é dos bancários, não é da
diretoria! Precisamos de uma greve de verdade, que afete o lucro dos
bancos. Mas para isso, precisamos de organização e democracia.
Precisamos lutar para que os bancários tenham o controle do
movimento! 
	POR UM PROJETO PARA OS BANCOS! Nas nossas campanhas salariais, nós
trabalhadores não podemos nos limitar a reivindicar uma parte dos
lucros. Queremos a nossa parte, mas precisamos discutir mais do que
isso. Precisamos discutir o papel dos bancos na sociedade e apresentar
um projeto de banco dos trabalhadores. 

	Os lucros bilionários são conseguidos de várias formas:
especulação com títulos da dívida pública, juros abusivos
cobrados dos clientes, tarifas extorsivas sobre os serviços, venda
casada de “produtos”, e é claro, a superexploração dos
bancários (que se estende também para outros trabalhadores, por meio
da terceirização, dos correspondentes bancários, etc.). 

	Os bancos exploram duplamente a sociedade: de um lado, os impostos e
taxas cobrados dos trabalhadores pelo governo são desviados para o
pagamento dos juros da dívida pública, que são altíssimos e
beneficiam os especuladores; e inclusive os lucros bilionários dos
bancos públicos são usados pelo Tesouro Nacional também para esse
fim. De outro lado, os bancos públicos (BB, CEF, BNB, BASA, BNDES)
têm tido como prioridade financiar as grandes empresas, com
empréstimos a juros baixíssimos, inclusive para transnacionais. 

	Na ótica dos trabalhadores, as instituições financeiras deveriam
ter outro papel, o de ajudar o desenvolvimento do país, oferecendo
crédito barato aos trabalhadores, acesso aos serviços de
intermediação financeira, com atendimento de qualidade e sem
discriminação e segmentação. Essa é uma forma de trazer o
restante da população para o lado dos bancários! Precisamos lançar
uma campanha em defesa dos bancos públicos e resgatar o debate sobre
a estatização do sistema financeiro. 

	Discutir e lutar por um outro projeto para os bancos é fundamental
para melhorarmos as nossas próprias condições de trabalho no dia a
dia. Quando nos limitamos a reivindicar uma parte dos lucros dos
bancos, aceitamos a forma como esse lucro é construído, ou seja,
especulação, juros abusivos, tarifas extorsivas, venda casada,
superexploração. Com isso, aceitamos o discurso dos banqueiros de
que quanto maior o lucro, maior será o nosso salário. E acabamos
aceitando as cobranças, as metas, o assédio moral, o cotidiano
insuportável nos locais de trabalho! 

	Nossa remuneração tem que ser desvinculada do lucro dos bancos! Só
assim podemos ter melhores condições de trabalho. 
	BANCÁRIO NÃO É MÁQUINA, E NÃO É VENDEDOR! Não somos
vendedores, somos prestadores de serviços! O assédio moral e as
péssimas condições de trabalho são resultado da concepção que
nos trata como vendedores. Para discutir essas e outras questões,
elaboramos a cartilha "Bancário não é vendedor", que está sendo
distribuída GRATUITAMENTE numa parceria com o Sindicato dos
Bancários do RN. Peça já o seu exemplar e discuta com seus colegas!
Escreva para bancariosdebase em yahoo.com. 
	CONTINUEMOS ORGANIZADOS! Para termos alguma força nas campanha
salariais, é importante que sigamos discutindo e nos organizando o
ano inteiro, não apenas em setembro. Se você concorda com essas
idéias, ou deseja apresentar outras críticas e sugestões, entre em
contato com o coletivo Bancários de Base! Somos um grupo de
trabalhadores que faz oposição à diretoria e não é controlado por
nenhum partido. Nos reunimos quinzenalmente para discutir nosso dia a
dia e pensar maneiras de lutar por melhorias. Visite nosso blog
(www.bancariosdebase.blogspot.com [1]) ou escreva para
(bancariosdebase em yahoo.com.br [2]). Sua participação é fundamental
para que todos juntos possamos avançar! 
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