[Bancariosdebase] Ana Júlia do PT. A mais nova colega nossa
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Janeiro 9 22:13:38 UTC 2012
Aí galera: Já vendeu seu Ourocap hoje? Ana Júlia quer salário, assim como um outro bando de encostados das coligadas.
Ana Júlia vai ao BB com ‘esqueleto’ de R$ 77 mi
A desvergonha é tanta que provoca vista cansada. A gente já não vê.
Ou vê sem ver. Não repara. Não presta atenção. Já vi esse filme, você
pensa. Chamem-me quando começar o tiroteio no saloon.
Pouca gente notou. Mas Ana Júlia, a ex-governadora petê do Pará,
achegou-se ao balcão. Pediu um cargo à companheira Dilma Rousseff. Foi
servida.
Indicaram-na para a Brasilcap. Um braço do Banco do Brasil. Opera no
mercado de títulos de capitalização. Diretora financeira, eis a poltrona
oferecida a Ana Júlia. O salário? R$ 30 mil. Coisa fina.
Antes de assumir a sinecura, a ex-governadora tem de passar por um
filtro. A Susep, Superintendência de Seguros Privados, precisa aprovar o
nome dela. Exige-se preparo técnico e idoneidade.
A biografia de Ana Júlia a precede. Ao pedaço conhecido, o repórter Marcelo Rocha adicionou um naco novo. Refere-se a um achado da AGE, a Auditoria-Geral do Estado do Pará.
Versão estadual da CGU federal, o órgão de controle paraense
esquadrinhou um par de empréstimos contraídos por Ana Júlia. Coisa de
2010. Ano eleitoral. O último da não-reeleita Ana Júlia.
Num dos empréstimos, beliscaram-se R$ 366 milhões do bom e velho
BNDES. Noutro, abiscoitaram-se R$ 100 milhões do BB. Operações de julho
de 2010. Dia 1o e dia 2. Alvorecer da campanha.
O dinheiro bancou obras. Iniciativas do governo e de emendas
orçamentárias de deputados estaduais. O trivial. Pavimentação.
Saneamento. Construção de escolas. Postos de saúde.
Analisa daqui, reanalisa dali, sobreveio a surpresa. Dezesseis notas
fiscais. Foram emitidas por três empresas. Juntas, justificam despesas
de R$ 77 milhões.
Pois bem. As mesmas 16 notas foram anexadas às duas prestações de
contas. Repetindo: para obras diferentes, custeadas por empréstimos
distintos, utilizaram-se as mesmas notas.
BNDES e BB analisaram o papelório separadamente. Sem a comparação, a
mandracaria passou despercebida. Agora, os auditores paraenses queimam
pestanas. Tentam refazer o caminho dos R$ 77 milhões.
Ouvida, Ana Júlia chamou a pseudoesperteza de outro nome: “Erro de
informação em uma planilha.” Jura que os R$ 77 milhões foram
transferidos a prefeituras paraenses.
De resto, ela seguiu a cartilha: As contas do meu governo foram
aprovadas pela Assembléia Legislativa, disse. O Tribunal de Contas do
Estado também aprovou, declarou.
O PT paraense tenta reduzir tudo a uma querela partidária. Atribui a
veiculação da encrenca ao PSDB. Coisa do governador Simão Jatene, o
tucano que prevaleceu sobre a petista na disputa de 2010. Quer dizer:
começou a troca de tiros no saloon. Hora de prestar atenção.
Olho vivo na turma da Susep. Impossível dizer que Ana Júlia está apta
a comandar as finanças da Brasilcap sem saber onde foram parar os R$ 77
milhões. Com um bom disfarce, até Drácula passa por reles tomador de
groselha.
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