[Bancariosdebase] Enc: Re: materia jornal Banc Base/Assédio
Rosana Rosa
rosana.ros em gmail.com
Segunda Julho 16 23:17:06 UTC 2012
Boa noite!
Gostei da matéria, tem uma coisa que precisamos corrigir, faremos isto
tranquilamente na reunião. Pra mim tanto faz em Osasco ou no Jaguaré.
Bj
Em 16 de julho de 2012 15:44, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
> Pessoal,
>
> Conforme msg do Daniel via fone, reunião confirmada para quinta.
> Falta confirmar onde será a reunião e o horário.
>
> --- Em *seg, 16/7/12, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>* escreveu:
>
>
> De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [Bancariosdebase] materia jornal Banc Base/Assédio
> Para: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Data: Segunda-feira, 16 de Julho de 2012, 9:30
>
>
> Ola á tod em s <http://br.mc448.mail.yahoo.com/mc/compose?to=tod@s>!
>
> Envio no corpo do texto, proposta (a ser enxugada, provavelmente) sobre o
> tema do assédio. As tarefas são muitas e a tropa é pequena. Precisamos
> de ação e ao mesmo tempo comedimento pra continuarmos tocando o nosso
> projeto, o projeto de Bancários de Base que somos. Temos proposta de
> reunião para quinta à noite na oeste, Leopoldina ou Osasco. Precisamos
> fechar de vez o jornal e discutirmos questões pendentes como nossa atuação
> na greve(?)/campanha 2012, mudanças estatutárias no seeb-sp, jornal da
> cipa, finanças, etc.
> Até e valeu galera!!!
> ________________________________________________________________________
>
>
>
>
>
>
> A CATEGORIA BANCÁRIA E O ASSÉDIO MORAL.
>
> O cotidiano de trabalho nas agências e departamentos é extenuante para a
> grande maioria dos bancários, quer seja no banco privado , quer seja no
> banco público. Faltam funcionários para atender com qualidade a demanda de
> clientes e realizar a operacionalização de contratos dentro dos prazos e
> exigências estabelecidas normativamente. Para dar conta do recado, a
> empresa obriga os funcionários a extrapolarem ordinariamente a jornada de
> trabalho. A prática de assédio moral é utilizada para forçar a
> produtividade. Casos que ocorrem em diversos locais de trabalho onde o
> controle dos gestores ultrapassa os limites, pressionando os funcionários
> de forma a impedir direitos previstos por lei, como a pausa de 10 minutos a
> cada 50 minutos trabalhados, (direito de todos que trabalham com
> digitação). O horário de almoço, por diversas vezes, é imposto
> unilateralmente pelos gestores, inclusive em desrespeito ao período de uma
> hora, que, de acordo com a demanda de determinado momento, é reduzido para
> o tempo que convier ao banco e ao seu proposto. Peguemos por exemplo, a
> maior concentração bancária do pais, a sede do BRADESCO em Osasco SP:
>
> O assédio moral na cidade de Deus só não vê quem não quer.
>
> Várias denuncias, são feitas através da AS 8000 e através da CIPA,
> existem relatos de funcionárias que foram pegas chorando nos banheiros. As
> chefias assediam sem nenhum pudor e sem medo de serem repreendidos. É como
> se nada os atingissem é como se eles fossem intocáveis, porque em alguns
> casos o assédio acontece com mais de um trabalhador na mesma área e vindo
> da mesma chefia. O assédio moral deixa o assediado com vontade de ir para
> casa e não voltar mais para trabalhar, deixa o trabalhador com medo,
> temeroso, sensível e achando que o problema é todo com ele. O assédio na
> Cidade de Deus é tão comum que o Banco soltou uma Matéria no noticiário
> interno sobre o assunto, dizendo que repudia todo e qualquer tipo de ação
> neste sentido. Na prática , demagogia pura. O que o trabalhador deve e
> preciasa saber, é que pode denunciar o assédio moral para o ministério
> público, a denuncia será analisada o banco pode ser autuado e então ele é
> que terá que provar que não assedia e não ao contrário.
>
> Infelizmente esta não é uma situação isolada. Ela acontece em toda a
> categoria por anos a fio sem que se solucione.
>
> A dificuldade de se contrapor à ideologia corporativa é imensa, dado o
> controle normativo (discricionário) excessivo daqueles que detêm os
> chamados “cargos de confiança”, e são utilizados pela empresa como
> (supostos) prepostos.
>
> A sobrecarga de trabalho, o stress, a falta de contato humano e
> solidariedade, a fragmentação do trabalho, a pressão dos gestores por um
> lado e dos clientes por outro, criam um ambiente de trabalho insalubre que
> condena grande parte dos bancários a perda de saúde e qualidade de vida. Os
> casos de doenças provenientes do esforço laboral (físicas ou psíquicas) são
> cada vez mais freqüentes e, no entanto, encarados de forma naturalizada,
> fazendo com que se transfira a responsabilidade ao adoentado, “culpado” por
> não conseguir se “adaptar” às exigências da empresa. Muitos colegas, ao se
> aposentarem, já estão com a saúde bastante debilitada, e ao invés de
> poderem curtir o tempo livre passam a ter que cuidar da saúde perdida nos
> anos de trabalho. Tudo somado, intensificação do assédio moral, cobrança
> descabida de metas com imposição de vendas casadas, situações crônicas de
> insalubridade, jornadas expandidas e inclusive sem marcação correta.
> Acrescente-se a isto, um numero reconhecidamente insuficiente de
> funcionários para desempenho das atividades, são elementos do nosso
> cotidiano e nos colocam literalmente na situação de doentes. Doentes
> potenciais (os novos, bem novos na empresa), doentes crônicos, e sem
> exageros “doentes pé-na-cova”. Exigimos:
>
> Fim efetivo do assédio moral. Todos ficam submetidos a uma estrutura
> hierárquica sustentada pelo assédio moral institucionalizado, apoiada nos
> cargos de confiança que fazem o funcionário se apegar ao salário dada a
> discrepância salarial entre os cargos comissionados e os baixos salários
> dos 'funcionários sem função’, os que formam a base dessa pirâmide, e por
> tanto os maiores prejudicados. Fim efetivo do assédio moral. Denúncia,
> enquadramento e penalização para a empresa e para os gestores coniventes.
> Assédio Moral é infração reconhecida.
>
> Fim efetivo das metas. Trabalho sistemático de vendas-zero em tais
> situações. Não à venda casada e efetiva denúncia mediante determinações
> neste sentido.
>
> Respeito à jornada, com a pró-atividade dos empregados mediante
> trabalho consistente de conscientização e atuação determinada por parte das
> entidades.
>
> Exigência de exames médico/laboratoriais periódicos adequados. Fim dos
> exames superficiais.
>
> Acompanhamento, cobrança e denúncia de condições físicas e ambientais
> inadequadas e prejudiciais aos trabalhadores, clientes e usuários em
> geral.
>
> Participação efetiva das entidades representativas dos
> trabalhadores quando do afastamento, tratamento e retorno dos
> enfermos/lesionados, que muitas vezes se vêem prejudicados por coação,
> desinformação.
>
> Fazer valer a conquista dos intervalos/pausa para todos, e não apenas
> para os caixas, pois na prática todos são digitadores/alimentadores de
> dados.
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