[Bancariosdebase] Informe do IV Encontro da Frente em Belém-PA
Mÿffffe1rcio Cardoso da Silva
marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Junho 21 01:54:04 UTC 2012
Prezados companheiros manos e minas.
Como todos sabem, nos dias 16 e 17 de Junho aconteceu o IV Encontro da Frente na sede da AEBA (Associação dos Funcionários do Banco da Amazônia) em Belém-PA.
No sábado, dia 17, teve uma discussão de conjuntura com dois professores universitários falando sobre a atual (ainda )crise econômica. Foram exposições de interesses dos bancários, o que de certa forma foi um alívio, pois, como não os conheço e nem tive acesso a materiais destes professores,tinha o receio que estes economistas dissessem a mesma coisa que os economistas burgueses na mídia a torto e a direito. Mas não. Foi uma exposição pró-trabalhador, e com dados concretos. Isso foi na parte da manhã.
Na parte da tarde, foi discutido a parte organizacional da Frente. Foi consenso que o funcionamento atual da Coordenação da Frente impediria o crescimento da própria Frente. Foi aprovado que, além da coordenação no formato atual de hoje (com um representante de cada base indicado), será formado uma Coordenação executiva, sem poder deliberativo que sera responsável para tocar o dia-dia da frente. Inicialmente, a coordenação executiva será composta para pela companheira Marta (a confirmar) por RN, Matheus, , pelo por RS; companheiros da UCS, por PE, e a AEBA, pelo PA.
Ainda sobre a parte organizativa, foi aprovado que : estruturariam uma intervenção nacional de apresentação da Cartilha "Bancário não é Vendedor" no país todo, cuja a coordenação deve apresentar o plano em 30 dias. Deve-se, também, colocar em funcionamento a lista de e-mail, a partir dos contatos inscritos no Encontro (cerca de 50) e todos os nossos convidados, sendo que a lista de e-mails seria organizada da seguinte forma: 1-lista aberta para a base e nossos convidados: 2-lista fechada que seriam composta pelas pessoas que são orgânicas da Frente. O prazo para isso é de 15 dias.
A proposta de colaboração das oposições para formar um fundo da Frente não foi aprovada, mas ratificou a necessidade de de que o rateio seja feita por TODAS as oposições que compõem a Frente.
Foi aprovada apoio material e político a candidatura da Rosana para a CIPA da Cidade de Deus. Cabe a nós apresentar uma proposta de atuação até a eleição, e se necessário, girar pessoas de outros Estado para garantir a eleição da nossa companheira
Da mesma forma, foi aprovada apoio político e material para as eleições para o Sindicato do Pará no ano que vem. Temos que discutir entre nós, quem vai para lá ajudar os companheiros.
A polêmica foi se a Frente seria, ou não, uma Associação Nacional dos Bancários, formalizada, com CNPJ e tudo. O de argumento dos companheiros, sobretudo do companheiro Silvio (que teve muito apoio dos setores de bases do( DF) é que a formalização facilitaria as ações políticas e também jurídicas/administrativas. E mais. A experiência da AEBA na base do Pará, que, de fato, dirigiu a vitoriosa greve de 77 dias e tem mais legitimidade do que o próprio sindicato de lá. Os sindicatos presentes (MA, RN, BAU) e nós e os manos e minas de RS fomos contra, pois a formalização, por sí só, não faria com que a base viesse automaticamente para a construção da Frente. E mais. Isso desestimularia a dessindicalização, pois o bancário de banco público já está comprometido com outras associações e não estaria a fim de arcar com mais um desconto em seu holerite. O Silvio retirou a a proposta e deixou apenas como uma reflexão para o
próximo encontro, no final do ano.
No dia de domingo, discutiu-se a pauta da campanha: aprovou-se o lema da campanha "Reposição de perdas já!", ratificou-se as revindicações históricas da categoria como reposição de perdas, isonomia ampla, geral e irrestrita, estabilidade para os bancos privados, delegados sindicais em bancos privados etc. A novidade foi a incorporação das comissões com 5 anos de efetivo exercício do cargo. O índice ainda será levantado pelos sindicatos, mas tendo as perdas dos bancos privados como critério. Dizem que será por volta de 26%.
Agora, algumas observações sobre o Encontro.
A Frente dobrou em número de representações. Ingressaram na Frente a AEBA no Pará, Eugênio de DF (junto com a Juliana que trabalhava no RS e foi para BSB), Marcão da Intersindical-PSOL-Enlace da BA. Teve, também a participação de uma delegação do Sindicato de Bauru com dois componentes. Disseram que estariam dispostos a construir a Frente, porém cobrou dos outros delegados presentes (MA, RN) para reorganizar o MNOB, pois estes sindicatos não saíram formalmente. Para Bauru, os propósitos da Frente e do MNOB são os mesmos e não teria do porquê haver antagonismos entre as duas organizações. Mas que, apesar disso, estariam dispostos a construir a Frente. No entanto, a participação deles no evento foi de observadores.
Como em qualquer movimento não controlado pelo PSTU, no Encontro eles aprontaram mais uma: Um militante do PSTU foi na sede da AEBA e deixou um material do MNOB na entrada da sede e foi embora. O conteúdo do documento é de que a "direção da Frente" se coloca como a Oposição "de verdade" por não participar dos Fóruns da CUT e que por isso tem acusado o MNOB e os militantes do PSTU de terem capitulado aos contraficantes. Afirmaram que a nossa "autoproclamação" provoca divisão da oposição, inclusive marcando na mesma data do congresso dos contraficantes. Por fim chama todos a participarem do Encontro do MNOB nos dias 14 e 15 de Julho, aqui em São Paulo. O documento foi muito mal recebido pelo plenário e se sugeriu até que "rasgássemos e jogássemos fora" aquele manifesto.
Outro ponto negativo foi a leitura da Carta escrita pelos funcionários da CEF que tem a Frente e o BDB-SP como referência. Como já adiantei, foi muito mal recebida pelo plenário, que, inclusive, a coordenação se encarregará de uma resposta, conforme votação por consenso.
Como o meu voo sairia cedo, não pude ficar até o final. O Encontro mandou um salve para o Daniel e torcendo por sua recuperação. Até então, estavam discutindo quando seria a próxima sede do encontro. Quando saí de lá, São Paulo era o candidato mais forte para sediar o próximo encontro, mas ainda haviam outros candidatos: Bahia, DF e POA. Agora o páreo está entre São Paulo e Brasília. A contenda será decidida pela coordenação. Eu particularmente prefiro que o próximo encontro seja aqui na nossa casa no final do ano.
Bom, acho que disse tudo. Qualquer dúvida basta os companheiros,manos e minas perguntarem.
Abraços.
Márcio
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