[Bancariosdebase] Digest Bancariosdebase, volume 33, assunto 4

Israel Fernandez Junior israelfernandezjr em gmail.com
Quarta Setembro 5 09:45:40 UTC 2012


Bom dia camaradas!
Dois diretores do sindicato estiveram em meu setor para tentar fazer
reunião, mas como não conhecem direito a base, vieram em dia errado, em dia
de pico de serviço e não houve reunião.
O informe que me passaram foi que uma assembléia deve ser chamada no dia 12
ou 13. Que vão colocar na pauta, reivindicações específicas para os caixas
do BB que são: 1) piso para caixa, que será o piso do escriturário
acrescido de 35% desse mesmo piso; 2) equiparação com o valor da
gratificação de caixa da CEF (no BB é mais ou menos R$ 600,00 e da CEF
passa de R$ 1.000,00); 3) PCR para os caixas.
Amanhã tem plenária e a greve está batendo na porta.
Nosso panfleto chama democracia pedindo voz, então temos que firmarmos o
que vamos dizer. Imagina se eles abrem o microfone e temos uma postura
vacilante?
Nosso panfleto tem eixos que eu acredito serem para o conjunto da
categoria, atacam a ofensiva do patrão de jogar nas costas dos
trabalhadores o custo da crise, são reivindicatórios e mobilizam.
A CUT e CONLUTAS tem usado índices extremamente rebaixados em seus
sindicatos e reivindicações parciais como essas para os caixas, outra para
os atendentes da CABB, ou 6 horas para os comissionados como eixos de
campanha. Em bancários náo é diferente. Eles estão tendo que rebolar para
motivar a categoria a participar da encenação que ambos criaram.Ir a luta
por 5% ou pedir a uns dos setor mais combativos que são os escriturários e
caixas que lutem pela diminuição da jornada para seu chefe opressor ou
aqueles que vão às nossas assembléias para acabar com a greve é tática que
serve pra confundir e dividir a categoria. São reivindicações que não
podemos abrir mão e exigir que o patrão as cumpra, mas não como eixo
principal para mobilizar, porque é insuficiente e parcial.
Por conta disso, acho que devemos ser ousados e divulgar para a categoria
nossas posições e propô-las nas assembléias. É suar a camisa como disse o
Messias.
Pra isso, precisamos do material pronto pra poder dialogar com os
trabalhadores. Não é perfeito e as alterações que acharem que precisem ser
feitas precisam ser apontadas com urgência, sob pena de perdermos o bonde.
abraço a todos!
Israel




Em 4 de setembro de 2012 15:41,
<bancariosdebase-request em lists.aktivix.org>escreveu:

> Enviar submissões para a lista de discussão Bancariosdebase para
>         bancariosdebase em lists.aktivix.org
>
> Para se cadastrar ou descadastrar via WWW, visite o endereço
>         https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
> ou, via email, envie uma mensagem com a palavra 'help' no assunto ou
> corpo da mensagem para
>         bancariosdebase-request em lists.aktivix.org
>
> Você poderá entrar em contato com a pessoa que gerencia a lista pelo
> endereço
>         bancariosdebase-owner em lists.aktivix.org
>
> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
> mais específica que "Re: Contents of Bancariosdebase digest..."
>
>
> Tópicos de Hoje:
>
>    1. Re: informe reunião bancários e encaminhamentos (Utopia)
>    2. BANCÁRIOS-URGENTE (Márcio Cardoso)
>
>
> ----------------------------------------------------------------------
>
> Message: 1
> Date: Tue, 4 Sep 2012 05:58:12 -0700 (PDT)
> From: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> To: tzitzimitl em terra.com.br
> Cc: rodrigodoo em yahoo.com.br, bancariosdebase em lists.aktivix.org
> Subject: Re: [Bancariosdebase] informe reunião bancários e
>         encaminhamentos
> Message-ID:
>         <1346763492.77221.YahooMailClassic em web141003.mail.bf1.yahoo.com>
> Content-Type: text/plain; charset=utf-8
>
> Olá a tod em s!Estou com pouca disponibilidade pra aprofundar alguns
> debates, mas  já que cá estamos, tentemos.  Desde sempre, até por conta dos
> conteúdos (pelo menos) marxistas que tentamos absorver e sermos coerentes
> com os mesmos , temos o entendimento da parte e do todo, da essência e
> aparência, do que contribui e do que determina,
>  do que é condição necessário e do que é  condição suficiente.  Entendemos
> portanto que uma reflexão mais ampla e completa na análise da luta de
> classes e por conseguinte,  de teoria crítica da
>  economia politica capitalista e todas as suas consequências de caráter
> social, cultural, filosófico, antropológico, etc , requer uma dedicação
> maior e um estudo mais aprofundado. Porém Daniel, algumas conclusões já as
>  temos;- A oposição de conjunto apresenta-se acomodada, conveniente,
> consentida e anacrônica.- Não soubemos apreender nada de progressivo a
> partir da lição da base em 2004.- Não existe relação de confiança entre as
> entidades e a categoria.- A categoria não vê a Oposição como alternativa de
> direção.- Nem mesmos os antigos/históricos ativistas se apresentaram nas
> últimas greves.- O "pijama" é sim uma postura de antigos (não todos, mas a
> maioria) piqueteiros, cipeiros e delegados sindicais´.- A greve
> faz-de-conta só favorece burocratas, banqueiros, governo e furas-greve.-
> Portanto é inócuo do ponto de vista de impacto real nos lucros dos
> banqueiros tais paralisações.- É necessário uma nova formatação da greve na
> categoria bancária, considerando não só o atraso ideológico do ponto de
> vista classista,  uma disputa que
>  perdemos a olhos vistos diariamente nos locais de trabalho, como também
> aspectos vinculados à reengenharia, novas tecnologias ( mecanismos de
> "boicotes" às redes, operações via internet, novos processos,
> terceirizações, correpondentes, precarização/flexibilização, bancos de
> horas, assédio etc,etc).- O mesmo filme se repete nas campanhas mal
> sucedidas e nos revelamos, enquanto vanguarda e categoria, incapazes de
> mudanças de qualidade.- As correntes de esquerda e suas facções que rompem
> e romperam mesmo após anos, não conseguem cortar os elos antigos e
> majoritariamente seguem a origem no estratégico ainda que tenham críticas.-
> Não conseguimos nos libertar do taticismo/movimentismo.-É necessário sermos
> menos sectários e auto-proclamatórios de fato. -etc.Sei que é um rosário de
> negatividades e que para superarmos precisaremos sim de reflexão e teoria,
> mas não
>  só, precisaremos suar muito a camisa, muito "lavoro" pesado. Saudações a
> tod em s e à luta.Valeu!.-
> --- Em qui, 30/8/12, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
>
> De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
> Assunto: Re: informe reunião bancários e encaminhamentos
> Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
> Cc: bancariosdebase em lists.aktivix.org, rodrigodoo em yahoo.com.br
> Data: Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012, 14:02
>
>
>
> Olá comp em s
>
>
>
>
> A lista de e-mail do Bancários de Base não aceita arquivos anexos (não fui
> eu quem criou a lista e não sei configurar, o companheiro que fez isso não
> está mais no coletivo).
>
>
>
>
> Por isso, o texto do panfleto estava no corpo do e-mail, logo depois do
> informe. Estou reenviando abaixo, no corpo do e-mail e também com cópia
> para o e-mail pessoal do Messias com o arquivo anexado.
>
>
>
>
> Agora, comentando o que o companheiro disse sobre a campanha em geral e a
> mobilização, é preciso termos uma leitura da realidade como um todo. O que
> explica a grande mobilização da greve de 2004 e a desmoblização que existe
> hoje? Em 2004 foi o momento em que toda uma geração de trabalhadores mais
> antigos que tinha esperança no PT percebeu que o governo não estava do seu
> lado e foi à luta, ao lado de uma geração de trabalhadores mais recentes
> que percebeu que o trabalho nos bancos federais não era o que imaginavam e
> teriam que lutar para melhorar. Era um momento em que a economia brasileira
> e mundial estava se recuperando da crise anterior (2000 e 2001) e havia
> margem de manobra para fazer concessões. No momento atual aquela geração de
> trabalhadores mais antigos não está mais nos bancos, afastada pelas
> reestruturações, ou desanimou e não acredita mais na luta, e os
>  trabalhadores mais novos foram cooptados pelas mesmas reestruturações com
> cargos e promessas de cargos, e trocou a luta coletiva pela busca de saídas
> individuais. Tudo isso explica as baixas participações nas campanhas. Ao
> mesmo tempo, todos continuam vivenciando um cotidiano insuportável, o que
> faz com que vejam na greve um alívio. Por outro lado, vivemos num momento
> de crise do capitalismo mundial, com reflexos ainda suaves no Brasil, mas
> que não tem perspectiva de solução à curto prazo e cujos efeitos devem se
> agravar. Assim, fica cada vez mais claro que o alívio temporário de não ir
> trabalhar na greve é insuficiente e é preciso lutar. Isso explica explosões
> localizadas de rebeldia como a que tivemos na assembleia do ano passado
> (para falar apenas na nossa categoria, e sem mencionar o processo que os
> servidores públicos federais acabaram de passar). Precisaremos na discussão
> de balanço retomar algumas dessas questões mais
>  estruturas e atualizar um pouco da análise que temos sobre a categoria,
> contida na tese que desenvolvemos em 2009. Resumindo, a nossa política tem
> que ser ao mesmo tempo de propagando, ou seja, falar de questões
> estruturais (somos o único setor do movimento que ainda fala em estatização
> do sistema financeiro, sob controle dos trabalhadores), chamar a uma
> organização permanente e continuada depois da campanha, discurso para
> atingir aquele setor que está apático; e ao mesmo tempo temos que fazer
> alguma agitação e falar também ao setor que está disposto a ir à luta,
> indicando palavras de ordem de luta que podem motivá-los a tentar tirar a
> campanha das mãos da burocracia. Essa luta por uma campanha democrática é o
> que pode fazê-los se chocar com a direção do sindicato (e sua oposição
> consentida, conveniente e conivente) e concretizar uma experiência com
> esses dirigentes, que os faça depois compreender o nosso discurso sobre as
>  questões estruturais e a organização ao longo do tempo. Essa é a lógica
> por trás do panfleto tal como o montamos. Está longe do ideal, pois não
> tivemos condições de fazer mais materiais ao longo do ano e agora no
> momento da campanha nossos recursos financeiros e forças militantes estão
> escassos. Mas enquanto à vida à esperança. Estou repassando essa mensagem
> também para os companheiros do RJ, para que possamos ir dialogando e
> recebendo também contribuições para a elaboração da nossa política (como a
> do e-mail anterior que repassei), até que se integrem à nossa lista, se
> decidirem fazê-lo.
> A título de informe, foi feita nessa quarta-feira a panfletagem no prédio
> São Bento do BB com o material restante da Frente.
>
>
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>
>
>
>
> Saudações
>
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>
> Daniel
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> PS. Muita força para o Rodrigo na recuperação!
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>
>
>
>
> _________________________________________
>
>
> ?So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
>
>
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!?
>
>
>
>
>
> ?Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
>
>
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!?
>
>
>
>
>
> Iron Maiden, ?Wasted Years?
>
>
> _________________________________________
>
>
>
>
>
>
>
>
> Texto do panfleto:
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> LOGOTIPO ?A VOZ DO BANCÁRIO?
> Endereço do blog e e-mail:www.bancariosdebasesp.blogspot.com
> bancariosdebase em yahoo.com.br
> Título do panfleto: CAMPANHA SALARIAL 2012
> Subtítulo: Não há crise para os banqueiros e governo: Reposição de perdas
> e 24% de reajuste já!
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> A pauta rebaixada da atual diretoria do sindicato só faz bem aos
> banqueiros e ao governo. A Presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e
> Região declarou que: ?Os maiores bancos do setor passaram de R$ 4,6 bi de
> lucro no ano 2000 para R$ 53,4 bi em 2011. Em pouco mais de dez anos
> tiveram crescimento de 1.054% (ou 471% se descontada a inflação do
> período). Ou seja, não há crise para os bancos no Brasil e os bancários,
> responsáveis por esse excelente resultado, sabem disso e querem sua parte?,
> concluiu.? Soa como escárnio esta declaração, quando, na mesma ocasião, a
> dirigente do maior sindicato do país apresenta como vitória o pseudo
> ?aumento real? de 13,93% de 2004 a 2011!!!
> Isso sem falar que a pauta entregue ao governo e aos banqueiros nesta
> campanha salarial de 2012, assim como as pautas da CUT dos anos anteriores,
> não contempla as perdas dos bancários do setor privado, e muito menos dos
> trabalhadores do setor público, cujos salários valem a metade do que valiam
> em julho de 1994, nem discute uma série de reivindicações históricas da
> categoria, como a estabilidade para os bancários dos bancos privados, fim
> das metas, fim da terceirização, etc.
>
>
>
>
> PT = Governo = banqueiro = CUT = Sindicato = pauta rebaixada. De um lado
> as várias campanhas salarias seguidas em que não há conquistas (só a
> mentira do ?aumento real?) fazem com que os trabalhadores deixem de
> acreditar no sindicato e se afastem cada vez mais; de outro os dirigentes
> sindicais se aproveitam disso para não fazer nenhum tipo de resistência,
> mobilização e organização ao longo do ano, de modo que não haja mesmo
> participação dos trabalhadores na preparação da campanha. A pauta entregue
> pelo sindicato foi elaborada numa conferência composta apenas de dirigentes
> sindicais, afastados do trabalho, que não vivenciam a realidade do
> bancário. Estava presente o próprio governo, patrão da metade da categoria
>  bancária, na pessoa do Ministro do Trabalho Brizola Neto. Nessa
> conferência foi tirado o índice de reajuste de 10,25%, que nem sequer foi
> submetido à assembleia na maior parte do país.
> Isso mostra que os dirigentes do sindicato, ligados à CUT, que por sua vez
> é controlada pelo PT, estão mais preocupados em obedecer o governo, que
> também é do PT. Desde a crise de 2008, os banqueiros receberam dos governos
> do PT mais de R$ 160 bilhões de reais para continuarem a fazer verdadeiras
> orgias financeiras com recursos públicos. Outra prova de parceria do PT e
> os banqueiros foi a mudança nas regras da poupança que rebaixou o
> rendimento, barateando a matéria prima dos bancos, que é o dinheiro. Com a
> mesma medida, o governo do PT permitiu que os títulos públicos da dívida
> voltassem a serem interessantes para os bancos, os maiores investidores,
> como forma de ?compensar? a queda dos juros.. O governo diminuiu o ?spread?
> de um lado, mas por outro, deu mais segurança ao patrimônio dos bancos,
> usando dinheiro público. Já, para os bancários
>  só resta a demissão, tratamento por remédios de tarja preta e arrocho
> salarial.
>
>
>
>
> Pauta que atenda às necessidades bancários: somente pela luta! Nem tudo
> está perdido, ainda podemos salvar a nossa campanha salarial. Desde que
> haja luta podemos colocar em discussão uma pauta que atende os reais
> interesses dos bancários:
> - reajuste de 24% (que corresponde às perdas dos bancários do setor
> privado);
> - plano de reposição de perdas salariais para os bancários dos bancos
> públicos federais:
> - PLR linear distribuída igualitariamente para todos os bancários;
> - isonomia de salários e de direitos para bancários que executam o mesmo
> serviço, nivelando por cima;
>
>
>
>
> Por uma campanha democrática e sob controle da base! Companheiros, vivemos
> um momento de grande importância na vida de cada bancário, por tratar-se de
> questão que diz respeito ao seu sustento e de sua família e também de sua
> vida diária no local de trabalho. Um momento fundamental no desafio
> coletivo do bancário que é a data base da categoria.
> É nesse momento que se dá o encontro ?olho no olho?, onde os
> trabalhadores, que são a parte que produz a riqueza, vão tratar de seus
> interesses e seus problemas com o patrão, que é a parte que se apodera da
> riqueza produzida.
> Eles vivem a bolar planos para ganhar mais e mais dinheiro a qualquer
> custo, não se importando com as condições de trabalho ou demissões. Fazem
> isso o tempo todo, dia e noite. Nós somos aqueles que têm que colocar em
> prática os planos deles, mesmo em condições precárias, com muitos casos de
> adoecimento e sem sequer pensar no cliente e seus direitos. Somos ameaçados
> se tentamos argumentar ou questionar seus planos de se entupir de dinheiro.
> Nos tratam como se não fôssemos capaz de pensar, nos amordaçam e não temos
> voz com o patrão!
> Por isso, companheiros, nessa batalha que agora travamos com os patrões é
> fundamental que tenhamos voz! Que tiremos a mordaça que ele nos impõe! Que
> haja espaço e tempo para que, de maneira democrática, a categoria possa
> coletivamente demonstrar que, além da força de trabalho, também temos
> planos sobre como compartilhar a riqueza produzida por nós.
> Nas últimas campanhas salariais, o modo como foram conduzidas as
> assembléias não abriu espaço para que o bancário pudesse se expressar. Ao
> contrário, continuávamos com a mordaça ao termos que ouvir passivamente os
> intermináveis informes da diretoria do sindicato.
> É preciso e necessário mudar isso! Que nessa campanha salarial as
> assembléias não sirvam apenas para passar os informes da diretoria como se
> a assembléia fosse um aparelho de televisão. É preciso resgatar a
> fundamental importância da assembléia na condução de nossa luta, sendo um
> local onde não se tenha apenas informes, que são extremamente importantes
> para tomada de decisão, mas que o bancário tenha espaço para trazer suas
> preocupações sobre os rumos da campanha e também propostas para construir
> um movimento democrático, solidário e mais forte.
>
>
>
>
> Assembleias em que a base organize a campanha. Há um sentimento de
> desconfiança dos trabalhadores em relação às últimas campanhas salariais,
> pois todos sentem que poderiam ter sido mais fortes. Os trabalhadores
> sentem que havia um roteiro pronto a ser seguido, e nós éramos apenas
> marionetes naquele jogo de cena. Uma das cenas era a mudança do horário das
> assembléias para a noite, para que os fura greves pudessem votar contra nós
> e acabar com a greve sem ter que parar de trabalhar. Outra cena é a de
> bancários em greve exaustos por acordarem cedo para fazer piquetes,
> convencimento aos demais bancários e população e depois enfrentarem o
> trânsito da metrópole com pouca possibilidade de intervenção na assembléia.
> Por isso defendemos a tática que foi consagrada na grande greve de 2004:
> assembleias às 14:00!
> Não às mordomias para fura greves! Que a assembléia seja um local de
> debates e organização da greve e que tenha papel ativo na construção de um
> movimento forte e com democracia para que os lutadores atuem com a
> confiança necessária para poder vencer. A base precisa ter direito de falar
> e fazer propostas. As propostas da base tem que ser debatidas e votadas. As
> votações tem que ser respeitadas.
> No ano passado a assembleia votou propostas que a diretoria não acatou,
> conforme vídeos na internet (procurar no youtube: ?05.10.2011 - assembléia
> de bancários em São Paulo - segunda votação?). Não podemos permitir que
> isso se repita, e para isso é preciso que o maior número de bancários
> esteja nas assembleias. Defendemos:
> - assembléias unificadas da categoria até o final da greve e no horário
> das 14:00!;
> - que os representantes na mesa de negociação sejam eleitos em assembleia
> com mandato revogável;
> - que não se assine nenhum acordo com desconto ou compensação das horas.
>
>
>
>
> Unificar a nossa luta com as dos demais trabalhadores! Temos que aprender
> com as lições da luta de outras categorias. Os funcionários públicos
> federais que entraram em greve recentemente poderiam conquistar muito mais
> se unificassem suas ações. Na nossa campanha, precisamos unificar a nossa
> luta com a de outros trabalhadores, buscando unificar calendários,
> piquetes, comando de greve. Correios e petroleiros também têm o mesmo
> patrão, o governo federal, e precisamos buscar formas conjuntas de
> derrotá-lo. Os Correios têm indicativo de greve para 11 de setembro. Essa
> data deveria ser a referência para a nossa greve.
>
> Lutar por um outro projeto para os bancos! O assédio moral e a
> superexploração que estamos vivenciando todos os dias não são resultado da
> maldade deste ou daquele gerente, não podem ser resolvidos por meio de
> mesas de ?enrolação permanente? nem de ?comissões de ética?. O assédio é
> resultado de uma política geral dos bancos.É por isso que as PLRs futuras
> tem que ser discutidas em acordo separado, fora da campanha salarial. A
> campanha é por salário e não podemos depender do lucro dos bancos. Salário
> é para a vida inteira e tem que ser revalorizado!
> Precisamos discutir um projeto de banco público dos trabalhadores, que não
> esteja voltado para a concorrência comercial com os bancos privados, para a
> extorsão dos clientes via tarifas, ?produtos? e juros, e que não pratique a
> superexploração dos funcionários.
> Os bancos ganharam muito dinheiro sempre e agora que isso pode diminuir
> num período de crise os governos querem que os trabalhadores paguem o
> prejuízo. Precisamos recolocar em pauta como uma luta de toda sociedade a
> estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores.
>
> Continuemos organizados!Para termos uma greve de verdade seria preciso
> preparação e organização ao longo do ano, que a diretoria do sindicato não
> realizou. Nós do Bancários de Base propomos que os trabalhadores se reúnam,
> busquem formas de se organizar, elejam representantes combativos, delegados
> sindicais, cipeiros, etc., que ao longo do ano mantenham a organização e a
> resistência. Somente assim poderemos chegar com força na campanha salarial.
> Esse é o propósito do coletivo Bancários de Base. Somos trabalhadores que
> estão no dia a dia das agências e departamentos, enfrentando a cobrança dos
> gerentes, o excesso de clientes e a sobrecarga de serviço. Nos reunimos
> periodicamente para discutir maneiras de mudar essa realidade. Elaboramos
> nossos panfletos com nossos próprios recursos e divulgamos nossas idéias em
> nossa página na internet: www.bancariosdebases.blogspot.com.br Entre em
> contato: bancariosdebase em yahoo.com.br
>
>
>
> FIM DO PANFLETO
>
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> On Qua 29/08/12 05:36 , Utopia utopia_s em yahoo.com.br sent:
>
>
>
>
>
>
>
> Olá a tod em s!
> Como já previsto, governo, midia e burocracia, entre outros fatores
> levaram a greve dos federais  em seus diversos ramos ao desgaste junto à
> opinião pública e enfraquecimento quanto à mobilização. Não esquecer que
> estamos falando de um setor do funcionalismo majoritariamente com renda
> média acima de $ 6.000 reais.  Isto afasta nossas possibilidades de
> movimento em conjunto com esse setor e nos coloca em situação de igualdade
> com outras campanhas, onde temos de "mendigar'' unidade de ação com
> correios, petroleiros, etc, o que raramente aconteceu nos últimos anos e
> mesmo assim de forma pífia, com a base querendo e tentando construir tal
> unidade e a"direção' boicotando.
> Por outro lado a categoria bancária como nos anos anteriores se encontra
> desmobilizada. Em privados, greve não existe. Nos públicos ela existe muito
> parcialmente na CAIXA e pior ainda no BB (nacionalmente). Nos bancos
> públicos menores , mesmo quando fortes, têm efeitos localizados, sem
> repercussão nacional. Pois é, já assistimos tal filme antes e nunca
> gostamos. Ou a categoria de conjunto constrói uma mobilização de fato, a
> partir dos locais de trabalho, com olt(s) funcionando, disputando e
> avançando na consciência, num trabalho lento mas consistente, etc, etc , ou
> pioraremos a cada campanha, como vem ocorrendo, infelizmente.  Fora isto,
> restaria-nos '' a expontaneidade das massas", ou algo parecido como
> 2004.(que de conjunto, não soubemos lidar e  muito pouco ou quase nada
> fizemos de aprendizado).
> Peço que seja enviada uma sistematização do material existente para nosso
> panfleto. Quanto à gráfica, mais uma vez nos propomos a ver o  operacional
> quanto à diagramação, arte, impressão etc mais orçamento, sem problemas.
>  Por outro lado turma, quanto ao nosso dia-a-dia nos locais de trabalho
> assédio, doenças profissionais, ambientes com relações  desgastadas,
> disputas e competições,  descasos e discriminações  com usuários e clientes
> baixa-renda, juros e tarifas exorbitantes (sim), interposição fraudulenta
> de mão-de-obra, excesso de trabalho, banco de horas (de sangue),
> privatização disfarçada e explicita nos públicos, demissões nos privados,
> etc etc continuam e se intensificam.
> Valeu e até!
> PS.  O Rodrigo finalmente está em casa, bastante debilitado, mas  com
>  muita vontade de se restabelecer e estamos com ele.
> Penso também (assim como os comp em s) que temos sim de cuidar da
> intervenção da Rosana na Cid de Deus com muito carinho, trabalho efetivo e
> consequência.
> "O povo unido é povo forte. Não teme a luta,  nem teme a morte".
> " All power to the people".
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 2
> Date: Tue, 4 Sep 2012 15:41:23 -0300
> From: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> To: "bancariosdebase em lists.aktivix.org"
>         <bancariosdebase em lists.aktivix.org>,    FNOB
>         <frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br>, Frente Oposição
>         <FNOB em yahoogrupos.com.br>, Espaço Socialista
>         <espacointerno em yahoogrupos.com.br>, Espaço Aberto
>         <espaco_socialista em yahoogrupos.com.br>
> Subject: [Bancariosdebase] BANCÁRIOS-URGENTE
> Message-ID: <1D1FE272-4C2D-4560-9BB0-EFFC146B8A07 em yahoo.com.br>
> Content-Type: text/plain;       charset=utf-8
>
> Gente, aqui em São Paulo, os contraficantes estão chamando plenária pra
> discutir a proposta apresentada pelos banqueiros e governo na sede do
> sindicato daqui. Verifiquem com seus contatos se nao hávera nada parecido
> em cada base de vocês.
>
> Abraços.
>
> Márcio.
>
>
> Enviado via iPad
>
> Início da mensagem encaminhada
>
> > De: oposicaobancariaconlutas <oposicaobancariaconlutas em gmail.com>
> > Data: 4 de setembro de 2012 12:33:37 BRT
> > Para: undisclosed-recipients:;
> > Assunto: urgente plenaria de sp
> >
> > Camaradas,
> >
> > Acabamos de saber que com grande antecendecia o sindicato de SP está
> chamando uma plenária para discutimos e avaliarmos a proposta que a
> FENANBAN vai apresentar hoje. Achamos muito importante a presença de todos
> os colegas porque não podemos deixar nossa campanha salarial na mão dessa
> diretoria. Será as 19 horas na sede do sindicato, Rua São Bento, 413,
> Centro, Edifício Martinelli.
> >
> > Um abraço
> > Bento Jose
>
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> Bancariosdebase em lists.aktivix.org
> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
>
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> Fim da Digest Bancariosdebase, volume 33, assunto 4
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