[Bancariosdebase] Fwd: [espacointerno] Parte da composição da Juventude
Márcio Cardoso
marciocarsi em yahoo.com.br
Segunda Setembro 17 03:47:03 UTC 2012
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> De: iraviskaia iraviskaia <iraviskaia em hotmail.com>
> Data: 16 de setembro de 2012 19:35:55 BRT
> Para: "espacointerno em yahoogrupos.com.br" <espacointerno em yahoogrupos.com.br>
> Assunto: [espacointerno] Parte da composição da Juventude
> Responder A: espacointerno em yahoogrupos.com.br
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> Socializando
> Ira
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> Um quinto dos jovens nem estuda, nem trabalha, nem busca emprego
> Por Fabiana Ribeiro (fabianar em oglobo.com.br) | Agência O Globo – 4 horas atrás
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> · RIO e SÃO PAULO - Para Letícia Protásio, "os dias passam devagar". "Sobra tempo para ver as coisas do bebê". Sobra tempo porque a jovem de 20 anos não está estudando, tampouco trabalha, e muito menos procura emprego ("Quem vai empregar uma grávida?"). Ela é um dos 5,3 milhões de jovens, entre 18 e 25 anos, que estão fora da educação formal e do mercado de trabalho - quase a população da Dinamarca. Um problema que atinge um em cada cinco jovens (ou 19,5% dos 27,3 milhões de pessoas dessa faixa etária), aponta o estudo exclusivo "Juventude, desigualdades e o futuro do Rio de Janeiro", coordenado pelo professor Adalberto Cardoso, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele teve por base microdados do Censo Demográfico de 2010, do IBGE.
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> As razões que levaram Letícia a interromper os estudos e largar o emprego passam pela maternidade - um dos principais motivos para as mulheres abandonarem os estudos e adiarem a entrada no mercado de trabalho. Pelos dados do especialista do Iesp, o número de moças que fica em casa é quase o dobro do dos rapazes: respectivamente, 3,5 milhões e 1,8 milhão. Mas a maternidade não é a única explicação. O forte desalento, segundo Cardoso, ajuda a entender os números alarmantes. Que ficam mais graves quando se leva em conta que, em 2010, ano do Censo, a economia brasileira cresceu 7,5%.
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> - Esses jovens que ficam fora têm qualificação muito ruim. Tão ruim que, ao abandonarem a escola, o mercado de trabalho, mesmo em plena atividade, não os absorve. Resultado: eles desistem, e são os pobres os mais afetados - disse Cardoso, acrescentando que esse fenômeno é muito urbano. - Entram nesses números os jovens que foram puxados para a criminalidade.
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> Na parcela mais pobre da população brasileira, com renda per capita de até R$ 77,75, quase metade (ou 46,2%) dos jovens estava fora da escola e do mercado de trabalho.
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> - A escola não consegue atrair o jovem, levando a uma elevada evasão escolar. Em consequência, ingressar no mercado de trabalho vai ficando mais e mais difícil - explicou Cardoso.
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> Professor vê desalento estrutural
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> O gargalo, segundo o professor Fernando de Holanda Filho, da Fundação Getulio Vargas (FGV), está na baixa taxa de matrícula do ensino médio. Hoje, segundo ele, ao menos 50% dos jovens trabalham sem ter nível médio:
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> - Quando vão para o mercado de trabalho, não conseguem se colocar. Esse cenário cria um desalento estrutural, que se complica a cada ano. É um problema de longo prazo.
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> O paulistano Eduardo Victorelli, de 22 anos, não terminou o ensino médio e não buscou cursos técnicos ou profissionalizantes depois que largou a escola, aos 17 anos. Embora pareça ter um futuro incerto, ele afirma com segurança que será jogador de futebol:
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> - Meus pais e minha família me apoiam e conseguem pagar as contas. Acreditamos que o salário de jogador mudará nossa vida.
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> Ele largou a escola para ir ao Paraná, tentar jogar no Coritiba. Mas o salário não bastaria para comer, morar e viver em outro estado, e voltou para São Paulo. Desde então, jogou em dois pequenos times. Ele mora em Sapopemba, bairro simples da Zona Leste, com os pais, avós e tios.
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> O afastamento dos estudos e do trabalho vai comprometer - e muito - o futuro desses jovens, diz Cardoso:
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> - Parte dessas pessoas vai se colocar como assalariado sem carteira assinada. Esse jovem de hoje vai carregar o peso desse abandono pelo resto da vida - disse Cardoso.
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> Letícia vive com o namorado, que ganha R$ 1.500 por mês como divulgador. Em Jacarepaguá, eles têm o apoio da avó e da mãe dele.
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> - Sei que agora vou ter que ficar em casa, cuidando do meu filho. Talvez por um, dois anos.
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> Para Hildete Pereira, coordenadora do Núcleo Transdisciplinar de Estudos de Gênero da UFF, faltam políticas públicas de controle da natalidade e apoio para cuidar de crianças. A cobertura de creches passou de 7% das crianças de 0 a 3 anos em 2000 para 21% em 2011:
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> - Melhorou, mas ainda há déficit.
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> Colaborou: Roberta Scrivano
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