[Bancariosdebase] ato repressão
Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com
Terça Abril 2 15:38:00 UTC 2013
Bom dia companheiros!
Complementando o informe, começo pela importância da clareza do Marcio em
insistir desde o início em não personificar as coisas em cima apenas na
figura do Messias para tirarmos uma política que abarque os ataques a todos
os trabalhadores. Acho que além de termos margem para driblarmos essas
manobras oportunistas da concorrência entre as correntes, a propria
realidade vai encorpar o movimento pela repressão agregando mais
trabalhadores, vítimas ou não, e não ficamos refém dos acordos em sala
fechada sem a base presente. Todas as organizações tem "seus" perseguidos.
Não é a toa que o Messias pode estar sendo alvo de cooptação pelas
correntes. É um ativista valoroso e com muita história de luta. Tenho muita
sorte em conhecê-lo e atuar ao lado dele e isso só foi possível através dos
companheiros bancários do ES.
O crescimento desse movimento não parou e acho que a dinâmica da luta de
classes e nossa atuação política como mediador e centralizador (ES e BdB),
neste momento, vai dizer se vai pra frente e onde vai dar.
O ato na Paulista foi em prédios onde não temos trabalho de base e onde
estão instalados a alta cúpula da direção do BB e CEF. O PSTU tem trabalho
de base com o Wilson mas ele estava em férias mas também não deram peso,
pois só apareceram o Bento e o Caminha (eles tem vários processados no BB).
A Intersindical não apareceu com nenhuma de suas facções e o Sindicato
sindicato, como o PSTU, enviou 2 representantes. A LER, como sempre, deu
peso e compareceu com vários militantes. Agregou-se ao movimento, um
militante da LBI e 2 ou 3 do PCO.
Sobre o PCO, o contato começou há umas 2 semanas com um contato do BB que
tenho no DF, apresentei o Messias numa atividade aqui em SP onde também foi
falado na possibilidade deles ajudarem num ato lá no DF e o Marcio deu
andamento nas conversas que culminou no uso da gráfica deles na impressão
do panfleto. Eles também puseram duas matérias sobre o assunto em seu site
que é interessante de se ler (também pela problemática da concorrência das
correntes).
No ato na Verbo Divino e o SAC, penso que deverá ser diferente tanto pela
pouca confusão de pessoas, carros e barulho da Paulista, que tira o foco da
atividade com poucos ativistas, como é um local que temos trabalho de base.
A atividade deve começar às 7h até às 10h e vou convocar por dentro e com
panfletos pras pessoas chegarem antes do trabalho porque queremos ouvi-las
também. Dizer que vão comparecer várias organizações e que o assunto não
está restrito a um setor do prédio. Fui eleito com esses argumento e a
recepção foi muito boa. É ver se as pessoas dão mais um passo.
O que estou dizendo aqui é reafirmando o que disse na última plenária sobre
aproximar a base das discussões dos rumos do movimento. E que os acordos
entre as correntes aconteçam às claras com a base sabendo o que todos
pensam sem artimanhas. Estou colocando a base em que atuo à disposição das
outras correntes para disputa porque a base também vão poder definir a
dinâmica da luta de classes. Ali começou e foi por muito tempo o pilar da
atuação do PSTU e sempre achei uma política de caixa preta e de pastoreio.
Ninguém sabia nada além do que eles falavam, era uma proteção digna de uma
super-mãe e também uma relação de pouca informação e formação política da
base, tratando-a como gado para votação em assembléia.
Prefiro a disputa politica na diversidade com várias correntes do que
sofrer o peso da mão de ferro do patrão com um "amigo"
que não é ponta firme, como vem demonstrando o PSTU e a intersindical nesse
início de movimento.
Há muito espaço para discutir temas de mulheres, racial e LGBT porque já
faço isso lá. Se os companheiros quiserem comparecer ou enviar panfletos
seria legal.
Também estou convidando pro ato, a pesquisadora da Fundacentro, Dra.
Cristiane Queiroz Barbeiro que trata de saúde mental no trabalho e assédio
moral e Daniel Sottomaior da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos
que fala sobre Estado Laico. Ambos já realizaram palestra na sipat com
bastante repercussão. Vamos ver se comparessem.
Aproveitando, os companheiros do núcleo das mil frentes que tem contato com
algum coletivo de direitos humanos que quiserem comparecer e falar serão
bem vindos.
Por fim, gostaria também da opinião dos companheiros porque senão saio
atropelando tudo e também tem uma discussão sobre movimentismo.
Abraço a todos!
Mais detalhes sobre a lista de discussão Bancariosdebase