[Bancariosdebase] FNOB

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Domingo Abril 21 14:55:13 UTC 2013


  Olá compas do bancários de base sp.
 Estou repassando para este grupo mensagem que acabo de enviar para a
lista da FNOB.
 Como moderador da lista da FNOB, incluí os endereços do Israel e do
Messias na lista, para que possam dialogar diretamente com os demais
coletivos da FNOB.
 Também incluí o Douglas na lista do bancários de base sp, e enviei
email em separado e sms pedindo para ele confirmar a inscrição.
 Também repassei o panfleto do BB aos companheiros do Rio, para
incorporá-los na discussão da política do BB.
 Daniel
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! 
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! 
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
 _________________________________________ 
	Olá compas 
	A FNOB é tão democrática que permite que integrantes do mesmo
coletivo, no caso eu e o Márcio, do Bancários de Base – SP,
apresentem divergências entre si. 
	Não concordo quando o companheiro diz que a FNOB está morrendo,
entendo que está nascendo. Como todo projeto em construção,
apresenta dificuldades várias, confusões e incertezas que temos que
ir superando com o tempo. 
	Quando apresentamos nesta lista um texto com um balanço parcial da
luta contra o Plano de funções do BB, apontando que a participação
nas eleições sindicais estava sendo um problema, foi no sentido de
apresentar uma auto-crítica da FNOB no seu conjunto, no sentido de
que, independentemente de cada coletivo da FNOB estar fazendo o que é
correto na sua base, a totalidade da FNOB como uma entidade acabou
não correspondendo ao que seria necessário para a categoria. O todo
tem que ser maior que a soma das suas partes, e nisso estamos
falhando. 
	Não concordo com o Márcio quando diz que a FNOB tem uma espécie de
obsessão por eleições. Se houvesse essa obsessão, a FNOB teria se
jogado de cabeça nas eleições do Pará/AP na próxima semana. Ao
contrário, a FNOB não tirou posição (discutirei a eleição do
Pará/AP num texto em separado). Não concordo com o Márcio quando
ele critica a opção dos companheiros de participar da chapa de
oposição no DF, e também não acho que o fato da Intersindical ser
maioria na chapa pudesse ser um impeditivo. A participação na chapa
foi uma forma de dar visibilidade ao coletivo local da FNOB no DF e
impulsionar um projeto de construção, inclusive vinculando a
campanha com a luta contra o Plano do BB. Da mesma forma, a
participação na eleição do RN era uma necessidade vital, pois o
grupo que está à frente da gestão do sindicato precisava referendar
a continuidade do seu trabalho perante a base (já que não havia
disputa e sim chapa única). Foram essas duas eleições que ocorreram
no momento mais agudo até agora da luta contra o Plano de funções
do BB, em que nos sentimos totalmente abandonados em São Paulo. 
	O que tenho total acordo com o Márcio é que há um porblema muito
sério no fato de que esses processos ocorreram sem que houvesse uma
socialização das discussão nos fóruns da FNOB. O problema não é
que os companheiros tenham participado de eleições, mas que só
tenhamos sabido do andamento desses processos a posteriori, quando as
chapas já estavam formadas, o programa já estava definido, etc.,
porque não houve discussão. Na verdade, não houve fóruns da FNOB!
Não houve fórus de discussão regular e esta lista de e-mail acabou
se tornando improvisadamente a única instância de discussão entre
os fóruns da FNOB. Para nós, o fato de não haver instâncias
regulares e organismos regulares como uma coordenação são problemas
gravíssimos, como tentamos deixar claro no documento que apresentamos
no Encontro de Porto Alegre em dezembro passado.  
	Volto a discordar do companheiro Márcio quando ele insiste na
cobrança da efetivação desses fóruns como se a inexistência deles
fosse uma opção política deliberada de não realizá-los, para
assim encaminhar algum “outro projeto”. A insistência colocada
nesses termos não leva em consideração uma realidade muito simples:
pode ser que para os demais coletivos da FNOB a realização de
fóruns regulares e instâncias de decisão regulares não seja uma
necessidade vital como é para nós. Por estarmos atuando em São
Paulo, que é não apenas o principal centro da categoria bancária,
mas o centro da luta de classes no país, desenvolvemos como método e
cultura a realização de fóruns regulares de debate, comunicação e
deliberação, pois as demandas são diárias. Ao tentar lutar por
esse método no funcionamento na FNOB, estamos exportando uma visão
“paulistana” no processo, que é estranha ao ritmo dos demais
coletivos. Experimentamos então um descompasso no ritmo das coisas,
que origina mal entendidos e discussões cansativas. 
	Pode ser que os demais coletivos da FNOB tenham o entendimento de
que, ao realizar aquilo que consideram correto em termos de
organização dos trabalhadores na sua base, estejam assim
automaticamente construindo a FNOB. Mesmo que esse entendimento não
tenha sido expresso e sistematizado como concepção, é ele que está
sendo aplicado. É legítimo discordar disso, mas da mesma forma é
legítimo que os demais coletivos pensem assim e até que o defendam,
e devemos ter compreensão política de porque os demais coletivos
pensam e agem assim. Nunca é demais lembrar que a FNOB se compõe de
coletivos que não só atuam em bases diferentes, que refletem as
realidades de diferentes partes do país, mas esses coletivos atuam de
acordo com concepções, projetos e idéias próprias, que não
coincidem com as dos demais, e seria até estranho se coincidissem
inteiramente. Os diversos coletivos estão juntos na FNOB porque há
um mínimo denominador comum entre eles, uma concordância mínima em
torno de um certo conjunto de idéias. Sendo assim, uma atuação
comum só é possível na base da confiança mútua de que todos
estão aplicando um mesmo projeto naquilo que ele tem de comum em
termos dessas idéias mínimas, e na base do respeito às idéias dos
demais com as quais não compartilhamos. 
	Entretanto, dada essa situação, temos sim que saber lidar com essas
diferenças de concepção e encontrar uma forma de tornar mais
nítido o conteúdo desse mínimo denominador comum. Inclusive, ficou
como tarefa do próximo Encontro definir um estatuto para a FNOB, que
vai consolidar aquilo que realmente temos em comum. Na discussão
desse estatuto, será perfeitamente legítimo que cada coletivo e cada
integrante da FNOB apresente as suas concepções, para apurarmos
aquilo que há de comum. 
	É preciso sabermos lidar com o fato de que dentro dos diversos
coletivos da FNOB existem integrantes que entendem que a luta dos
trabalhadores bancários é parte de uma luta maior para mudar a
sociedade inteira (existem no Bancários de Base – SP e eu e o
Márcio somos parte deles), e existem outros que entendem que é
necessário apenas lutar enquanto trabalhadores bancários por
melhores salários, condições de trabalho dignas e respeito aos
direitos, e consideram que isso é suficiente. Devemos entender como
perfeitamente normal que haja essas duas concepções e como algo
legítimo que os participantes de cada uma delas tentem convencer uns
aos outros daquilo que pensam. 
	Entretanto, as coisas nunca são tão simples. Historicamente, no
movimento dos trabalhadores, existe a tendência de não saber lidar
com essas diferenças. Existe a prática de determinados grupos
tentarem impor as suas concepções sobre os outros, até mesmo sem
torná-las públicas, agindo nos bastidores, por meio de golpes,
manobras, artimanhas, conspirações, etc. Boa parte dos integrantes
da FNOB já teve essa experiência no movimento dos trabalhadores, e
é em parte por entender que esse tipo de prática não serve que
estamos juntos na FNOB. 
	Quando insistimos na realização dos fóruns de discussão, e aqui
volto a concordar com o Márcio, pois sei que é essa a intenção
dele, é para tornar nítido o que pensamos, para que todos saibam
quais são as posições que defendemos, e para que tenham assim a
oportunidade de apresentar as suas discordâncias, e assim possamos
chegar juntos a um acordo sobre aquilo que poderemos fazer juntos. 
	Para ir finalizando, entendemos que mais importante do que definir o
local do próximo Encontro da Frente, é definir o que será debatido
lá em termos de projeto. Nos próximos debates nesse fórum, é
importante que os demais componentes da FNOB apresentem as suas
concepções sobre o que é esse projeto, quais as idéias que devemos
defender, como devemos funcionar, etc. Essa apresentação deve ser
vista como um ponto de partida para o debate do Encontro, que é onde
democraticamente vamos apurar o que há de comum e aperfeiçoar o
projeto da FNOB.  
	Não há outro projeto em que possamos apostar. 
	Daniel 

	Espaço Socialista 

	Bancários de Base SP 


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