[Bancariosdebase] Digest Bancariosdebase, volume 40, assunto 35
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Terça Abril 23 01:42:16 UTC 2013
Ok, Israel, valeu o posicionamento.
--- Em seg, 22/4/13, Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com> escreveu:
De: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
Assunto: Re: [Bancariosdebase] Digest Bancariosdebase, volume 40, assunto 35
Para: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
Data: Segunda-feira, 22 de Abril de 2013, 21:48
Boa noite comapnheiros!
Achei que faltou também conjuntura nacional e internacional e dizer o papel
dos bancos públicos porque só há denúncias. Achei também que faltou falar
que é necessário ampliar a defesa do Messias para uma campanha em defesa
dos trabalhadores perseguidos como parte de luta dos trabalhadores contra a
ofensiva da burguesia em função da crise do capitalismo. Nesse ponto parece
que é a posição da LER, mas se o Messias conseguir negociar isso com eles...
Gostei das revindicações apesar de faltar um ponto fundamental que é o
banco público com uma política voltada aos interesses da classe
trabalhadora. E nesse ponto tem uma posição da LER que sou muito simpático
que é a questão dos terceirizados. De primeira análise sou a favor dessa
proposta de incorporação deles ao quadro da CEF e também de aproximação
para uma luta conjunta.
Rapidamente é isso.
Em 22 de abril de 2013 21:09,
<bancariosdebase-request em lists.aktivix.org>escreveu:
> Enviar submissões para a lista de discussão Bancariosdebase para
> bancariosdebase em lists.aktivix.org
>
> Para se cadastrar ou descadastrar via WWW, visite o endereço
> https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase
> ou, via email, envie uma mensagem com a palavra 'help' no assunto ou
> corpo da mensagem para
> bancariosdebase-request em lists.aktivix.org
>
> Você poderá entrar em contato com a pessoa que gerencia a lista pelo
> endereço
> bancariosdebase-owner em lists.aktivix.org
>
> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
> mais específica que "Re: Contents of Bancariosdebase digest..."
>
>
> Tópicos de Hoje:
>
> 1. Re: proposta sistematização tese conecef (Utopia)
>
>
> ----------------------------------------------------------------------
>
> Message: 1
> Date: Mon, 22 Apr 2013 17:09:04 -0700 (PDT)
> From: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> To: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> Cc: douglas MR riBDB <d.ribeirovargas em gmail.com>, ricardo bb sac
> <ricardoflorianopolis em hotmail.com>, Bancários de Base Novo
> <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Subject: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> Message-ID:
> <1366675744.80683.YahooMailClassic em web141002.mail.bf1.yahoo.com>
> Content-Type: text/plain; charset=utf-8
>
> Olá a tod em s!Ok Márcio.Gostaria de "ouvir" a opinião dos demais
> camaradas.Valeu!
>
>
>
>
>
>
> Em seg, 22/4/13, Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br> escreveu:
> De: Márcio Cardoso <marciocarsi em yahoo.com.br>
> Assunto: Re:
> [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
> Cc: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>,
> "douglas MR riBDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>, "ricardo bb sac" <
> ricardoflorianopolis em hotmail.com>
> Data: Segunda-feira, 22 de Abril de 2013, 18:22
>
>
> Meus prezados.
> Tratar-se de uma tese que, na sua apresentação, apresenta o caso do
> Messias como algo particular. Literalmente, transforma o Messias num
> "Messias", isto é, num mártir contra a privatização da CEF e da
> administração privatista do banco. Aborda a questão como uma política do
> governo de perseguir e reprimir pessoas e grupos que lutam contra qualquer
> tipo de ataque do capital contra os bancários.
> Segundamente não há discussão de conjuntura nacional e internacional
> ,me justamente por isso, não apresenta políticas sindicais concretas para
> bancários para enfrentar a crise econômica.
> Porém, o pior de tudo é citar o MNOB que esteja "capitulando" á direita.
> De certa forma,mos camaradas tem razão, mas o CONECEF noa é o local
> apropriado para fazer brigas de correntes, vai desviar o debate e vai ficar
> cada vez mais fácil da Articulação.
> Como nao há tempo hábil para rescrever outra tese, vai isso mesmo. Só
> tiraria esta parte de acusar o MNOB. De capitulação.
> Abraços.
> Márcio
> Acesse www.espacosocialista.orgwww.frentedeoposicaobancaria.org
>
>
>
> Em 22/04/2013, às 01:03, Utopia
> <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
> Olá a tod em s!Envio no corpo do texto proposta de alterações dos comp em s do
> Coletivo Uma Classe.Peço a em s comp em s que respondam assim que possível.
> Temos até amanhã para inscrever a tese.Valeu e até!Messias.
>
> TESE
> DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP)
>
> PARA
> 29º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ?
>
> CONECEF
> 2013
>
>
>
> INTRODUÇÃO
>
> O que nos motivou a unir forças e apresentar uma tese em comum
> nesse fórum, apesar das posições políticas divergentes de cada um dos
> coletivos, acima de tudo, foi a necessidade de expressarmos a unidade
> prática
> que temos estabelecido no último período, lutando contra os emblemáticos
> ataques que nosso movimento vem sofrendo, com destaque para a recente
> tentativa
> de demissão por "Justa Causa" do companheiro Messias Américo da
> Silva, conhecido em todo o movimento sindical por seu comprometimento com
> as
> lutas da categoria e movimentos sociais.
>
> Após a decisão em 1ª instância (na SR Osasco) pela demissão por
> justa causa do companheiro Messias, a indignação de muitos bancários com
> tal
> decisão foi representada em uma série de reuniões com a APCEF e Sindicato,
> onde
> conseguimos pressionar as entidades a saírem de sua postura de silêncio em
> relação ao caso e organizar alguma resposta efetiva à radicalização da
> postura
> da CAIXA em levar à demissão por justa causa quem luta pelos direitos dos
> trabalhadores e pelos direitos dos clientes e usuários de serem atendidos
> dignamente dentro das agências.
>
> Em todo o processo, a linha defendida pelo Sindicato e a APCEF-SP
> tem sido a de tentar reverter a demissão apenas através das negociações
> diretas
> na matriz em Brasília, procurando afastar as ações que pudessem dar maior
> visibilidade ao caso sob o argumento de que isso poderia ?fazer o outro
> lado
> endurecer?. Na nossa opinião, e na de diversos outros ativistas com quem
> debatemos, essa postura responde a outras considerações que estão para
> além da
> análise tática da conjuntura: ou seja, tem a ver, por um lado com a
> estratégia
> mais geral de conciliação por parte de ambas as entidades com a empresa (e
> não
> de enfrentamento) e, por outro lado, tem a ver com não dar visibilidade ao
> caso
> para não ?projetar? uma figura reconhecida da Oposição (o que, sendo assim,
> denotaria uma atitude mesquinha e, obviamente condenável).
>
> É importante ressaltar que a mobilização de setores
> representativos da base e das correntes de oposição em defesa do
> companheiro
> Messias impactaram visivelmente a posição recuada do Sindicato e APCEF, o
> que
> resultou nas poucas ações de maior visibilidade ao ataque que a CAIXA tenta
> perpetrar contra a organização dos trabalhadores, personificado na figura
> da
> demissão do Messias. Ainda que Sindicato e APCEF tenham tentado se
> esquivar de
> todas as maneiras de se comprometer publicamente com a defesa do
> companheiro
> Messias, não puderam se omitir completamente diante da mobilização de base,
> organizada principalmente pelos dois coletivos que assinam essa tese.
>
> Consideramos inaceitável a tentativa de demissão do companheiro
> Messias, um trabalhador com mais de 30 anos de experiência como bancário,
> 20
> desses na Caixa, que ao longo de sua trajetória veio construindo uma
> merecida
> imagem de honestidade e comprometimento com os interesses da categoria e da
> maioria da população. Reverter essa tentativa de golpe perpetrado por
> um gestor local, em perfeita consonância com os desígnios mercadológicos
> que
> orientam a empresa, é hoje a principal tarefa de nosso movimento, além de
> ser
> um ponto de inflexão para nossa organização. Acreditamos totalmente
> na nossa capacidade de reverter esse ataque. Todo êxito que o Sindicato
> obtenha
> nessa questão junto a Brasília, ainda que se diga o contrário, se assenta
> na
> capacidade de resistência e luta que a categoria construiu, e que
> constitui a
> plataforma sobre a qual devemos erguer em um novo patamar as lutas em
> defesa
> dos trabalhadores e da população oprimida em nosso país.
>
> Bom encontro a tod em s!
>
>
>
> BALANÇO DO 28° CONECEF / 2012
>
> De 15
> A 17 de junho de 2012 tivemos em Guarulhos SP, a 28ª edição do CONECEF,
> Congresso
> Nacional dos empregados da CAIXA. Conforme divulgado no site do Sindicato
> dos
> Bancários/SP, no CONECEF de 2012, estiveram presentes 321 delegados (o
> número
> previsto era de 418) de todos os estados do país e do DF. Estiveram
> presentes
> diversas tendências sindicais: Articulação Bancária, CTB, CSD,
> MNOB/CSP-Conlutas, Intersindical, Coletivo Bancários de Base, Coletivo Uma
> Classe e Unidos para Lutar.
>
> Apesar
> do tema central do fórum ter sido a melhoria das condições de trabalho, a
> direção do movimento (Articulação/PT e CTB/PC do B) na verdade sabotou o
> tempo
> todo a organização da luta contra o assédio moral e a opressão crescente
> nos
> locais de trabalho, através de todo tipo de artifício e manobra burocrática
> impedindo o livre debate e controlando todas as deliberações. O fato é que
> as
> duas correntes são governistas e tem uma política que diretamente
> privilegia o
> capital financeiro, ou seja, cúmplices da direção da CAIXA.
>
> Durante
> todo o congresso, a burocracia da CONTRAF/CUT usou o pretexto da Mesa
> Única da Fenaban,
> que é um fator importante de unificação da categoria nacionalmente, para
> justificar na prática o abandono de uma discussão direta com a direção da
> Caixa
> também sobre as cláusulas econômicas que nos afetam em particular, como
> poderia
> ser um plano de recuperação das perdas de mais de 100% acumuladas desde os
> anos
> FHC.
>
> Quanto
> à questão da isonomia, apesar de ter tido que aprovar, a contragosto, a
> realização de um Encontro Nacional pela Isonomia, pela insistência de
> setores
> da base e das correntes de Oposição, a verdade é que isso não alterou em
> nada
> os rumos da campanha salarial do ano passado, em que esta pauta sequer foi
> considerada.
>
> O
> congresso foi um verdadeiro espetáculo de burocratização promovido pelo
> setor
> majoritário. A Articulação bancária, impediu até mesmo a aprovação da
> reivindicação da reposição das perdas salariais desde o governo FHC.
>
> A
> precária divulgação dos congressos na base da categoria e obstáculos
> burocráticos impostos pelas direções, em conjunto com fatores
> conjunturais, vêm
> impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento
> qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente
> necessário o esforço de remar contra a maré. Para os bancários e bancárias,
> muito do que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a
> serem
> conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos negativos de
> conjuntura,
> elementos da situação geral e específica da categoria etc., ou não foram
> conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos.
>
>
>
> LIÇÕES PARA AS CAMPANHAS
> FUTURAS. BALANÇO DA CAMPANHA DE 2012: ORGANIZAÇÃO DE BASE PARA RETOMAR O
> SINDICATO E O CONTROLE DAS GREVES
>
> Sabemos
> que com a força que têm os bancários poderíamos conquistar todas as nossas
> reivindicações. Neste ano, embora, segundo o que diz o Sindicato, mais
> agências
> tenham sido paradas, o ativismo dos bancários em greve diminuiu. Se
> houvesse de
> fato um esforço da direção sindical em direcionar a greve aos interesses
> dos
> trabalhadores, a paralisação não teria atingido apenas as agências, mas as
> áreas
> estratégicas dos principais bancos. Analisando todas as greves dos últimos
> anos, vemos que, quando muito, a direção de nosso sindicato usa a
> paralisação
> das grandes concentrações bancárias apenas como ?moeda de troca? para
> fechar os
> acordos de fim de greve, se preocupando mais em fazer uma greve de fachada
> do
> que de fato colocar peso na organização dos trabalhadores a partir de seus
> locais de trabalho. Com isso, temos uma greve que visa muito mais atingir a
> imagem dos bancos, paralisando o atendimento nas agências, do que o lucro
> do
> sistema financeiro, paralisando suas engrenagens.
>
> A
> Articulação, corrente majoritária no PT e na CUT, e que também é
> majoritária na
> direção do nosso sindicato, atua conscientemente desta forma para preservar
> suas relações políticas e econômicas com o governo Dilma (nosso patrão
> direto,
> no caso da Caixa e do BB) e com os banqueiros. A mesma corrente que dirige
> o
> sindicato de bancários é a corrente em cujo governo os banqueiros têm tido
> os
> maiores lucros de sua história. Na Caixa e no BB, por exemplo,
> ex-sindicalistas
> ocupam postos nas direções dos Fundos de Pensão (Funcef e Previ), que, por
> sua
> vez, atuaram intensamente nos processos de privatização de empresas
> estatais e
> hoje são sócios destas empresas privatizadas.
>
> Em
> relação à Caixa, é necessário falar que a FENAE, entidade que reúne as
> Apcef's,
> é parceira estratégica da PAR seguradora, responsável direta pelo assedio
> moral
> a que somos submetidos diariamente. Trocando em miúdos, nas assembleias há
> sempre nas mesas membros da Apcef, entidade que na Caixa é um braço do
> sindicato e que pratica assedio moral contra os trabalhadores da empresa.
>
> Na
> última campanha salarial,a prioridade era terminar logo a greve para se
> concentrar na campanha de Fernando Haddad/PT. Para acabar com a nossa
> greve em
> 2012, voltaram a reproduzir a manobra de dividir as assembleias por bancos
> e
> facilitar a entrada em peso dos gerentes e fura-greves para quebrar o
> movimento, impedindo a continuidade de uma luta unificada. Luta essa que a
> categoria, principalmente na CAIXA, estava disposta a levar adiante, como
> demonstrou a assembleia de 26/09, onde a vontade dos bancários da CAIXA em
> continuar na greve prevaleceu sobre a ?recomendação? do sindicato em
> aceitar a
> mixaria de proposta, que não contemplava sequer os pontos mais centrais da
> nossa campanha específica, como a contratação de mais funcionários e a
> demanda
> de isonomia.
>
> Em
> resposta a isso, no dia seguinte (27/09) a própria CAIXA com a cristalina
> colaboração e cumplicidade do Sindicato, promoveu um enorme lock-out nas
> agências de toda a cidade para poder conduzir seus gerentes e demais
> fura-greves para a assembleia e decidir o fim de uma greve que eles não
> fizeram. Foi terminada prematuramente uma luta que ainda poderia avançar
> muito.
>
>
>
> A
> possibilidade de uma greve séria passa pela coordenação da luta pela base,
> onde
> sejam os próprios trabalhadores que decidam tudo, da organização da luta
> até as
> negociações com a patronal, reunindo-se a partir de cada local de trabalho
> e
> formando comitês e comandos de greve por região, unindo trabalhadores de
> bancos
> públicos e privados junto aos trabalhadores terceirizados e demais
> categorias
> em luta. Somente com uma greve assim, que ataque realmente o lucro dos
> banqueiros, poderemos conquistar ganhos reais para todos, como
> estabilidade,
> salário e condições de trabalho dignas, com isonomia real e irrestrita de
> direitos e garantias para efetivos e terceirizados, avançando numa grande
> luta
> pela efetivação de todos os terceirizados, pelo fim do trabalho precário.
> Neste
> ítem, o coletivo Uma Classe defende a incorporação, sem concurso público,
> de
> todos os terceirizados de forma incondicional ao quadro de funcionários da
> CAIXA. Parte do coletivo Bancários de Base tem acordo com esta proposta, os
> demais defendem uma pontuação pré-concedida como bônus aos terceirizados na
> realização do concurso público.
>
> Uma
> resposta de força da organização dos trabalhadores deve ser dada para
> enfrentar
> a crise econômica que já está aí e já é uma realidade no Brasil, e que, no
> cenário mais provável, tende a se agravar nos próximos anos. As milhares de
> demissões no Itaú e em diversos outros setores, e, no caso da CAIXA, a
> precarização do trabalho via correspondentes e lotéricos, que não só
> esconde a
> paulatina privatização da empresa como fortalece uma política
> discriminatória
> que nega atendimento à população mais pobre, devem ser entendidas como
> respostas da patronal e do governo à crise. Esse quadro geral é o que está
> por
> trás do discurso do governo e da patronal sobre ?competitividade?, que nada
> mais é do que uma nova tentativa de descarregar sobre as costas dos
> trabalhadores o peso da crise econômica.
>
> Nos
> últimos tempos acompanhamos um ritmo de aceleração dos ataques aos
> trabalhadores em diversos setores e categorias, onde o governo, apesar da
> propaganda pelo ?social?, é protagonista direto de uma política que
> favorece
> sobretudo os grandes empresários. Não tem sido diferente no setor bancário:
> ondas de demissões no Itaú, no Santander, e perseguições e processos de
> demissão políticos na CAIXA e no Banco do Brasil. No caso dos dois últimos,
> cipeiros e delegados sindicais estão sendo perseguidos e ameaçados de
> demissão
> por justa causa e não é por acaso que as perseguições e tentativas de calar
> aqueles que lutam estejam se intensificando. Minar as referências de luta
> e de
> organização dos trabalhadores neste momento já é preparar terreno para
> futuros
> e cada vez mais graves ataques aos direitos e conquistas de todos os
> trabalhadores.
>
> Para
> enfrentá-los e dar uma resposta à altura, precisaremos de uma ampla
> mobilização
> a partir da base, e que as correntes de Oposição em nosso sindicato se
> unifiquem sobre a base de um programa classista. Para isso, será necessário
> superar todo rotineirismo e adaptação passiva ao jogo de cartas marcadas
> montado pela direção petista, que infelizmente é o que vem marcando a
> atuação
> da maioria da oposição, em particular do MNOB/Conlutas que é a principal e
> por
> isso carrega a maior responsabilidade. Ao contrário disso, o que vemos
> hoje na
> atuação desta corrente é que esses continuam sem fazer uma clara e
> consistente
> defesa dos trabalhadores terceirizados, sem travar uma luta séria para que
> a
> base dos trabalhadores tenha direito a voz nas suas assembleias (se
> limitando
> aos acordos com a burocracia que garantem apenas falas para as centrais
> sindicais)
> e sem o combate por uma real unificação entre trabalhadores dos bancos
> públicos
> e privados, junto às demais categorias em luta.
>
> Na
> Caixa, onde, por diversas circunstâncias, ainda existe um ativismo maior,
> as
> assembleias dos dias 26 e 27/09 deixaram mais do que claro que a direção do
> nosso sindicato não possui mais nenhum apoio da base da categoria e não
> seria
> capaz de encerrar a greve sem o apoio da empresa. Já é tempo de lutarmos
> para
> que esta base, organizada a partir de cada local de trabalho, junto aos
> trabalhadores dos demais bancos, detenha o controle do seu sindicato e de
> sua
> luta.
>
> Nada
> é impossível de mudar
>
> (Bertold
> Brecht)
>
>
>
> Nada é impossível mudar
>
> Desconfiai do mais trivial,
>
> na aparência singelo.
>
> E examinai, sobretudo, o que parece
> habitual.
>
> Suplicamos expressamente:
>
> não aceiteis o que é de hábito como
> coisa natural,
>
> pois em tempo de desordem sangrenta,
>
> de confusão organizada,
>
> de arbitrariedade consciente,
>
> de humanidade desumanizada,
>
> nada deve parecer natural
>
> nada deve parecer impossível de mudar.
>
>
>
> A GREVE QUE PRECISAMOS
>
> Se os
> bancos continuam tendo lucros bilionários, que aumentam ano a ano, nossos
> salários são achatados pela inflação, nossos benefícios e direitos são
> retirados, as condições de trabalho pioram cada vez mais, aumenta o volume
> de
> serviço, as metas, o assédio moral, as ameaças, demissões, o adoecimento,
> as
> lesões, o stress... A saída para isso É GREVE! Só pela organização e luta
> coletiva podemos recompor nossos salários, recuperar nossos direitos e
> melhorar
> as condições de trabalho! É importante insistirmos nisto.
>
> - Piso
> salarial, em todos os bancos, suficiente para as necessidades vitais
> básicas de
> um trabalhador e sua família. O próprio DIEESE, órgão satélite do Governo/
> PT/
> CUT, estipula por baixo um valor de cerca de 2800,00.
>
> - Por
> um plano de reposição das perdas salariais, na Caixa, estimada em 100%.
>
> -
> Garantia de emprego aos bancários, especialmente nos bancos privados.
>
> -
> Assinatura da convenção 158 da OIT, Delegados Sindicais em todos os Bancos.
> Avançar para uma verdadeira organização de base, com comissões eleitas em
> todas
> as unidades, com representantes dos trabalhadores efetivos, terceirizados e
> estagiários, capaz de paralisar efetivamente as unidades nos momentos de
> greve,
> e de defender condições de trabalho dignas para todos.
>
> -
> Isonomia já! Plano de Carreira discutido com a categoria para todos, sem
> redução de direitos, contra as mesas de enrolação permanente e ações
> parlamentares sempre engavetadas.
>
> -
> Jornada de 6 horas para todos sem redução de salário.
>
> - Mais
> contratações e mais trabalhadores nas agências.
>
> - Fim
> da terceirização e dos correspondentes bancários.
>
> -
> Contra o assédio moral e qualquer forma de opressão nos locais de trabalho.
>
> - Fim
> das metas! Bancário não é vendedor! Somos prestadores de serviços e
> precisamos
> de melhores condições de trabalho.
>
> -
> Paridade entre ativos e aposentados (direitos e benefícios iguais).
>
> -
> Incorporação da PLR ao salário, incidindo em todos os benefícios.
>
>
>
> O PAPEL DOS BANCOS
> PÚBLICOS ? CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
>
> Assim,
> a Caixa Econômica Federal vem implementando diversas políticas, na mesma
> linha
> dos bancos privados, para otimizar seus recursos (inclusive humanos) e
> obter
> lucros estrondosos, com a vantagem de utilizar o marketing de banco
> público e
> social.
>
> As
> estratégias para promover a lucratividade da empresa extrapolam o discurso
> ético que o banco imprime, por exemplo, em suas ?belas propagandas?
> exibidas
> nos horários nobres nas telinhas do povo brasileiro.
>
> No
> último período esse processo se aprofundou com a criação dos novos modelos
> de
> atendimento nos chamados Pontos de Venda (PEATE). Tal medida está inserida
> num
> processo mais amplo de reestruturação que vimos se aprofundar e que
> extinguiu
> várias áreas meio e reordenou os cargos comissionados, prejudicando muitos
> funcionários. Com a justificativa de reduzir as filas, mas sem a melhoria
> dos
> processos e sistemas e sem o que seria fundamental que é o aumento do
> quadro de
> funcionários, o modelo se mostra artificial e desastroso.
>
> As
> filas são camufladas empurrando-se as demandas para as ?células de apoio?,
> onde
> funcionários se desdobram para dar conta das pilhas de processos a serem
> executados. Inclui-se a expansão de correspondentes bancários,
> habitacionais e
> a pressão para empurrar clientes pobres para esses correspondentes a fim
> de não
> atrapalhar os ?negócios? nos ?pontos de venda?. A maioria dos contratos
> habitacionais já são concedidos pelos correspondentes que flexibilizam a
> concessão de crédito e recebem um bom comissionamento para fechar
> contratos. Os
> funcionários são pressionados a encaminhar as demandas para os
> correspondentes
> de forma explícita ou camuflada. O excesso de serviço torna impossível dar
> conta da demanda e faz com que a única alternativa aparente seja orientar o
> cliente a procurar um correspondente.
>
> E
> assim se operam as novas formas de privatização do principal banco público
> do
> país, precarizando cada vez mais postos de trabalho e transferindo ao
> controle
> privado importantes recursos públicos. Um processo que encontra referência
> na
> resposta da patronal à crise de 2008: com a justificativa de ?salvar
> empregos?,
> a máxima capitalista e burguesa de socialização dos prejuízos e
> privatização
> dos lucros mais uma vez se deu e continua se dando de forma concreta, com o
> governo salvando bancos e outras corporações com a utilização de dinheiro
> público, seja nos incentivos e renúncia fiscais ou na injeção direta de
> recursos.
>
> COM
> ISSO, NÃO PODEMOS ABRIR MÃO DO DEBATE COM A CLASSE TRABALHADORA E A
> SOCIEDADE
> EM GERAL SOBRE A NECESSIDADE DA ESTATIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO.
>
>
>
>
>
>
> --- Em sáb, 20/4/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
> De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [Bancariosdebase] proposta sistematização tese conecef
> Para: "Márcio Cardoso" <marciocarsi em yahoo.com.br>
> Cc: "Bancários de
> Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>, "douglas MR riBDB" <
> d.ribeirovargas em gmail.com>, "ricardo bb sac" <
> ricardoflorianopolis em hotmail.com>
> Data: Sábado, 20 de Abril de 2013, 20:50
>
> Olá a tod em s!Márcio, envio no corpo conforme pedido. Peço aos demais
> camaradas informar se receberam como anexo, pois pode ser da máquina e não
> do "bios".Valeu!Messias.
> Observação importante: Assim como nós, conecef não e consenso no Coletivo
> Uma Classe. Eles devem definir até amanhã. Significa que é isto por
> enquanto, uma proposta em debate com eles. Caso decidam não ir, a proposta
> não será a mesma.
> TESE
> DO COLETIVO BANCÁRIOS DE BASE (SP) E DO COLETIVO UMA CLASSE (SP) PARA 29º
> CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ? CONECEF 2013
>
>
>
>
> INTRODUÇÃO
>
> A presente tese é fruto
> dos debates acumulados no último período pelos militantes/simpatizantes do
> Coletivo Bancários de Base e do Coletivo Uma Classe, estruturados no
> exercício teórico sempre conjugado com a prática do cotidiano de trabalho
> e militância. O esforço de concretizá-la e apresentá-la como contribuição
> para
> o debate do 29º CONECEF é a expressão de nossos anseios em redemocratizar e
> ampliar a participação dos trabalhadores da Caixa nos fóruns do movimento
> sindical (o que no passado já foi uma realidade mais afirmativa, do ponto
> de
> vista da classe trabalhadora).
> A precária divulgação dos congressos na base e os obstáculos burocráticos
> impostos pelas direções, em conjunto com fatores conjunturais,
> infelizmente vêm
> impedindo uma ampliação do número de participantes e um aprofundamento
> qualitativo do debate para a luta da categoria. Avaliamos como altamente
> necessário o esforço de remar contra a maré, até porque a História já nos
> provou ser a resistência também uma forma de
> transformação. Infelizmente, para os bancários e bancárias, muito do
> que se questionou e foi apresentado como pontos necessários a serem
> conquistados por nós no 28º CONECEF, como apontamentos
> negativos de conjuntura, elementos da situação geral e específica da
> categoria,
> etc., ou não foram conquistados, ou pior, sofreram aprofundamentos na sua
> perversidade. Isto nos obriga a sermos repetitivos em algumas
> abordagens.
> Portanto não só estamos patinando em vários itens de interesse da
> categoria, como lamentavelmente estamos regredindo em outros. Isto é real.
>
> Bom Encontro a Tod em s
> !!!
>
>
>
> BALANÇO
> DO 28º CONECEF
>
> BALANÇO DO CONECEF 2012.
> MAIS DO MESMO ATÉ QUANDO?
>
>
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> Fim da Digest Bancariosdebase, volume 40, assunto 35
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