[Bancariosdebase] rascunho em defesa do messias

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Fevereiro 2 21:00:00 UTC 2013


  Segue rascunho do texto em defesa do Messias, para divulgação
ampla na internet.
 Daniel
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! 
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! 
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
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	EM DEFESA DO MESSIAS 
	O bancário Messias Américo da Silva é demitido pela Caixa
Econômica  

	por querer atender a população 
	Ao contrário do que diz a publicidade dos bancos públicos, como o
“Bom para todos” do Banco do Brasil ou “vem pra caixa você
também”, da Caixa Econômica, essas empresas buscam cada vez mais
expulsar a população das suas agências. 

	            Só interessam aos bancos aqueles para quem podem vender
“produtos”, como seguros, cartões de crédito, empréstimos, etc.
Os trabalhadores em geral, chamados de “usuários”, que precisam
de serviços bancários, como pagar uma conta de água ou luz, fazer
um depósito para parentes, receber uma aposentadoria, etc., são
empurrados para os chamados “correspondentes bancários”, como
correios, lotéricas, supermercados, farmácias, etc. Essa política
vitima tanto os próprios trabalhadores dos bancos como os clientes e
usuários em geral. 

	            De um lado, os funcionários são pressionados com a meta
de vender os tais “produtos” bancários, condição única para
que possam subir na carreira, num espírito de competição que
inclusive vicia a atmosfera de trabalho e mina as possíveis
relações de amizade e camaradagem. Para vender, é preciso recorrer
a métodos questionáveis, como a “venda casada”, que chantageia o
clientes para que compre um “produto” como seguro ou outro como
condição para que possa ter acesso ao serviço de que realmente
necessita, como um empréstimo ou abrir uma simples conta para receber
salário. Oficialmente, claro, os bancos negam a prática da venda
casada e a condenam nos seus “manuais de ética”, mas todos,
funcionários e clientes, sabem que acontece. 

	            O que está por trás disso é o projeto de retirar dos
bancos qualquer tipo de função social. Os bancos públicos já
estão privatizados “por dentro”. Seu objetivo é o lucro a
qualquer custo, e esse lucro vai para seus gerentes, superintendentes
e diretores (e para o partido que estiver no governo de plantão, que
controla o Tesouro Nacional), que recebem bônus milionários,
enquanto que os bancários recebem apenas sobrecarga de serviço e
cobrança de metas. Esse projeto de privatização “por dentro”
já está em curso desde o governo FHC e continua nos governos do PT
de Lula e Dilma. 

	            De outro lado essa política prejudica também a
população em geral, de diversas formas. Primeiro, em nome da
redução de custos, há sempre menos funcionários do que o
necessário para atender a demanda, de modo que as filas são enormes.
Segundo, os clientes são obrigados a pagar tarifas abusivas e juros
extorsivos, ou comprar “produtos” de que não necessitam. 

	            Quem se atreve a contestar essa política, defendendo os
interesses dos funcionários e da população em geral acaba sendo
demitido. O funcionário Messias Américo da Silva, trabalhador da
Caixa Econômica há 23 anos, figura histórica e reconhecida por 
toda a categoria bancária e pela população da cidade de Osasco-SP,
onde trabalha, foi demitido no dia 31 de janeiro de 2013 justamente
por querer fazer o seu trabalho, ou seja, querer atender a
população. 

	            A determinação da gerência (não oficial, é claro),
é de que os trabalhadores que precisam receber um abono do PIS,
seguro desemprego ou FGTS, serviços sociais prestados apenas pela
Caixa Econômica, sejam impedidos de entrar na agência, e usem os
caixas eletrônicos, lotéricas (onde todo dia ocorre um assalto,
coisa que não é divulgada) ou outros “correspondentes”. 

	            Por não ser conivente com essa determinação, e também
por sua trajetória de luta em defesa dos trabalhadores da Caixa, nas
campanhas salariais, e nas diversas reestruturações que implantaram
a privatização “por dentro”, Messias vem sendo perseguido há
anos pela gerência e pela cúpula do banco. Uma série de processos
administrativos sem nenhum fato específico e determinado a ser
investigado foram montados com base em avaliações subjetivas de
“comportamento”. O mais recente desses processos terminou com a
demissão, mesmo sem ter provas de acusação e ignorando a
documentação apresentada pela defesa. Como num processo da
Inquisição a sentença já estava pronta antes mesmo da
investigação começar. 

	            Fica muito claro que o objetivo desde o início era
remover qualquer obstáculo ao processo de privatização,
precarização do atendimento e deterioração das condições de
trabalho dos funcionários. Os interesses da população e dos
funcionários não cabem nos cálculos daqueles que mandam na empresa
e no país. Estão determinados a aplicar esse projeto passando por
cima dos direitos dos trabalhadores e da população, e daqueles que
os defendem. 

	            A demissão é um ataque não apenas ao indivíduo, mas a
toda a categoria bancária, àqueles que organizam a resistência.
Esse ataque é parte de uma ofensiva geral que está em curso no país
contra os grevistas, manifestantes, militantes, dissidentes, àqueles
que ousam dizer que há algo errado no país que é uma das maiores
economias do mundo, que vai sediar a Copa e as Olimpíadas, etc., mas
que mantém ainda a maior parte da sua população na miséria. 

	            Não podemos aceitar esse ataque! A defesa do companheiro
Messias e a luta para reverter a demissão é parte da luta maior e
geral pelos direitos democráticos, pelo direito de greve e de
manifestação, por séricos públicos de qualidade, por bancos
públicos a serviço da maioria da população, por um melhor
atendimento e por melhores condições de trabalho. 

	            - Reverter imediatamente a demissão! 

	            - Contra a perseguição aos ativistas e lutadores! 

	            - Em defesa da organização dos trabalhadores! 


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