[Bancariosdebase] contra a demissão do bancário Messias!

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Sábado Fevereiro 16 09:29:39 UTC 2013


   Olá amig em s
 Segue texto da campanha contra a demissão do companheiro Messias
pela Caixa Econômica Federal, da página do coleitvo Bancários de
Base - SP (http://www.bancariosdebasesp.blogspot.com.br/ [1]). Vamos
divulgar por todos os meios possíveis e barrar essa demissão
absurda!
 Daniel
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! 
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! 
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
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	CONTRA A DEMISSÃO DO MESSIAS! 
	O bancário Messias Américo da Silva é demitido pela Caixa
Econômica  

	por querer atender a população 
	Ao contrário do que diz a publicidade dos bancos públicos, como o
“Bom para todos” do Banco do Brasil ou “vem pra caixa você
também”, da Caixa Econômica, essas empresas buscam cada vez mais
expulsar a população das suas agências.  

	Só interessam aos bancos aqueles para quem podem vender
“produtos”, como seguros, cartões de crédito, empréstimos, etc.
Os trabalhadores em geral, chamados de “usuários”, que precisam
de serviços bancários, como pagar uma conta de água ou luz, fazer
um depósito para parentes, receber uma aposentadoria, etc., são
empurrados para os chamados “correspondentes bancários”, como
correios, lotéricas, supermercados, farmácias, etc. Essa política
discriminatória vitima tanto os próprios trabalhadores dos bancos
como os clientes e usuários em geral.  

	De um lado, os funcionários são pressionados com a meta de vender
os tais “produtos” bancários, condição única para que possam
subir na carreira, num espírito de competição que inclusive vicia a
atmosfera de trabalho e mina as possíveis relações de amizade e
camaradagem. Para vender, é preciso recorrer a métodos
questionáveis, como a “venda casada”, que chantageia os clientes
para que comprem “produtos” como seguro ou outro como condição
para que possam ter acesso aos serviços de que realmente necessitam,
como um empréstimo ou abrir uma simples conta para receber salário.
Oficialmente, claro, os bancos negam a prática da venda casada e a
condenam nos seus “manuais de ética”, mas todos, funcionários e
clientes, sabem que acontece.  

	O que está por trás disso é o projeto de retirar dos bancos
qualquer tipo de função social. Os bancos públicos já estão
privatizados “por dentro”. Seu objetivo é o lucro a qualquer
custo, cuja maior parte vai para o Tesouro Nacional, que seja qual for
o partido de plantão no governo, destina por sua vez a maior fatia
(cerca de 50%) para o pagamento da dívida pública (fraudulenta); e a
menor parte para seus gerentes, superintendentes e diretores, que
recebem bônus milionários, enquanto que os bancários recebem apenas
sobrecarga de serviço e cobrança de metas. Esse projeto de
privatização “por dentro” já está em curso desde o governo FHC
e continua nos governos do PT de Lula e Dilma.  

	De outro lado, essa política prejudica também a população em
geral, de diversas formas. Primeiro, em nome da redução de custos,
há sempre menos funcionários do que o necessário para atender a
demanda, de modo que as filas são enormes. Segundo, os clientes são
obrigados a pagar tarifas abusivas e juros extorsivos, ou comprar
“produtos” de que não necessitam. Ou ainda, são empurrados para
os caixas eletrônicos e correspondentes bancários, onde as filas
são também enormes e também são grandes os riscos de fraudes,
golpes, assaltos, já que nesses estabelecimentos não há vigilantes,
porta com detector de metais, etc. 

	Quem se atreve a contestar essa política, defendendo os interesses
dos funcionários e da população em geral, acaba sendo punido. O
funcionário Messias Américo da Silva, trabalhador da Caixa
Econômica há 23 anos, figura histórica e reconhecida por toda a
categoria bancária e pela população da cidade de Osasco-SP, onde
trabalha, foi demitido no dia 31 de janeiro de 2013 justamente por
querer fazer o seu trabalho, ou seja, querer atender a população.  

	A determinação da Caixa (não oficial, é claro), é de que os
trabalhadores que precisam receber um abono do PIS, seguro desemprego
ou FGTS, serviços sociais prestados apenas pela Caixa Econômica,
sejam impedidos de entrar na agência, e usem os caixas eletrônicos,
lotéricas (onde todo dia ocorre um assalto, coisa que não é
divulgada) ou outros “correspondentes”. E se não tiverem o
“cartão do cidadão”, colocado pela Caixa como uma verdadeira
panaceia que resolveria todos os problemas de atendimento, ficam a
mercê da “sorte”ou da “boa vontade’ do gestor. Na maioria das
vezes, o trabalhador é obrigado a esperar “chegar o cartão”,
para depois receber o seu PIS, Seguro desemprego ou FGTS. Caso queiram
ainda assim entrar na agência, são obrigados a comprar um "produto".
O objetivo é discriminar uma parte da população, que não interessa
aos gerentes atender, como se essa população não tivesse direito a
serviços bancários. 

	Por não ser conivente com essa discriminação, por lutar para que
todos os clientes e usuários tenham tratamento igual, por
simplesmente atender a população que o procura no seu guichê, e
também por sua trajetória de luta em defesa dos trabalhadores da
Caixa, nas campanhas salariais, e nas diversas reestruturações que
implantaram a privatização “por dentro”, o funcionário Messias
Américo da Silva vem sendo perseguido há anos. Uma série de
processos administrativos sem nenhum fato específico e determinado a
ser investigado foram montados com base em avaliações subjetivas de
“comportamento”. O mais recente desses processos terminou com a
demissão, mesmo sem ter provas de acusação e ignorando a
documentação apresentada pela defesa. Como num processo da
Inquisição, a sentença já estava pronta antes mesmo da
investigação começar. 

	Fica muito claro que o objetivo desde o início era remover qualquer
obstáculo ao processo de privatização, precarização do
atendimento e deterioração das condições de trabalho dos
funcionários. Os interesses da população e dos funcionários não
cabem nos cálculos daqueles que mandam na empresa e no país. 

	Para enfrentar a demissão, seja pela via administrativa ou judicial,
não basta apenas ter uma defesa impecável, pois como vimos, a
empresa simplesmente ignorou as provas. É preciso uma ampla campanha
que denuncie para a população em geral o escândalo desta demissão,
das atuais condições de trabalho nos bancos, do atendimento nas
agências e da privatização dos bancos públicos por dentro. O dever
de defender o bancário, ativista e delegado, é do conjunto dos
Movimentos Sociais. Porém, a responsabilidade maior dessa campanha
caberia ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e
a APCEF, Associação dos Empregados da Caixa. Desde a instauração
do processo, em setembro de 2012, estamos fazendo a exigência de que
o sindicato mobilize todos os seus recursos, não apenas jurídicos,
mas de comunicação, de militância, de pressão, etc., para
enfrentar a Caixa, jogar a discussão para a imprensa, atingir a
opinião pública em geral e reverter esse ataque. 

	A demissão é um ataque não apenas ao indivíduo, mas a toda a
categoria bancária, àqueles que organizam a resistência contra os
abusos da patronal. Esse ataque é parte de uma ofensiva geral que
está em curso no país contra os grevistas, manifestantes,
militantes, dissidentes, àqueles que ousam dizer que há algo errado
no país, que é uma das maiores economias do mundo, que vai sediar a
Copa e as Olimpíadas, etc., mas que mantém ainda a maior parte da
sua população na miséria. Para lutar por melhores condições de
vida, é preciso garantir o direito básico de lutar, de se organizar,
de se expressar, de criticar e divergir. É esse direito de todos nós
que está sendo ameaçado com a demissão. 

	Para reverter esse ataque, é preciso criar uma pressão contra a
Caixa e para isso pedimos a todos que:  

	- distribuam esse texto em todas as suas listas de contatos e redes
sociais, blogs, jornais, mídia alternativa, etc.,  

	- discutam a moção de repúdio abaixo nas suas entidades
representativas, sindicatos, associações, etc., e a reenviem para os
endereços indicados também abaixo. 

	- imprimam a moção de repúdio abaixo e circulem como
abaixo-assinado; sobre como enviar o abaixo-assinado, escrever para:
bancariosdebase em yahoo.com.br;  

	- encham a Ouvidoria Caixa (fone: 0800 725 7474) de reclamações por
essa demissão escandalosa; 

	Não podemos aceitar esse ataque! A defesa do companheiro Messias e a
luta para reverter a demissão é parte da luta maior e geral pelos
direitos democráticos, pelo direito de greve e de manifestação, por
serviços públicos de qualidade, por bancos públicos a serviço da
maioria da população, contra a discriminação aos usuários e
trabalhadores de baixa renda, por um melhor atendimento e por melhores
condições de trabalho.  

	- Reverter imediatamente a demissão!  

	- Contra a perseguição aos ativistas e lutadores!  

	- Em defesa da organização dos trabalhadores!  
	Coletivo Bancários de Base – SP 

	Fevereiro de 2013 
	MOÇÃO DE REPÚDIO À CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 
	O delegado sindical e ativista Messias Américo da Silva, trabalhador
da Caixa Econômica Federal com 23 anos de empresa, recebeu
notificação nesta data de rescisão de contrato de trabalho por
justa causa, em 1ª instância administrativa. 

	O companheiro Messias é integrante do grupo de Oposição Coletivo
Bancários de Base, e foi processado administrativamente 3 vezes nos
últimos 4 anos, tendo os dois primeiros processos sido arquivados por
falta de provas. Os processos não se referem a nenhum fato objetivo
que configure infração de normativos da empresa, mas ao
"comportamento" do funcionário, que é avaliado subjetivamente. Sem
justificativa concreta, os processos anteriores foram arquivados, mas
desta vez a Caixa ignorou a falta de provas. Ainda que caiba recurso
no âmbito administrativo, fica evidenciado que muito mais do que
jurídica, a questão é de caráter político.  

	Trata-se de mais um atentado a livre organização dos trabalhadores,
pois o companheiro é notório ativista atuante na região de Osasco,
que é abrangida pela base do Sindicato de Sao Paulo. É importante
salientar que não se trata apenas de um ataque pessoal ao ativista
sindical. O objetivo claro é atingir a categoria como um todo,
punindo com demissão todo e qualquer bancária e bancário que ousar
ter posicionamento contrário às arbitrariedades dos banqueiros e
governo. Esse ataque atinge a todos os trabalhadores, não apenas aos
bancários, mas a todos que se mobilizam por melhores condições de
vida e de trabalho.  

	Manifestamos nosso repúdio à Caixa Econômica Federal pelo atentado
à organização dos trabalhadores! Nesse sentido, reivindicamos o
imediato arquivamento do processo! 

	Abaixo a repressão! 

	Abaixo a perseguição aos ativistas e lutadores! 

	Viva a organização dos trabalhadores! 
	Enviar a moção para os seguintes e-mails: 
	Superintendência da Caixa: 

	sr3727sp em caixa.gov.br e sr3727sp01 em caixa.gov.br  
	Assessoria de imprensa da Caixa: 

	imprensa em caixa.gov.br  
	Com cópia para: 

	bancariosdebase em yahoo.com.br  

	folhabancaria em spbancarios.com.br  

	imprensa em apcef.org.br  

	imprensa em fenae.org.br  

	utopia_s em yahoo.com.br  


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