[Bancariosdebase] Fwd: [Frente Nacional de Oposição Bancária] Denúncia da FNOB ao plano do BB no DF

Márcio Cardoso da Silva marciocarsi em gmail.com
Sábado Fevereiro 16 10:32:19 UTC 2013


Penso que "unidade" que pende, de alguma forma, em favor do governo não é unidade. O que os companheiros acham?

Márcio.

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Início da mensagem encaminhada

> De: MATHEUS DA SILVA CRESPO <m.crespo em ig.com.br>
> Data: 14 de fevereiro de 2013 23:32:48 BRST
> Para: frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br, FNOB em yahoogrupos.com.br
> Assunto: [Frente Nacional de Oposição Bancária] Denúncia da FNOB ao plano do BB no DF
> Responder A: frentedeoposicaobancaria em yahoogrupos.com.br
> 
> Segue abaixo a proposta que nós, em nome da FNOB do DF, apresentamos como proposta de material da Chapa 3 aqui em Brasília. Por linha do PSOL/Intersindical as referências à Dilma foram suprimidas, oportunistamente, mas o restante do conteúdo foi mantido. Foi com este material que interviemos na "plenária" ocorrida aqui na semana passada e que panfleteamos por dentro nos principais prédios.
> 
> 
> Abraço a todos!
> 
> Matheus Crespo 
> 
> 
> "Ruim para Todos". BB quer cortar salários e manter jornada de 8 horas!
> 
>                 O Banco do Brasil apresentou a íntegra do novo plano de funções comissionadas de 6 horas para o movimento sindical, e no mesmo dia o implantou goela abaixo, sem discussão nem negociação. A Instrução Normativa 917-1 organiza as funções previstas em dois planos: (I) de funções gratificadas, com jornada de 6 horas; e (II) de funções de confiança, sujeitos à jornada de 8 horas e/ou não sujeitos ao controle de jornada.
> 
>                 No plano I, estão enquadradas as funções consideradas pelo BB como de apoio operacional e técnico, o que envolve assistente A e B, tanto em unidades de negócios como de apoio. Também estarão sujeitos à jornada de 6 horas os empregados que detinham a função de analista A e B, em unidade de apoio ou unidade tática, assessor júnior, em unidade estratégica, e analista de CA, além da evidente manutenção da situação funcional dos atendentes de CA. De maneira geral, as demais funções permanecerão com previsão de jornada de 8 horas.
> 
>                 Apesar de ter se originado de uma reivindicação da categoria, de exigir que se cumprisse a jornada bancária de 6 horas para todos, com o pagamento da 7a e 8a horas trabalhadas como hora-extra, este plano do BB faz tudo completamente ao contrário. Muitos bancários seguirão submetidos à ilegalidade de trabalhar 8 horas, tendo que "espontaneamente" aderir a uma velha função com nome novo, para tentar afastar o direito às horas-extras a que o colega tem direito, e que a maioria vem ganhando na Justiça.
> 
>                 E, aos que reduzirem sua jornada de 8h para 6h, haverá redução de salário, como se reduzir a jornada fosse um favor ou um privilégio, que devesse ter um custo! 22 mil colegas deverão ter seu salário reduzido imediatamente! E outros milhares terão seu salário mantido apenas provisoriamente, por conta de uma verba chamada de "Ajuste do Plano de Funções", que irá sendo extinta à medida que o bancário ganhe qualquer reajuste salarial, produto de uma promoção ou até mesmo do reajuste da inflação.
> 
>                 Quer dizer: perde o bancário que seguir com 8h (ao não ter seu direito às 6h reconhecido; e no salário reduzido em médio prazo, com a extinção gradual do “Ajuste”, e com a ameaça de ser descomissionado para o comissionamento de alguém “mais barato” no lugar); e perde o bancário que migrar para 6h (pois perderá imediatamente e também mais ainda a médio prazo). A função pode ser diminuída em até 31,25% do seu valor, com  redução salarial total de cerca de 15%! Entre os que mais perdem, estão os funcionários mais antigos, que têm mais benefícios incorporados ao salário e, portanto mais dependerão da verba do "Ajuste do Plano de Funções", que desaparecerá aos poucos. 
> 
>                 Outra parte do pacotão produzido pelo governo Dilma e divulgado pelo BB é a imposição da jornada de 6h e 15 min aos trabalhadores, com o intervalo de 15min sendo considerado extra-jornada, diferentemente da CEF, por exemplo, em que este intervalo é intra-jornada. Tal medida, por mais que pareça secundária, é mais uma prova que o BB de Dilma não é capaz de conceder um minuto sequer aos trabalhadores, caso possa transformá-lo em mais um minuto de exploração. No fundo, ninguém terá jornada de 6h, verdadeiramente!
> 
> Sindicato, cuja Chapa 1 é proposta de continuidade, comemora ataque aos trabalhadores!
> 
>                 Por mais incrível que pareça, apesar de todos oa ataques impostos pelo plano do BB, o sindicato de bancários de Brasília, de onde foi gestada a Chapa 1 que concorre a reeleição, escreveu em seu site, no mesmo dia 28/01 em que o banco jogava esta bomba sobre os bancários: “Pressão dos trabalhadores faz BB reconhecer ilegalidade e criar mais de 20 mil cargos com jornada de 6 horas”! Uma festa com confetes e banda de música para festejar a perda de salário de dezenas de milhares de empregados!
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>                 O sindicato  e a Chapa 1 não fizeram nada para preparar a resistência dos trabalhadores a esta agressão, e agora divulgam apenas que "estarão dialogando com os colegas e à disposição para esclarecimentos". Ora, foram estes mesmos diretores que permitiram que as 6 horas fossem letra morta nas últimas campanhas salariais e foram cúmplices da direção do BB quando ela explorava ilegalmente a jornada dos bancários!
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> Chapa 3 - oposição, propõe resistir aos ataques de Dilma/BB e barrar o Plano de reestruturação
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>                 A "Chapa 3 - Independência, Transparência e Luta" convoca os bancários a resistirem a este plano. Não há mais nada que precise ser dito para que concluamos que este é um grave e histórico ataque aos trabalhadores. Não assistiremos sentados à manutenção da jornada de 8horas para muitos colegas, à redução salarial generalizada e a maiores desigualdades e ataques à isonomia. Nem lavaremos as mãos, fazendo de conta que o problema não é nosso!
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>                 Os trabalhadores não devem assinar este acordo até que não haja nenhuma outra possibilidade. Exigimos que o sindicato ingresse com uma medida judicial para sustar este processo ilegal imediatamente, e chamamos a todos a se manifestarem e lutarem contra a implementação deste plano. A "Chapa 3 - Independência, Transparência e Luta" também defende que construamos lutas por todo o Brasil, culminando com a proposta de paralisação do BB até a revogação desta agressão que afetará a todos os funcionários, ainda que não diretamente e de forma imediata. Não podemos ter dúvidas: este é um plano "Ruim para Todos!".
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