[Bancariosdebase] Fwd: ELEIÇÕES CAREF - A essência da democracia formal dos patrões.
Márcio Cardoso
marciocarsi em yahoo.com.br
Quinta Julho 18 17:35:34 UTC 2013
Camaradas.
Segue , com muito atraso, o texto que escrevi sobre a eleição do CAREF, que é m representante "dos trabalhadores" no conselho de administração do banco. Detalhe é que o banco se esforçou para deixar claro de que o CAREF não poderá participar das discussões que envolvam os interesses dos trabalhadores diretamente.
Tentei fazer um vínculo com o resultado da eleição , com as eleições gerais , dando o caráter da democracia burguesa formal; e da necessidade de implantar uma democracia concreta dos trabalhadores.
Um forte abraços.
Márcio.
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> Prezados colegas.
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> Antes de escrever sobre o tema, vejamos o resultado definitivo do segundo turno do pleito para o CAREF:
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> 1º - Abstenções: 34.070 (29,2%)
> 2º - Nulo: 26.117 (22,4%)
> 3 - Rafael Vieira de Matos 21.081(18,1%)
> 4º -Roanldo Zeni 18.008 (15,5%)
> 5º - Branco: 17.198 (14,8%).
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> Total de eleitores: 116.474.
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> O que estes números querem dizer? Mais de 66% do funcionalismo não acredita no processo de eleição do CAREF, não acredita que se vá mudar alguma coisa com isso, e que a vontade de mais de 3/5 do funcionalismo não será levada em consideração; mas de somente 18,1% do funcionalismo.
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> Daí vem outra pergunta: como se é possível que num "processo democrático" a minoria se sobrepõe a maioria? É por que é essa a essência da democracia formal: considera-se apenas válido os votos que, formalmente/juridicamente aquele que manda e cria as regras do jogo (no caso o governo) determina. Jamais permite que o funcionalismo tome os rumos do Baanco do Brasil, mas como precisa ter aparência de ser "ético", e "responsável socialmente", permite a participação do corpo funcional , com o compromisso de não mudar nada. E tudo isso que foi dito aqui serve para as eleições gerais para os parlamentos e executivos das três esferas de poder.
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> A mudança só é possível com a democracia dos trabalhadores mobilizados e orgnizados. Foi a partir disso que os trabalhadores, nas mobilizações que se iniciaram em junho, conseguiram barrar o aumento das tarifas do trasnporte público, evitaram o aumento dos pedágios, mais investimentos (ainda que muito insuficientes) para a saúde e educação, não aprovação da PEC 37 (que tiraria o poder de polícia do MP, na esperança de se ampliar ainda mais a impunidade de corruptos e corruptores). Quando "pessoas comuns" se colocam como sujeitos históricos, as mudanças acotencem. Quando esperam isso dos "representantes" as coisas continuam com estão.
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> O processo de eleição do CAREF não é diferente das eleições gerais: o uso da máquina foi escancaradamente usado. O "candidato do sindicato" usou a estrutura bancada por todos os bancários em proveito de sua candidatura, e mesmo assim ficou com menos de 1/5 dos votos, e o que é pior: foi eleito. É a consagração da apropriação de coisa pública (estrutura do sindicato) em proveito pŕoprio. Justamente um dos temas que deu origem às manifestações.
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> A campanha salarial está começando. Temos que aproveitar que os trabalhadores começam a ir para ruas para mudar este estado de coisas.
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> Um forte abraço e um bom dia de trabalho para todos.
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> Márcio Cardoso
> Delegado Sindical
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> 5º - Ronaldo Zeni 18.008
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