[Bancariosdebase] JORNAL DA FNOB

Utopia utopia_s em yahoo.com.br
Sábado Julho 20 20:28:39 UTC 2013


Olá a tod em s!
Repasso matéria enviada  pela Companheira Cleide de Goiânia, (não sei  se já houve feito contato entre  a Cleide  com Matheus em Bsb, sobre |Isonomia).  Que tal se fizéssemos - não se se daria pra este  próximo jornal -, uma seção onde divulgássemos rapidamente vitórias individuais e coletivas de bancári em s que foram a luta e fizeram valer seus direitos. Isto se somaria ao projeto de fazermos denúncias no jornal da FNOB, independente da base sindical d@ bancári em .
Valeu ! 
Messias.
Gerente de banco em Palmas é afastado por assédio moral 
O juiz Erasmo Messias de Moura Fé, da 1ª Vara do Trabalho de Palmas, determinou o imediato afastamento do cargo de um gerente do Banco do Brasil na cidade pela prática de assédio moral. O magistrado obrigou ainda o banco a respeitar a opção religiosa dos trabalhadores que atuam no setor no qual o funcionário atua, abstendo-se de intimidar ou ridicularizar a fé pessoal de cada um e resguardando o direito a liberdade e manifestação de crença.
O processo se originou de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), sustentando que, após a instrução de inquérito civil administrativo, foi apurado através de farto acervo probatório a existência de assédio moral no banco, instrumentalizado por meio de tratamento hostil, insultos, desqualificação, discriminação religiosa e perseguição aos trabalhadores, por parte do funcionário, o que vem acarretando problemas de ordem física e psicológica nos empregados lotados naquela unidade.
O juiz Erasmo Messias de Moura Fé apontou que os 15 depoimentos colhidos pelo MPT evidenciam um “quadro estarrecedor”. “Dentre os dez estagiários que buscaram sua primeira experiência profissional junto ao setor do funcionário, pautados em expectativas, sonhos, objetivos, nove não aguentaram o clima insuportável na unidade e pediram para sair”, afirmou.
Modo ortodoxo - Segundo o magistrado, o gerente adotou um modo ortodoxo de gestão administrativa e de pessoal já ultrapassada pelo tempo, prejudicial aos colaboradores e comprometedor à instituição. “O perigo de dano de difícil reparação consubstancia-se no fato de que a continuidade da coação moral noticiada pelo Ministério Público do Trabalho pode ocasionar sérios prejuízos à saúde física e mental dos empregados lotados no setor em potencial de impossível restauração, além de acarretar lesão aos direitos fundamentais. A continuidade da presença do funcionário no local de trabalho tende a agravar a situação e comprometer a instrução processual desta ação civil pública”, fundamentou.
O juiz condenou ainda o Banco do Brasil a abter-se de: praticar condutas caracterizadas como assédio moral no trabalho, não expondo os trabalhadores a situações constrangedoras, capazes de ofender a personalidade, a dignidade ou a integridade psíquica; perseguir os empregados no ambiente laboral com intuito depreciativo e desmoralizador; promover tratamento hostil e desqualificação de empregados na frente dos colegas; constranger os empregados no desempenho de suas atividades; impedir os empregados, terceirizados ou estagiários, de exercer direitos legal e constitucionalmente garantidos; impedir a admissão ou a permanência de pessoas em razão da opção religiosa; e prejudicar as pessoas que prestaram depoimento sob compromisso legal de dizer a verdade no Inquérito Civil 000020.2013.10.001/9, que embasou a ação civil pública.
O magistrado estabeleceu a multa de R$ 5 mil reais em caso de descumprimento de qualquer das obrigações ora impostas, por evento e por empregado, terceirizado ou estagiário prejudicado. A audiência inicial está marcada para o próximo dia 29.
Fonte: TRT
 








ee: Marta Turra <martaturra em hotmail.com>
Para: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>; "matheus.crespo em caixa.gov.br" <matheus.crespo em caixa.gov.br>; Daniel Menezes Delfino <tzitzimitl em terra.com.br>; "beatriz.oliveira em caixa.gov.br" <beatriz.oliveira em caixa.gov.br>; beatriz paiva de oliveira <beatrizpoliveira em yahoo.com.br> 
Cc: ANA PAULA Jornalista <ana_pcs em hotmail.com>; Antonio Amâncio <amancionatal em gmail.com> 
Enviadas: Sábado, 20 de Julho de 2013 10:34
Assunto: JORNAL DA FNOB
 


 
GOSTEI BASTANTE DO TEXTO. estou encaminhando com cópia a Joãozinho, para fazer os reparos necessários... e para que publiquemos sem erros gramaticais.
O título da matéria poderia ser mais forte, chamativo. Por isso vai também com cópia para a Ana, nossa querida jornalista. A Ana fará a diagramação. Será que colocamos fotos? Ou uma charge que expresse o espírito da campanha? Amâncio, que nos lê por cópia, pode nos ajudar neste quesito. Ele é fera...
Marta 




 CONDIÇÕES DE TRABALHO E A SITUAÇÃO DA
CATEGORIA.
 
O cotidiano da categoria: perspectivas
individuais e luta coletiva.

 

 Uma profunda insatisfação resultante do cotidiano de trabalho é
recorrente e disseminada por toda a categoria bancária. Temos poucos momentos
para refletir, debater, e buscar soluções para os problemas aparentemente
individuais, mas que em verdade são coletivos (apenas vivenciados de forma
peculiar por cada um de nós). A insatisfação se propaga pela vida familiar, nas
relações inter-pessoais em geral, sem que o possamos evitar. Como chegar em
casa tranquilamente e poder curtir momentos felizes com as pessoas que
gostamos, ou então, nos dedicarmos à leitura, ao estudo, ou a algum afazer que
nos traga satisfação, quando nos sentimos atrofiados, esgotados pela labuta
diária?
Inventamos assim pequenas formas compensatórias. Contamos as horas e
dias para nos aliviarmos um pouco da rotina de trabalho, aguardando os fins de
semana, ou ansiando pelas férias. O fim de semana passa como um piscar de
olhos, tal como o mês de férias e voltamos a contar o calendário para nos
aliviarmos novamente.
Como isso parece interminável, alguns passam a alimentar o desejo de
melhoria das condições de vida e trabalho individualmente, investindo forças
para ascender na carreira dentro da empresa (o que amenizaria os problemas
financeiros) ou considerando que o emprego, necessário para o sustento de si e
dos familiares, é algo passageiro, que um outro emprego poderá propiciar mais
satisfação e potencializar as capacidades criadoras de cada um de nós. Aqueles
que já percorreram um tempo maior na empresa, passam a contar o calendário com
vista à tão sonhada libertação: a aposentadoria. Tais projetos são legítimos,
considerando que não se visualiza uma possibilidade concreta de melhoria nas
condições de vida e trabalho. São, no entanto, limitados e sintomáticos de um
sentimento de impotência frente à engrenagem que nos oprime e perpetua seu
poder, suprimindo a preciosidade da vida que só existe concretamente no momento
presente. 
Se a propaganda dos bancos vende a idéia de que são empresas que se
pautam pela responsabilidade social, é fácil verificar que este discurso é
falso, tanto em relação ao trato com os trabalhadores quanto com os clientes
e  com a sociedade em geral. Enquanto somos
nós quem de fato realiza o trabalho que promove o lucro dos bancos, ficamos
relegados às arbitrariedades dos banqueiros, sejam eles públicos ou privados .
Ocorre atualmente em grande escala incorporações, fusões, reestruturações, que
interferem diretamente no nosso dia-a-dia de trabalho, sem o mínimo de
transparência e preocupação com a melhoria no que tange à realização do
trabalho feita por nós. Ao contrário, o objetivo é sempre obter mais lucros,
baseando-se na exploração maior ou mais eficiente da nossa mão de obra. Para
nós fica a insegurança em relação ao que virá...
Os casos de doenças provenientes do esforço laboral (físicas ou
psíquicas) são cada vez mais freqüentes e, no entanto, encarados de forma
naturalizada, fazendo com que se transfira a responsabilidade ao adoentado,
“culpado” por não conseguir se “adaptar” às exigências do mercado. Muitos
colegas, ao se aposentarem, já estão com a saúde bastante debilitada, e ao
invés de poderem curtir o tempo livre, passam a ter que cuidar da saúde perdida
nos anos de trabalho. 
A resistência coletiva frente aos problemas colocados (da exploração e
alienação do trabalho) deveria ser promovida pela organização sindica/associatival.
O movimento sindical que, de acordo com uma concepção legítima de atuação, deveria
batalhar para a real melhoria das condições de vida e trabalho, é atualmente
percebido como algo cada vez mais distante, virtual, mais atento à “alta
política” do que propriamente à política de base, o que pressuporia,
necessariamente, a participação ativa e ampla do conjunto dos
trabalhadores. 
A necessidade de mudança que cada um de nós sente, a solidariedade que
nutrimos uns com os outros, exige algo além de saídas individuais por um lado,
e, por outro lado, algo diferente do que a atual direção dos sindicatos ligados
à Contraf-CUT (“majoritária”)  em
especial,  propõe e propaga (de forma
direta ou disfarçada) com vitórias forjadas, política de gabinete, negociações
obscuras feitas à revelia da vontade do trabalhador, condutas que, enfim, pouco
ou nada significam para o trabalhador. Mas o movimento sindical  tem que ir além da política de uma determinada
diretoria, ele nasce da auto-organização,  a partir do local de trabalho, o que constitui
uma tarefa árdua, porém, mais do que nunca, necessária. Cada um de nós tem
muito a contribuir para o conjunto da categoria. Buscar a autonomia, ou seja,
uma autentica posição de luta frente aos problemas cotidianos
é tarefa que parte de consciência individual para a coletiva
e que precisamos exercitar em nosso cotidiano a partir dos nossos
locais de trabalho e outros locais de convivência. 
Para tal objetivo entendemos que o papel dos delegados sindicais, cipeiros
e ativistas em geral  nos bancos públicos
é fundamental, que a atuação desses se faça sentir permanentemente, em conjunto
com os colegas de trabalho e articulando-se com  @s outr em s lutador em s..  Por outro lado entendemos que a construção de
uma alternativa à mesmice que insiste em nos obstruir deve e tem que ser
trabalho de tod em s os bancári em .  Nos
bancos privados, mesmo considerando a impossibilidade legal dessa forma de
organização, entendemos ser possível e necessário o esforço nesse sentido. A
participação nos fóruns deliberativos e organizativos é, da mesma forma,
essencial para batalharmos em conjunto por uma Frente de lutador em s  que encaminhe e faça valer  a vontade da base da categoria.. 
Compreendemos que existe uma série de
empecilhos estruturais para a participação no movimento, mas os obstáculos só
poderão ser superados se os trabalhadores e trabalhadoras tiverem coragem
e determinação para construir uma organização a partir da base. O último
período, onde as pessoas nas ruas se manifestaram  e obtiveram avanços é a materialização do que
propomos.  Nosso movimento nos levará
pelos caminhos que forjamos  baseados no nosso
desejo de viver de forma intensa e plena, pelo potencial que reconhecemos em
nós e almejamos por em ação, mesmo que sejamos por vezes  subjugados por aqueles que tentam suprimir
nossos sonhos e desejos de uma vida mais plena. 
É possível, as pessoas provaram isto nas ruas ainda hoje. 
                                   








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 De: Matheus da Silva Crespo <matheus.crespo em caixa.gov.br>
Para: 'Marta Turra' <martaturra em hotmail.com>; Daniel Menezes Delfino <tzitzimitl em terra.com.br>; "utopia_s em yahoo.com.br" <utopia_s em yahoo.com.br>; Beatriz Paiva de Oliveira <beatriz.oliveira em caixa.gov.br> 
Enviadas: Quarta-feira, 17 de Julho de 2013 16:49
Assunto: RES: JORNAL
 


 
Esta da capa é a minha matéria. Já planejei alguma coisa, mas vou esperar para enviar no "último minuto", no domingo mesmo - prazo máximo definido, se não me engano. 
 
Isso por que quero ver a finalização das resoluções da Contraf, que ocorrerão neste final de semana. Já dá para saber como deve ser, pelo resultado da Conf de SP, que já está no site da Contraf. Mas é melhor ter os dados finais!
 
Abraços


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 De: Marta Turra [mailto:martaturra em hotmail.com] 
Enviada em: quarta-feira, 17 de julho de 2013 15:35
Para: Matheus da Silva Crespo; Daniel Menezes Delfino; utopia_s em yahoo.com.br
Assunto: RE: JORNAL






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 From: martaturra em hotmail.com
To: matheus.crespo em caixa.gov.br; tzitzimitl em terra.com.br
Subject: JORNAL
Date: Wed, 17 Jul 2013 21:33:49 +0300

 
Comp 
Vcs já escreveram algo? Passem a Messias.
Falei com a jornalista e ela já sabe como fazer a diagramação que fique muito comunicativa.
Também terá uma charge. Acho que não há necessidade de fotos? 
Adesivos serão dois. Todos os materiais terão a logo da FNOB.
Lembro que a materia de capa tem que mostrar as diferenças com a pauta dos pelegos! Tipo dois boxes:
um a nossa e outro a campanha da pelegada
Marta 


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