[Bancariosdebase] rascunho posição CAREF
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Domingo Junho 2 13:09:26 UTC 2013
Olá a tod em S!No geral, há acordo. Algumas sugestões quanto à forma: O termo "banco comercial" talvez esteja sendo usado de forma inadequada, pois banco comercial o BB sempre foi, desde D João VI. A CAIXA "100%" estatal, também o é. Banco público, banco com caráter social, talvez. Também penso que deveríamos observar o momento de "caça às bruxas". Sugerir, pode ser confundido com fazer "ilações" ou "coisa pior". Essa coisa do banco ter interesses em alterar resultados de eleições, pode nos trazer problemas de ordem normativas /disciplinares e não precisamos de mais "processos". Atenção! Podemos dizer que não há objetivamente controle por parte dos trabalhadores da segurança do processo. Pra finalizar, penso ser indispensável tocarmos no assunto referente à criação de mais mecanismos "funcionais" que possibilitem ainda mais o "carreirismo sindical". Valeu! Messias.
.--- Em dom, 2/6/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
Assunto: rascunho posição CAREF
Para: tzitzimitl em terra.com.br, marciocarsi em yahoo.com.br, d.ribeirovargas em gmail.com, rodrigodoo em yahoo.com.br, israelfernandezjr em gmail.com, utopia_s em yahoo.com.br, c.comunista em yahoo.com.br
Data: Domingo, 2 de Junho de 2013, 9:47
#yiv682064882 BODY {font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;}Olá compas do Bancários de BaseConforme conversamos na reunião de ontem, segue rascunho do texto com a posição sobre a eleição do CAREF.
O texto terá que ser fechado até hoje à noite, já que a eleição começa amanhã, portanto temos que nos comunicar ao longo do dia.
Ficaria por conta de cada um fazer a distribuição em seu local de trabalho, afixar em mural, distribuir em lista de e-mail, etc.
Uma vez fechado, me encarrego de publicar em blog.
Daniel
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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years!
Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos!
Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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ELEIÇÃO
PARA O GAREF: PARA NÃO CAIR EM MAIS UMA ARMADILHA, VOTO NULO!
Nos
dias 3 a 6 de junho acontece a eleição para o CAREF, representante
dos funcionários na diretoria do Banco do Brasil. Para chegar a uma
posição a respeito dessa votação, consideramos os seguintes
elementos:
-
a criação desse cargo de CAREF não é resultado de uma exigência
dos funcionários, para que sua voz fosse ouvida na gestão do Banco,
não é resultado de uma mobilização dos funcionários, mas de
iniciativa do próprio Banco. Ao contrário, trata-se na verdade de
uma exigência do mercado, uma formalidade que o Banco deve cumprir
para poder dizer em sua publicidade que é uma “empresa responsável
do ponto de vista socioambiental”. Cumprida essa formalidade, o
Banco se habilita a atrair investimentos, podendo acrescentar esse
item no seu marketing, sem ter que alterar em nada a sua relação
real com os funcionários e a sociedade.
-
trata-se de uma simples formalidade porque esse representante pode
fazer tudo, menos representar. O CAREF não terá poder de voto nas
questões que envolvem relações com os funcionários, como por
exemplo, salários ou condições de trabalho. Se não pode defender
os interesses dos funcionários, esse cargo é praticamente inútil,
do ponto de vista de nós funcionários.
-
ainda que possa votar em algumas questões que indiretamente possam
influenciar o dia a dia dos funcionários (por exemplo, a definição
da política geral do Banco, para que atuasse como um banco público
de verdade, e não como banco comercial que é hoje), ainda que o
CAREF possa votar em questões dessa natureza, ele seria voto
vencido, já que se trata de apenas um representante dos funcionários
contra outros 6 votos da diretoria.
-
a gestão privatista do Banco como um banco comercial, de onde
resultam as metas, o assédio moral, o adoecimento físico e
psicológico, o isolamento e o individualismo, a exploração dos
terceirizados por empresas que fraudam seus direitos, a exploração
dos clientes por práticas como a venda casada, etc., isso não será
afetado em nada pela criação do CAREF. Para mudar tudo isso,
somente com uma imensa conscientização e mobilização dos
funcionários.
-
poderíamos concluir então que a função do CAREF é apenas
decorativa, mas é pior do que isso, é perniciosa. Com a criação
desse cargo, o Banco cria uma fachada democrática perante a
sociedade. Quando nós funcionários estivermos em greve ou
questionando o Banco por outras questões que nos dizem respeito
(como por exemplo, o recente plano de funções), o Banco vai poder
dizer para a opinião pública: “do que é que eles estão
reclamando? Somos uma empresa democrática! Temos até um
representante dos funcionários na diretoria!” E com isso a opinião
pública ficará contrá os funcionários, como se estivéssemos
excedendo o nosso direito de reivindicar.
-
considerando esses elementos, poderíamos votar num representante
crítico, justamente para questionar a política geral dessa gestão
privatista. Essa é a posição dos companheiros da Frente Nacional
de Oposição Bancária – FNOB, que faz oposição à Contraf-CUT,
corrente majoritária do movimento sindical. Os companheiros da FNOB
estão apoiando a candidatura de um colega do setor da tecnologia de
Brasília, que está usando a campanha para fazer críticas do ponto
de vista do interesse do funcionários. Respeitamos essa posição,
mas entendemos, que mesmo uma campanha crítica acaba tendo o efeito
de validar e legitimar essa eleição.
-
questionamos todo o processo da eleição porque foram inscritos mais
de 600 candidatos em pouco mais de uma semana antes da votação, o
que torna impossível fazer um debate sério sobre o que cada um
desses candidatos representa. Mas ainda que fosse possível escolher
o candidato que melhor “nos representa” (sic) ou o mais crítico,
a votação será feita no próprio sistema do Banco, e teríamos que
confiar que o Banco não iria alterar o resultado para impor o
candidato que lhe interessa, sendo o próprio Banco parte interessada
na votação. Isso seria confiar demais no lado de lá, que é parte
interessada, e ter que aceitar o resultado qualquer que fosse ele.
-
além de sermos afetados por uma gestão que é privatista em quase
todos os seus aspectos, o fato de que a propriedade do Banco
seja nominalmente pública nos afeta de outra maneira, que é o pior
aspecto da gestão pública (tal como é praticada no Brasil): os
demais diretores não eleitos do Banco são nomeados por indicação
de partidos políticos que apoiam o governo de plantão, o que
transforma a empresa em moeda de troca de barganhas políticas.
-
como se não bastassem as indicações para a diretoria obedecerem às
conveniências políticas do governo de plantão, no caso o PT (e
todas manterem inalterada a gestão privatista), a eleição do CAREF
também se presta a ser a criação de mais um aparato para o próprio
PT. A Contraf-CUT, que é a corrente majoritária do movimento
sindical, faz campanha para o seu candidato, e com os recursos que
tem para fazer campanha, deve vencer facilmente a eleição,
reproduzindo entre os colegas no país afora a ilusão de que esse
cargo pode influenciar em alguma coisa. Ora, sendo a Contraf-CUT
controlada pelo PT, partido que está no governo, teríamos na
verdade mais um representante do PT na diretoria, junto aos demais
nomeados segundo as conveniências do PT.
Considerando
todos esses elementos, defendemos a posição de VOTO NULO para o
CAREF!
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