[Bancariosdebase] assembleia estatuto
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Terça Maio 14 02:38:08 UTC 2013
Olá a todo em s!Enviamos no corpo do texto, proposta de panfleto unificado para a atividade. Desculpem o atropelo. Precisamos resposta se possível até meio dia. Valeu!Messias.
ASSEMBLEIA PARA MUDANÇA ESTATUTÁRIA:
POR UM SINDICATO MAIS DEMOCRÁTICO E PRÓXIMO DOS TRABALHADORES!
Nesta terça-feira dia 14 acontece assembleia para
deliberar sobre proposta de mudança estatutária do sindicato. A direção do
sindicato apresentou uma série de propostas de mudanças que seriam necessárias
para “modernizar” o estatuto. Entretanto, analisando-se as propostas uma a uma,
percebe-se que a intenção é criar um sindicato mais distante da base e dos
trabalhadores, por isso somos contra as mudanças, e apresentamos outras
propostas.
Mudanças que somos contrários:
Organizaçao por local de trabalho. A função dos representantes por local de trabalho deve ser a defesa dos
interesses gerais dos trabalhadores, e não limitada como na proposta da
diretoria. A forma de eleição dos representantes deve ser definida em
assembleia, e não pela diretoria, como está na proposta. A eleição de
representantes não pode estar vinculada às chapas que concorrem à diretoria,
mas deve ocorrer em processo separado, e os representantes devem ser sempre
eleitos diretamente pela base. As reuniões dos representantes devem ter caráter
deliberativo, e a diretoria deve obrigatoriamente encaminhar o que for
deliberado.
Encontros da categoria. A proposta da diretoria estabelece uma confusão quanto ao que são as
“instâncias superiores da classe trabalhadora”, citando as centrais e
confederações. A instância máxima de decisão deve ser sempre a assembleia dos
trabalhadores. Nenhuma decisão pode ser emitida por central ou confederação, e
qualquer proposta tem que passar por assembleia de base para ser referendada ou
não.
Adequações financeiras/gráfica dos
bancários. A sustentação financeira de um
sindicato deve vir apenas da contribuição voluntária dos trabalhadores. O
sindicato não pode ter outras fontes de renda, pois isso faz com que deixe de
depender dos trabalhadores, podendo se sustentar independentemente da situaçao
da categoria estar piorando. Há um sério conflito de interesses quando um
sindicato tem uma cooperativa de crédito (Bancredi), pois qual o seu interesse
em lutar para aumentar o salário dos bancários quando pode obter lucro fazendo
empréstimos aos mesmos bancários? Esse é apenas um exemplo, mas também há
outros problemas muito graves em entidades como Bancoop (que já foi parar nas
páginas policiais), Travessia, Brasil atual, etc. Uma entidade dos
trabalhadores não pode ser um conglomerado empresarial, por isso somos contra a
proposta de incorporar essas outras “fontes de renda”. E também entendemos que
a gráfica dos bancários deve ser tratada como um instrumento a serviço da
informação e conscientização dos trabalhadores, e não como uma empresa,
portanto vinculada ao setor de comunicação.
Prazo das eleiçoes. A mudança do prazo para as eleições deve ser transitória, em função da
Copa do Mundo, que acontece em 2014 e não nos demais anos. E a necessidade de
antecipar as proximas eleições não justifica a proposta de reduzir os prazos
para a formação de chapas e para a própria campanha, pois é necessario tempo
suficiente para que a categoria discuta os projetos para a entidade.
Sobre as eleições. Também é preciso que as chapas
inscritas tenham iguais condições de levar suas propostas aos bancários e para
isso a lista dos votantes deve ser disponibilizada a todas as chapas em até 5
dias apos a sua inscrição, em meio eletrônico e organizada por local de
trabalho.
Quórum das eleiçoes. A proposta de reduzir o quórum
prejudica a representatividade, pois uma diretoria pode acabar sendo eleita com
um número muito pequeno de votos. Um quórum elevado, ao contrário, obriga a que
as chapas façam um debate mais ampliado, expressando um processo real de
organização e envolvimento da categoria, para termos uma gestão verdadeiramente
representativa.
Propostas que apresentamos:
Proporcionalidade direta. Na fórmula atual, uma chapa que for eleita com 51% dos votos fica com
100% dos cargos da diretoria. Isso faz com que a vontade dos 49% que votaram na
outra chapa deixe de estar representada, como se esses trabalhadores não
existissem. A proporcionalidade direta faz com que o número de cargos de cada
chapa seja proporcional aos votos. Assim, todas as propostas e formas de
pensamento podem estar representadas na diretoria, o que é muito mais
democrático e enriquece o debate. Um diretoria composta com a representação de
diferentes posições permite que a categoria conheça o trabalho de cada chapa e
perceba como suas idéias funcionam na prática. O debate democrático entre
posições divergentes fortalece a categoria, pois faz com que as decisões sejam
tomadas de forma mais consciente. A composição proporcional faz com que os
trabalhadores possam avaliar os projetos e escolher aquele que deve ter mais
cargos e mais resposabilidades numa proxima eleiçao.
Limitaçao do número de mandatos, sendo no máximo
dois consecutivos e com a obrigatoriedade de permanência na base em um dos
mandatos. O dirigente sindical que se afasta por longo período deixa de sofrer
as pressões a que o trabalhador está submetido, e na prática deixa de
raciocinar como trabalhador. O dirigente que não está no dia a dia dos locais
de trabalho não vivencia os problemas com a mesma urgência e não está
sintonizado com as necessidades reais da base. Além disso, o afastamento dos
dirigentes sindicais transforma a atuação sindical num modo de vida. O dirigente
busca se eleger e chegar aos cargos justamente para ficar afastado, para não
ter que bater ponto todos os dias, para usar o sindicato como trampolim para a
carreira política, etc. A limitação do número de mandatos e a permanência na
base obriga a que os dirigentes permaneçam vinculados à categoria, sem
transformar o sindicalismo em profissão. No caso de representantes vindos dos
bancos privados, o dirigente pode sair da diretoria e permanecer como dirigente
de base, que também tem estabilidade. Nada justifica que dirigentes passem
décadas como diretores, afastados da base.
Diretoria colegiada, com coordenaçao
rotativa. A atual forma de
composição da diretoria concentra os poderes numa cúpula formada por
presidente, secretaria-geral, diretores executivos, enquanto que os demais
diretores tem pouca influência. Somos contra esse formato “presidencialista”.
Numa diretoria colegiada o voto de todos os diretores tem o mesmo peso. As
diversas secretarias, como jurídica, comunicação, finanças, podem ser dirigidas
por coordenadores, e de forma rotativa, sem que para isso esses diretores
acumulem poderes superiores aos demais. A forma colegiada garante uma maior
democracia e riqueza de debate interno na diretoria.
Espaço igual na folha bancaria para
posiçoes divergentes nas eleiçoes sindicais e assembleias
que aprovam acordo coletivo. A Folha Bancária é o órgão informativo da
categoria, que deve estar a serviço do conjunto dos trabalhadores da base. Por
isso, a Folha Bancária não pode ser um monopólio da diretoria. Não é correto
que apenas um ponto de vista se expresse. Numa eleição, por exemplo, não é
correto que apenas uma das chapas tenha espaço na Folha Bancária, que pertence
ao sindicato, e não à diretoria. O correto seria que houvesse espaço igual para
as posições contrárias. Da mesma forma, numa assembleia decisiva, que vai
aprovar o acordo coletivo, é importante que estejam expressas as posições e
argumentos a favor e contra a proposta, para que os trabalhadores possam votar
de maneira mais consciente.
Eleiçoes sindicais abertas para toda
categoria. Assim como acontece
nas assembleias que aprovam acordo coletivo, em que todos os bancários votam,
também na eleição da diretoria o voto deveria ser aberto a todos os
trabalhadores que estão na categoria, independentemente de serem
sindicalizados. E também deveria ser permitida a sindicalização dos
terceirizados, pois quem trabalha em banco bancário é.
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