[Bancariosdebase] texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo / eleição no BB

Utopia utopia_s em yahoo.com.br
Segunda Maio 27 15:27:03 UTC 2013


Olá a tod em s!Bom, não dá pra hoje  Precisamos então ver pra quando é possível nos reunirmos.
Estamos
 firmes rumo à paralisia. E comp em s, não dá mais pra um  coletivo pequeno como o nosso, não conseguir se reunir, discutir, deliberar e cumprir as tarefas colocadas, que são cada vez em maior
 numero.Quanto ao texto referente ao "golpe" da mudança estatutária se pudermos levar ao conjunto da categoria, seria de qualidade, dialogando com o em s bacári em sde bancos privados. Q em uanto à FNOB , melhor pessoalmente o debate. No que diz respeito ao Conselheiro representante (antigo Garef/Direp), penso que só aprofunda a conciliação e à legitimização do peleguismo explicito e criação de mais aparato para a burocracia, pois não apita nada, é discriminador quanto ao processo, etc. Participar só se for pra denunciar mais esta forma de "plano de carreira sindical). Messias!--- Em seg, 27/5/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:

De: Daniel
 <tzitzimitl em terra.com.br>
Assunto: texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo / eleição no BB
Para: "Israel Fernandez Junior" <israelfernandezjr em gmail.com>
Cc: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>,
 ""Rodrigo Silva do ÿffffd3"" <rodrigodoo em yahoo.com.br>, ""Márcio Cardoso da Silva"" <marciocarsi em gmail.com>, ": d.ribeirovargas em gmail.com" <d.ribeirovargas em gmail.com>
Data: Segunda-feira, 27 de Maio de 2013, 6:47


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Olá compas



Em função de um imprevisto não poderei comparecer à reunião do coletivo, caso ela aconteça hoje.



Ainda em relação ao texto sobre assembleia estatutária, só para explicar ao Israel, não se trata de texto para um panfleto. Não temos condições financeiras nesse momento de produzir um panfleto. O texto que estamos discutindo sobre assembleia estatutária é um material para divulgação em meio eletrônico, em blog e e-mail. Fiz mais uma versão do texto e aguardo aprovação. A única mudança está no parágrafo que trata da afirmação da Articulação de que as propostas foram construídas com "a oposição".



Primeiro, como somos oposição, temos que reafirmar que não participamos de nenhuma discussão com a diretoria sobre as propostas, para não sermos confundidos com essa "oposição". E segundo, temos que cobrar dos demais grupos que façam pronunciamento idêntico. Segue então o texto para avaliação.



Em relação à FNOB, precisaremos fazer uma discussão muito bem feito sobre o que é a FNOB, sua história, como foi cada encontro, quais são os coletivos que fazem parte, qual o seu peso na diretoria de cada sindicato, que outras correntes existem nas mesmas diretoriais, qual o peso da FNOB e da Conlutas em cada sindicato, qual o peso de cada sindicato de oposição na configuração nacional, o que são os outros grupos e associações que fazem parte, quais as suas concepções, etc. Sem essa discussão muito bem feita não vai ser possível ter uma política do coletivo para FNOB.



Mesmo assim, precisamos ter uma política, já que na semana que vem o BB fará eleição para o representante dos funcionários na diretoria. Os companheiros da FNOB propõem apoiar um candidato da base do DF. Temos que ver o que pensamos sobre essa eleição e se concordamos em defender ou não um candidato.



Fico no aguardo das respostas e tentarei fazer contato por celular ao longo do dia.



Daniel







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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years!


Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” 





“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos!


Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”





Iron Maiden, “Wasted Years”


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ARTICULAÇÃO
MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO 

E AUMENTA
CONTROLE BUROCRÁTICO




	Na
terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites
como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria
construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a
convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A
divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana
antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões
de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo
debate com a base, com tempo hábil para que os bancários
discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa,
para que surgissem outras propostas a respeito, o que enfim, exigiria
no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.
	Na
verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade,
que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era
realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar
o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua
obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
constroi a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base –
SP
(http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html).


	Na
assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados e
trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato
de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
são minoria na base, estão escaldados por anos de traição
explícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos
de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo
hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
	Uma das
mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
do sindicato previstas no estatuto as receitas geradas por entidades
subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já
frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro
das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num sério
conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento
de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria
de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés
de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores,
ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os
patrões), Travessia, Rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros
pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
contribuição dos sócios. O sindicato se tornou independente dos
trabalhadores que deveria representar.
	Para
continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial,
e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a
diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais
a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e
realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de
oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de
votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação
pretende se manter “ad eternum” no controle do sindicato.
	Toda
forma está a serviço de algum conteúdo e não existe conteúdo que
não precise de uma forma. A forma de funcionamento do sindicato está
a serviço de uma determinada política. A política da Articulação
e seus satélites para o sindicato está bem clara. Há décadas este
grupo se apoderou do controle da entidade e o transformou no inverso
do que era. Ao invés de um instrumento para as lutas da categoria, o
sindicato é hoje um obstáculo. Há décadas abandonou-se a luta
pela estabilidade nos bancos privados, e com isso, sob a ameaça de
demissão, estes companheiros não mais fazem enfrentamento aos
bancos, vêem o sindicato como algo externo, uma mistura de
escritório de serviços ou clube de convênios. Há mais de uma
década abandonou-se a luta pelas reivindicações dos bancos
públicos, pois isso exigiria enfrentar a gestão privatista hoje em
aplicação no BB e na CEF (que estão engolindo os bancos estaduais
remanescentes). Não é preciso vender as ações dos bancos públicos
para tratá-los como privados e a atual gestão já faz isso. Os
resultados estão no dia a dia das agências e departamentos:
desrespeito aos clientes, venda casada, rebaixamento salarial e
retirada de direitos e benefícios, metas, assedio moral,
individualismo e fim da solidariedade entre colegas, sobrecarga de
serviço, adoecimento físico e psicológico. 

	A
Articulação e seus satélites não enfrenta esse projeto, pois não
quer entrar em conflito com um governo que é do PT, o seu partido,
que é o patrão dos públicos e é aliado dos banqueiros privados
(assim como é aliado do agronegócio, da grande indústria, etc.).
Ao invés de lutar contra tudo isso, o sindicato de São Paulo, o
principal da categoria no país, abandona a resistência cotidiana
nos locais de trabalho, abadona os fóruns de base, as reuniões de
representantes e delegados sindicais, esvazia as assembleias e
espaços de participação, não encaminha o que é votado em
assembleias, etc. As campanhas salariais são meramente teatrais,
pois não tratam das principais reivindicações listadas acima, não
enfrentam os bancos, pois não afetam seu lucro, não permitem a
participação da base, a formação de comandos de greve, a
apresentação de propostas em assembleia, etc.
	Essa
política vem sendo aplicada há anos e as novas mudanças
estatutárias ajudam a aprofundar esse projeto. Trata-se de um antigo
projeto da Articulação a criação do que era chamado de “sindicato
orgânico” na década de 1980, um sindicato nacional por categoria
(que no nosso caso seria a Contraf), com o poder de assinar acordos,
sem a necessidade de passar por fóruns de deliberação na base das
categorias, como as assembleias. Agora surge pelas mãos da mesma
Articulação o projeto do ACE, o Acordo Coletivo Especial, que prevê
justamente isso, a possibilidade de acordos inferiores ao que está
garantido na CLT possam ser aprovados sem passar por assembleia. Esse
modelo de sindicalismo é o mesmo que existe nos Estados Unidos e na
Europa há décadas. 

	Lá as
burocracias sindicais se tornaram parceiras das empresas, uma espécie
de anexo ao departamento de recursos humanos. Os sindicatos
administram os fundos de pensão, que movimentam fortunas (nisso os
bancários da Articulação foram pioneiros no Brasil, com a
Globalprev de Luis Gushiken e as negociatas da PREVI), têm o poder
de decidir sobre contratação e demissão, negociam os salários e
os direitos dos trabalhadores sem que estes possam se organizar de
maneira independente (sem a “permissão” dos sindicatos, as
greves são ilegais), sem que haja qualquer tipo de oposição, pois
qualquer militante que divergisse do grupo dirigente seria denunciado
para a patronal para demissão.
	É esse
o projeto que está em implantação no Brasil pela Articulação.
Com isso, os burocratas sindicais teriam condições de sobreviver,
independentemente do PT estar no governo ou não, pois seriam
parceiros indispensáveis da burguesia na gestão das empresas e na
efetivação dos ataques sobre os trabalhadores sem que haja
resistência. Não há mais como buscar qualquer tipo de acordo com
esse tipo de projeto e essa concepção de sindicalismo expresso pela
Articulação e seus parceiros tipo DS e PcdoB. Por isso mesmo,
causou estranheza que na mesma assembleia a Articulação tenha feito
uma cobrança aos coletivos de oposição, dizendo em alto e bom som
no microfone que a proposta de estatuto havia sido construída a
quatro mãos com “a oposição”. Qual oposição, cara pálida? 

	Conforme
expusemos acima, nós do Coletivo Bancários de Base, assim que
tomamos conhecimento das propostas de alteração, chamamos os demais
grupos de oposição para reunião,  fizemos o esforço para
construir um panfleto contra as mudanças estatutárias e para
protocolar num documento na sede do sindicato reafirmando nossa
oposição às propostas. Jamais tivemos qualquer diálogo com a
diretoria sobre a construção das propostas. Repudiamos essa
tentativa de confundir a base com o método de calúnias e
insinuações. Negamos categoricamente qualquer participação em
discussões com a diretoria sobre essas propostas. Reafirmamos nossa
crítica a todas as propostas aprovadas e reafirmamos a defesa de
propostas de funcionamento democráticas do sindicato que sempre
fizemos em nossos materiais. Aguardamos também um pronunciamento
público dos demais coletivos de oposição sobre essa insinuação
da diretoria.
	De nossa
parte, o Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB segue apostando na
organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na
comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base,
retomar as lutas dos bancários mesmo contra a direção do sindicato
e futuramente remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação
do controle do sindicato e retomar a entidade para a luta dos
trabalhadores.










On Qui 23/05/13 07:58 , Israel Fernandez Junior israelfernandezjr em gmail.com sent:

Bom dia companheiros! Proponho que o panfleto contenha também o contéudo do texto abaixo, com as adaptações de datas necessárias, porque é didático pra base e é o que fez muitas organizações nos procurarem, da direita a ultraesquerda.
 Comprei uma camiseta no 1º de maio com uma frase do Marx que diz: "O único critério de verdade é a prática." Por mais que se diga que a FNOB não é da CONLUTAS porque seus materiais não vem mais com o logotipo da central, todos os sindicatos que estão no jornal são da CONLUTAS. Não apareceu nada desse material no site desses sindicatos. No site da FNOB continua o problema do link do Bancários de Base ser o único que não funciona e acessa nossa página, além de não conter nosso texto na íntegra.
 Está escrito que é uma organização de oposição a CUT. E as barbaridades que a CONLUTAS vem cometendo, como fica? Se as coisas continuarem desse jeito, pra mim, na prática fica parecendo um apêndice da CONLUTAS  com a política deles de contenção dos focos de luta contra a burocracia da CUT.
 Israel

ASSEMBLEIA PARA MUDANÇA ESTATUTÁRIA: POR UM SINDICATO MAIS DEMOCRÁTICO E PRÓXIMO DOS TRABALHADORES!
	Nesta terça-feira dia 14 acontece assembleia para deliberar sobre proposta de mudança estatutária do sindicato. A direção do sindicato apresentou uma série de propostas de mudanças que seriam necessárias para “modernizar” o estatuto. Entretanto, analisando-se as propostas uma a uma, percebe-se que a intenção é criar um sindicato mais distante da base e dos trabalhadores, por isso somos contra as mudanças, e apresentamos outras propostas.
	 Mudanças	que somos contrários:


Organizaçao	por local de trabalho. A função dos representantes por local	de trabalho deve ser a defesa dos interesses gerais dos	trabalhadores, e não limitada como na proposta da diretoria. A	forma de eleição dos representantes deve ser definida em	assembleia, e não pela diretoria, como está na proposta. A eleição	de representantes não pode estar vinculada às chapas que concorrem	à diretoria, mas deve ocorrer em processo separado, e os	representantes devem ser sempre eleitos diretamente pela base. As	reuniões dos representantes devem ter caráter deliberativo, e a	diretoria deve obrigatoriamente encaminhar o que for deliberado.
Encontros	da categoria. A proposta da diretoria estabelece uma confusão	quanto ao que são as “instâncias superiores da classe	trabalhadora”, citando as centrais e confederações. A instância	máxima de decisão deve ser sempre a assembleia dos trabalhadores.	Nenhuma decisão pode ser emitida por central ou confederação, e	qualquer proposta tem que passar por assembleia de base para ser	referendada ou não.
Adequações	financeiras/gráfica dos bancários. A sustentação financeira	de um sindicato deve vir apenas da contribuição voluntária dos	trabalhadores. O sindicato não pode ter outras fontes de renda,	pois isso faz com que deixe de depender dos trabalhadores, podendo	se sustentar independentemente da situaçao da categoria estar	piorando. Há um sério conflito de interesses quando um sindicato	tem uma cooperativa de crédito (Bancredi), pois qual o seu	interesse em lutar para aumentar o salário dos bancários quando	pode obter lucro fazendo empréstimos aos mesmos bancários? Esse é	apenas um exemplo, mas também há outros problemas muito graves em	entidades como Bancoop (que já foi parar nas páginas policiais),	Travessia, Brasil atual, etc. Uma entidade dos trabalhadores não	pode ser um conglomerado empresarial, por isso somos contra a	proposta de incorporar essas
 outras “fontes de renda”. E também	entendemos que a gráfica dos bancários deve ser tratada como um	instrumento a serviço da informação e conscientização dos	trabalhadores, e não como uma empresa, portanto vinculada ao setor	de comunicação.
Prazo	das eleiçoes. A mudança do prazo para as eleições deve ser	transitória, em função da Copa do Mundo, que acontece em 2014 e	não nos demais anos. E a necessidade de antecipar as proximas	eleições não justifica a proposta de reduzir os prazos para a	formação de chapas e para a própria campanha, pois é necessario	tempo suficiente para que a categoria discuta os projetos para a	entidade. 


Sobre as eleições. Também é preciso que as	chapas inscritas tenham iguais condições de levar suas propostas	aos bancários e para isso a lista dos votantes deve ser	disponibilizada a todas as chapas em até 5 dias apos a sua	inscrição, em meio eletrônico e organizada por local de	trabalho.


Quórum das eleiçoes. A proposta de reduzir o	quórum prejudica a representatividade, pois uma diretoria pode	acabar sendo eleita com um número muito pequeno de votos. Um quórum	elevado, ao contrário, obriga a que as chapas façam um debate mais	ampliado, expressando um processo real de organização e	envolvimento da categoria, para termos uma gestão verdadeiramente	representativa.


Propostas	que apresentamos: 	 


Proporcionalidade	direta. Na fórmula atual, uma chapa que for eleita com 51% dos	votos fica com 100% dos cargos da diretoria. Isso faz com que a	vontade dos 49% que votaram na outra chapa deixe de estar	representada, como se esses trabalhadores não existissem. A	proporcionalidade direta faz com que o número de cargos de cada	chapa seja proporcional aos votos. Assim, todas as propostas e	formas de pensamento podem estar representadas na diretoria, o que é	muito mais democrático e enriquece o debate. Um diretoria composta	com a representação de diferentes posições permite que a	categoria conheça o trabalho de cada chapa e perceba como suas	idéias funcionam na prática. O debate democrático entre posições	divergentes fortalece a categoria, pois faz com que as decisões	sejam tomadas de forma mais consciente. A composição proporcional	faz com que os trabalhadores
 possam avaliar os projetos e escolher	aquele que deve ter mais cargos e mais resposabilidades numa proxima	eleiçao.
Limitaçao	do número de mandatos, sendo no máximo dois consecutivos e com	a obrigatoriedade de permanência na base em um dos mandatos. O	dirigente sindical que se afasta por longo período deixa de sofrer	as pressões a que o trabalhador está submetido, e na prática	deixa de raciocinar como trabalhador. O dirigente que não está no	dia a dia dos locais de trabalho não vivencia os problemas com a	mesma urgência e não está sintonizado com as necessidades reais	da base. Além disso, o afastamento dos dirigentes sindicais	transforma a atuação sindical num modo de vida. O dirigente busca	se eleger e chegar aos cargos justamente para ficar afastado, para	não ter que bater ponto todos os dias, para usar o sindicato como	trampolim para a carreira política, etc. A limitação do número	de mandatos e a permanência na base obriga a que os dirigentes	permaneçam vinculados à
 categoria, sem transformar o sindicalismo	em profissão. No caso de representantes vindos dos bancos privados,	o dirigente pode sair da diretoria e permanecer como dirigente de	base, que também tem estabilidade. Nada justifica que dirigentes	passem décadas como diretores, afastados da base.
Diretoria	colegiada, com coordenaçao rotativa. A atual forma de	composição da diretoria concentra os poderes numa cúpula formada	por presidente, secretaria-geral, diretores executivos, enquanto que	os demais diretores tem pouca influência. Somos contra esse formato	 “presidencialista”. Numa diretoria colegiada o voto de todos os	diretores tem o mesmo peso. As diversas secretarias, como jurídica,	comunicação, finanças, podem ser dirigidas por coordenadores, e	de forma rotativa, sem que para isso esses diretores acumulem	poderes superiores aos demais. A forma colegiada garante uma maior	democracia e riqueza de debate interno na diretoria.
Espaço	igual na folha bancaria para posiçoes divergentes nas eleiçoes	sindicais e   assembleias que aprovam acordo coletivo. A Folha	Bancária é o órgão informativo da categoria, que deve estar a	serviço do conjunto dos trabalhadores da base. Por isso, a Folha	Bancária não pode ser um monopólio da diretoria. Não é correto	que apenas um ponto de vista se expresse. Numa eleição, por	exemplo, não é correto que apenas uma das chapas tenha espaço na	Folha Bancária, que pertence ao sindicato, e não à diretoria. O	correto seria que houvesse espaço igual para as posições	contrárias. Da mesma forma, numa assembleia decisiva, que vai	aprovar o acordo coletivo, é importante que estejam expressas as	posições e argumentos a favor e contra a proposta, para que os	trabalhadores possam votar de maneira mais consciente.
Eleiçoes	sindicais abertas para toda categoria. Assim como acontece nas	assembleias que aprovam acordo coletivo, em que todos os bancários	votam, também na eleição da diretoria o voto deveria ser aberto a	todos os trabalhadores que estão na categoria, independentemente de	serem sindicalizados. E também deveria ser permitida a	sindicalização dos terceirizados, pois quem trabalha em banco	bancário é.




Em 22 de maio de 2013 23:22, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:







Olá
compas





Na
falta de reunião, ficamos sem um fórum para fechar o texto de
balanço da assembleia estatutária. Faço uma última consulta sobre
esse texto, antes de publicá-lo em blog e mandar via eletrônica
para os contatos. Há uma questão que para mim está pendente. A
Articulação disse que a proposta de mudança estatutária tinha
sido construída a quatro mãos. O MNOB não disse nada sobre essa
afirmação?





Em
relação ao jornal da FNOB, várias questões a serem esclarecidas. 






Primeiro,
o texto de balanço da assembleia em SP não entrou porque o jornal
estava sendo diagramado e fechado um dia depois da própria
assembleia. Portanto, não havia tempo hábil para incluí-lo. Fiz a
consulta aos companheiros sobre a nota, mas somente o Messias se
manifestou. Como o texto não entrou no jornal, fiz as alterações e
mandei para consulta para que seja fechado, o que continuo
aguardando.





Segundo,
quanto aos textos que entraram no jornal, vários problemas. O
Messias apontou corretamente que o sindicato e apcef cumpriram seu
papel institucional de fazer a defesa jurídica, portanto seria
incorreto dizer que não fizeram nada como estava no texto, e o certo
é dizer que não fizeram nenhuma campanha política, porque não tem
intenção de enfrentar a CEF e o governo.





Terceiro,
os textos já tinham sido remetido para o nosso e-mail dias antes, e
somente na véspera de serem enviados se percebeu esse erro. Uma
falha grave nossa. Para que essa falha seja corrigida, precisamos
aprimorar a comunicação com a FNOB. Existe uma lista de discussão
da FNOB para onde esses textos foram enviados em sua primeira versão.
Convites já foram enviados a todos os integrantes do BdB para que se
incorporem a essa lista. O convite será enviado novamente e pedimos
retorno em caso de falha no processo. Esperamos que isso previna os
problemas de comunicação futuros. Cabe lembrar que dentro da
própria FNOB surgiram crítivas aos textos depois que o jornal já
estava montado, o que mostra que os outros coletivos têm um ritmo
muito lento para fazer os debates. Não é uma falha apenas nossa.
Assim, a coordenação da FNOB acaba tomando as decisões e
aplicando, na impossibilidade de esperar que todos se posicionem.





Quarto,
para esclarecer mais uma vez, a FNOB não faz parte da Conlutas. A
única oposição dentro da Conlutas, que faz oposição ao PSTU, é
o Bloco Classista, Anticapitalista e de Base. O Bloco é integrado
pelo Espaço Socialista e MR. Mas a FNOB não faz parte do Bloco.
Portanto, a FNOB não faz parte da Conlutas. Se o que o companheiro
quis dizer é que o jornal da FNOB, mesmo não sendo da Conlutas, se
parece com um jornal da Conlutas, então precisamos verificar se se
trata apenas de um problema de problema de linguagem ou se a política
expressa no jornal têm problemas. Seja uma coisa ou outra, isso só
pode ser corrigido por meio de mais participação nos fóruns
internos da FNOB.





Isso
terá que ser pauta da próxima reunião, quando quer que ela
aconteça. Temos que discutir essa relação com a FNOB no contexto
de preparação da próxima campanha salarial. O Encontro da FNOB
está marcado para 6 e 7 de julho em Brasília. Precisamos decidir
quem de nós vai e qual a nossa contribuição para o Encontro. Acho
que é sobre isso que devemos desde já ir conversando a respeito.





Daniel








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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years!



Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” 







“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos!



Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”







Iron Maiden, “Wasted Years”



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On Ter 21/05/13 20:55 , Utopia utopia_s em yahoo.com.br sent:




Olá a tod em s!Pessoal, insisto em dizer que pra mim não há problemas esta semana quanto ao dia da reunião. Porem está claro que não vale para os demais. Por outro lado, não faz sentido fazermos reunião com dois ou três camaradas. No final de semana @s comp em s terão atividades ligadas ao ES. Só nos resta então a segunda à noite para uma reunião mais produtiva e irmos nos articulando via e-mail e telefone até lá. Não vejo outras possibilidades. 
Messias.














--- Em seg, 20/5/13, Israel Fernandez Junior
  escreveu:





De: Israel Fernandez
 Junior 


Assunto: Re: texto sobre assembleia / jornal FNOB / reunião do coletivo


Para: "Utopia" 


Cc: "tzitzimitl em terra.com.br" , "Rodrigo Silva do ÿffffd3" , "Márcio Cardoso da Silva" , ": d.ribeirovargas em gmail.com" 



Data: Segunda-feira, 20 de Maio de 2013, 9:10





Bom dia companheiros! Tenho compromisso na quarta feira, por isso, proponho terça ou quinta. Pediria que enviassem novamente o convite da lista da frente porque o primeiro não deu certo.

 Em relação ao 1º texto, a edição em função nº de toques de certa forma tirou uma característica do nosso coletivo nesse embate com todas as centrais, que é o de dizer pra base o tipo de luta que apontamos e que consta no texto original enviado.

 Outra coisa importantíssima ao meu ver deixado de fora pelos mesmo motivos, foi a defesa das propostas. Somente nós defendemos o calendário de lutas com toda aquela manobra de tempo do uso do microfone contra todas as centrais sindicais, com destaque para a CONLUTAS que defendeu ardorosamente a proposta da CUT sem por nem tirar uma vírgula. No texto original havia apenas uma frase que resumia isso mas não entrou. Achei que a questão aí foi política e não de espaço.

 Quanto ao texto da demissão do Messias, ele mesmo disse o que eu queria dizer. Para caracterizar minha posição, além de ser oposição a CUT, também sou oposição a CONLUTAS.

 O jornal da Frente não me parece ser de uma oposição dentro da CONLUTAS mas sim uma material da própria central. Isso pode causar uma confusão e um problema político pra nós com nossa base.

 Israel





Em 20 de maio de 2013 04:00, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:







Olá a tod em s!Agora comp em s. gostaria de fazer  observações quanto ao jorna da FNOB em si.  A matéria do BB ok, precisa.  Também  dialoga bem o comparativo da exploração cotidiana com   o trabalho escravo/forçado das gales ao ritmo do bumbo.  E como já explicado, o jornal é  direcionado  para banco público, o que de certa forma já explica o meu questionamento quanto à não publicação da matéria sobre estatuto em SP e suas implicações .

Quanto à matéria relativa ao processo da caixa, penso que teríamos de ter  denunciado a decisão das entidades evitarem ao máximo
 a publicização deste e demais casos, ligando-os aos os outros comp em s atingidos na categoria e ao ataque sistêmico contra classe,  na denuncia à
 caixa, bb e governo, etc.. e cobrança de caráter politico e "bater" neste sentido.E pra sermos corretos, fazer o contraponto.  Ainda que esta seja a obrigação deles, precisaríamos não omitir que cumpriram suas obrigações burocráticas( de honorários, passagem/hospedagem pra Brasília, estas coisas)  e dizer que neste tipo de situação, são necessários mas insuficientes e que por outro lado ao pouparem o governo Caixa. BB estatais outras funcionalismo em geral, eles permitem que a coisa se repita e multiplique o ataque contra a livre organização dos trabalhadores. Penso que não estar querendo demais, mas este é o meu sentimento.  De qualquer forma @s comp em s demostram na prática a sua solidariedade ativa, o que reconheçamos, é de
 qualidade.Messias.


--- Em sáb, 18/5/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:




De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>



Assunto: texto sobre assembleia / jornal FNOB / reunião do coletivo


Para: "Israel Fernandez Junior" <israelfernandezjr em gmail.com>


Cc: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>, ""Rodrigo Silva do ÿffffd3"" <rodrigodoo em yahoo.com.br>, ""Márcio Cardoso da Silva"" <marciocarsi em gmail.com>, ": d.ribeirovargas em gmail.com"
 <d.ribeirovargas em gmail.com>


Data: Sábado, 18 de Maio de 2013, 21:25











Olá
compas




O
texto sobre a assembleia estatutária acabou não podendo entrar no
jornal da FNOB.




Temos
então tempo hábil para incorporar ao texto as observações do
Messias e outras que surgirem, para publicar e divulgar entre os
nossos contatos por meio eletrônico. Fiz algumas modificações e
submeto agora à aprovação do coletivo. A citação ao MNOB está
na nova versão com uma cobrança pública em relação ao que a
burocracia disse deles.




Em
relação ao jornal da FNOB, segue em anexo a versão definitiva. O
jornal trata basicamente de BB e CEF. Fomos informados de que os
compas da FNOB estão enviando 2.000 exemplares a São Paulo, aos
cuidados do companheiro Douglas.




Temos
que pensar em como trabalharemos com o jornal em nossa base, onde
iremos distribuir, que tiragem podemos imprimir além desses 2.000,
etc.




Para
isso e também para seguir com as demais questões, precisamos de uma
reunião do coletivo. Depois dos problemas para marcar a última
reunião antes da assembleia, é melhor nos comunicarmos com mais
antecedência.




Minha
proposta é de reunião na próxima quarta-feira à noite.




Daniel













_________________________________________




“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years!




Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” 









“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos!




Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”









Iron Maiden, “Wasted Years”




_________________________________________
























ARTICULAÇÃO
MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO 

E AUMENTA
CONTROLE BUROCRÁTICO






	Na
terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites
como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria
construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a
convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A
divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana
antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões
de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo
debate com a base, com tempo hábil para que os bancários
discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa,
para que surgissem outras propostas a respeito, o que enfim, exigiria
no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.
	Na
verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade,
que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era
realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar
o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua
obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
constrói a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base –
SP
(http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html).


	Na
assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados e
trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato
de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
são minoria na base, estão escaldados por anos de traição
explícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos
de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo
hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
	Uma das
mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
do sindicato previstas no estatuto as receitas geradas por entidades
subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já
frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro
das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num sério
conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento
de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria
de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés
de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores,
ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os
patrões), Travessia, rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros
pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
contribuição dos sócios. O sindicato s tornou independente dos
trabalhadores que deveria representar.
	Para
continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial,
e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a
diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais
a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e
realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de
oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de
votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação
pretende se manter ad eternum no controle do sindicato.
	Toda
forma está a serviço de algum conteúdo e não existe conteúdo que
não precise de uma forma. A forma de funcionamento do sindicato está
a serviço de uma determinada política. A política da Articulação
e seus satélites para o sindicato está bem clara. Há décadas este
grupo se apoderou do controle da entidade e o transformou no inverso
do que era. Ao invés de um instrumento para as lutas da categoria, o
sindicato é hoje um obstáculo. Há décadas abandonou-se a luta
pela estabilidade nos bancos privados, e com isso, sob a ameaça de
demissão, estes companheiros não mais fazem enfrentamento aos
bancos. Há mais de uma década abandonou-se a luta pelas
reivindicações dos bancos públicos, pois isso exigiria enfrentar a
gestão privatista hoje em aplicação no BB e na CEF (que estão
engolindo os bancos estaduais remanescentes). Não é preciso vender
as ações dos bancos públicos para tratá-los como privados e a
atual gestão já faz isso. Os resultados estão no dia a dia das
agências e departamentos: desrespeito aos clientes, venda casada,
rebaixamento salarial e retirada de direitos e benefícios, metas,
assedio moral, individualismo e fim da solidariedade entre colegas,
sobrecarga de serviço, adoecimento físico e psicológico. 

	A
Articulação e seus satélites não enfrenta esse projeto, pois não
quer entrar em conflito com um governo que é do PT, o seu partido,
que é o patrão dos públicos e é aliado dos banqueiros privados
(assim como é aliado do agronegócio, da grande indústria, etc.).
Ao invés de lutar contra tudo isso, o sindicato de São Paulo, o
principal da categoria no país, abandona a resistência cotidiana
nos locais de trabalho, abandona os fóruns de base, as reuniões de
representantes e delegados sindicais, esvazia as assembleias e
espaços de participação. As campanhas salariais são meramente
teatrais, pois não tratam das principais reivindicações listadas
acima, não enfrentam os bancos, pois não afetam seu lucro, não
permitem a participação da base, a formação de comandos de greve,
a apresentação de propostas em assembleia, etc.
	Essa
política vem sendo aplicada há anos e as novas mudanças
estatutárias ajudam a aprofundar esse projeto. Trata-se de um antigo
projeto da Articulação a criação do que era chamado de “sindicato
orgânico” na década de 1980, um sindicato nacional por categoria
(que no nosso caso seria a Contraf), com o poder de assinar acordos,
sem a necessidade de passar por fóruns de deliberação na base das
categorias, como as assembleias. Agora surge pelas mãos da mesma
Articulação o projeto do ACE, o Acordo Coletivo Especial, que prevê
justamente isso, a possibilidade de acordos inferiores ao que está
garantido na CLT possam ser aprovados sem passar por assembleia. Esse
modelo de sindicalismo é o mesmo que existe nos Estados Unidos e na
Europa há décadas. 

	Lá as
burocracias sindicais se tornaram parceiras das empresas, uma espécie
de anexo ao departamento de recursos humanos. Os sindicatos
administram os fundos de pensão, que movimentam fortunas (nisso os
bancários da Articulação foram pioneiros no Brasil, com a
Globalprev de Luis Gushiken e as negociatas da PREVI), têm o poder
de decidir sobre contratação e demissão, negociam os salários e
os direitos dos trabalhadores sem que estes possam se organizar de
maneira independente (sem a “permissão” dos sindicatos, as
greves são ilegais), sem que haja qualquer tipo de oposição, pois
qualquer militante que divergisse do grupo dirigente seria denunciado
para a patronal para demissão.
	É esse
o projeto que está em implantação no Brasil pela Articulação.
Com isso, os burocratas sindicais teriam condições de sobreviver,
independentemente do PT estar no governo ou não, pois seriam
parceiros indispensáveis da burguesia na gestão das empresas e na
efetivação dos ataques sobre os trabalhadores sem que haja
resistência. Não há mais como buscar qualquer tipo de acordo com
esse tipo de projeto e essa concepção de sindicalismo expresso pela
Articulação e seus parceiros tipo DS e PcdoB. Por isso mesmo,
causou estranheza que nas mesma assembleia a Articulação tenha
feito uma cobrança aos coletivos de oposição, dizendo em alto e
bom som no microfone que a proposta de estatuto havia sido construído
a quatro mãos com “a oposição”. Qual oposição, cara pálida?
Fica no ar a pergunta aos companheiros do MNOB/Conlutas, que
participaram conosco da redação de um panfleto contra as propostas
da Articulação, mas que segundo os próprios dirigentes, estavam já
cientes de todas as propostas. Com a palavra, os companheiros.
	De nossa
parte, o Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB segue apostando na
organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na
comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base,
remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação do controle
do sindicato e retomar a entidade para a luta dos trabalhadores.




 







On Sex 17/05/13 19:23 , Israel Fernandez Junior israelfernandezjr em gmail.com sent:



Messias, 

Precisa ser apurado. Se for verdade, suas palavras são de um lorde, de uma pessoa extremamente educada para mais um caso do PSTU/CONLUTAS.
 OBS.: dei bobeira e respondi a mensagem anterior só ao Messias.







Em 17 de maio de 2013 10:57, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:







Olá Israel!







Na verdade ela "sugeriu''  que a proposta de alteração estatutária teve a participação do mnob. Não apenas uma "consulta". e mesmo que o fosse, politicamente é muitíssimo complicado.
MESSIAS.















-- Em sex, 17/5/13, Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com> escreveu:








De: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>




Assunto: Re: texto sobre assembleia



Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>



Data: Sexta-feira, 17 de Maio de 2013, 8:36








Messias, Taí uma vinculação (ACE) que se existir e for bem colocada é fundamental para trabalharmos.
 Não sei se agora neste jornal. Não entendi a questão da cobrança da Juvandia das oposições. Que acordo é esse?
 Israel







Em 16 de maio de 2013 09:39, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:









Olá tod em s!!
Penso ser importante apontar e fazer a vinculação da  reforma estatutária com o projeto do ACE , sindicato orgânico e sindicato empresa.  Denunciar o modelo americano/europeu e as travas que tal modelo apresenta para a luta.  Também atentar para a necessidade imperiosa de buscarmos construir de fato um trabalho de oposição mais consistente e consequente entre todos os setores que realmente estão comprometidos.  Foi  cobrado de  público pela presidente do seeb, discussões e deliberações com "setores" da oposição, que teriam "construido" a reforma "a quatro mãos", uma espécie de acordo previo com pelo menos o mnob. Sei do problema de espaço para tantos elementos. Façamos o possível.




Messias.  







--- Em qua, 15/5/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:








De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>





Assunto: texto sobre assembleia



Para: tzitzimitl em terra.com.br, marciocarsi em yahoo.com.br, d.ribeirovargas em gmail.com, rodrigodoo em yahoo.com.br, israelfernandezjr em gmail.com, utopia_s em yahoo.com.br, c.comunista em yahoo.com.br







Data: Quarta-feira, 15 de Maio de 2013, 23:20











Olá compas do Bancários de Base







Hoje tive contato telefônico com companheiros da FNOB que cogitaram a possibilidade de um texto sobre a assembleia estatutária entrar ainda no próximo jornal da FNOB. Mas para isso teríamos que aprovar o texto entre hoje e amanhã pela manhã, quando seria remetido.











Redigi um rascunho, mas como não estive na assembleia, seria preciso que em especial os companheiros que lá estiveram o aprovassem.







O espaço é de no máximo 3.800 toques.
Daniel















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“So, understand! You waste your time always searching for those wasted years! 



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“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos! 



Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!” 







Iron Maiden, “Wasted Years” 



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ARTICULAÇÃO MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO 

E AUMENTA CONTROLE BUROCRÁTICO







Na terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo debate com a base, com tempo hábil para que os bancários discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa, para que surgissem outras
 propostas a respeito, o que enfim, exigiria no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.

Na verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade, que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que constroi a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base – SP (http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html). 

Na assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja, diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados, trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que são minoria na base, estão escaldados por anos de traiçãoexplícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.

Uma das mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda do sindicato as receitas geradas por entidades subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num sério conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores, ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os patrões), Travessia, rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da contribuição dos sócios.

Para continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial, e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação pretende se manter ad eternum no controle do sindicato.

O coletivo Bancários de Base segue apostando na organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base e remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação do controle do sindicato.


















































































































































































 


































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