[Bancariosdebase] texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo / eleição no BB

Daniel tzitzimitl em terra.com.br
Terça Maio 28 00:36:17 UTC 2013


 
	Olá Compas 
	O coletivo entrou novamente em fase de paralisia, por falta de datas
possíveis para reunião e problemas pessoais.   
	Na falta de datas para reunião, acabamos então não nos entendendo
sobre questões básicas. 
	O texto sobre assembleia estatutária que está no blog é o do
panfleto que distribuímos no dia da assembleia. 
	O texto que enviei nesta segunda-feira pela manhã, e que acabo de
publicar no blog, já que não houve comentário quanto ao conteúdo,
é o balanço da assembleia. Alguns companheiros entendem que esse
texto deveria ser distribuído amplamente na categoria, mas o meu
entendimento é de que no momento não temos recursos para pensar em
editar um panfleto. 
	Em relação à FNOB, o Messias tem razão, a discussão terá que
ser feita em reunião presencial, e será preciso uma boa reunião. 
	Em relação à eleição do conselho do BB, a Vânia simplesmente
mentiu, o Coletivo Bancários de Base – SP não apóia nenhum
candidato, porque essa discussão não foi feita ainda. 
	Existe a proposta dos companheiros da FNOB de Brasília de apoiarmos
um candidato da base do DF, mas essa proposta também não foi
discutida ainda. 
 Trocamos apenas e-mails a respeito. O que tem sido dito nos nossos
e-mails é basicamente o seguinte: 
	- a eleição é uma armadilha ideológica para passar aos
trabalhadores a ilusão de que o banco é democrático. 
	- o representante eleito não terá nenhum poder de influenciar as
questões que afetam mais diretamente os funcionários, como salários
e condições de trabalho. 
	- nas questões em que o representante poderá teoricamente
influenciar, essa influência será nula, pois ele será
automaticamente voto vencido contra os outros 6 diretores. 
	- nessas condições, só faz sentido participar do debate dessa
eleição para denunciar o processo. 
	- na denúncia do processo podemos elencar tanto as questões que
são de real interesse para os funcionários, as suas reivindicações
históricas, como também reivindicações relativas à gestão do
banco: 
	a) contra a gestão privatista, por um banco 100% sob controle dos
trabalhadores; 

	b) contra o aparelhamento do banco por partidos políticos; 

	c) por um banco a serviço da classe trabalhadora e não das grandes
empresas; 

	d) fim dos negócios com empresas corruptoras, sonegadoras,
latifundiários que usam trabalho escravo, etc. 

	e) fim da terceirização no banco, concurso público para todas as
careiras; 
	- não há nenhum candidato que tenha se manifestado em favor desse
programa. o candidato apoiado pelo MNOB tem vínculos com a CUT,
central controlada pelo PT, partido que está no governo, ou seja, na
prática, é mais um membro da diretoria nomeado pelo governo. 
	- a única possibilidade de apoiar um candidato estaria em que ele
fizesse a denúncia do processo nos termos listados acima. 
	Esse é mais ou menos o conteúdo das mensagens que temos trocado.
Ainda está sujeito a debate e aguardamos sugestões. Não temos uma
proposta definitiva, pois, como disse acima, não temos podido nos
reunir. 
	Vou inclusive comunicar isso à FNOB 
	Sigamos debatendo entre nós. 
	Daniel 
 _________________________________________ 
 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years! 
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!”  
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos! 
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!” 
 Iron Maiden, “Wasted Years” 
 _________________________________________ 
 On Seg 27/05/13 17:15 , Utopia utopia_s em yahoo.com.br sent:
 Olá Rodrigo, olá a tod em s!Ou a Vânia se equivocou olimpicamente ou
então não sei o que houve. Bancários de Base BB entendeu que não
deveria ir ao Congresso do BB. Nós da CAIXA é que fomos . Na
verdade, temos tod em s sérias dúvidas quanto ao tal Conselheiro
Representante. A meu ver trata-se de mais uma manobra que visa criar
mais um aparato para a burocracia e intensificar o processo de
cooptação e conciliação entre as entidades e a patronal. Além de
restritivo, é altamente figurativo. Apenas mais um mecanismo de
legitimar a gestão temerária e irresponsável das empresas
públicas. Quanto ao texto, ele já está  no blog com outra versão.
A versão atual seria para publicação/divulgação mais ampla. 
dialogando com @s comp em s de bancos privados, que representam
  80% da base de São Paulo. Mas por questões de infra,  a principio
não o faremos ao menos neste momento.Valeu!Messias.
 - Em seg, 27/5/13, Rodrigo Silva do ÿffffd3  escreveu:
 De: Rodrigo Silva do ÿffffd3 
 Assunto: Re: texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo /
eleição no BB
 Para: "Utopia" , "tzitzimitl em terra.com.br [4]" ,
"marciocarsi em yahoo.com.br [6]" , "israelfernandezjr em gmail.com [8]" 
 Data: Segunda-feira, 27 de Maio de 2013, 13:27
 Messias,
 a Vânia (PSTU-RJ) tinha me falado que vocês foram no congresso do
BB e que também iam apoiar o candidato do Bancários Podem Mais pra
GAREF. Ela confundiu tudo? Eu até assinei o apoio ao cara.
 Outra coisa: que material sobre o estatuto é esse? Ele já não tá
no blog do BDB? 
 um abraço!
 Rodrigo
         De: Utopia 
  Para: rodrigodoo em yahoo.com.br [11]; israelfernandezjr em gmail.com
[12]; douglas MR BDB  
 Cc: Bancários de Base Novo  
  Enviadas: Segunda-feira, 27 de Maio de 2013 12:27
  Assunto: Re: texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo /
eleição no BB
 Olá a tod em s!Bom, não dá pra hoje  Precisamos então ver pra quando
é possível nos reunirmos.
 Estamos
  firmes rumo à paralisia. E comp em s, não dá mais pra um  coletivo
pequeno como o nosso, não conseguir se reunir, discutir, deliberar e
cumprir as tarefas colocadas, que são cada vez em maior
  numero.Quanto ao texto referente ao "golpe" da mudança estatutária
se pudermos levar ao conjunto da categoria, seria de qualidade,
dialogando com o em s bacári em sde bancos privados. Q em uanto à FNOB ,
melhor pessoalmente o debate. No que diz respeito ao Conselheiro
representante (antigo Garef/Direp), penso que só aprofunda a
conciliação e à legitimização do peleguismo explicito e criação
de mais aparato para a burocracia, pois não apita nada, é
discriminador quanto ao processo, etc. Participar só se for pra
denunciar mais esta forma de "plano de carreira sindical). Messias!---
Em seg, 27/5/13, Daniel  escreveu:
 De: Daniel
 Assunto: texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo /
eleição no BB
 Para: "Israel Fernandez Junior" 
 Cc: "Utopia" ,
  ""Rodrigo Silva do ÿffffd3"" , ""Márcio Cardoso da Silva"" , ":
d.ribeirovargas em gmail.com [21]" 
 Data: Segunda-feira, 27 de Maio de 2013, 6:47
 #yiv603354634           BODY {font-family:Arial, Helvetica,
sans-serif;font-size:12px;}
 Olá compas
 Em função de um imprevisto não poderei comparecer à reunião do
coletivo, caso ela aconteça hoje.
 Ainda em relação ao texto sobre assembleia estatutária, só para
explicar ao Israel, não se trata de texto para um panfleto. Não
temos condições financeiras nesse momento de produzir um panfleto. O
texto que estamos discutindo sobre assembleia estatutária é um
material para divulgação em meio eletrônico, em blog e e-mail. Fiz
mais uma versão do texto e aguardo aprovação. A única mudança
está no parágrafo que trata da afirmação da Articulação de que
as propostas foram construídas com "a oposição".
 Primeiro, como somos oposição, temos que reafirmar que não
participamos de nenhuma discussão com a diretoria sobre as propostas,
para não sermos confundidos com essa "oposição". E segundo, temos
que cobrar dos demais grupos que façam pronunciamento idêntico.
Segue então o texto para avaliação.
 Em relação à FNOB, precisaremos fazer uma discussão muito bem
feito sobre o que é a FNOB, sua história, como foi cada encontro,
quais são os coletivos que fazem parte, qual o seu peso na diretoria
de cada sindicato, que outras correntes existem nas mesmas
diretoriais, qual o peso da FNOB e da Conlutas em cada sindicato, qual
o peso de cada sindicato de oposição na configuração nacional, o
que são os outros grupos e associações que fazem parte, quais as
suas concepções, etc. Sem essa discussão muito bem feita não vai
ser possível ter uma política do coletivo para FNOB.
 Mesmo assim, precisamos ter uma política, já que na semana que vem
o BB fará eleição para o representante dos funcionários na
diretoria. Os companheiros da FNOB propõem apoiar um candidato da
base do DF. Temos que ver o que pensamos sobre essa eleição e se
concordamos em defender ou não um candidato.
 Fico no aguardo das respostas e tentarei fazer contato por celular ao
longo do dia.
 Daniel
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wasted years!
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anos dourados!”
 Iron Maiden, “Wasted Years”
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 ARTICULAÇÃO
 MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO 
 E AUMENTA
 CONTROLE BUROCRÁTICO
 Na
 terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
 Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
 no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
 diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites
 como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria
 construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a
 convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
 do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A
 divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana
 antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões
 de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo
 debate com a base, com tempo hábil para que os bancários
 discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa,
 para que surgissem outras propostas a respeito, o que enfim, exigiria
 no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.
 Na
 verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade,
 que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era
 realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar
 o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua
 obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
 introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
 condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
 atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
 constroi a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
 diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
 unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base
–
 SP
 (http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html
[23]).
 Na
 assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
 diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados e
 trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
 nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato
 de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
 são minoria na base, estão escaldados por anos de traição
 explícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos
 de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo
 hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
 conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
 Uma das
 mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
 do sindicato previstas no estatuto as receitas geradas por entidades
 subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já
 frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro
 das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num
sério
 conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento
 de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria
 de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés
 de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores,
 ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os
 patrões), Travessia, Rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
 fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros
 pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
 contribuição dos sócios. O sindicato se tornou independente dos
 trabalhadores que deveria representar.
 Para
 continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial,
 e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a
 diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais
 a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e
 realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de
 oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de
 votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação
 pretende se manter “ad eternum” no controle do sindicato.
 Toda
 forma está a serviço de algum conteúdo e não existe conteúdo que
 não precise de uma forma. A forma de funcionamento do sindicato
está
 a serviço de uma determinada política. A política da Articulação
 e seus satélites para o sindicato está bem clara. Há décadas este
 grupo se apoderou do controle da entidade e o transformou no inverso
 do que era. Ao invés de um instrumento para as lutas da categoria, o
 sindicato é hoje um obstáculo. Há décadas abandonou-se a luta
 pela estabilidade nos bancos privados, e com isso, sob a ameaça de
 demissão, estes companheiros não mais fazem enfrentamento aos
 bancos, vêem o sindicato como algo externo, uma mistura de
 escritório de serviços ou clube de convênios. Há mais de uma
 década abandonou-se a luta pelas reivindicações dos bancos
 públicos, pois isso exigiria enfrentar a gestão privatista hoje em
 aplicação no BB e na CEF (que estão engolindo os bancos estaduais
 remanescentes). Não é preciso vender as ações dos bancos
públicos
 para tratá-los como privados e a atual gestão já faz isso. Os
 resultados estão no dia a dia das agências e departamentos:
 desrespeito aos clientes, venda casada, rebaixamento salarial e
 retirada de direitos e benefícios, metas, assedio moral,
 individualismo e fim da solidariedade entre colegas, sobrecarga de
 serviço, adoecimento físico e psicológico. 
 A
 Articulação e seus satélites não enfrenta esse projeto, pois não
 quer entrar em conflito com um governo que é do PT, o seu partido,
 que é o patrão dos públicos e é aliado dos banqueiros privados
 (assim como é aliado do agronegócio, da grande indústria, etc.).
 Ao invés de lutar contra tudo isso, o sindicato de São Paulo, o
 principal da categoria no país, abandona a resistência cotidiana
 nos locais de trabalho, abadona os fóruns de base, as reuniões de
 representantes e delegados sindicais, esvazia as assembleias e
 espaços de participação, não encaminha o que é votado em
 assembleias, etc. As campanhas salariais são meramente teatrais,
 pois não tratam das principais reivindicações listadas acima, não
 enfrentam os bancos, pois não afetam seu lucro, não permitem a
 participação da base, a formação de comandos de greve, a
 apresentação de propostas em assembleia, etc.
 Essa
 política vem sendo aplicada há anos e as novas mudanças
 estatutárias ajudam a aprofundar esse projeto. Trata-se de um antigo
 projeto da Articulação a criação do que era chamado de
“sindicato
 orgânico” na década de 1980, um sindicato nacional por categoria
 (que no nosso caso seria a Contraf), com o poder de assinar acordos,
 sem a necessidade de passar por fóruns de deliberação na base das
 categorias, como as assembleias. Agora surge pelas mãos da mesma
 Articulação o projeto do ACE, o Acordo Coletivo Especial, que
prevê
 justamente isso, a possibilidade de acordos inferiores ao que está
 garantido na CLT possam ser aprovados sem passar por assembleia. Esse
 modelo de sindicalismo é o mesmo que existe nos Estados Unidos e na
 Europa há décadas. 
 Lá as
 burocracias sindicais se tornaram parceiras das empresas, uma
espécie
 de anexo ao departamento de recursos humanos. Os sindicatos
 administram os fundos de pensão, que movimentam fortunas (nisso os
 bancários da Articulação foram pioneiros no Brasil, com a
 Globalprev de Luis Gushiken e as negociatas da PREVI), têm o poder
 de decidir sobre contratação e demissão, negociam os salários e
 os direitos dos trabalhadores sem que estes possam se organizar de
 maneira independente (sem a “permissão” dos sindicatos, as
 greves são ilegais), sem que haja qualquer tipo de oposição, pois
 qualquer militante que divergisse do grupo dirigente seria denunciado
 para a patronal para demissão.
 É esse
 o projeto que está em implantação no Brasil pela Articulação.
 Com isso, os burocratas sindicais teriam condições de sobreviver,
 independentemente do PT estar no governo ou não, pois seriam
 parceiros indispensáveis da burguesia na gestão das empresas e na
 efetivação dos ataques sobre os trabalhadores sem que haja
 resistência. Não há mais como buscar qualquer tipo de acordo com
 esse tipo de projeto e essa concepção de sindicalismo expresso pela
 Articulação e seus parceiros tipo DS e PcdoB. Por isso mesmo,
 causou estranheza que na mesma assembleia a Articulação tenha feito
 uma cobrança aos coletivos de oposição, dizendo em alto e bom som
 no microfone que a proposta de estatuto havia sido construída a
 quatro mãos com “a oposição”. Qual oposição, cara pálida? 
 Conforme
 expusemos acima, nós do Coletivo Bancários de Base, assim que
 tomamos conhecimento das propostas de alteração, chamamos os demais
 grupos de oposição para reunião,  fizemos o esforço para
 construir um panfleto contra as mudanças estatutárias e para
 protocolar num documento na sede do sindicato reafirmando nossa
 oposição às propostas. Jamais tivemos qualquer diálogo com a
 diretoria sobre a construção das propostas. Repudiamos essa
 tentativa de confundir a base com o método de calúnias e
 insinuações. Negamos categoricamente qualquer participação em
 discussões com a diretoria sobre essas propostas. Reafirmamos nossa
 crítica a todas as propostas aprovadas e reafirmamos a defesa de
 propostas de funcionamento democráticas do sindicato que sempre
 fizemos em nossos materiais. Aguardamos também um pronunciamento
 público dos demais coletivos de oposição sobre essa insinuação
 da diretoria.
 De nossa
 parte, o Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB segue apostando na
 organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na
 comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base,
 retomar as lutas dos bancários mesmo contra a direção do sindicato
 e futuramente remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação
 do controle do sindicato e retomar a entidade para a luta dos
 trabalhadores.
 On Qui 23/05/13 07:58 , Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com [24] sent:
 Bom dia companheiros! Proponho que o panfleto contenha também o
contéudo do texto abaixo, com as adaptações de datas necessárias,
porque é didático pra base e é o que fez muitas organizações nos
procurarem, da direita a ultraesquerda.
  Comprei uma camiseta no 1º de maio com uma frase do Marx que diz:
"O único critério de verdade é a prática." Por mais que se diga
que a FNOB não é da CONLUTAS porque seus materiais não vem mais com
o logotipo da central, todos os sindicatos que estão no jornal são
da CONLUTAS. Não apareceu nada desse material no site desses
sindicatos. No site da FNOB continua o problema do link do Bancários
de Base ser o único que não funciona e acessa nossa página, além
de não conter nosso texto na íntegra.
  Está escrito que é uma organização de oposição a CUT. E as
barbaridades que a CONLUTAS vem cometendo, como fica? Se as coisas
continuarem desse jeito, pra mim, na prática fica parecendo um
apêndice da CONLUTAS  com a política deles de contenção dos focos
de luta contra a burocracia da CUT.
  Israel
 ASSEMBLEIA PARA MUDANÇA ESTATUTÁRIA: POR UM SINDICATO MAIS
DEMOCRÁTICO E PRÓXIMO DOS TRABALHADORES!
 Nesta terça-feira dia 14 acontece assembleia para deliberar sobre
proposta de mudança estatutária do sindicato. A direção do
sindicato apresentou uma série de propostas de mudanças que seriam
necessárias para “modernizar” o estatuto. Entretanto,
analisando-se as propostas uma a uma, percebe-se que a intenção é
criar um sindicato mais distante da base e dos trabalhadores, por isso
somos contra as mudanças, e apresentamos outras propostas.
  Mudanças que somos contrários:
 Organizaçao por local de trabalho. A função dos representantes por
local de trabalho deve ser a defesa dos interesses gerais dos
trabalhadores, e não limitada como na proposta da diretoria. A forma
de eleição dos representantes deve ser definida em assembleia, e
não pela diretoria, como está na proposta. A eleição de
representantes não pode estar vinculada às chapas que concorrem à
diretoria, mas deve ocorrer em processo separado, e os representantes
devem ser sempre eleitos diretamente pela base. As reuniões dos
representantes devem ter caráter deliberativo, e a diretoria deve
obrigatoriamente encaminhar o que for deliberado.
 Encontros da categoria. A proposta da diretoria estabelece uma
confusão quanto ao que são as “instâncias superiores da classe
trabalhadora”, citando as centrais e confederações. A instância
máxima de decisão deve ser sempre a assembleia dos trabalhadores.
Nenhuma decisão pode ser emitida por central ou confederação, e
qualquer proposta tem que passar por assembleia de base para ser
referendada ou não.
 Adequações financeiras/gráfica dos bancários. A sustentação
financeira de um sindicato deve vir apenas da contribuição
voluntária dos trabalhadores. O sindicato não pode ter outras fontes
de renda, pois isso faz com que deixe de depender dos trabalhadores,
podendo se sustentar independentemente da situaçao da categoria estar
piorando. Há um sério conflito de interesses quando um sindicato tem
uma cooperativa de crédito (Bancredi), pois qual o seu interesse em
lutar para aumentar o salário dos bancários quando pode obter lucro
fazendo empréstimos aos mesmos bancários? Esse é apenas um exemplo,
mas também há outros problemas muito graves em entidades como
Bancoop (que já foi parar nas páginas policiais), Travessia, Brasil
atual, etc. Uma entidade dos trabalhadores não pode ser um
conglomerado empresarial, por isso somos contra a proposta de
incorporar essas
  outras “fontes de renda”. E também entendemos que a gráfica
dos bancários deve ser tratada como um instrumento a serviço da
informação e conscientização dos trabalhadores, e não como uma
empresa, portanto vinculada ao setor de comunicação.
 Prazo das eleiçoes. A mudança do prazo para as eleições deve ser
transitória, em função da Copa do Mundo, que acontece em 2014 e
não nos demais anos. E a necessidade de antecipar as proximas
eleições não justifica a proposta de reduzir os prazos para a
formação de chapas e para a própria campanha, pois é necessario
tempo suficiente para que a categoria discuta os projetos para a
entidade. 
 Sobre as eleições. Também é preciso que as chapas inscritas
tenham iguais condições de levar suas propostas aos bancários e
para isso a lista dos votantes deve ser disponibilizada a todas as
chapas em até 5 dias apos a sua inscrição, em meio eletrônico e
organizada por local de trabalho.
 Quórum das eleiçoes. A proposta de reduzir o quórum prejudica a
representatividade, pois uma diretoria pode acabar sendo eleita com um
número muito pequeno de votos. Um quórum elevado, ao contrário,
obriga a que as chapas façam um debate mais ampliado, expressando um
processo real de organização e envolvimento da categoria, para
termos uma gestão verdadeiramente representativa.
 Propostas que apresentamos:   
 Proporcionalidade direta. Na fórmula atual, uma chapa que for eleita
com 51% dos votos fica com 100% dos cargos da diretoria. Isso faz com
que a vontade dos 49% que votaram na outra chapa deixe de estar
representada, como se esses trabalhadores não existissem. A
proporcionalidade direta faz com que o número de cargos de cada chapa
seja proporcional aos votos. Assim, todas as propostas e formas de
pensamento podem estar representadas na diretoria, o que é muito mais
democrático e enriquece o debate. Um diretoria composta com a
representação de diferentes posições permite que a categoria
conheça o trabalho de cada chapa e perceba como suas idéias
funcionam na prática. O debate democrático entre posições
divergentes fortalece a categoria, pois faz com que as decisões sejam
tomadas de forma mais consciente. A composição proporcional faz com
que os trabalhadores
  possam avaliar os projetos e escolher aquele que deve ter mais
cargos e mais resposabilidades numa proxima eleiçao.
 Limitaçao do número de mandatos, sendo no máximo dois consecutivos
e com a obrigatoriedade de permanência na base em um dos mandatos. O
dirigente sindical que se afasta por longo período deixa de sofrer as
pressões a que o trabalhador está submetido, e na prática deixa de
raciocinar como trabalhador. O dirigente que não está no dia a dia
dos locais de trabalho não vivencia os problemas com a mesma
urgência e não está sintonizado com as necessidades reais da base.
Além disso, o afastamento dos dirigentes sindicais transforma a
atuação sindical num modo de vida. O dirigente busca se eleger e
chegar aos cargos justamente para ficar afastado, para não ter que
bater ponto todos os dias, para usar o sindicato como trampolim para a
carreira política, etc. A limitação do número de mandatos e a
permanência na base obriga a que os dirigentes permaneçam vinculados
à
  categoria, sem transformar o sindicalismo em profissão. No caso de
representantes vindos dos bancos privados, o dirigente pode sair da
diretoria e permanecer como dirigente de base, que também tem
estabilidade. Nada justifica que dirigentes passem décadas como
diretores, afastados da base.
 Diretoria colegiada, com coordenaçao rotativa. A atual forma de
composição da diretoria concentra os poderes numa cúpula formada
por presidente, secretaria-geral, diretores executivos, enquanto que
os demais diretores tem pouca influência. Somos contra esse formato 
“presidencialista”. Numa diretoria colegiada o voto de todos os
diretores tem o mesmo peso. As diversas secretarias, como jurídica,
comunicação, finanças, podem ser dirigidas por coordenadores, e de
forma rotativa, sem que para isso esses diretores acumulem poderes
superiores aos demais. A forma colegiada garante uma maior democracia
e riqueza de debate interno na diretoria.
 Espaço igual na folha bancaria para posiçoes divergentes nas
eleiçoes sindicais e   assembleias que aprovam acordo coletivo. A
Folha Bancária é o órgão informativo da categoria, que deve estar
a serviço do conjunto dos trabalhadores da base. Por isso, a Folha
Bancária não pode ser um monopólio da diretoria. Não é correto
que apenas um ponto de vista se expresse. Numa eleição, por exemplo,
não é correto que apenas uma das chapas tenha espaço na Folha
Bancária, que pertence ao sindicato, e não à diretoria. O correto
seria que houvesse espaço igual para as posições contrárias. Da
mesma forma, numa assembleia decisiva, que vai aprovar o acordo
coletivo, é importante que estejam expressas as posições e
argumentos a favor e contra a proposta, para que os trabalhadores
possam votar de maneira mais consciente.
 Eleiçoes sindicais abertas para toda categoria. Assim como acontece
nas assembleias que aprovam acordo coletivo, em que todos os
bancários votam, também na eleição da diretoria o voto deveria ser
aberto a todos os trabalhadores que estão na categoria,
independentemente de serem sindicalizados. E também deveria ser
permitida a sindicalização dos terceirizados, pois quem trabalha em
banco bancário é.
 Em 22 de maio de 2013 23:22, Daniel  escreveu:
 Olá
 compas
 Na
 falta de reunião, ficamos sem um fórum para fechar o texto de
 balanço da assembleia estatutária. Faço uma última consulta sobre
 esse texto, antes de publicá-lo em blog e mandar via eletrônica
 para os contatos. Há uma questão que para mim está pendente. A
 Articulação disse que a proposta de mudança estatutária tinha
 sido construída a quatro mãos. O MNOB não disse nada sobre essa
 afirmação?
 Em
 relação ao jornal da FNOB, várias questões a serem esclarecidas. 
 Primeiro,
 o texto de balanço da assembleia em SP não entrou porque o jornal
 estava sendo diagramado e fechado um dia depois da própria
 assembleia. Portanto, não havia tempo hábil para incluí-lo. Fiz a
 consulta aos companheiros sobre a nota, mas somente o Messias se
 manifestou. Como o texto não entrou no jornal, fiz as alterações e
 mandei para consulta para que seja fechado, o que continuo
 aguardando.
 Segundo,
 quanto aos textos que entraram no jornal, vários problemas. O
 Messias apontou corretamente que o sindicato e apcef cumpriram seu
 papel institucional de fazer a defesa jurídica, portanto seria
 incorreto dizer que não fizeram nada como estava no texto, e o certo
 é dizer que não fizeram nenhuma campanha política, porque não tem
 intenção de enfrentar a CEF e o governo.
 Terceiro,
 os textos já tinham sido remetido para o nosso e-mail dias antes, e
 somente na véspera de serem enviados se percebeu esse erro. Uma
 falha grave nossa. Para que essa falha seja corrigida, precisamos
 aprimorar a comunicação com a FNOB. Existe uma lista de discussão
 da FNOB para onde esses textos foram enviados em sua primeira
versão.
 Convites já foram enviados a todos os integrantes do BdB para que se
 incorporem a essa lista. O convite será enviado novamente e pedimos
 retorno em caso de falha no processo. Esperamos que isso previna os
 problemas de comunicação futuros. Cabe lembrar que dentro da
 própria FNOB surgiram crítivas aos textos depois que o jornal já
 estava montado, o que mostra que os outros coletivos têm um ritmo
 muito lento para fazer os debates. Não é uma falha apenas nossa.
 Assim, a coordenação da FNOB acaba tomando as decisões e
 aplicando, na impossibilidade de esperar que todos se posicionem.
 Quarto,
 para esclarecer mais uma vez, a FNOB não faz parte da Conlutas. A
 única oposição dentro da Conlutas, que faz oposição ao PSTU, é
 o Bloco Classista, Anticapitalista e de Base. O Bloco é integrado
 pelo Espaço Socialista e MR. Mas a FNOB não faz parte do Bloco.
 Portanto, a FNOB não faz parte da Conlutas. Se o que o companheiro
 quis dizer é que o jornal da FNOB, mesmo não sendo da Conlutas, se
 parece com um jornal da Conlutas, então precisamos verificar se se
 trata apenas de um problema de problema de linguagem ou se a
política
 expressa no jornal têm problemas. Seja uma coisa ou outra, isso só
 pode ser corrigido por meio de mais participação nos fóruns
 internos da FNOB.
 Isso
 terá que ser pauta da próxima reunião, quando quer que ela
 aconteça. Temos que discutir essa relação com a FNOB no contexto
 de preparação da próxima campanha salarial. O Encontro da FNOB
 está marcado para 6 e 7 de julho em Brasília. Precisamos decidir
 quem de nós vai e qual a nossa contribuição para o Encontro. Acho
 que é sobre isso que devemos desde já ir conversando a respeito.
 Daniel
 _________________________________________
 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years!
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
 “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles
anos perdidos!
 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!”
 Iron Maiden, “Wasted Years”
 _________________________________________
 On Ter 21/05/13 20:55 , Utopia utopia_s em yahoo.com.br [26] sent:
 Olá a tod em s!Pessoal, insisto em dizer que pra mim não há problemas
esta semana quanto ao dia da reunião. Porem está claro que não vale
para os demais. Por outro lado, não faz sentido fazermos reunião com
dois ou três camaradas. No final de semana @s comp em s terão
atividades ligadas ao ES. Só nos resta então a segunda à noite para
uma reunião mais produtiva e irmos nos articulando via e-mail e
telefone até lá. Não vejo outras possibilidades. 
 Messias.
 --- Em seg, 20/5/13, Israel Fernandez Junior
   escreveu:
 De: Israel Fernandez
  Junior 
 Assunto: Re: texto sobre assembleia / jornal FNOB / reunião do
coletivo
 Para: "Utopia" 
 Cc: "tzitzimitl em terra.com.br [27]" , "Rodrigo Silva do ÿffffd3" ,
"Márcio Cardoso da Silva" , ": d.ribeirovargas em gmail.com [28]" 
 Data: Segunda-feira, 20 de Maio de 2013, 9:10
 Bom dia companheiros! Tenho compromisso na quarta feira, por isso,
proponho terça ou quinta. Pediria que enviassem novamente o convite
da lista da frente porque o primeiro não deu certo.
  Em relação ao 1º texto, a edição em função nº de toques de
certa forma tirou uma característica do nosso coletivo nesse embate
com todas as centrais, que é o de dizer pra base o tipo de luta que
apontamos e que consta no texto original enviado.
  Outra coisa importantíssima ao meu ver deixado de fora pelos mesmo
motivos, foi a defesa das propostas. Somente nós defendemos o
calendário de lutas com toda aquela manobra de tempo do uso do
microfone contra todas as centrais sindicais, com destaque para a
CONLUTAS que defendeu ardorosamente a proposta da CUT sem por nem
tirar uma vírgula. No texto original havia apenas uma frase que
resumia isso mas não entrou. Achei que a questão aí foi política e
não de espaço.
  Quanto ao texto da demissão do Messias, ele mesmo disse o que eu
queria dizer. Para caracterizar minha posição, além de ser
oposição a CUT, também sou oposição a CONLUTAS.
  O jornal da Frente não me parece ser de uma oposição dentro da
CONLUTAS mas sim uma material da própria central. Isso pode causar
uma confusão e um problema político pra nós com nossa base.
  Israel
 Em 20 de maio de 2013 04:00, Utopia  escreveu:
 Olá a tod em s!Agora comp em s. [30] gostaria de fazer  observações
quanto ao jorna da FNOB em si.  A matéria do BB ok, precisa.  Também
 dialoga bem o comparativo da exploração cotidiana com   o trabalho
escravo/forçado das gales ao ritmo do bumbo.  E como já explicado, o
jornal é  direcionado  para banco público, o que de certa forma já
explica o meu questionamento quanto à não publicação da matéria
sobre estatuto em SP e suas implicações .
 Quanto à matéria relativa ao processo da caixa, penso que teríamos
de ter  denunciado a decisão das entidades evitarem ao máximo
  a publicização deste e demais casos, ligando-os aos os outros
comp em s atingidos na categoria e ao ataque sistêmico contra classe, 
na denuncia à
  caixa, bb e governo, etc.. e cobrança de caráter politico e
"bater" neste sentido.E pra sermos corretos, fazer o contraponto. 
Ainda que esta seja a obrigação deles, precisaríamos não omitir
que cumpriram suas obrigações burocráticas( de honorários,
passagem/hospedagem pra Brasília, estas coisas)  e dizer que neste
tipo de situação, são necessários mas insuficientes e que por
outro lado ao pouparem o governo Caixa. BB estatais outras
funcionalismo em geral, eles permitem que a coisa se repita e
multiplique o ataque contra a livre organização dos trabalhadores.
Penso que não estar querendo demais, mas este é o meu sentimento. 
De qualquer forma @s comp em s demostram na prática a sua solidariedade
ativa, o que reconheçamos, é de
  qualidade.Messias.
 --- Em sáb, 18/5/13, Daniel  escreveu:
 De: Daniel 
 Assunto: texto sobre assembleia / jornal FNOB / reunião do coletivo
 Para: "Israel Fernandez Junior" 
 Cc: "Utopia" , ""Rodrigo Silva do ÿffffd3"" , ""Márcio Cardoso da
Silva"" , ": d.ribeirovargas em gmail.com [37]"
 Data: Sábado, 18 de Maio de 2013, 21:25
 Olá
 compas
 O
 texto sobre a assembleia estatutária acabou não podendo entrar no
 jornal da FNOB.
 Temos
 então tempo hábil para incorporar ao texto as observações do
 Messias e outras que surgirem, para publicar e divulgar entre os
 nossos contatos por meio eletrônico. Fiz algumas modificações e
 submeto agora à aprovação do coletivo. A citação ao MNOB está
 na nova versão com uma cobrança pública em relação ao que a
 burocracia disse deles.
 Em
 relação ao jornal da FNOB, segue em anexo a versão definitiva. O
 jornal trata basicamente de BB e CEF. Fomos informados de que os
 compas da FNOB estão enviando 2.000 exemplares a São Paulo, aos
 cuidados do companheiro Douglas.
 Temos
 que pensar em como trabalharemos com o jornal em nossa base, onde
 iremos distribuir, que tiragem podemos imprimir além desses 2.000,
 etc.
 Para
 isso e também para seguir com as demais questões, precisamos de uma
 reunião do coletivo. Depois dos problemas para marcar a última
 reunião antes da assembleia, é melhor nos comunicarmos com mais
 antecedência.
 Minha
 proposta é de reunião na próxima quarta-feira à noite.
 Daniel
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 “So, understand! You waste your time always searching for those
wasted years!
 Face up! Make your stand! And realize your living in the golden
years!” 
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 Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos
anos dourados!”
 Iron Maiden, “Wasted Years”
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 ARTICULAÇÃO
 MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO 
 E AUMENTA
 CONTROLE BUROCRÁTICO
 Na
 terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
 Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
 no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
 diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites
 como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria
 construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a
 convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
 do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A
 divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana
 antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões
 de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo
 debate com a base, com tempo hábil para que os bancários
 discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa,
 para que surgissem outras propostas a respeito, o que enfim, exigiria
 no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.
 Na
 verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade,
 que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era
 realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar
 o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua
 obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
 introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
 condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
 atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
 constrói a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas
da
 diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
 unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base
–
 SP
 (http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html
[39]).
 Na
 assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
 diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados e
 trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
 nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato
 de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
 são minoria na base, estão escaldados por anos de traição
 explícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos
 de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo
 hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
 conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
 Uma das
 mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
 do sindicato previstas no estatuto as receitas geradas por entidades
 subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já
 frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro
 das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num
sério
 conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento
 de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria
 de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés
 de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores,
 ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os
 patrões), Travessia, rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
 fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros
 pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
 contribuição dos sócios. O sindicato s tornou independente dos
 trabalhadores que deveria representar.
 Para
 continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial,
 e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a
 diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais
 a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e
 realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de
 oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de
 votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação
 pretende se manter ad eternum no controle do sindicato.
 Toda
 forma está a serviço de algum conteúdo e não existe conteúdo que
 não precise de uma forma. A forma de funcionamento do sindicato
está
 a serviço de uma determinada política. A política da Articulação
 e seus satélites para o sindicato está bem clara. Há décadas este
 grupo se apoderou do controle da entidade e o transformou no inverso
 do que era. Ao invés de um instrumento para as lutas da categoria, o
 sindicato é hoje um obstáculo. Há décadas abandonou-se a luta
 pela estabilidade nos bancos privados, e com isso, sob a ameaça de
 demissão, estes companheiros não mais fazem enfrentamento aos
 bancos. Há mais de uma década abandonou-se a luta pelas
 reivindicações dos bancos públicos, pois isso exigiria enfrentar a
 gestão privatista hoje em aplicação no BB e na CEF (que estão
 engolindo os bancos estaduais remanescentes). Não é preciso vender
 as ações dos bancos públicos para tratá-los como privados e a
 atual gestão já faz isso. Os resultados estão no dia a dia das
 agências e departamentos: desrespeito aos clientes, venda casada,
 rebaixamento salarial e retirada de direitos e benefícios, metas,
 assedio moral, individualismo e fim da solidariedade entre colegas,
 sobrecarga de serviço, adoecimento físico e psicológico. 
 A
 Articulação e seus satélites não enfrenta esse projeto, pois não
 quer entrar em conflito com um governo que é do PT, o seu partido,
 que é o patrão dos públicos e é aliado dos banqueiros privados
 (assim como é aliado do agronegócio, da grande indústria, etc.).
 Ao invés de lutar contra tudo isso, o sindicato de São Paulo, o
 principal da categoria no país, abandona a resistência cotidiana
 nos locais de trabalho, abandona os fóruns de base, as reuniões de
 representantes e delegados sindicais, esvazia as assembleias e
 espaços de participação. As campanhas salariais são meramente
 teatrais, pois não tratam das principais reivindicações listadas
 acima, não enfrentam os bancos, pois não afetam seu lucro, não
 permitem a participação da base, a formação de comandos de greve,
 a apresentação de propostas em assembleia, etc.
 Essa
 política vem sendo aplicada há anos e as novas mudanças
 estatutárias ajudam a aprofundar esse projeto. Trata-se de um antigo
 projeto da Articulação a criação do que era chamado de
“sindicato
 orgânico” na década de 1980, um sindicato nacional por categoria
 (que no nosso caso seria a Contraf), com o poder de assinar acordos,
 sem a necessidade de passar por fóruns de deliberação na base das
 categorias, como as assembleias. Agora surge pelas mãos da mesma
 Articulação o projeto do ACE, o Acordo Coletivo Especial, que
prevê
 justamente isso, a possibilidade de acordos inferiores ao que está
 garantido na CLT possam ser aprovados sem passar por assembleia. Esse
 modelo de sindicalismo é o mesmo que existe nos Estados Unidos e na
 Europa há décadas. 
 Lá as
 burocracias sindicais se tornaram parceiras das empresas, uma
espécie
 de anexo ao departamento de recursos humanos. Os sindicatos
 administram os fundos de pensão, que movimentam fortunas (nisso os
 bancários da Articulação foram pioneiros no Brasil, com a
 Globalprev de Luis Gushiken e as negociatas da PREVI), têm o poder
 de decidir sobre contratação e demissão, negociam os salários e
 os direitos dos trabalhadores sem que estes possam se organizar de
 maneira independente (sem a “permissão” dos sindicatos, as
 greves são ilegais), sem que haja qualquer tipo de oposição, pois
 qualquer militante que divergisse do grupo dirigente seria denunciado
 para a patronal para demissão.
 É esse
 o projeto que está em implantação no Brasil pela Articulação.
 Com isso, os burocratas sindicais teriam condições de sobreviver,
 independentemente do PT estar no governo ou não, pois seriam
 parceiros indispensáveis da burguesia na gestão das empresas e na
 efetivação dos ataques sobre os trabalhadores sem que haja
 resistência. Não há mais como buscar qualquer tipo de acordo com
 esse tipo de projeto e essa concepção de sindicalismo expresso pela
 Articulação e seus parceiros tipo DS e PcdoB. Por isso mesmo,
 causou estranheza que nas mesma assembleia a Articulação tenha
 feito uma cobrança aos coletivos de oposição, dizendo em alto e
 bom som no microfone que a proposta de estatuto havia sido
construído
 a quatro mãos com “a oposição”. Qual oposição, cara pálida?
 Fica no ar a pergunta aos companheiros do MNOB/Conlutas, que
 participaram conosco da redação de um panfleto contra as propostas
 da Articulação, mas que segundo os próprios dirigentes, estavam
já
 cientes de todas as propostas. Com a palavra, os companheiros.
 De nossa
 parte, o Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB segue apostando na
 organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na
 comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base,
 remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação do controle
 do sindicato e retomar a entidade para a luta dos trabalhadores.
 On Sex 17/05/13 19:23 , Israel Fernandez Junior
israelfernandezjr em gmail.com [40] sent:
 Messias, 
 Precisa ser apurado. Se for verdade, suas palavras são de um lorde,
de uma pessoa extremamente educada para mais um caso do PSTU/CONLUTAS.
  OBS.: dei bobeira e respondi a mensagem anterior só ao Messias.
 Em 17 de maio de 2013 10:57, Utopia  escreveu:
 Olá Israel!
 Na verdade ela "sugeriu''  que a proposta de alteração estatutária
teve a participação do mnob. Não apenas uma "consulta". e mesmo que
o fosse, politicamente é muitíssimo complicado.
 MESSIAS.
 -- Em sex, 17/5/13, Israel Fernandez Junior  escreveu:
 De: Israel Fernandez Junior 
 Assunto: Re: texto sobre assembleia
 Para: "Utopia" 
 Data: Sexta-feira, 17 de Maio de 2013, 8:36
 Messias, Taí uma vinculação (ACE) que se existir e for bem
colocada é fundamental para trabalharmos.
  Não sei se agora neste jornal. Não entendi a questão da cobrança
da Juvandia das oposições. Que acordo é esse?
  Israel
 Em 16 de maio de 2013 09:39, Utopia  escreveu:
 Olá tod em s!!
 Penso ser importante apontar e fazer a vinculação da  reforma
estatutária com o projeto do ACE , sindicato orgânico e sindicato
empresa.  Denunciar o modelo americano/europeu e as travas que tal
modelo apresenta para a luta.  Também atentar para a necessidade
imperiosa de buscarmos construir de fato um trabalho de oposição
mais consistente e consequente entre todos os setores que realmente
estão comprometidos.  Foi  cobrado de  público pela presidente do
seeb, discussões e deliberações com "setores" da oposição, que
teriam "construido" a reforma "a quatro mãos", uma espécie de acordo
previo com pelo menos o mnob. Sei do problema de espaço para tantos
elementos. Façamos o possível.
 Messias.  
 --- Em qua, 15/5/13, Daniel  escreveu:
 De: Daniel 
 Assunto: texto sobre assembleia
 Para: tzitzimitl em terra.com.br [48], marciocarsi em yahoo.com.br [49],
d.ribeirovargas em gmail.com [50], rodrigodoo em yahoo.com.br [51],
israelfernandezjr em gmail.com [52], utopia_s em yahoo.com.br [53],
c.comunista em yahoo.com.br [54]
 Data: Quarta-feira, 15 de Maio de 2013, 23:20
 Olá compas do Bancários de Base
 Hoje tive contato telefônico com companheiros da FNOB que cogitaram
a possibilidade de um texto sobre a assembleia estatutária entrar
ainda no próximo jornal da FNOB. Mas para isso teríamos que aprovar
o texto entre hoje e amanhã pela manhã, quando seria remetido.
 Redigi um rascunho, mas como não estive na assembleia, seria preciso
que em especial os companheiros que lá estiveram o aprovassem.
 O espaço é de no máximo 3.800 toques.
 Daniel
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anos dourados!” 
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 E AUMENTA CONTROLE BUROCRÁTICO
 Na terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites como
Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria construção da
assembleia para aprovação das mudanças, pois a convocação surgiu
por um edital publicado em letra miúda no jornal do sindicato, pouco
mais de duas semanas antes do dia marcado. A divulgação das
propostas de alteração só aconteceu uma semana antes da assembleia.
Num tema dessa natureza, que envolve questões de concepção e
projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo debate com a base,
com tempo hábil para que os bancários discutissem a estrutura e os
rumos da entidade que os representa, para que surgissem outras
  propostas a respeito, o que enfim, exigiria no mínimo um mês de
discussão, com publicações, plenárias, etc.
 Na verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da
entidade, que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que
não era realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou
de mudar o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar
com a sua obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
constroi a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base
– SP
(http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html
[55]). 
 Na assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados,
trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato de
que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
são minoria na base, estão escaldados por anos de
traiçãoexplícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como
acabamos de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem
tempo hábil para debate e para que houvesse mobilização, a
Articulação conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que
quis.
 Uma das mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de
renda do sindicato as receitas geradas por entidades subordinadas,
como Bancoop (cooperativa habitacional que já frequentou as páginas
policiais em suspeita de desvio de dinheiro das obras), Bancredi (que
faz empréstimos para bancários, num sério conflito de interesse
para uma entidade que deveria lutar por aumento de salários), Bangraf
(gráfica que foi desvinculada da secretaria de comunicação e passou
para finanças), faculdade (que ao invés de dar cursos sobre a luta e
a organização dos trabalhadores, ensina matemática financeira,
ajudando a formar mão de obra para os patrões), Travessia, rede
Brasil Atual, etc. A incorporação dessas fontes de renda ao estatuto
facilitou a contabilização dos lucros pela diretoria, que agora tem
margem para sobreviver sem depender da contribuição dos sócios.
 Para continuar no controle deste lucrativo “conglomerado”
empresarial, e mantê-lo ainda mais distante da luta dos
trabalhadores, a diretoria tratou de introduzir alterações que
dificultam ainda mais a disputa das eleições, reduzindo os prazos
para convocar e realizar as eleições, mantendo as dificuldades de
uma chapa de oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o
quórum de votação necessário. Com isso a burocracia da
Articulação pretende se manter ad eternum no controle do sindicato.
 O coletivo Bancários de Base segue apostando na organização nos
locais de trabalho, na resistência cotidiana, na comunicação
alternativa, para construir uma oposição pela base e remover o
autoritarismo dos burocratas da Articulação do controle do
sindicato.
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 Bancariosdebase mailing list
 Bancariosdebase em lists.aktivix.org [56]
 https://lists.aktivix.org/mailman/listinfo/bancariosdebase [57]


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