[Bancariosdebase] texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo / eleição no BB

Israel Fernandez Junior israelfernandezjr em gmail.com
Quinta Maio 30 18:57:14 UTC 2013


Companheiros,

Eu, o Marcio e Daniel temos uma reunião de núcleo do ES marcada para o
sábado a tarde. Proponho que a reunião do BdB seja no final da tarde da
sexta ou na manhã do sábado. O que acham?


Em 29 de maio de 2013 21:52, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:

> Olá a tod em s!
> Proponho reunião sábado à tarde (15 horas),no  centro cultural SP
> (Vergueiro) ou naS Bento, centro no espaço aberto da estação.
> Messias.
>
> --- Em *seg, 27/5/13, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>* escreveu:
>
>
> De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [Bancariosdebase] texto sobre assembleia / FNOB / reunião do
> coletivo / eleição no BB
> Para: rodrigodoo em yahoo.com.br, israelfernandezjr em gmail.com, "douglas MR
> BDB" <d.ribeirovargas em gmail.com>
>
> Cc: "Bancários de Base Novo" <bancariosdebase em lists.aktivix.org>
> Data: Segunda-feira, 27 de Maio de 2013, 12:27
>
> Olá a tod em s!Bom, não dá pra hoje  Precisamos então ver pra quando é
> possível nos reunirmos.
> Estamos
> firmes rumo à paralisia. E comp em s, não dá mais pra um  coletivo pequeno
> como o nosso, não conseguir se reunir, discutir, deliberar e cumprir as
> tarefas colocadas, que são cada vez em maior
> numero.Quanto ao texto referente ao "golpe" da mudança estatutária se
> pudermos levar ao conjunto da categoria, seria de qualidade, dialogando com
> o em s bacári em sde bancos privados. Q em uanto à FNOB , melhor pessoalmente o
> debate. No que diz respeito ao Conselheiro representante (antigo
> Garef/Direp), penso que só aprofunda a conciliação e à legitimização do
> peleguismo explicito e criação de mais aparato para a burocracia, pois não
> apita nada, é discriminador quanto ao processo, etc. Participar só se for
> pra denunciar mais esta forma de "plano de carreira sindical). Messias!---
> Em seg, 27/5/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
>
> De: Daniel
> <tzitzimitl em terra.com.br>
> Assunto: texto sobre assembleia / FNOB / reunião do coletivo / eleição no
> BB
> Para: "Israel Fernandez Junior" <israelfernandezjr em gmail.com>
> Cc: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>,
> ""Rodrigo Silva do ÿffffd3"" <rodrigodoo em yahoo.com.br>, ""Márcio Cardoso
> da Silva"" <marciocarsi em gmail.com>, ": d.ribeirovargas em gmail.com" <
> d.ribeirovargas em gmail.com>
> Data: Segunda-feira, 27 de Maio de 2013, 6:47
>
>
> #yiv1624903168        BODY {font-family:Arial, Helvetica,
> sans-serif;font-size:12px;}
>
>
> Olá compas
>
>
>
> Em função de um imprevisto não poderei comparecer à reunião do coletivo,
> caso ela aconteça hoje.
>
>
>
> Ainda em relação ao texto sobre assembleia estatutária, só para explicar
> ao Israel, não se trata de texto para um panfleto. Não temos condições
> financeiras nesse momento de produzir um panfleto. O texto que estamos
> discutindo sobre assembleia estatutária é um material para divulgação em
> meio eletrônico, em blog e e-mail. Fiz mais uma versão do texto e aguardo
> aprovação. A única mudança está no parágrafo que trata da afirmação da
> Articulação de que as propostas foram construídas com "a oposição".
>
>
>
> Primeiro, como somos oposição, temos que reafirmar que não participamos de
> nenhuma discussão com a diretoria sobre as propostas, para não sermos
> confundidos com essa "oposição". E segundo, temos que cobrar dos demais
> grupos que façam pronunciamento idêntico. Segue então o texto para
> avaliação.
>
>
>
> Em relação à FNOB, precisaremos fazer uma discussão muito bem feito sobre
> o que é a FNOB, sua história, como foi cada encontro, quais são os
> coletivos que fazem parte, qual o seu peso na diretoria de cada sindicato,
> que outras correntes existem nas mesmas diretoriais, qual o peso da FNOB e
> da Conlutas em cada sindicato, qual o peso de cada sindicato de oposição na
> configuração nacional, o que são os outros grupos e associações que fazem
> parte, quais as suas concepções, etc. Sem essa discussão muito bem feita
> não vai ser possível ter uma política do coletivo para FNOB.
>
>
>
> Mesmo assim, precisamos ter uma política, já que na semana que vem o BB
> fará eleição para o representante dos funcionários na diretoria. Os
> companheiros da FNOB propõem apoiar um candidato da base do DF. Temos que
> ver o que pensamos sobre essa eleição e se concordamos em defender ou não
> um candidato.
>
>
>
> Fico no aguardo das respostas e tentarei fazer contato por celular ao
> longo do dia.
>
>
>
> Daniel
>
>
>
>
>
>
>
> _________________________________________
>
>
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
>
>
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
>
>
>
>
>
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
>
>
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!”
>
>
>
>
>
> Iron Maiden, “Wasted Years”
>
>
> _________________________________________
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> ARTICULAÇÃO
> MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO
>
> E AUMENTA
> CONTROLE BUROCRÁTICO
>
>
>
>
>     Na
> terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
> Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
> no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
> diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites
> como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria
> construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a
> convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
> do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A
> divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana
> antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões
> de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo
> debate com a base, com tempo hábil para que os bancários
> discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa,
> para que surgissem outras propostas a respeito, o que enfim, exigiria
> no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.
>     Na
> verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade,
> que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era
> realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar
> o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua
> obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
> introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
> condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
> atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
> constroi a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
> diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
> unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base –
> SP
> (
> http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html
> ).
>
>
>     Na
> assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
> diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados e
> trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
> nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato
> de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
> são minoria na base, estão escaldados por anos de traição
> explícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos
> de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo
> hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
> conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
>     Uma das
> mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
> do sindicato previstas no estatuto as receitas geradas por entidades
> subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já
> frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro
> das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num sério
> conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento
> de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria
> de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés
> de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores,
> ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os
> patrões), Travessia, Rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
> fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros
> pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
> contribuição dos sócios. O sindicato se tornou independente dos
> trabalhadores que deveria representar.
>     Para
> continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial,
> e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a
> diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais
> a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e
> realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de
> oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de
> votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação
> pretende se manter “ad eternum” no controle do sindicato.
>     Toda
> forma está a serviço de algum conteúdo e não existe conteúdo que
> não precise de uma forma. A forma de funcionamento do sindicato está
> a serviço de uma determinada política. A política da Articulação
> e seus satélites para o sindicato está bem clara. Há décadas este
> grupo se apoderou do controle da entidade e o transformou no inverso
> do que era. Ao invés de um instrumento para as lutas da categoria, o
> sindicato é hoje um obstáculo. Há décadas abandonou-se a luta
> pela estabilidade nos bancos privados, e com isso, sob a ameaça de
> demissão, estes companheiros não mais fazem enfrentamento aos
> bancos, vêem o sindicato como algo externo, uma mistura de
> escritório de serviços ou clube de convênios. Há mais de uma
> década abandonou-se a luta pelas reivindicações dos bancos
> públicos, pois isso exigiria enfrentar a gestão privatista hoje em
> aplicação no BB e na CEF (que estão engolindo os bancos estaduais
> remanescentes). Não é preciso vender as ações dos bancos públicos
> para tratá-los como privados e a atual gestão já faz isso. Os
> resultados estão no dia a dia das agências e departamentos:
> desrespeito aos clientes, venda casada, rebaixamento salarial e
> retirada de direitos e benefícios, metas, assedio moral,
> individualismo e fim da solidariedade entre colegas, sobrecarga de
> serviço, adoecimento físico e psicológico.
>
>     A
> Articulação e seus satélites não enfrenta esse projeto, pois não
> quer entrar em conflito com um governo que é do PT, o seu partido,
> que é o patrão dos públicos e é aliado dos banqueiros privados
> (assim como é aliado do agronegócio, da grande indústria, etc.).
> Ao invés de lutar contra tudo isso, o sindicato de São Paulo, o
> principal da categoria no país, abandona a resistência cotidiana
> nos locais de trabalho, abadona os fóruns de base, as reuniões de
> representantes e delegados sindicais, esvazia as assembleias e
> espaços de participação, não encaminha o que é votado em
> assembleias, etc. As campanhas salariais são meramente teatrais,
> pois não tratam das principais reivindicações listadas acima, não
> enfrentam os bancos, pois não afetam seu lucro, não permitem a
> participação da base, a formação de comandos de greve, a
> apresentação de propostas em assembleia, etc.
>     Essa
> política vem sendo aplicada há anos e as novas mudanças
> estatutárias ajudam a aprofundar esse projeto. Trata-se de um antigo
> projeto da Articulação a criação do que era chamado de “sindicato
> orgânico” na década de 1980, um sindicato nacional por categoria
> (que no nosso caso seria a Contraf), com o poder de assinar acordos,
> sem a necessidade de passar por fóruns de deliberação na base das
> categorias, como as assembleias. Agora surge pelas mãos da mesma
> Articulação o projeto do ACE, o Acordo Coletivo Especial, que prevê
> justamente isso, a possibilidade de acordos inferiores ao que está
> garantido na CLT possam ser aprovados sem passar por assembleia. Esse
> modelo de sindicalismo é o mesmo que existe nos Estados Unidos e na
> Europa há décadas.
>
>     Lá as
> burocracias sindicais se tornaram parceiras das empresas, uma espécie
> de anexo ao departamento de recursos humanos. Os sindicatos
> administram os fundos de pensão, que movimentam fortunas (nisso os
> bancários da Articulação foram pioneiros no Brasil, com a
> Globalprev de Luis Gushiken e as negociatas da PREVI), têm o poder
> de decidir sobre contratação e demissão, negociam os salários e
> os direitos dos trabalhadores sem que estes possam se organizar de
> maneira independente (sem a “permissão” dos sindicatos, as
> greves são ilegais), sem que haja qualquer tipo de oposição, pois
> qualquer militante que divergisse do grupo dirigente seria denunciado
> para a patronal para demissão.
>     É esse
> o projeto que está em implantação no Brasil pela Articulação.
> Com isso, os burocratas sindicais teriam condições de sobreviver,
> independentemente do PT estar no governo ou não, pois seriam
> parceiros indispensáveis da burguesia na gestão das empresas e na
> efetivação dos ataques sobre os trabalhadores sem que haja
> resistência. Não há mais como buscar qualquer tipo de acordo com
> esse tipo de projeto e essa concepção de sindicalismo expresso pela
> Articulação e seus parceiros tipo DS e PcdoB. Por isso mesmo,
> causou estranheza que na mesma assembleia a Articulação tenha feito
> uma cobrança aos coletivos de oposição, dizendo em alto e bom som
> no microfone que a proposta de estatuto havia sido construída a
> quatro mãos com “a oposição”. Qual oposição, cara pálida?
>
>     Conforme
> expusemos acima, nós do Coletivo Bancários de Base, assim que
> tomamos conhecimento das propostas de alteração, chamamos os demais
> grupos de oposição para reunião,  fizemos o esforço para
> construir um panfleto contra as mudanças estatutárias e para
> protocolar num documento na sede do sindicato reafirmando nossa
> oposição às propostas. Jamais tivemos qualquer diálogo com a
> diretoria sobre a construção das propostas. Repudiamos essa
> tentativa de confundir a base com o método de calúnias e
> insinuações. Negamos categoricamente qualquer participação em
> discussões com a diretoria sobre essas propostas. Reafirmamos nossa
> crítica a todas as propostas aprovadas e reafirmamos a defesa de
> propostas de funcionamento democráticas do sindicato que sempre
> fizemos em nossos materiais. Aguardamos também um pronunciamento
> público dos demais coletivos de oposição sobre essa insinuação
> da diretoria.
>     De nossa
> parte, o Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB segue apostando na
> organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na
> comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base,
> retomar as lutas dos bancários mesmo contra a direção do sindicato
> e futuramente remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação
> do controle do sindicato e retomar a entidade para a luta dos
> trabalhadores.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> On Qui 23/05/13 07:58 , Israel Fernandez Junior
> israelfernandezjr em gmail.com sent:
>
> Bom dia companheiros! Proponho que o panfleto contenha também o contéudo
> do texto abaixo, com as adaptações de datas necessárias, porque é didático
> pra base e é o que fez muitas organizações nos procurarem, da direita a
> ultraesquerda.
>  Comprei uma camiseta no 1º de maio com uma frase do Marx que diz: "O
> único critério de verdade é a prática." Por mais que se diga que a FNOB não
> é da CONLUTAS porque seus materiais não vem mais com o logotipo da central,
> todos os sindicatos que estão no jornal são da CONLUTAS. Não apareceu nada
> desse material no site desses sindicatos. No site da FNOB continua o
> problema do link do Bancários de Base ser o único que não funciona e acessa
> nossa página, além de não conter nosso texto na íntegra.
>  Está escrito que é uma organização de oposição a CUT. E as barbaridades
> que a CONLUTAS vem cometendo, como fica? Se as coisas continuarem desse
> jeito, pra mim, na prática fica parecendo um apêndice da CONLUTAS  com a
> política deles de contenção dos focos de luta contra a burocracia da CUT.
>  Israel
>
> ASSEMBLEIA PARA MUDANÇA ESTATUTÁRIA: POR UM SINDICATO MAIS DEMOCRÁTICO E
> PRÓXIMO DOS TRABALHADORES!
>     Nesta terça-feira dia 14 acontece assembleia para deliberar sobre
> proposta de mudança estatutária do sindicato. A direção do sindicato
> apresentou uma série de propostas de mudanças que seriam necessárias para
> “modernizar” o estatuto. Entretanto, analisando-se as propostas uma a uma,
> percebe-se que a intenção é criar um sindicato mais distante da base e dos
> trabalhadores, por isso somos contra as mudanças, e apresentamos outras
> propostas.
>      Mudanças    que somos contrários:
>
>
> Organizaçao    por local de trabalho. A função dos representantes por
> local    de trabalho deve ser a defesa dos interesses gerais dos
> trabalhadores, e não limitada como na proposta da diretoria. A    forma de
> eleição dos representantes deve ser definida em    assembleia, e não pela
> diretoria, como está na proposta. A eleição    de representantes não pode
> estar vinculada às chapas que concorrem    à diretoria, mas deve ocorrer em
> processo separado, e os    representantes devem ser sempre eleitos
> diretamente pela base. As    reuniões dos representantes devem ter caráter
> deliberativo, e a    diretoria deve obrigatoriamente encaminhar o que for
> deliberado.
> Encontros    da categoria. A proposta da diretoria estabelece uma
> confusão    quanto ao que são as “instâncias superiores da classe
> trabalhadora”, citando as centrais e confederações. A instância    máxima
> de decisão deve ser sempre a assembleia dos trabalhadores.    Nenhuma
> decisão pode ser emitida por central ou confederação, e    qualquer
> proposta tem que passar por assembleia de base para ser    referendada ou
> não.
> Adequações    financeiras/gráfica dos bancários. A sustentação
> financeira    de um sindicato deve vir apenas da contribuição voluntária
> dos    trabalhadores. O sindicato não pode ter outras fontes de renda,
> pois isso faz com que deixe de depender dos trabalhadores, podendo    se
> sustentar independentemente da situaçao da categoria estar    piorando. Há
> um sério conflito de interesses quando um sindicato    tem uma cooperativa
> de crédito (Bancredi), pois qual o seu    interesse em lutar para aumentar
> o salário dos bancários quando    pode obter lucro fazendo empréstimos aos
> mesmos bancários? Esse é    apenas um exemplo, mas também há outros
> problemas muito graves em    entidades como Bancoop (que já foi parar nas
> páginas policiais),    Travessia, Brasil atual, etc. Uma entidade dos
> trabalhadores não    pode ser um conglomerado empresarial, por isso somos
> contra a    proposta de incorporar essas
> outras “fontes de renda”. E também    entendemos que a gráfica dos
> bancários deve ser tratada como um    instrumento a serviço da informação e
> conscientização dos    trabalhadores, e não como uma empresa, portanto
> vinculada ao setor    de comunicação.
> Prazo    das eleiçoes. A mudança do prazo para as eleições deve ser
> transitória, em função da Copa do Mundo, que acontece em 2014 e    não nos
> demais anos. E a necessidade de antecipar as proximas    eleições não
> justifica a proposta de reduzir os prazos para a    formação de chapas e
> para a própria campanha, pois é necessario    tempo suficiente para que a
> categoria discuta os projetos para a    entidade.
>
>
> Sobre as eleições. Também é preciso que as    chapas inscritas tenham
> iguais condições de levar suas propostas    aos bancários e para isso a
> lista dos votantes deve ser    disponibilizada a todas as chapas em até 5
> dias apos a sua    inscrição, em meio eletrônico e organizada por local
> de    trabalho.
>
>
> Quórum das eleiçoes. A proposta de reduzir o    quórum prejudica a
> representatividade, pois uma diretoria pode    acabar sendo eleita com um
> número muito pequeno de votos. Um quórum    elevado, ao contrário, obriga a
> que as chapas façam um debate mais    ampliado, expressando um processo
> real de organização e    envolvimento da categoria, para termos uma gestão
> verdadeiramente    representativa.
>
>
> Propostas    que apresentamos:
>
>
> Proporcionalidade    direta. Na fórmula atual, uma chapa que for eleita
> com 51% dos    votos fica com 100% dos cargos da diretoria. Isso faz com
> que a    vontade dos 49% que votaram na outra chapa deixe de estar
> representada, como se esses trabalhadores não existissem. A
> proporcionalidade direta faz com que o número de cargos de cada    chapa
> seja proporcional aos votos. Assim, todas as propostas e    formas de
> pensamento podem estar representadas na diretoria, o que é    muito mais
> democrático e enriquece o debate. Um diretoria composta    com a
> representação de diferentes posições permite que a    categoria conheça o
> trabalho de cada chapa e perceba como suas    idéias funcionam na prática.
> O debate democrático entre posições    divergentes fortalece a categoria,
> pois faz com que as decisões    sejam tomadas de forma mais consciente. A
> composição proporcional    faz com que os trabalhadores
> possam avaliar os projetos e escolher    aquele que deve ter mais cargos e
> mais resposabilidades numa proxima    eleiçao.
> Limitaçao    do número de mandatos, sendo no máximo dois consecutivos e
> com    a obrigatoriedade de permanência na base em um dos mandatos. O
> dirigente sindical que se afasta por longo período deixa de sofrer    as
> pressões a que o trabalhador está submetido, e na prática    deixa de
> raciocinar como trabalhador. O dirigente que não está no    dia a dia dos
> locais de trabalho não vivencia os problemas com a    mesma urgência e não
> está sintonizado com as necessidades reais    da base. Além disso, o
> afastamento dos dirigentes sindicais    transforma a atuação sindical num
> modo de vida. O dirigente busca    se eleger e chegar aos cargos justamente
> para ficar afastado, para    não ter que bater ponto todos os dias, para
> usar o sindicato como    trampolim para a carreira política, etc. A
> limitação do número    de mandatos e a permanência na base obriga a que os
> dirigentes    permaneçam vinculados à
> categoria, sem transformar o sindicalismo    em profissão. No caso de
> representantes vindos dos bancos privados,    o dirigente pode sair da
> diretoria e permanecer como dirigente de    base, que também tem
> estabilidade. Nada justifica que dirigentes    passem décadas como
> diretores, afastados da base.
> Diretoria    colegiada, com coordenaçao rotativa. A atual forma de
> composição da diretoria concentra os poderes numa cúpula formada    por
> presidente, secretaria-geral, diretores executivos, enquanto que    os
> demais diretores tem pouca influência. Somos contra esse
> formato     “presidencialista”. Numa diretoria colegiada o voto de todos
> os    diretores tem o mesmo peso. As diversas secretarias, como
> jurídica,    comunicação, finanças, podem ser dirigidas por coordenadores,
> e    de forma rotativa, sem que para isso esses diretores acumulem
> poderes superiores aos demais. A forma colegiada garante uma maior
> democracia e riqueza de debate interno na diretoria.
> Espaço    igual na folha bancaria para posiçoes divergentes nas
> eleiçoes    sindicais e   assembleias que aprovam acordo coletivo. A
> Folha    Bancária é o órgão informativo da categoria, que deve estar a
> serviço do conjunto dos trabalhadores da base. Por isso, a Folha
> Bancária não pode ser um monopólio da diretoria. Não é correto    que
> apenas um ponto de vista se expresse. Numa eleição, por    exemplo, não é
> correto que apenas uma das chapas tenha espaço na    Folha Bancária, que
> pertence ao sindicato, e não à diretoria. O    correto seria que houvesse
> espaço igual para as posições    contrárias. Da mesma forma, numa
> assembleia decisiva, que vai    aprovar o acordo coletivo, é importante que
> estejam expressas as    posições e argumentos a favor e contra a proposta,
> para que os    trabalhadores possam votar de maneira mais consciente.
> Eleiçoes    sindicais abertas para toda categoria. Assim como acontece
> nas    assembleias que aprovam acordo coletivo, em que todos os
> bancários    votam, também na eleição da diretoria o voto deveria ser
> aberto a    todos os trabalhadores que estão na categoria,
> independentemente de    serem sindicalizados. E também deveria ser
> permitida a    sindicalização dos terceirizados, pois quem trabalha em
> banco    bancário é.
>
>
>
>
> Em 22 de maio de 2013 23:22, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
> Olá
> compas
>
>
>
>
>
> Na
> falta de reunião, ficamos sem um fórum para fechar o texto de
> balanço da assembleia estatutária. Faço uma última consulta sobre
> esse texto, antes de publicá-lo em blog e mandar via eletrônica
> para os contatos. Há uma questão que para mim está pendente. A
> Articulação disse que a proposta de mudança estatutária tinha
> sido construída a quatro mãos. O MNOB não disse nada sobre essa
> afirmação?
>
>
>
>
>
> Em
> relação ao jornal da FNOB, várias questões a serem esclarecidas.
>
>
>
>
>
>
> Primeiro,
> o texto de balanço da assembleia em SP não entrou porque o jornal
> estava sendo diagramado e fechado um dia depois da própria
> assembleia. Portanto, não havia tempo hábil para incluí-lo. Fiz a
> consulta aos companheiros sobre a nota, mas somente o Messias se
> manifestou. Como o texto não entrou no jornal, fiz as alterações e
> mandei para consulta para que seja fechado, o que continuo
> aguardando.
>
>
>
>
>
> Segundo,
> quanto aos textos que entraram no jornal, vários problemas. O
> Messias apontou corretamente que o sindicato e apcef cumpriram seu
> papel institucional de fazer a defesa jurídica, portanto seria
> incorreto dizer que não fizeram nada como estava no texto, e o certo
> é dizer que não fizeram nenhuma campanha política, porque não tem
> intenção de enfrentar a CEF e o governo.
>
>
>
>
>
> Terceiro,
> os textos já tinham sido remetido para o nosso e-mail dias antes, e
> somente na véspera de serem enviados se percebeu esse erro. Uma
> falha grave nossa. Para que essa falha seja corrigida, precisamos
> aprimorar a comunicação com a FNOB. Existe uma lista de discussão
> da FNOB para onde esses textos foram enviados em sua primeira versão.
> Convites já foram enviados a todos os integrantes do BdB para que se
> incorporem a essa lista. O convite será enviado novamente e pedimos
> retorno em caso de falha no processo. Esperamos que isso previna os
> problemas de comunicação futuros. Cabe lembrar que dentro da
> própria FNOB surgiram crítivas aos textos depois que o jornal já
> estava montado, o que mostra que os outros coletivos têm um ritmo
> muito lento para fazer os debates. Não é uma falha apenas nossa.
> Assim, a coordenação da FNOB acaba tomando as decisões e
> aplicando, na impossibilidade de esperar que todos se posicionem.
>
>
>
>
>
> Quarto,
> para esclarecer mais uma vez, a FNOB não faz parte da Conlutas. A
> única oposição dentro da Conlutas, que faz oposição ao PSTU, é
> o Bloco Classista, Anticapitalista e de Base. O Bloco é integrado
> pelo Espaço Socialista e MR. Mas a FNOB não faz parte do Bloco.
> Portanto, a FNOB não faz parte da Conlutas. Se o que o companheiro
> quis dizer é que o jornal da FNOB, mesmo não sendo da Conlutas, se
> parece com um jornal da Conlutas, então precisamos verificar se se
> trata apenas de um problema de problema de linguagem ou se a política
> expressa no jornal têm problemas. Seja uma coisa ou outra, isso só
> pode ser corrigido por meio de mais participação nos fóruns
> internos da FNOB.
>
>
>
>
>
> Isso
> terá que ser pauta da próxima reunião, quando quer que ela
> aconteça. Temos que discutir essa relação com a FNOB no contexto
> de preparação da próxima campanha salarial. O Encontro da FNOB
> está marcado para 6 e 7 de julho em Brasília. Precisamos decidir
> quem de nós vai e qual a nossa contribuição para o Encontro. Acho
> que é sobre isso que devemos desde já ir conversando a respeito.
>
>
>
>
>
> Daniel
>
>
>
>
>
>
>
>
> _________________________________________
>
>
>
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
>
>
>
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
>
>
>
>
>
>
>
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
>
>
>
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!”
>
>
>
>
>
>
>
> Iron Maiden, “Wasted Years”
>
>
>
> _________________________________________
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> On Ter 21/05/13 20:55 , Utopia utopia_s em yahoo.com.br sent:
>
>
>
>
> Olá a tod em s!Pessoal, insisto em dizer que pra mim não há problemas esta
> semana quanto ao dia da reunião. Porem está claro que não vale para os
> demais. Por outro lado, não faz sentido fazermos reunião com dois ou três
> camaradas. No final de semana @s comp em s terão atividades ligadas ao ES.
> Só nos resta então a segunda à noite para uma reunião mais produtiva e
> irmos nos articulando via e-mail e telefone até lá. Não vejo outras
> possibilidades.
> Messias.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> --- Em seg, 20/5/13, Israel Fernandez Junior
>   escreveu:
>
>
>
>
>
> De: Israel Fernandez
> Junior
>
>
> Assunto: Re: texto sobre assembleia / jornal FNOB / reunião do coletivo
>
>
> Para: "Utopia"
>
>
> Cc: "tzitzimitl em terra.com.br" , "Rodrigo Silva do ÿffffd3" , "Márcio
> Cardoso da Silva" , ": d.ribeirovargas em gmail.com"
>
>
>
> Data: Segunda-feira, 20 de Maio de 2013, 9:10
>
>
>
>
>
> Bom dia companheiros! Tenho compromisso na quarta feira, por isso,
> proponho terça ou quinta. Pediria que enviassem novamente o convite da
> lista da frente porque o primeiro não deu certo.
>
>  Em relação ao 1º texto, a edição em função nº de toques de certa forma
> tirou uma característica do nosso coletivo nesse embate com todas as
> centrais, que é o de dizer pra base o tipo de luta que apontamos e que
> consta no texto original enviado.
>
>  Outra coisa importantíssima ao meu ver deixado de fora pelos mesmo
> motivos, foi a defesa das propostas. Somente nós defendemos o calendário de
> lutas com toda aquela manobra de tempo do uso do microfone contra todas as
> centrais sindicais, com destaque para a CONLUTAS que defendeu ardorosamente
> a proposta da CUT sem por nem tirar uma vírgula. No texto original havia
> apenas uma frase que resumia isso mas não entrou. Achei que a questão aí
> foi política e não de espaço.
>
>  Quanto ao texto da demissão do Messias, ele mesmo disse o que eu queria
> dizer. Para caracterizar minha posição, além de ser oposição a CUT, também
> sou oposição a CONLUTAS.
>
>  O jornal da Frente não me parece ser de uma oposição dentro da CONLUTAS
> mas sim uma material da própria central. Isso pode causar uma confusão e um
> problema político pra nós com nossa base.
>
>  Israel
>
>
>
>
>
> Em 20 de maio de 2013 04:00, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
> Olá a tod em s!Agora comp em s. gostaria de fazer  observações quanto ao jorna
> da FNOB em si.  A matéria do BB ok, precisa.  Também  dialoga bem o
> comparativo da exploração cotidiana com   o trabalho escravo/forçado das
> gales ao ritmo do bumbo.  E como já explicado, o jornal é  direcionado
>  para banco público, o que de certa forma já explica o meu questionamento
> quanto à não publicação da matéria sobre estatuto em SP e suas implicações .
>
> Quanto à matéria relativa ao processo da caixa, penso que teríamos de ter
>  denunciado a decisão das entidades evitarem ao máximo
> a publicização deste e demais casos, ligando-os aos os outros comp em satingidos na categoria e ao ataque sistêmico contra classe,  na denuncia à
> caixa, bb e governo, etc.. e cobrança de caráter politico e "bater" neste
> sentido.E pra sermos corretos, fazer o contraponto.  Ainda que esta seja a
> obrigação deles, precisaríamos não omitir que cumpriram suas obrigações
> burocráticas( de honorários, passagem/hospedagem pra Brasília, estas
> coisas)  e dizer que neste tipo de situação, são necessários mas
> insuficientes e que por outro lado ao pouparem o governo Caixa. BB estatais
> outras funcionalismo em geral, eles permitem que a coisa se repita e
> multiplique o ataque contra a livre organização dos trabalhadores. Penso
> que não estar querendo demais, mas este é o meu sentimento.  De qualquer
> forma @s comp em s demostram na prática a sua solidariedade ativa, o que
> reconheçamos, é de
> qualidade.Messias.
>
>
> --- Em sáb, 18/5/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
>
>
>
>
> De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
>
>
>
> Assunto: texto sobre assembleia / jornal FNOB / reunião do coletivo
>
>
> Para: "Israel Fernandez Junior" <israelfernandezjr em gmail.com>
>
>
> Cc: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>, ""Rodrigo Silva do ÿffffd3"" <
> rodrigodoo em yahoo.com.br>, ""Márcio Cardoso da Silva"" <
> marciocarsi em gmail.com>, ": d.ribeirovargas em gmail.com"
> <d.ribeirovargas em gmail.com>
>
>
> Data: Sábado, 18 de Maio de 2013, 21:25
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Olá
> compas
>
>
>
>
> O
> texto sobre a assembleia estatutária acabou não podendo entrar no
> jornal da FNOB.
>
>
>
>
> Temos
> então tempo hábil para incorporar ao texto as observações do
> Messias e outras que surgirem, para publicar e divulgar entre os
> nossos contatos por meio eletrônico. Fiz algumas modificações e
> submeto agora à aprovação do coletivo. A citação ao MNOB está
> na nova versão com uma cobrança pública em relação ao que a
> burocracia disse deles.
>
>
>
>
> Em
> relação ao jornal da FNOB, segue em anexo a versão definitiva. O
> jornal trata basicamente de BB e CEF. Fomos informados de que os
> compas da FNOB estão enviando 2.000 exemplares a São Paulo, aos
> cuidados do companheiro Douglas.
>
>
>
>
> Temos
> que pensar em como trabalharemos com o jornal em nossa base, onde
> iremos distribuir, que tiragem podemos imprimir além desses 2.000,
> etc.
>
>
>
>
> Para
> isso e também para seguir com as demais questões, precisamos de uma
> reunião do coletivo. Depois dos problemas para marcar a última
> reunião antes da assembleia, é melhor nos comunicarmos com mais
> antecedência.
>
>
>
>
> Minha
> proposta é de reunião na próxima quarta-feira à noite.
>
>
>
>
> Daniel
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> _________________________________________
>
>
>
>
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
>
>
>
>
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
>
>
>
>
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!”
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Iron Maiden, “Wasted Years”
>
>
>
>
> _________________________________________
>
>
>
>
>
>
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>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> ARTICULAÇÃO
> MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO
>
> E AUMENTA
> CONTROLE BUROCRÁTICO
>
>
>
>
>
>
>     Na
> terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
> Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria
> no país, para aprovar mudanças estatutárias propostas pela
> diretoria (composta por Articulação/CUT/PT e satélites
> como Intersindical e PCdoB). O problema começa na própria
> construção da assembleia para aprovação das mudanças, pois a
> convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
> do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A
> divulgação das propostas de alteração só aconteceu uma semana
> antes da assembleia. Num tema dessa natureza, que envolve questões
> de concepção e projeto de sindicalismo, seria necessário um amplo
> debate com a base, com tempo hábil para que os bancários
> discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os representa,
> para que surgissem outras propostas a respeito, o que enfim, exigiria
> no mínimo um mês de discussão, com publicações, plenárias, etc.
>     Na
> verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade,
> que estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era
> realizado há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar
> o artigo do estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua
> obrigatoriedade. Esse é um exemplo das mudanças que foram
> introduzidas para “modernizar” o estatuto. Na ausência das
> condições adequadas para discussão, os grupos de oposição que
> atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
> constrói a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
> diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto
> unitário, cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base –
> SP
> (
> http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html
> ).
>
>
>     Na
> assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
> diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados e
> trabalhadores de bancos privados atraídos a custa de favores, sem
> nenhum debate político, etc. A diretoria contou também com o fato
> de que o setor mais mobilizado da categoria, os bancos públicos, que
> são minoria na base, estão escaldados por anos de traição
> explícita nas campanhas salariais e em todas as lutas, como acabamos
> de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem tempo
> hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
> conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
>     Uma das
> mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
> do sindicato previstas no estatuto as receitas geradas por entidades
> subordinadas, como Bancoop (cooperativa habitacional que já
> frequentou as páginas policiais em suspeita de desvio de dinheiro
> das obras), Bancredi (que faz empréstimos para bancários, num sério
> conflito de interesse para uma entidade que deveria lutar por aumento
> de salários), Bangraf (gráfica que foi desvinculada da secretaria
> de comunicação e passou para finanças), faculdade (que ao invés
> de dar cursos sobre a luta e a organização dos trabalhadores,
> ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra para os
> patrões), Travessia, rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
> fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros
> pela diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
> contribuição dos sócios. O sindicato s tornou independente dos
> trabalhadores que deveria representar.
>     Para
> continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial,
> e mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a
> diretoria tratou de introduzir alterações que dificultam ainda mais
> a disputa das eleições, reduzindo os prazos para convocar e
> realizar as eleições, mantendo as dificuldades de uma chapa de
> oposição obter a lista de votantes, e diminuindo o quórum de
> votação necessário. Com isso a burocracia da Articulação
> pretende se manter ad eternum no controle do sindicato.
>     Toda
> forma está a serviço de algum conteúdo e não existe conteúdo que
> não precise de uma forma. A forma de funcionamento do sindicato está
> a serviço de uma determinada política. A política da Articulação
> e seus satélites para o sindicato está bem clara. Há décadas este
> grupo se apoderou do controle da entidade e o transformou no inverso
> do que era. Ao invés de um instrumento para as lutas da categoria, o
> sindicato é hoje um obstáculo. Há décadas abandonou-se a luta
> pela estabilidade nos bancos privados, e com isso, sob a ameaça de
> demissão, estes companheiros não mais fazem enfrentamento aos
> bancos. Há mais de uma década abandonou-se a luta pelas
> reivindicações dos bancos públicos, pois isso exigiria enfrentar a
> gestão privatista hoje em aplicação no BB e na CEF (que estão
> engolindo os bancos estaduais remanescentes). Não é preciso vender
> as ações dos bancos públicos para tratá-los como privados e a
> atual gestão já faz isso. Os resultados estão no dia a dia das
> agências e departamentos: desrespeito aos clientes, venda casada,
> rebaixamento salarial e retirada de direitos e benefícios, metas,
> assedio moral, individualismo e fim da solidariedade entre colegas,
> sobrecarga de serviço, adoecimento físico e psicológico.
>
>     A
> Articulação e seus satélites não enfrenta esse projeto, pois não
> quer entrar em conflito com um governo que é do PT, o seu partido,
> que é o patrão dos públicos e é aliado dos banqueiros privados
> (assim como é aliado do agronegócio, da grande indústria, etc.).
> Ao invés de lutar contra tudo isso, o sindicato de São Paulo, o
> principal da categoria no país, abandona a resistência cotidiana
> nos locais de trabalho, abandona os fóruns de base, as reuniões de
> representantes e delegados sindicais, esvazia as assembleias e
> espaços de participação. As campanhas salariais são meramente
> teatrais, pois não tratam das principais reivindicações listadas
> acima, não enfrentam os bancos, pois não afetam seu lucro, não
> permitem a participação da base, a formação de comandos de greve,
> a apresentação de propostas em assembleia, etc.
>     Essa
> política vem sendo aplicada há anos e as novas mudanças
> estatutárias ajudam a aprofundar esse projeto. Trata-se de um antigo
> projeto da Articulação a criação do que era chamado de “sindicato
> orgânico” na década de 1980, um sindicato nacional por categoria
> (que no nosso caso seria a Contraf), com o poder de assinar acordos,
> sem a necessidade de passar por fóruns de deliberação na base das
> categorias, como as assembleias. Agora surge pelas mãos da mesma
> Articulação o projeto do ACE, o Acordo Coletivo Especial, que prevê
> justamente isso, a possibilidade de acordos inferiores ao que está
> garantido na CLT possam ser aprovados sem passar por assembleia. Esse
> modelo de sindicalismo é o mesmo que existe nos Estados Unidos e na
> Europa há décadas.
>
>     Lá as
> burocracias sindicais se tornaram parceiras das empresas, uma espécie
> de anexo ao departamento de recursos humanos. Os sindicatos
> administram os fundos de pensão, que movimentam fortunas (nisso os
> bancários da Articulação foram pioneiros no Brasil, com a
> Globalprev de Luis Gushiken e as negociatas da PREVI), têm o poder
> de decidir sobre contratação e demissão, negociam os salários e
> os direitos dos trabalhadores sem que estes possam se organizar de
> maneira independente (sem a “permissão” dos sindicatos, as
> greves são ilegais), sem que haja qualquer tipo de oposição, pois
> qualquer militante que divergisse do grupo dirigente seria denunciado
> para a patronal para demissão.
>     É esse
> o projeto que está em implantação no Brasil pela Articulação.
> Com isso, os burocratas sindicais teriam condições de sobreviver,
> independentemente do PT estar no governo ou não, pois seriam
> parceiros indispensáveis da burguesia na gestão das empresas e na
> efetivação dos ataques sobre os trabalhadores sem que haja
> resistência. Não há mais como buscar qualquer tipo de acordo com
> esse tipo de projeto e essa concepção de sindicalismo expresso pela
> Articulação e seus parceiros tipo DS e PcdoB. Por isso mesmo,
> causou estranheza que nas mesma assembleia a Articulação tenha
> feito uma cobrança aos coletivos de oposição, dizendo em alto e
> bom som no microfone que a proposta de estatuto havia sido construído
> a quatro mãos com “a oposição”. Qual oposição, cara pálida?
> Fica no ar a pergunta aos companheiros do MNOB/Conlutas, que
> participaram conosco da redação de um panfleto contra as propostas
> da Articulação, mas que segundo os próprios dirigentes, estavam já
> cientes de todas as propostas. Com a palavra, os companheiros.
>     De nossa
> parte, o Coletivo Bancários de Base – SP / FNOB segue apostando na
> organização nos locais de trabalho, na resistência cotidiana, na
> comunicação alternativa, para construir uma oposição pela base,
> remover o autoritarismo dos burocratas da Articulação do controle
> do sindicato e retomar a entidade para a luta dos trabalhadores.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> On Sex 17/05/13 19:23 , Israel Fernandez Junior
> israelfernandezjr em gmail.com sent:
>
>
>
> Messias,
>
> Precisa ser apurado. Se for verdade, suas palavras são de um lorde, de uma
> pessoa extremamente educada para mais um caso do PSTU/CONLUTAS.
>  OBS.: dei bobeira e respondi a mensagem anterior só ao Messias.
>
>
>
>
>
>
>
> Em 17 de maio de 2013 10:57, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
> Olá Israel!
>
>
>
>
>
>
>
> Na verdade ela "sugeriu''  que a proposta de alteração estatutária teve a
> participação do mnob. Não apenas uma "consulta". e mesmo que o fosse,
> politicamente é muitíssimo complicado.
> MESSIAS.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> -- Em sex, 17/5/13, Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
> escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: Israel Fernandez Junior <israelfernandezjr em gmail.com>
>
>
>
>
> Assunto: Re: texto sobre assembleia
>
>
>
> Para: "Utopia" <utopia_s em yahoo.com.br>
>
>
>
> Data: Sexta-feira, 17 de Maio de 2013, 8:36
>
>
>
>
>
>
>
>
> Messias, Taí uma vinculação (ACE) que se existir e for bem colocada é
> fundamental para trabalharmos.
> Não sei se agora neste jornal. Não entendi a questão da cobrança da
> Juvandia das oposições. Que acordo é esse?
>  Israel
>
>
>
>
>
>
>
> Em 16 de maio de 2013 09:39, Utopia <utopia_s em yahoo.com.br> escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Olá tod em s!!
> Penso ser importante apontar e fazer a vinculação da  reforma estatutária
> com o projeto do ACE , sindicato orgânico e sindicato empresa.  Denunciar o
> modelo americano/europeu e as travas que tal modelo apresenta para a luta.
>  Também atentar para a necessidade imperiosa de buscarmos construir de fato
> um trabalho de oposição mais consistente e consequente entre todos os
> setores que realmente estão comprometidos.  Foi  cobrado de  público pela
> presidente do seeb, discussões e deliberações com "setores" da oposição,
> que teriam "construido" a reforma "a quatro mãos", uma espécie de acordo
> previo com pelo menos o mnob. Sei do problema de espaço para tantos
> elementos. Façamos o possível.
>
>
>
>
> Messias.
>
>
>
>
>
>
>
> --- Em qua, 15/5/13, Daniel <tzitzimitl em terra.com.br> escreveu:
>
>
>
>
>
>
>
>
> De: Daniel <tzitzimitl em terra.com.br>
>
>
>
>
>
> Assunto: texto sobre assembleia
>
>
>
> Para: tzitzimitl em terra.com.br, marciocarsi em yahoo.com.br,
> d.ribeirovargas em gmail.com, rodrigodoo em yahoo.com.br,
> israelfernandezjr em gmail.com, utopia_s em yahoo.com.br,
> c.comunista em yahoo.com.br
>
>
>
>
>
>
>
> Data: Quarta-feira, 15 de Maio de 2013, 23:20
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Olá compas do Bancários de Base
>
>
>
>
>
>
>
> Hoje tive contato telefônico com companheiros da FNOB que cogitaram a
> possibilidade de um texto sobre a assembleia estatutária entrar ainda no
> próximo jornal da FNOB. Mas para isso teríamos que aprovar o texto entre
> hoje e amanhã pela manhã, quando seria remetido.
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> Redigi um rascunho, mas como não estive na assembleia, seria preciso que
> em especial os companheiros que lá estiveram o aprovassem.
>
>
>
>
>
>
>
> O espaço é de no máximo 3.800 toques.
> Daniel
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> _________________________________________
>
>
>
> “So, understand! You waste your time always searching for those wasted
> years!
>
>
>
> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos
> perdidos!
>
>
>
> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos
> dourados!”
>
>
>
>
>
>
>
> Iron Maiden, “Wasted Years”
>
>
>
> _________________________________________
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
>
> ARTICULAÇÃO MUDA ESTATUTO DO SINDICATO DE SÃO PAULO
>
> E AUMENTA CONTROLE BUROCRÁTICO
>
>
>
>
>
>
>
> Na terça-feira 14 de maio aconteceu uma assembleia do Sindicato dos
> Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal da categoria no país,
> para aprovar mudanças estatutárias propostas pela diretoria (composta por
> Articulação/CUT/PT e satélites como Intersindical e PCdoB). O problema
> começa na própria construção da assembleia para aprovação das mudanças,
> pois a convocação surgiu por um edital publicado em letra miúda no jornal
> do sindicato, pouco mais de duas semanas antes do dia marcado. A divulgação
> das propostas de alteração só aconteceu uma semana antes da assembleia. Num
> tema dessa natureza, que envolve questões de concepção e projeto de
> sindicalismo, seria necessário um amplo debate com a base, com tempo hábil
> para que os bancários discutissem a estrutura e os rumos da entidade que os
> representa, para que surgissem outras
> propostas a respeito, o que enfim, exigiria no mínimo um mês de discussão,
> com publicações, plenárias, etc.
>
> Na verdade, esse tipo de discussão exigiria um Congresso da entidade, que
> estava previsto na versão anterior do estatuto, mas que não era realizado
> há muitos anos. Inclusive, a Articulação tratou de mudar o artigo do
> estatuto que tratava dos Congressos para acabar com a sua obrigatoriedade.
> Esse é um exemplo das mudanças que foram introduzidas para “modernizar” o
> estatuto. Na ausência das condições adequadas para discussão, os grupos de
> oposição que atuam na base, entre os quais o Bancários de Base – SP, que
> constroi a FNOB, se reuniram na véspera para debater as propostas da
> diretoria e formular alternativas. O resultado foi um panfleto unitário,
> cujo texto está publicado no blog do Bancários de Base – SP (
> http://bancariosdebasesp.blogspot.com.br/2013/05/assembleia-estatutaria-por-um-sindicato.html).
>
>
> Na assembleia, a Articulação usou o seu eleitorado cativo, ou seja,
> diretores do sindicato, da Fetec, da Contraf, aposentados, trabalhadores de
> bancos privados atraídos a custa de favores, sem nenhum debate político,
> etc. A diretoria contou também com o fato de que o setor mais mobilizado da
> categoria, os bancos públicos, que são minoria na base, estão escaldados
> por anos de traiçãoexplícita nas campanhas salariais e em todas as lutas,
> como acabamos de ver no caso do plano de funções do BB. Dessa forma, sem
> tempo hábil para debate e para que houvesse mobilização, a Articulação
> conseguiu quórum e maioria para aprovar tudo o que quis.
>
> Uma das mais graves alterações foi a que incluiu entre as fontes de renda
> do sindicato as receitas geradas por entidades subordinadas, como Bancoop
> (cooperativa habitacional que já frequentou as páginas policiais em
> suspeita de desvio de dinheiro das obras), Bancredi (que faz empréstimos
> para bancários, num sério conflito de interesse para uma entidade que
> deveria lutar por aumento de salários), Bangraf (gráfica que foi
> desvinculada da secretaria de comunicação e passou para finanças),
> faculdade (que ao invés de dar cursos sobre a luta e a organização dos
> trabalhadores, ensina matemática financeira, ajudando a formar mão de obra
> para os patrões), Travessia, rede Brasil Atual, etc. A incorporação dessas
> fontes de renda ao estatuto facilitou a contabilização dos lucros pela
> diretoria, que agora tem margem para sobreviver sem depender da
> contribuição dos sócios.
>
> Para continuar no controle deste lucrativo “conglomerado” empresarial, e
> mantê-lo ainda mais distante da luta dos trabalhadores, a diretoria tratou
> de introduzir alterações que dificultam ainda mais a disputa das eleições,
> reduzindo os prazos para convocar e realizar as eleições, mantendo as
> dificuldades de uma chapa de oposição obter a lista de votantes, e
> diminuindo o quórum de votação necessário. Com isso a burocracia da
> Articulação pretende se manter ad eternum no controle do sindicato.
>
> O coletivo Bancários de Base segue apostando na organização nos locais de
> trabalho, na resistência cotidiana, na comunicação alternativa, para
> construir uma oposição pela base e remover o autoritarismo dos burocratas
> da Articulação do controle do sindicato.
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