[Bancariosdebase] Enc: CAMPANHA SALARIAL 2014
Utopia
utopia_s em yahoo.com.br
Quarta Outubro 8 18:40:35 UTC 2014
Reenvio individualmente.
Parece estar aguardando autorização do grupo.
----- Mensagem encaminhada -----
De: Utopia <utopia_s em yahoo.com.br>
Para: Bancários de Base Novo <bancariosdebase em lists.aktivix.org>; Thaís <asiwatchtheweatherchange em hotmail.com>
Enviadas: Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014 15:10
Assunto: Enc: CAMPANHA SALARIAL 2014
Olá a tod em s!
Encaminho texto com elementos de balanço de nossa greve, texto esse enviado para bancári em s da Gilog SP e ativistas da região de Osasco, além do Avante Bancário. Enviarei também p/ FNOB.
Valeu!
Messias.
Em Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014 10:51, Messias Americo da Silva <messias.silva em caixa.gov.br> escreveu:
Olá pessoal!
Sei que talvez tenha me alongado nesta minha avaliação do processo pelo qual passamos, no que se refere ao assunto abordado. Conto com a compreensão de tod em s. Aguardei um pouco mais para fazê-lo em função de que a greve prosseguiu por mais um dia em pelo menos 08 Estados. E também buscando uma melhor elaboração.
CAMPANHA SALARIAL 2014. NECESSÁRIO FAZER O BALANÇO E O APRENDIZADO.
Passada mais uma Campanha Salarial, onde infelizmente na essência tivemos o mesmo script dos últimos anos, a necessidade do balanço é evidente, mas não basta. A meu ver é fundamental, que além do balanço saibamos extrair as lições e que busquemos fazer o aprendizado de mais esta experiência. Poderíamos aqui nos ater simplesmente aos aspectos objetivos, os resultados pragmáticos, mas penso que não devemos. Penso ser necessário incluirmos também elementos de ordem subjetiva.
ÍNDICES OFICIAIS MANIPULADOS.
Até porque o “acordado” no concreto, não possui realmente nada de extraordinário, senão vejamos: Começando pelos índices que segundo alguns possuem o uma majoração acima da inflação, o que nos proporcionaria “ganho real”. Pura falácia (mesmo com o delta) na medida em que temos perdas históricas a recuperar. Cerca de 23% nos bancos privados e no BB e Caixa algo entre (pasmem) 80% e 90% respectivamente. E se são números altos, a responsabilidade não é d em s bancári em s. Trata-se de perda real acumulada ao longo de anos onde nem sequer a correção monetária sobre as perdas foram consideradas. Puro arrocho salarial e além desta perda, há que se considerar a rentabilidade do sistema financeiro no Brasil, com rentabilidade media que nunca é inferior a 15% e chega a atingir patamares de até 20%. coisa inédita em todo o planeta, quiçá no Universo. Há que se considerar aqui também que o índice inflacionário é reconhecidamente
definido de forma mais que duvidosa e inclui mercadoria e serviços que não fazem parte da vida real da média dos assalariados como aeronaves, viagens aéreas internacionais, artigos de luxo outros e congêneres, o que o desvirtua. Para os assalariados, o que conta é alimentação e não só a que fazemos no lar, pois comer na rua tem custo sem controle para nós. Tarifas públicas (prepare-se, vem ai um “tarifaço” para breve, não se iluda), higiene pessoal, transporte, aluguéis, escolas, um mínimo de lazer e recreação, produtos de limpeza, medicamentos, custo da educação, planos de saúde,etc
CONTRATAÇÕES NÃO COBREM NEM OS QUE SAIRAM.
A CAIXA sistematicamente assina clausulas contratuais, não as cumpre e volta a fazê-lo e novamente não cumpre. E nossas entidades nem para entrar com ações de cumprimento para obrigar a CAIXA judicialmente a fazê-lo, se presta. E mesmo se vier a cumprir no presente, considerando que os aposentados costumam ser centenas a nível nacional a cada ano e o projeto de 2000 novas unidades ainda está se arrastando, mesmo com na média 06 / 08 empregados por unidade, numero comprovadamente insuficiente, a conta não fecha. Inclusive pelo fato de já temos uma defasagem crônica de empregados, onde a LNP (lotação necessária de pessoal) é simplesmente ignorada, numa política de RH nada inteligente, insana, que cada vez provoca mais doenças de todos os níveis e tipos, com inúmeros afastamentos (talvez milhares) num circulo vicioso absurdo.
OUTROS ABSURDOS.
Absurda e lamentável a argumentação de dirigentes sindicais de SP que proclamam avanços no fato da empresa prometer pagar horas extras para quem trabalha em unidades até 20 empregados, com se isso fosse uma generosidade e não uma obrigação.. (a que ponto chegamos). No mesmo plano, enaltecem também como vitória a promessa de pagamento para os tesoureiros das horas extras realizados. Sabemos i inferno que é a rotina dos tesoureiros nesta empresa, o quanto se desgastam e e estão adoecidos, assim como os outros, em maior ou menor grau. Precisamos é acabar com o banco de horas (banco de sangue?) e com a necessidade de hora extra e isto só se dá com as contratações necessárias. E lembremos que no acordo passado o “compromisso” era de pagamento para unidades até quinze empregados e a CAIXA utilizou a filosofia da vaca (c... e andou).
SAÚDE CAIXA.
Nada de compromisso com mudanças de qualidade. Temos superavits seguidos acompanhados contraditoriamente de queda de qualidade (parece impossível piorar, mas piora) na maioria das regiões Brasil afora. E com administração nebulosa, não podemos ficar no engodo do tal conselho formado com empregados e patronal mas onde os empregados são apenas “ouvidos” e não tem poder de deliberação. Apenas legitimam com sua “participação” os descalabros e abusos cometidos.
ISONOMIA.
NEM SEQUER SE FÊZ MENÇÃO. A injustiça e ilegalidade prossegue. Nada vezes nada. Na prática os nossos representantes não se empenham, apenas discursam, até porque são diretamente co-responsáveis a partir da postura que tiveram lá em 1997 quando não deram a batalha política e jurídica necessárias. Quando tivemos a inclusão no acordo coletivo da cláusula, que acabou com a paridade entre ativos e aposentados (aí perdemos os tickets e os reajustes para os pensionistas e aposentados obtidos pelos da ativa). E ainda que aleguem que o “acordo” foi assinado pela Contec ( a outra confederação além da contraf cut), na prática defenderem a aceitação pela categoria nas assembléias. Derrotados em alguns centros, burocraticamente impuseram-nos a derrota. Se escondem atrás de projeto tramitando (cerca de quinze anos +ou -) tramitando décadas no Congresso e que nunca sai das gavetas.
CONDIÇÕES DE TRABALHO, ASSÉDIO E METAS. GDP
Desnecessário falar da inércia quanto aos temas. Tudo prosseguirá como dantes com tendências de pioras já que de efetivo nada foi feito em relação à verdadeira institucionalização do Assédio Moral Permanente que é a implantação da GDP com metas individuais, diárias e ranqueadas. Um absurdo que não tem contraposição e vem sendo implementada gradativamente até atingir a TOD em S. A CAIXA vem nos “comendo pelas beiradas” assim como na privatização “disfarçada” da CAIXA com parcerias, associações, participações, estratégias mercadológicas e o social que se exploda.
INGERÊNCIAS POLÍTICAS. GESTÃO TEMERÁRIA.
Dinheiro a fundo perdido para os “eikes” da vida. FI-FGTS para deleite das empreiteiras “associadas”. Inconsistências de todo tipo no MCMV, com perdas acumuladas e progressivas em função de contratos com construtoras “amigas”, falhas na fiscalização e prejuízos nas reparações de obras mal feitas. “pedaladas” para forçar supéravit nas contas do governo, etc etc. Tudo norrrrrrmalllllll !!!!!! E o PSI direcionado (QI) e os descomissionamentos passionais de gestores “adoentados” e as cobranças inclusive fora de horário da jornada e...e ...e... ? E a FUNCEF ameaçada sim senhor? Sua utilização e gestão questionadas pelos trabalhador em s da CAIXA? E o fim do voto de minerva? E a ingerência indevida?
PAREMOS POR AQUI?
Não esquecendo que a pauta foi entregue em agôsto, várias rodadas inúteis em setembro, definição em outubro. Tudo por conta do governo e banqueiros. A greve é direito, portanto nada teríamos que compensar quanto aos dias de greve. Mas a batalha não é dada. O certo, o justo é nada compensar. A greve se torna necessidade para valer minimamente os nossos direitos duramente conquistados ao longo de décadas de luta. Conquistas como a jornada de seis horas entre outras, são solenemente ignoradas e não esquecer que a CAIXA corta hora extra, não contrata e exige tarefa cumprida. Alguns gestores, talvez sem perceber a extensão do que propõe “sugerem” anotação paralela para posterior (eventual) compensação “por fora”. Isto conduz à uma situação irregular onde os responsabilizados/prejudicados serão o gestor e o empregado que se submete. Em caso de sinistro/acidente, após “sugerir” FORÇANDO tal situação e com a tarefa
cumprida, a CAIXA “tira o dela da reta” e põe o nosso. Este acordo perpetua a situação de caos, não nos livra do “tarja preta”, das pressões, não nos dá qualidade de vida, não recupera nossa sociabilidade, convivência familiar, eventual satisfação perdida da vida afetiva, não devolve a saúde física, psico-psiquiátrica em muitos casos, a tranqüilidade espiritual retirada, etc etc.
Sei que este balanço não está completo. Temos mais demandas. Sei também que este balanço se torna extenso e um tanto desanimador e/ou fatídico, mas é a situação que temos.
O QUE EXTRAIR?
Fizemos a paralisação, demos exemplo de insatisfação e dignidade. Por outro lado voltamos a ter as manobras como separar assembléias entre outras como recentemente quando perderam a votação, “chamaram” nova assembléia com convocação e comparecimento dos gestores junto com a direção da CAIXA, fim de semana de trabalho, sem nova proposta, trairagens, puxadas de tapete, demagogias, conciliações com patrões, conchavos com governo por parte de nossos burocráticos “representantes”. Muitos não têm mais confiança nenhuma nestas pessoas e se recusam a fazer greve. Outros apenas usam esta desculpa (com este sindicato não dá !!!) pra furar a greve. O sindicato não é deles, é nosso. Apenas eles se perpetuam se moral, indecentemente, com o peso da máquina suplantando a nossa vontade e necessidade. Entre os que “grevam”, um numero enorme “sai de férias”. Outros se negam a participarem de piquetes, atos, passeatas,
necessários para virarmos o jogo, algo perfeitamente possível desde que trabalhemos organizadamente pra isso. O corpo de gestores na parte daquel em s que fazem “tudo o que o mestre manda” também têm um papel altamente negativo e se “esquecem” que não são banqueiros e que se têm um “bom” salário, estão sem viver mais plenamente por pura submissão, falta de disposição/convicção para a luta por seus direitos fundamentais, entre os quais a perda da auto-estima pra ficar só nisto, ainda que estejam se sentindo com muitas outras perdas e não consigam reagir. E os “sem função” que buscam tê-la precisam a nosso ver, repensar e perceberem que não existe saída individual satisfatória, pois isto (individualismo) é condição necessária para que eles imponham o que querem quando “escolhem” os que “merecem os comissionamentos”. E a discriminação oficializada para os que permanecem no Reg-Replan? Para avançarmos
na carreira precisamos mesmo ter que abrir mão de princípios, valores, ética, perda de identidade? Pra pensar... e de preferência, agirmos afirmativamente também.
Por outro lado a Oposição Bancária Organizada também tem debilidades, limites, vícios que precisamos juntos superar. Fortalecer a luta com mais pessoas e com melhor desempenho é tarefa de tod em s nós.
“O Povo Unido é Povo Forte, Não teme a Luta nem teme a morte”. “A Luta Continua”.
Saudações a tod em s e vamos juntos alterar esta negativa realidade. Podemos.
Messias
Delegado Sindical Gilog SP
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