[Bancariosdebase] proposta texto atividade 15 01 2015
"Daniel"
tzitzimitl em terra.com.br
Terça Janeiro 13 00:46:42 UTC 2015
Segue nova versão do texto com correções
Daniel
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So, understand! You waste your time always searching for those wasted years!
Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!”
“Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos!
Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”
Iron Maiden, “Wasted Years”
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O GOVERNO DILMA, OS BANCOS PÚBLICOS, A PRIVATIZAÇÃO DA CAIXA
E OS ATAQUES A ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES
Passadas as eleições, anunciados nomes para o novo ministério e iniciado o novo ano, começam a ficar muito mais evidentes as reais intenções do governo de plantão. Tendo sido vencedora a proposta do PT e seus coligados, suplantando a candidatura tucana (PSDB e coligação), começamos a receber em etapas as medidas do governo Dilma para a economia e perceber como nos afetam como trabalhadores. Além de colocar “nomes tucanos” para o ministério, como Nelson Barbosa para o Planejamento, Kátia Abreu para a Agricultura, e o banqueiro Joaquim Levy para a Fazenda, a Presidente não teve o menor pudor em alterar regras do abono do PIS, Seguro Desemprego, Auxílio Doença e Pensão por Morte. Todos estes últimos, benefícios relevantes para o conjunto dos trabalhadores.
O governo na prática retira/reduz direitos com o claro objetivo de garantir pagamento dos juros para os banqueiros através do famigerado superavit primário, e pouco importa o efeito das medidas para a população. O importante é garantir sempre a maximização dos lucros para os tubarões da finanças, empreiteiras, montadoras, agroindustria, laboratórios, planos de saúde, latifúndio, multinacionais de todos os tipos, etc etc. Não bastasse tudo isto, os trabalhadores terão de amargar, além da precarização já instituída, o aumento iminente do desemprego, arrôcho nos salários, “tarifaço” (Luz, Água, Telefone, transporte, combustíveis, etc).
Na verdade, a corrupção desenfreada, o pouco caso com o dinheiro público, o desperdício da Copa e Olimpíadas, tudo isto entre outras coisas, quebrou as finanças do Estado. Sem falar dos reflexos da crise iniciada em 2008, de âmbito mundial, e que ainda perdura. O convidado para pagar a conta é mais uma vez a classe trabalhadora, os assalariados. Tudo nos dá a certeza de tempos ainda mais difíceis no próximo período. Teremos necessariamente de combater as mediadas governamentais e da patronal E governo e patrão sabem disto.
Nos últimos anos, a crise internacional, a partir dos EUA, da Europa e potências asiáticas, trouxe a necessidade de ajustes para a Economia. No Brasil, os bancos privados deixaram de emprestar para pessoas e empresas, tendo receitas maiores com os juros obtidos junto à dívida pública. E coube aos Bancos Públicos financiarem e estimularem a produção e consumo. Isto levou a um crescimento dos bancos públicos e menor participação da banca privada. Agora os bancos privados querem não só recuperar o espaço perdido, como ampliá-lo.
É neste contexto que Dilma, que fez campanha junto ao eleitorado das estatais jurando defendê-las, anunciou no apagar das luzes de 2014, a abertura de capital para a CAIXA, rumo à privatização. Exigência do Banco Mundial, FMI, Fenaban, Banca Internacional entre outras aves de rapina. “Sanear” e depois entregar à Privataria, assim como fez com o pré-sal, portos, aeroportos , estradas, etc.
Ainda que infelizmente hoje no Brasil, os movimentos sociais estejam em sua maioria “dominados”, Dilma, o Congresso, o Judiciário, os órgãos de repressão e a patronal, assim como a burocracia sindical, sabem que os trabalhadores não se deixarão ir para a degola sem luta. E é por isto que no último período há o recrudescimento das perseguições aos ativistas, em particular nas estatais, e nos bancos públicos não é diferente, pelo contrário. Hoje temos um quadro de ações anti-sindicais as mais diversas em TODOS os bancos públicos federais que escaparam das privatarias tucanas em maior grau, mas também privatizações petistas.
A CAIXA é hoje o único banco totalmente estatal de porte e está ameaçado pela ganância voraz da banca privada e pelo descaso do governo federal. Isto significa por em risco fatal diversos serviços, tarefas, projetos, mais de 150 anos de serviços de caráter social à nação brasileira. Além disto tudo, ainda há o assédio moral, as metas, as normas e regulamentos abusivos, o desproporcional número de empregados, a interposição fraudulenta de mão-de-obra, ingerências indevidas na administração da CAIXA e no Fundo De Pensão, etc.
E aqueles que forma coerente buscam organizar os trabalhadores para a resistência são discriminados, perseguidos, processados, penalizados sem base real. Tudo para tornar mais fácil este trabalho sujo que a banca internacional nos impõe. É assim na CAIXA, no Banco do Brasil, no Banco da Amazônia (BASA), no Banco do Nordeste. E a perseguição se amplia inclusive na intenção ilegitíma e sem fundamento de tirar a devida representatividade de sindicalistas e entidades que não se submetem aos interesses de patrões e do governo, como o SEEB RN, SINSPREV-SP e outros.
Para conter a organização e as lutas dos trabalhadores o governo e os patrões estão atacando os ativistas e militantes que organizam os trabalhadores a partir da base. Isso aconteceu com os 42 trabalhadores do metrô demitidos na greve de 2014, cuja luta pela reintegração continua, e acontece também na categoria bancária. São vários os casos de perseguição contra ativistas, delegados sindicais, cipeiros e lideranças que estão organizando a resistência dos bancários a partir dos locais de trabalho. O método da perseguição é a instauração de processo administrativo tentando criar pretexto para demissão. Os processos não tem como base nenhuma falha em serviço e sim ações que dizem respeito justamente à função de delegados sindicais e representantes, tais como reuniões com os colegas, divulgar textos, organizar paralisações, etc.
No BB temos a companheira Juliana, do complexo São João, e Israel Fernandez, do complexo Verbo Divino, que estão respondendo a processo, como já aconteceu com os companheiros Marcio Cardoso, do SAC, e Leticia, de Jandira, que foi demitida. Na CEF tivemos em 2013 a demissão do companheiro Messias, de Osasco, que foi revertida graças a uma ampla campanha do movimento, e agora temos o processo contra o companheiro Diogo, da ag. .
Temos que barrar esses ataques e nos colocar em defesa desses companheiros. O ataque a eles não é apenas aos indivíduos, mas ao conjunto dos bancários, pois é a partir da organização nos locais de trabalho, que eles representam, que temos condições de resistir contra as reestruturações e outras medidas que nos prejudicam. Mesmo porque a direção do sindicato, que é do PT, não tem a intenção de enfrentar de fato os bancos, que estão no ministério do governo do PT.
Em Seg 12/01/15 21:04, Daniel tzitzimitl em terra.com.br escreveu:
> > Em tempo, depois do email anterior, já tive outro contato telefônico com Messias um acréscimo no texto. Segue abaixo.> > Daniel> > > > > > _________________________________________> > “So, understand! You waste your time always searching for those wasted years!> Face up! Make your stand! And realize your living in the golden years!” > > “Então, entenda! Você perde seu tempo sempre buscando por aqueles anos perdidos!> Encare! Tome uma posição! E perceba que você está vivendo nos anos dourados!”> > > Iron Maiden, “Wasted Years”> > _________________________________________> > > >
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