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<DIV><FONT size=2 face=Arial>Olá <A
href="mailto:Comp@s">Comp@s</A>,</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial>Segue esboço de texto sobre o resgate
do sindicato. Como sempre: sugestões, correções etc., são bem
vindos/as!</FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial>Com relação à reunião do dia 08/05.
Em virtude do andar da carruagem: 1º de maio, eleição de delegados sindicais na
CEF, assembléia para tirar delegados para o Encontro estadual, Encontro Estadual
BB e CEF, talvez tenhamos que adiar o "momento de lazer" que combinamos
para a próxima reunião: que seria ver o filme do Michel Moore. Manifestem-se
sobre o 1º de maio e sobre tudo mais.</FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial>Um abraço a todas/os</FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial>Inês</FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN
style="mso-ansi-language: PT-BR"><FONT size=3><FONT
face=Calibri><STRONG>Resgatar a essência do Sindicato<?xml:namespace prefix = o
ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office"
/><o:p></o:p></STRONG></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN
style="mso-ansi-language: PT-BR"><FONT size=3><FONT face=Calibri><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>No começo do século XX quando a 1ª
guerra mundial assolava a Europa o Brasil foi o destino escolhido por centenas
de milhares de trabalhadores em busca do “novo mundo” e de melhores condições de
vida. Ao chegar aqui encontraram condições de trabalho praticamente escravas, o
Brasil importava trabalhadores/as assalariados para substituir a mão de obra
escrava que fora obrigado a abolir. Esses/as trabalhadores/as, diante das
péssimas condições de trabalho, começaram a organizar-se para conquistar
direitos e ajudar-se mutuamente. Com a bagagem cultural e ideológica que
trouxeram de seus países de origem, juntamente com os trabalhares locais,
fundaram sindicatos, associações de ajuda mútua para os que ficassem
desempregados, doentes ou se aposentassem. As decisões eram sempre tiradas em
assembléias e sempre de todo o grupo. Esse foi o início dos sindicatos no
Brasil: com “S” maiúsculo. O sindicato onde quem decide são os trabalhadores:
eles se organizam para reivindicar direitos, para buscar garantir avanço na
relação capital-trabalho, e para garantir melhoria nas condições de trabalho e
de vida.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN
style="mso-ansi-language: PT-BR"><FONT size=3><FONT face=Calibri><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O tempo passou e aquilo que hoje temos
como sindicato já não é nem a sombra daquele do início. Hoje estamos diante de
uma superestrutura burocratizada e atrelada ao Estado e que dentro do sistema de
produção não coloca nem as discussões básicas, como, por exemplo, a reposição
das perdas salariais. Sindicatos que “cantam” vitória mesmo quando assinam
acordos rebaixados, ou como no caso dos professores de São Paulo, quando saem de
uma greve de um mês, com zero de reajuste. Isso tudo sem falar na precariedade
das condições de trabalho. As “vitórias” são de quem? A classe trabalhadora está
a cada dia mais abandonada por suas “representações” partidarizadas, que buscam
somente a conciliação e não o avanço nas lutas. Sindicatos que encerram greves
mesmo quando os trabalhadores estão dispostos a continuar na batalha. Sindicatos
que só sabem atuar em “mesas” e que esqueceram que as vitórias se constroem a
partir dos locais de trabalho; que comemoram o dia do trabalhador com Showmícios
patrocinados pelas próprias empresas exploradoras do trabalho de seus
associados. Seus dirigentes tornaram-se “executivos” sindicais que já nem sabem
o que é ser trabalhador, o que aumenta, a cada dia, a descrença por parte dos
trabalhadores na entidade. <o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><SPAN
style="mso-ansi-language: PT-BR"><FONT size=3><FONT face=Calibri><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Está na hora de buscar romper com
essa situação. Está na hora de resgatar a essência dos primórdios do
sindicalismo: a que colocava os/as trabalhadores/as como centro do movimento.
Resgatar a solidariedade entre as várias categorias e buscar romper com essa
espiral de encenações sindicais que nos impuseram. Temos que transformar as
assembléias em verdadeiros fóruns da vontade dos/as trabalhadores/as e não em
espaços de manipulação ou meramente informativos. Sabemos que o mundo do
trabalho mudou, mas mudaram também os sindicatos e os sindicalistas. Sejamos
conscientes e atentos, vamos retomar as rédeas desse processo. Vamos começar
desde já! Vamos lotar as assembléias e reivindicar nossos direitos, inclusive e
principalmente o de ser protagonistas de nosso próprio
destino.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P></FONT></DIV></BODY></HTML>