<html><head><style type="text/css"><!-- DIV {margin:0px;} --></style></head><body><div style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;font-size:10pt;color:#000000;"><DIV>Prezados companheiros, manos e minas.</DIV>
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<DIV>Eu e o Daniel vimos os materiais da INTERSINDICAL Bancária e segue um breve relato do que achamos dos documentos.</DIV>
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<DIV>Na tese do BB dos companheiros há problemas políticos graves: </DIV>
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<DIV>1- considera superado a crise econômica no plano nacional e em franca recuperação no plano internacional, sendo que os déficits públicos orçamentários dão a nova cara da crise, sobretudo na Europa (vide a Grécia). No Brasil, e a primeira vez que há deficit primário orçamentário desde 2001; </DIV>
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<DIV>2-" A baixa adesão ao movimento grevista" por parte dos bancários não tem como causa na "timidez de uma maioria na comissão de empresa" , mas na má-fe de uma burocracia que não quer que a base influencie o processo da campanha salarial, dada a simbiose dos dirigentes com o PT e com o governo. A timidez, talvez, seria de seus aliados na comissão de empresa.,</DIV>
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<DIV>3- A mesas separadas entendemos que é a tática possivel para se discutir as questões específicas, inclusive de pontos como a reposição de perdas (também defendida pelo documento dos companheiros). A mesa unificada postergaria, mais uma vez, debates sobre isonomia, pccs, etc. Afinal, creio que os companheiros não vislumbrem a possiblidade de que bancários de outras instituições financeiras privadas deliberem sobre especificidades dos bancários de bancos públicos e vice-versa. A tatica de mesa unificada "do começo ao fim" engessa a camapanh</DIV>
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<DIV>4- É uma reivindicação histórica que qualquer estatização tem de ser sob controle dos trabalhadores, mas os companheiros colocam que a estatização deve estar sob controle da "sociedade civil", do "povo", em que se compreende a burguesia também, classe que tem interesse oposto a dos trabalhadores;</DIV>
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<DIV>5- Os companheiros da INTERSINDICAL creditam parte das conquistas dos bancários da primeira década de 2000 GRAÇAS ao governo Lula e não APESAR dele, afirmando, inclusive, que recuperamos parte das perdas;</DIV>
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<DIV>6- Credita parte do fracasso das últimas campanhas salariais aos próprios bancários, quando estes são impedidos de participar;</DIV>
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<DIV>A tese apresentada pelos companheiros da INTERSINDICAL para a ocasião do CONECEF tem apenas doi problemas políticos, que são:</DIV>
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<DIV>1- creditar parte do fracasso das campanhas aos gestores/parte dos bancários;</DIV>
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<DIV>2- Colocam a mesa única como princípio, ainda que os companheiros defendam reivindicações históricas dos bancários do setor público, como reposição de perdas e isonomia, o que é um paradoxo.</DIV>
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<DIV>Esperamos ter contribuído para o debate.</DIV>
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<DIV>Márcio</DIV>
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