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Segue o rascunho do artigo para o jornal<br>

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Daniel<br>

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<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Campanha salarial 2010: o que esperar?</SPAN></P>
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<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Se depender dos dirigentes sindicais da CUT, não podemos esperar muita coisa, pois na assembléia que escolheu os representantes de São Paulo para o congresso do BB, disseram que será igual ao ano anterior. Ou seja, podemos deduzir que será uma campanha fraca, com pouca participação, pouca mobilização, muitos bancários parados, mas uma boa parte destes ficando em casa, "de pijama", esperando a assembléia que iria aceitar um acordo rebaixado (já previamente acertado) para voltar ao trabalho.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Este ano, temos razões para temer que seja ainda pior, pois o calendário está recheado por Copa do Mundo e eleições, com a nossa campanha salarial ficando prensada entre esses dois eventos que atraem a atenção geral. Se a campanha tivesse sido antecipada, com reuniões nos locais de trabalho, reuniões de delegados sindicais, plenárias regionais, plenárias por banco, assembléias, etc.; já teríamos uma campanha difícil. Sem essa mobilização preparatória, será mais difícil ainda.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">É preciso aqui parar de tapar o sol com a peneira e dizer as coisas como elas realmente são. Nos últimos anos, nossas greves tem sido de fachada, nossa campanha salarial uma farsa. Apenas uma minoria heroicamente participa dos piquetes, assembléias e luta para que a campanha aconteça. Não estamos desmerecendo o esforço daqueles que têm participado, pois estes estão cumprindo o seu papel, e nós mesmos, como parte do movimento, também temos tentado cumprir a nossa parte. Estamos constatando uma realidade: a maioria dos bancários não se vê estimulada a participar.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Nosso dever, como participantes conscientes do movimento, é partir da realidade como ela é para então transformá-la, apontar as falhas e trazer propostas para que sejam superadas. O que faz com que os trabalhadores bancários não se envolvam na campanha salarial? A nosso ver, o problema principal está na representação. Nossos representantes na verdade estão representando outros interesses que não os nossos. Especialmente num ano eleitoral, os partidos, que usurparam o controle do movimento sindical, tendem a fazer das nossas entidades de representação um instrumento a serviço das campanhas dos seus candidatos.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Independentemente de qual seja a opção de voto dos bancários, somos trabalhadores e temos um patrão, com o qual precisamos discutir questões fundamentais para nossa vida, como salário e condições de trabalho. Para fazer essa discussão, não podemos ter representantes que estão do lado do patrão. Precisamos, ao contrário, de mecanismos que garantam que a nossa voz seja ouvida. Precisamos de democracia na condução do movimento. Para isso, precisamos mudar a forma como tem sido feitas as campanhas.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Por que não acontecem reuniões nos locais de trabalho, reuniões de delegados sindicais, plenárias regionais, penárias por banco, assembléias? Por que não podemos escrever para o jornal do sindicato? Por que tudo é feito por representantes “biônicos”, que nomeiam a si mesmos para cumprir todas as tarefas? Quando acontecem assembléias, por que não podemos eleger a mesa que dirige a assembléia? Por que a mesa se esconde atrás de uma parede de brutamontes? Eles tem medo do quê? Por que os bancários não podem falar na assembléia? Por que temos que ser espectadores passivos e somos obrigados a ouvir um dirigente gritando no microfone? Por que nosso papel se limita a levantar o crachá para votar nesta ou naquela proposta? Por que não podemos participar da mesa de negociação, elegendo um representante na assembléia? Por que não podemos trocar os que negociam em nosso nome? O que eles tem a esconder de nós?</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Essas perguntas que fazemos já trazem consigo as respostas e as propostas para mudar o movimento, ou seja, democracia, participação, transparência, diversidade, independência.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">O jornal que se segue foi construído nesse espírito, trazendo a colaboração de bancários e bancárias de base, que estão no dia a dia das agências e locais de trabalho, atendendo público, sofrendo a pressão dos gestores, vivendo a realidade do trabalhador. Alguns tem pouca experiência militante, outros mais, mas todos expressam nos seus artigos a realidade, a vivência e o sentimento dos trabalhadores. Queremos construir uma forma diferente de fazer o movimento, através da participação real e democrática.</SPAN></P>
<P class=western lang=pt-BR style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; COLOR: #000000">Essa é a proposta do coletivo Bancários de Base. Somos um grupo ainda em construção, que busca ser a expressão real do cotidiano, das aspirações, das necessidades e dos anseios da categoria bancária, e também da sua disposição para mudar coletivamente a realidade. A construção do nosso projeto terá um momento importante neste mês de junho, quando vamos realizar nosso Seminário Sindical e definir nossa Carta de Princípios. Visite nosso blog, entre em contato, conheça nossas idéias e traga suas propostas para nos ajudar a construir esse projeto.</SPAN></P>
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