<html><head><style type="text/css"><!-- DIV {margin:0px;} --></style></head><body><div style="font-family:arial, helvetica, sans-serif;font-size:10pt;color:#000000;"><DIV>Prezados companheiros, manos e minas.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Segue a nota da LSR sobre o CONCLAT. Tenham paciência pois a nota é longa...</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Um forte abraço.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Márcio</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>
<P><FONT face="Times New Roman"><B><SPAN style="FONT-SIZE: 24pt">Divisão no Congresso e não formação de central unitária representa uma derrota para os trabalhadores</SPAN></B><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"> <o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A montanha pariu um rato! Um Congresso com 3180 delegados e mais de 4 mil presentes representando o que há de mais combativo no movimento sindical e popular, construído a partir de centenas de Assembléias de base em todo o país, incansáveis debates e negociações durante meses, e que poderia ter resultado na formação de uma forte organização de luta unitária, acabou resultando numa grande derrota. Uma derrota para todos os setores envolvidos, sem exceção. Uma derrota para o conjunto da nossa classe.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A divisão no Congresso da Classe Trabalhadora e a confusão política e organizativa que se seguiu só interessam aos pelegos, patrões e ao governo. Estes sim estão mais unidos que nunca para nos impor o congelamento de salários do funcionalismo, o veto ao fim do fator previdenciário, os cortes de 10 bilhões de reais já anunciados pelo governo, além da perseguição e repressão sobre quem luta.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A divisão no Congresso e a não formação de uma Central unificada vem completar tragicamente o desastre representado pela divisão da esquerda socialista nas eleições presidenciais desse ano. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Qualquer trabalhador avançado minimamente sensato hoje se pergunta – como a esquerda e as direções sindicais e populares podem ser tão irresponsáveis politicamente? Será que não compreendem a importância da unidade nesse momento tão difícil para quem defende a independência de classe frente a um governo que quer nos isolar, enfraquecer e aniquilar?</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Um Congresso vitorioso, resultando na formação de uma nova Central sindical e popular unitária, daria um novo ânimo para milhares de ativistas que hoje se enfrentam com os patrões e o governo. Uma nova Central unitária seria uma ferramenta valiosíssima para enfrentar o pacote de maldades que o futuro governo, seja ele encabeçado por Dilma ou Serra, terá que impor sobre os trabalhadores diante das contradições do capitalismo internacional em sua mais importante crise das últimas décadas.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Sem essa ferramenta de luta unitária estamos mais fracos, confusos, divididos e desorganizados – presas fáceis para os chacais neoliberais. Foi a crise capitalista e os ataques sobre os trabalhadores, como as demissões massivas na GM e Embraer, etc, que empurraram os dirigentes sindicais da Conlutas e Intersindical, além de outros setores, a retomar a idéia de unificação para melhor resistir. A falsa idéia de que a crise já passou é hoje dominante na sociedade. Mas, não passa de ilusão. Em 2008/2009 não estávamos suficientemente preparados para enfrentar os ataques. Continuaremos despreparados e divididos quando eles voltarem com força?</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>É doloroso hoje constatar que havia condições para concluirmos o Congresso de forma positiva, apesar dos limites na discussão política e as diferenças existentes. Um pouco mais de tolerância diante das divergências e senso de responsabilidade sobre o que estava em jogo, teria resultado num desfecho favorável a todos. O sentimento de indignação que resulta da divisão é natural e legítimo, mas só poderá servir para algo se pudermos fazer um balanço sério e tirar todas as lições dos erros cometidos.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>O Congresso da Classe Trabalhadora aconteceu a partir de um grande esforço de mobilização na base e negociações políticas entre os diferentes setores. É inegável que muitas das principais diferenças que, no início dos debates, pareciam intransponíveis, deixaram de ser obstáculos reais. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>No primeiro seminário realizado para debater as possibilidades de unidade, tanto a Intersindical quanto a corrente Unidos/CST/FOS (integrante da Conlutas), além de outros setores, defendiam a formação de uma central exclusivamente sindical e rejeitavam a participação do movimento popular.  Quando chegamos ao Congresso de Santos já havia um amplo consenso em torno da defesa do caráter sindical e popular da nova organização a ser criada. Esse acordo talvez tenha sido um dos mais importantes, pois tem a ver com a natureza mesma da organização a ser criada, além de ter uma implicação direta em nossa intervenção na luta de classes. Unificando organicamente sindicatos e movimentos populares, estaríamos enfrentando o desafio de organizar os setores mais oprimidos, precarizados e excluídos da classe trabalhadora.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A participação do movimento estudantil e dos movimentos contra as opressões na nova Central se manteve como ponto divergente. Na votação, uma ampla maioria aprovou a participação desses setores dentro de um limite máximo de 5% nas instâncias da nova Central. Apesar de mantidas as divergências, durante o Congresso não passou pela cabeça de ninguém romper o processo de unificação por causa disso. Qualquer um que queira colocar hoje essa questão como uma das justificativas para romper o Congresso não pode ser encarado seriamente. É preciso um sentido de proporção sobre o que está em jogo.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Outro exemplo concreto de acordo político construído refere-se ao tema da estrutura da direção da nova Central. Conseguiu-se construir um grande consenso, se não total pelo menos amplamente majoritário, no sentido de que a direção executiva da nova Central seria eleita nesse Congresso e não pela Coordenação Nacional aberta composta por representação das entidades. Houve também acordo em remeter para o próximo Congresso uma deliberação definitiva sobre o tema.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Um dos temas mais polêmicos durante todo o último período foi aquele referente à unidade da esquerda nas eleições desse ano. O PSTU, junto com alguns setores minoritários, de forma equivocada em nossa opinião, recusava-se a aprovar um chamado do Congresso em favor de uma Frente de Esquerda nas eleições. O fato de que o PSTU conseguiu obter maioria para sua posição (com a abstenção injustificável da Unidos/CST/FOS e até de um setor da Intersindical, sem falar na proposta confusa apresentada pelo MTL) foi um elemento negativo do Congresso. Porém, também não passou pela cabeça de ninguém dividir o Congresso por isso.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A gota d’água, porém, se deu com a votação do nome da nova Central. De forma intransigente e totalmente desproporcional, o PSTU junto com o MTL (que acabou jogando um papel muito negativo nesse sentido) insistiu até o fim no nome “Conlutas-Intersindical - Central Sindical e Popular”. Fez questão de colocar em votação essa proposta de nome mesmo diante da recusa da Intersindical em aceitar a utilização de seu nome na denominação da nova organização a ser criada. A intransigência na defesa desse nome serviu para acirrar a idéia de que estava em curso um processo de anexação dos demais setores ao projeto da maioria da Conlutas encabeçada pelo PSTU. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Uma inflexão mínima por parte do setor majoritário da Conlutas encabeçado pelo PSTU no sentido de aceitar uma proposta de acordo que invertia o nome da Central, passando a chamá-la de Central Sindical e Popular, seguida dos logotipos da Conlutas e Intersindical (uma proposta que hoje eles admitem que poderiam aceitar), teria diminuído as tensões e o clima de indignação presente em boa parte do Plenário. Essa mínima concessão poderia ter salvado o Congresso e evitado o desfecho trágico.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Ao não fazer essa concessão, o setor majoritário jogou no lixo todo o histórico da Conlutas em defesa da unidade com a Intersindical e da formação da nova Central. Ao invés de ser o motor da unificação, como foi no período anterior, o PSTU colocou a Conlutas na posição de entrave ao processo.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Faltou ao PSTU a grandeza política de entender que uma vitória imediata numa votação no Congresso não justificava os enormes danos que a ruptura provocou no processo de reorganização sindical e popular. A vitória do PSTU acabou sendo uma vitória de Pirro. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>É preciso reconhecer isso como condição para tentar reverter a situação. A atitude de considerar que, apesar de tudo, uma nova Central foi formada e a vida deve seguir como se nada tivesse acontecido, não é aceitável. A Secretaria provisória formada ao final do Congresso, sem os setores que saíram do Plenário, só terá sentido se for encarada como uma Comissão cujo principal objetivo é o de trabalhar pela recomposição das relações e a construção de um caminho unitário.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Ao mesmo tempo, não podemos concordar com a postura das correntes da Intersindical, da Unidos e outros setores de abandonar o Congresso. Intempestiva ou conscientemente planejada, a atitude acabou jogando esses mesmos setores e o conjunto do processo de reorganização num grau de caos e confusão política e organizativa que não serve a ninguém. A luta contra a postura hegemonista do PSTU poderia e deveria ser travada nos marcos de uma mesma organização.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Tão importante quanto saber ser maioria, qualidade que o PSTU demonstrou não ter, é saber ser minoria. Não podemos concordar com uma postura recorrente de romper quando se é minoria. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Não houve dúvidas ou questionamentos quanto aos resultados das votações. Queiramos ou não, havia uma maioria estabelecida no Congresso e isso inclusive não era surpresa para ninguém. Toda pressão e esforço para buscar convencer o setor majoritário do Congresso poderia ser justificado até o limite da manutenção do processo de unificação. A atitude de romper o Congresso não serviu a rigorosamente ninguém, nem mesmo aos setores que romperam.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>O infeliz resultado é que temos hoje uma situação mais confusa e um grau de polarização e tensionamento das relações superior ao que existia no período anterior. Alguns começam a tirar conclusões de que de fato não havia e não haverá base real para uma central unificada. É preciso cuidado para que não se caia num grau de conflito que inviabilize a retomada do processo de unidade que a classe trabalhadora necessita independente dos interesses de cada uma das correntes.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A cristalização de uma situação onde, de um lado, a Intersindical, Unidos e outros que romperam formem uma organização própria e, de outro lado, os setores majoritários da Conlutas, MTL, MTST e outros formem outra Central, não serve a ninguém. É preciso recompor as condições para a unidade.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>É verdade que o sectarismo se alimenta do refluxo no movimento de massas. Somente um grande ascenso de luta de massas poderá construir uma base sólida o suficiente para um processo qualitativo de reorganização do movimento sindical e popular. Mas, mesmo em situações de refluxo e defensiva por parte do movimento operário e popular é preciso dar respostas mínimas e preparar-se para uma mudança na situação. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A unificação da Conlutas, Intersindical e outros setores, no Congresso da Classe Trabalhadora teria representado um importante passo. A derrota do Congresso abre um período de maior dificuldade e muita incerteza. Mas, é preciso aprender as lições do ocorrido e buscar retomar o processo de reorganização sindical e popular.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>A corrente LSR participou do II Congresso da Conlutas e do Congresso da Classe Trabalhadora, como parte do Bloco de Resistência Socialista e sempre trabalhou, desde muito antes, na perspectiva da construção da unidade. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Não rompemos com o Congresso, mas também não entendemos que a nova Central que queríamos formar foi efetivamente construída. A atitude do PSTU e MTL de considerar que a Central foi formada e que a prioridade é defendê-la dos ataques de outros setores está errada. Da mesma forma, não concordamos com uma saída de cristalizar a divisão formando-se uma nova organização unindo os setores que romperam com o Congresso a partir da Intersindical, Unidos, etc. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Não consideramos que a Central pela qual lutamos foi formada e a Secretaria provisória organizada ao final do Congresso deve assumir um papel claro no sentido de buscar recompor as relações e reconstruir condições para a unidade. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=3>Nos marcos atuais e dentro dos limites de acordo já construídos antes do Congresso, nenhuma concessão é grande demais que não possa ser feita se o objetivo for recompor a unidade. Isso vale para medidas que ofereçam garantias democráticas às minorias. Vale muito mais para temas menores como a definição do nome. Trabalharemos para que se construam as bases de retomada das relações entre todos os setores que participaram do Congresso e até mesmo novos setores.</FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"> <o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P><FONT size=3 face="Times New Roman">Aprendamos a lição. Não há mais lugar no movimento operário para a disputa estéril pelo controle de aparelhos, o sectarismo e a obsessão pela autoconstrução em detrimento dos interesses globais da classe. No final das contas perdem as correntes e perde o movimento global dos trabalhadores. </FONT><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"> <BR> <o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P><FONT size=3><FONT face="Times New Roman"><B>Comitê  Nacional da corrente</B><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<P><FONT size=3><FONT face="Times New Roman"><B><I>Liberdade, Socialismo e Revolução – LSR</I></B><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><A href="http://www.lsr-cit.org/" target=_blank><B><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt"><FONT color=#0000ff face="Times New Roman">www.lsr-cit.org</FONT></SPAN></B></A><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><o:p><FONT size=3 face="Times New Roman"> </FONT></o:p></P></DIV></div><br>



       </body></html>